sábado, 22 de Novembro de 2014

Conferência “Prisioneiros de Guerra durante o Século XX”,

“Prisioneiros de Guerra durante o Século XX”, é o tema de uma conferência internacional que tem lugar em Lisboa, na faculdade de Ciências Sociais e Humanas, nos dias 24 e 25 de Novembro.

EFEMÉRIDE - AUMENTO AO EFECTIVO DO NRP CORTE-REAL

Foi a 22 de Novembro, do ano de 1991 que foi aumentado ao efectivo da Marinha Portuguesa a Fragata Corte-Real.

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

ADESÃO DO MUSEU MILITAR DE ELVAS E DO MUSEU MILITAR DO PORTO À REDE PORTUGUESA DE MUSEUS

O Exército, através do Museu Militar de Elvas (MME) e do Museu Militar do Porto (MMP), da Direcção de História e Cultura Militar, foi distinguido em cerimónia pública, realizada em 14 de Novembro, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, pela atribuição do diploma e da placa de credenciação à Rede Portuguesa de Museus (RPM).

Termina assim, com sucesso, um longo processo que se iniciou com a apresentação das respectivas candidaturas no final de 2010, seguindo-se posteriormente as visitas técnicas, os relatórios preliminares e os relatórios finais, elaborados pela equipa da RPM, que sustentaram o parecer favorável de adesão a esta rede, pela Secção Especializada dos Museus, da Conservação e Restauro e do Património Imaterial, do Conselho Nacional de Cultura, e que culminou com a publicação do Despacho Nº 6946/2014, de S. Exª o Secretário de Estado da Cultura, em Diário da República, IIª Série, Nº 102, de 28 de maio de 2014.

"Símbolo inquestionável de qualidade e profissionalismo museológicos, a Rede Portuguesa de Museus mantém-se como projecto estruturante da política cultural portuguesa, contribuindo para a valorização de cada museu que a integra e, simultaneamente, para o reforço estratégico do seu conjunto", é a mensagem retirada da Direcção Geral do Património Cultural.

O Exército congratula-se com a recente adesão dos dois museus militares à RPM, cuja rede integra 142 museus nacionais reconhecidos oficialmente pela qualidade técnica no cumprimento das funções museológicas. (Exército)

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

EXERCÍCIO DE CIBERDEFESA "CIBER PERSEU" 2014

No período de 10 a 13 de Novembro decorreu o exercício de ciberdefesa “Ciber Perseu 2014”. Este exercício teve por objectivos testar e validar no Exército procedimentos na área de ciberdefesa e disponibilizar ao país uma estrutura de exercício a que se puderam associar Instituições, Organizações e Empresas que pretenderam aproveitar esta oportunidade para treino interno e cooperativo.

O ciberespaço, sem limitações geográficas, facilita o lançamento de ataques a partir de qualquer local. Estas novas ameaças, devido à sua natureza assimétrica e efeitos potencialmente eruptivos e destrutivos, materializam sérios riscos para a Segurança e Defesa do Estado. Neste âmbito, enquanto que os riscos para a segurança se enquadram no âmbito da cibersegurança, os riscos para a Defesa do Estado enquadram-se no domínio da ciberdefesa, exigindo uma participação activa das Forças Armadas.

Tendo consciência de que a eficácia das acções de defesa do ciberespaço depende, fundamentalmente, da actuação sinérgica e colaborativa da sociedade portuguesa, o Exército decidiu disponibilizar esta oportunidade de treino a um conjunto alargado de entidades que têm um papel relevante na protecção do ciberespaço e que tiveram a possibilidade de participar no exercício na qualidade de “Jogador” ou de “Observador”.

A participação na qualidade de “Jogador”, permitiu às diversas entidades o desenvolvimento do seu plano de treino interno, integrado com o cenário geopolítico criado para o exercício, possibilitando o treino sincronizado de todas as entidades participantes, dando assim um acrescido realismo aos incidentes criados e aos respectivos planos de mitigação expectáveis.

Com o estatuto de “Jogador”, participaram diversas entidades, nomeadamente:Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Compta, Electricidade de Portugal (EDP), Edisoft, EID,Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Força Aérea, Guarda Nacional Republicana, Instituto Politécnico de Beja, Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC), Marinha, NOS, Polícia Judiciária, Portugal Telecom,Redes Energéticas Nacionais (REN), Rede Ferroviária Nacional (REFER), Universidade do Minho, Unisys, TEKEVER, Vieira de Almeida Associados e a Vodafone. Com o estatuto de “Observador” participaram 19 entidades.

O último dia do exercício contou com a presença de Sua Excelência o Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, que ressalvou a importância da cibersegurança e da ciberdefesa no mundo actual, bem como a necessidade de se ter quadros preparados para responder a este tipo de ameaças. (Exército)

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE O REGIMENTO DE ENGENHARIA Nº1 E A CÂMARA MUNICIPAL DO SARDOAL

Decorreu no passado dia 12 de Novembro de 2014 a assinatura do protocolo de colaboração entre o Regimento de Engenharia Nº 1 e a Câmara Municipal do Sardoal, enquadrando-se no âmbito do emprego da Engenharia Militar em Missões de Interesse Público.

O Protocolo estabelecido visa a execução de trabalhos inerentes à criação de faixas de gestão de combustíveis, nomeadamente beneficiação e alargamento do itinerário entre Entrevinhas e Presa, através de trabalhos de desmatação, nivelamento, compactação e de regularização de valetas.

A assinatura foi efectuada no edifício “Luís Serrão Pimentel” no RE1 em Tancos, pelo Comandante do RE1, Coronel de Engenharia João Manuel Pires e pelo Presidente da Câmara Municipal do Sardoal, Dr António Miguel Cabedal Borges. (Exército)

AQUARTELAMENTO PORTUGUÊS NO KOSOVO RECEBE VISITA DO MINISTRO DA DEFESA HÚNGARO

O Camp Slim Lines, aquartelamento português da "Kosovo Tactical Reserve Manoeuvre Battalion" - KTM do COMKFOR recebeu, no passado dia 14 de Novembro, a visita do Ministro da Defesa Húngaro (MoD), Csaba Hende.

O Ministro húngaro foi recebido pelo Comandante da KTM, TCor José NEVES, tendo-lhe sido prestadas as honras militares respectivas, cabendo ao 2º Comandante da KTM, Maj Sándor Horváth, o comando das forças do contingente húngaro da KTM.

Durante a visita, o MoD húngaro fez um discurso perante o contingente húngaro, relevando a importância da missão da KFOR para a estabilização da região.

A Hungria é um dos Estados contribuintes mais importantes da KFOR, com um efectivo de 310 militares no terreno, os quais desempenham funções no comando da KFOR, na KTM e no Multinational Battle Group East.

Actualmente, Camp Slim Lines, em Pristina, é um campo português, no qual está sediada a KTM. O campo tem 177 militares portugueses e 134 militares húngaros da KTM, acrescendo a estes 44 militares do NCC/NSE húngaro.

O Ministro da Defesa Húngaro assinou o livro de honra do 1BIPara/FND/KFOR, tendo enaltecido a excelente cooperação entre militares húngaros e portugueses na defesa de valores comuns para a paz e estabilidade do Kosovo e da região dos Balcãs. No final da visita, agradeceu ainda a recepção que os militares do campo Slim Lines lhe proporcionaram, desejando a todos a continuações de uma boa missão. (EMGFA)

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

NRP Viana do Castelo salva mais vidas no mediterrâneo

Ontem, 17 de Novembro, o Navio Patrulha Viana do Castelo efectuou uma nova acção de salvamento de 80 pessoas que se encontravam numa embarcação de borracha com motor, na posição das 80 milhas a nordeste de Trípoli, capital da Líbia.

​A operação de recolha destes imigrantes para bordo do navio português teve o seu início pelas 18h00, ficando concluída cerca das 19h45 (hora de Lisboa).

Das 80 pessoas, dos quais 19 são mulheres (uma delas grávida), apresentavam sinais de hipotermia e desidratação tendo sido prestados de imediato, os cuidados primários de saúde e sido distribuídos bens alimentares, água e cobertores.

O Patrulha Oceânico da Marinha Portuguesa, que já tinha a bordo 122 outras pessoas que recolheu a 65 milhas a norte de Tripoli, ficou, após esta nova acção de salvamento, com um número total de 202.

Concluídas estas duas acções, o NRP Viana do Castelo dirigiu-se para o porto de Catânia, Sicília, onde atracou hoje, pelas 10h30 (hora de Lisboa), tendo procedido ao desembarque dos 202 ex náufragos e efectuado a sua entrega às autoridades locais.

O patrulha oceânico Viana do Castelo encontra-se no Mediterrâneo Central, desde 02 de Novembro e, até ao momento, efectuou o salvamento de mais de quatro centenas de vidas provenientes do Norte de África. (Defesa)

domingo, 16 de Novembro de 2014

COMEMORAÇÃO DO DIA NACIONAL DO MAR

No dia 16 de Novembro assinala-se o Dia Nacional do Mar, a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional comemoram a efeméride através de várias iniciativas destinadas ao público em geral e que visam divulgar e celebrar o Mar.

sábado, 15 de Novembro de 2014

MDN e Instituto Politécnico de Tomar parceiros no Turismo Militar

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional considerou o protocolo de cooperação assinado esta sexta-feira entre o Ministério da Defesa Nacional (MDN) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) como “uma nova etapa no desenvolvimento do Turismo Militar”.

“Prezamos muito a comunidade académica e tudo faremos para envolver na linha da frente as autarquias e as entidades regionais com responsabilidades no Turismo, sem as quais não será possível fazer do Turismo Militar um fenómeno do qual nos possamos orgulhar”, explicou Berta Cabral numa intervenção no Auditório do IPT, em que revelou o logótipo que identificará a marca deste segmento do Turismo.

O Turismo Militar, que pretende valorizar a história militar e todo o património nacional que lhe está associado, terá uma associação sem fins lucrativos, aberta a todas as pessoas singulares ou colectivas que desenvolvam, directa ou indirectamente, actividades no sector de Turismo.

Em causa está um universo patrimonial que engloba unidades militares, museus militares, campos de batalha, espólio documental, necrópoles, monumentos e outro património edificado sob a tutela do Ministério da Defesa Nacional mas também de outras entidades estatais e municipais, ou mesmo sob propriedade de privados, que queiram associar-se a este movimento e reúnam condições para o efeito.

“Ao nível dos roteiros, por exemplo, tanto o IPT como o Exército, através da Brigada de Reacção Rápida e da Direcção de História e Cultura Militar, têm um histórico meritório que nos permitirá avançar de imediato com um conjunto de circuitos e itinerários nas regiões de Lisboa, Médio Tejo e de Elvas, autênticos projectos-piloto para o todo nacional”, revelou a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, acrescentando que, em breve, serão apresentados um sítio na internet e uma aplicação para dispositivos móveis específicos para o Turismo Militar.

Evocando o Centenário da Grande Guerra, Berta Cabral falou de novos caminhos e avançou o exemplo francês, onde o Turismo da Memória já movimenta mais de 7 milhões de turistas anualmente. Entre 2010 e 2013, o número de visitantes a memoriais em França, sobretudo monumentos e cemitérios militares, aumentou 16 por cento.

“O Turismo Militar, em todas as suas vertentes, reúne todas condições para dar um contributo importante para a manutenção e criação de postos de trabalho, com a vantagem de ser menos sazonal do que outros tipos de turismo”, afirmou a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional.

Imediatamente após a assinatura do protocolo realizou-se o seminário "Turismo Militar: um projecto dinamizador de destinos turísticos”, com intervenções de especialistas académicos e um militar, na presença dos Presidentes das Câmaras Municipais de Tomar, Aveiro, Abrantes, Constância, Sardoal e Vila Nova da Barquinha e de outras entidades ligadas ao Turismo. (Defesa)

NRP VIANA DO CASTELO EMPENHADO EM ACÇÃO DE SALVAMENTO NA LÍBIA

O NRP Viana do Castelo, que se encontra em patrulha ao largo da ilha italiana de Lampedusa, a sul da Sicília, no âmbito da Operação “TRITON 2014” da Agência FRONTEX, foi hoje empenhado numa ação de salvamento marítimo, para recolher 196 pessoas a bordo de uma embarcação de madeira, a 45 milhas a noroeste de Tripoli, capital da Líbia.

Chegados ao local foram recolhidas 15 crianças, incluindo um bebé de 1 ano e as restantes com idades até aos 10 anos, 20 adultos do género feminino e 166 do género masculino, num total de 201 imigrantes provenientes da Líbia, e de vários países de África.

Muitos dos náufragos encontravam-se com sinais de pré-hipotermia, desidratados e com fome, tendo-lhes sido prestados cuidados médicos primários e distribuída água, bebidas quentes, comida, cobertores e abrigo.

De salientar que durante o mesmo dia foram registados vários pedidos de ajuda às autoridades italianas, tendo sido empenhados diversos meios militares e civis.

A acção foi coordenada pelo Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo de Roma e pelo Centro Coordenador Internacional da Agência FRONTEX, em Roma.

A operação de salvamento foi dada como terminada cerca das 22h00, horas locais, estando o patrulha oceânico Viana do Castelo a dirigir-se ao encontro do navio da Marinha Italiana “San Giorgio”, que irá receber os imigrantes para posteriormente os desembarcar em terra.

O NRP Viana do Castelo permanecerá na área de patrulha disponível para outras acções de salvamento marítimo que surjam nas próximas horas. (mgp)

sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

Ministro da Defesa Nacional preside ao encerramento do exercício Ciber Perseu 2014

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco presidiu, ontem, ao encerramento do exercício Ciber Perseu 2014, no comando das Forças Terrestres, em Oeiras.

O major-general Arnaut Moreira, Director do exercício, fez uma apresentação detalhada tendo explicado que o Ciber Perseu é uma prática em que "o Exército disponibiliza ao País uma estrutura de Exercício a que se podem associar Instituições, Organizações e Empresas, que pretendam aproveitar esta oportunidade para treino interno e cooperativo”, tendo destacado o “entusiasmo crescente” dos participantes.

“Cada um treinou o que tinha que treinar nas suas áreas críticas; no final, o País saiu mais forte”, “as pessoas conheceram-se” e “este trabalho de interacção permitiu também associar cadeias de efeito dominó, que podem resultar num ataque no ciberespaço feito com uma dimensão apreciável”, referiu o general.

Pela primeira vez neste exercício, foi também integrada uma componente jurídica, para emitir pareceres e proporcionar um alinhamento jurídico, permitindo que as organizações participantes respondam de forma igual, através dos seus departamentos.

Antes do encerramento da sessão, o ministro da Defesa Nacional dirigiu algumas palavras aos presentes e saudou a “realização do exercício no modelo em que foi seguido porque esta interacção e cooperação permite duas coisas: uma capacidade de resposta mais eficaz e que haja um conhecimento mútuo e um desbravar de fronteiras, entre a dimensão militar e civil, o que é um valor acrescentado e ajuda a perceber melhor este dois mundos”.

José Pedro Aguiar-Branco relembrou ainda que a cibersegurança é uma “prioridade” estabelecida pelo novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional.

O Ciber Perseu 2014 incorporou a experiência adquirida pelo Exército, no âmbito dos exercícios multinacionais da NATO, envolveu elementos da Estrutura de Comando, da Estrutura Base e elementos da Componente Operacional do Sistema de Forças do Exército. Relativamente à componente civil participaram empresas como a EDP, a REN, o BANIF e Instituições como a Universidade do Minho, entre outros.(DN)

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Chegam ao fim 12 anos de presença portuguesa no Afeganistão

Os últimos 56 militares ao serviço da Força Internacional de Segurança deixam o país esta quarta-feira. Em 2015, serão enviados apenas 10 militares, numa missão de apoio e aconselhamento às forças afegãs.

Portugal deixa, esta quarta-feira, o Afeganistão, após 12 anos de missão que movimentou 3.100 militares dos três ramos das forças armadas.

Tudo começou em 2002, quando Portugal iniciou a sua participação na ISAF, a Força Internacional de Assistência para Segurança, com militares e um c-130. Era o início de uma época que viria a marcar as forças armadas portuguesas, na qual a Força Aérea esteve desde o primeiro dia, como destaca, em entrevista à Renascença, o porta-voz do ramo, tenente-coronel Rui Roque.

"A primeira projecção de capacidades revestiu-se da integração de pessoal especializado numa equipa médico-sanitária dos três ramos das forças armadas e também do destacamento de uma aeronave de transporte C-130. A projecção de qualquer uma destas capacidades viria a ter várias repetições ao longo destes 12 anos de contributo da Força Aérea Portuguesa para a Força Internacional de Estabilização e Assistência da NATO", diz Rui Roque.

Pelo Afeganistão passaram, só da Força Aérea, 700 militares. O treino foi contínuo, a logística volumosa e a prontidão máxima foi exigida.

Três anos depois, Portugal foi chamado a liderar o grupo de comando do aeroporto de Cabul e, mais uma vez, mostrou-se disponível. "É de realçar a responsabilidade nacional pelo comando do aeroporto internacional de Cabul ,que se verificou em 2005, por um período de cerca de quatro meses, comando esse liderado pela Força Aérea. Nesse mesmo ano, foi colocado no terreno a primeira equipa de controladores aéreos avançados da Força Aérea, equipas muito especializadas que deram um contributo muito importante, fundamental para o sucesso de um elevado número de missões de apoio aéreo próximo às tropas no terreno", conta o porta-voz da Força Aérea.

As condições do país nunca foram fáceis, mas o calor e as diferenças culturais foram sendo ultrapassados. A missão foi cumprida e o rigor e empenho elogiados.

Ainda em 2005, avançava para o terreno uma força de reacção rápida, formada por uma companhia do Exército, que esteve três anos naquele teatro de guerra. Foram os primeiros a entrar em acção no conflito directo, e portanto com maior risco.

A contribuição portuguesa volta a mudar de forma em 2008, com a OMLT, uma equipa operacional e de ligação, e depois com destacamento de um c-130 para transporte aéreo no território.

No ano seguinte, entra em acção uma divisão para assessorar as forças armadas afegãs e uma aeronave de transporte em apoio ao processo eleitoral naquele país.

Já em 2010, Portugal volta a colocar no terreno uma força de reacção rápida e no final do ano é projectado um grupo e instrutores da Marinha, Força Aérea e Exército para ajudar na fase de transição. Passam a estar no terreno 192 militares, fora a OMLT de Kabul, as pessoas destacadas nos quartéis generais e o piloto de f-16.

A partir de 2011, equipas da Marinha, Exército, Força Aérea e GNR passam a estar envolvidas na formação e treino das forças armadas e da polícia do Afeganistão. Foi assim até agora e o balanço é positivo, considera Rui Roque.

"A participação nacional e a participação da Força Aérea não tiveram só a vertente de combate, mas, fundamentalmente, a vertente de apoio às populações, que é sempre algo que nos enriquece como pessoas. Teve também a capacidade de transmitir aos nossos camaradas afegãos no terreno a possibilidade de poderem gerir e formar as suas próprias capacidades e valências em termos formativos e, depois, há todo um manancial de recordações de tudo aquilo que acontece neste tipo de situações muito específicas, que serve para enriquecer as experiências pessoais e institucionais de quem passou por este teatro de operações", relata.

Os últimos 56 militares ao serviço da Força Internacional de Segurança deixam o Afeganistão esta quarta-feira. Em 2015, serão enviados apenas 10 militares numa missão de apoio e aconselhamento às forças afegãs.

Chega ao fim uma época na história das forças armadas portuguesas que deixou marcas nos mais de 3 mil militares que por ali passaram, umas mais dolorosas que outras. (RR)

Marinha realiza exercício PRONTEX 14

O exercício tem como cenário fictício um conflito entre três países fronteiriços, que originou uma escalada de violência com graves consequências para a população e estabilidade da região. Devido à ruptura total entre as partes envolvidas é destacada uma força naval multinacional com o objectivo de garantir o cumprimento das resoluções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de forma a proporcionar paz e estabilidade à região.

Este exercício conta com a participação de nove navios de superfície e um submarino da Marinha Portuguesa, vários meios da Força Aérea Portuguesa e compreende, ainda, duas fragatas da Real Marinha de Marrocos.

A força naval multinacional é comandada no mar pelo Capitão-de-mar-e-guerra António Manuel Gonçalves Alexandre, sendo o Exercício PRONTEX 14 realizado sob o comando do Comandante Naval, Vice-almirante José Domingos Pereira da Cunha.
(Rádio Sines)

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Chefe de Estado-Maior da Força Aérea alerta para riscos da redução de meios

O Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, José Araújo Pinheiro, alertou, hoje, na ilha Terceira, para os riscos que a redução de meios físicos e humanos acarreta para o cumprimento das missões.

"Perante a complexa situação que a Força Aérea vive ao nível dos seus pilotos, particularmente os mais qualificados, e a realidade orçamental nos últimos anos, as opções de resposta vão sendo mais limitadas, sendo já notória uma redução da capacidade de prontidão e um consequente aumento do risco operacional", frisou.

José Araújo Pinheiro discursava na cerimónia de rendição do Comandante da Base Aérea n.º4, nas Lajes, na ilha Terceira, Açores, onde Eduardo Faria foi substituído por Tito Mendonça.

Apesar das dificuldades, garantiu que a Força Aérea tem feito todos os esforços para manter um "clima de segurança e bem-estar nas pessoas" da Região Autónoma dos Açores.

"O conhecimento geral tem-nos levado a tomar medidas para adequar as horas de voo e aprontamento de tripulações ao máximo possível e financiável e a determinar como prioritárias as missões de soberania e de segurança humana, com ênfase no apoio às ilhas, ou seja, orientar o esforço para as missões críticas e de inquestionável relevância", salientou.

Destacando a "relação íntima" entre a Força Aérea a comunidade local na ilha Terceira, que não se verifica de forma igual noutras partes do país, José Araújo Pinheiro sublinhou que as missões de busca e salvamento e as evacuações sanitárias sempre foram consideradas prioritárias na base das Lajes, entre as "vastas" responsabilidades da Força Aérea.

"No que concerne à Base Aérea n.º 4, sempre foi dado relevo às missões de busca e salvamento e à evacuação sanitária, pelo que, apesar de todos os constrangimentos, se tem feito tudo para garantir a prontidão dos meios afectos a estas tarefas de socorro e assistência", frisou.

O Chefe de Estado-Maior da Força Aérea realçou ainda o "espírito de missão" dos militares e civis da base, "a quem de forma continuada tem sido pedido muito mais do que seria normal".

"A recorrente redução de recursos humanos e materiais tem obrigado a um grande empenho e enorme exigência individual e colectiva de todos os militares e civis", apontou, acrescentando que o "quadro difícil" se repete em cada órgão ou unidade da Força Aérea.

José Araújo Pinheiro salientou também o "exemplo único e marcante de cooperação e relacionamento" com os Estados Unidos da América, com quem a Força Aérea portuguesa partilha infraestruturas nas Lajes, há mais de 68 anos, "em perfeita sintonia, espírito de entreajuda e sã convivência na persecução de objectivos comuns de preservação da paz".

"No contexto internacional, importa referir que apesar das mudanças geo-estratégicas, as Lajes continuam a ser uma facilidade aeronáutica extremamente importante face à sua localização central no Atlântico, como ponto de apoio para aeronaves em trânsito e para operações militares", frisou.

Por sua vez, o novo comandante da Base Aérea n.º 4, Tito Mendonça, disse estar "consciente dos obstáculos e dos condicionamentos" que terá de enfrentar, mas confiante de que conseguirá cumprir o seu dever.

"Tenho consciência das dificuldades que nos esperam. Acredito no profissionalismo, talento, generosidade e dedicação de quantos servem esta unidade. Não regatearemos esforços e tudo faremos para responder de forma eficiente e rigorosa aos desafios que encontrarmos pela frente", salientou. (DN)

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Conversas Informais no Museu de Marinha


ABERTURA SOLENE DO ANO LECTIVO 2014/2015 NA ACADEMIA MILITAR

Realizou-se, em 05 de Novembro de 2014, no Grande Auditório do Aquartelamento da Academia Militar na Amadora, a Sessão Solene de Abertura do Ano Lectivo 2014/2015 da Academia Militar (AM).

Na sessão, presidida por S. Ex.ª a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Dr.ª Berta Cabral, estiveram presentes as mais altas individualidades do Exército, bem como outros ilustres convidados civis e militares, titulares ou representantes das mais prestigiadas instituições do ensino superior universitário civil e militar nacional. Tal facto, para além de traduzir uma inequívoca manifestação de apreço pela AM, conferiu especial brilho, dignidade e relevância ao evento, motivo de enorme orgulho para o Comando da AM, para todos os que nela prestam serviço e, em particular, para os seus alunos.

Na sua essência, a Sessão Solene de Abertura do Ano Lectivo é o ato académico que marca formalmente o início de um novo ano de actividade na AM e onde, a par da apresentação de um balanço do ano lectivo transacto, são esboçadas as expectativas e enunciadas as linhas gerais, no plano académico, orientadoras do ano que ora se inicia.

A sessão teve início com a alocução do Exmo. Tenente-General Comandante da AM seguida da tradicional Lição Inaugural de título“Um Pequeno Poder Num Jogo de Grandes – Portugal e a Grande Guerra”, proferida de forma brilhante pelo Prof. Doutor António Telo.

No decurso da sessão solene destacaram-se ainda: a entrega das Cartas de Curso e Diplomas aos Alunos que concluíram os respectivos cursos e a entrega dos Prémios Escolares aos alunos que mais se distinguiram no ano anterior.

A encerrar a sessão, foi entoado o Hino Nacional pelo Grupo de Metais da Banda Sinfónica do Exército e pelo Coro da AM.(Exército)

NOBRE CASA DE CIDADANIA “CONSTRÓI” MURO DA MEMÓRIA DIGITAL

A Nobre Casa de Cidadania criou um monumento digital único, com o objectivo de eternizar os feitos de excepcional nobreza praticados por cidadãos portugueses anónimos em prol de terceiros.

O Muro da Memória (www.nobrecasadecidadania.pt/muro-da-memoria/) pretende reunir no mesmo espaço virtual, os Actos Nobres que têm vindo a ser reconhecidos no âmbito da Nobre Casa de Cidadania, para que a memória não se perca e possa ser transmitida às gerações vindouras.

A história de Portugal está repleta de feitos inesquecíveis e de personalidades que marcaram a evolução do mundo. Mas Portugal também é feito dos cidadãos anónimos que ali nasceram, vivem e trabalham diariamente. Homens e mulheres que, de uma forma discreta, vivem vidas extraordinárias ou praticam actos de extraordinária nobreza. São cidadãos como o Alexandre, que mergulhou nas águas do Tejo para salvar uma criança de três anos. Ou como o Paulo, que parou um autocarro em plena Ponte 25 de Abril para impedir alguém de se atirar para a morte.

Com o objectivo de resgatar estas e outras histórias do anonimato e do esquecimento, a Nobre Casa de Cidadania decidiu construir o Muro da Memória, que introduz um conceito único e inovador, recriando um verdadeiro monumento digital que perdure no tempo e sirva de inspiração a muitas outras pessoas. Para além da descrição dos Actos Nobres distinguidos e das imagens dos seus autores, o Muro da Memória permite uma iteração imediata com estes cidadãos através das redes sociais.

A Nobre Casa de Cidadania nasceu em maio de 2013 com o propósito de reconhecer e homenagear os cidadãos autores de Actos Nobres e, através desses exemplos, motivar e estimular à Cidadania. Ao longo do primeiro ano e meio de actividade já foram atribuídos Louvores a 33 cidadãos, de diferentes zonas do país, estratos sociais e idades demonstrando que qualquer cidadão pode praticar um Ato Nobre.

A selecção dos actos e cidadãos a agraciar é feita pelo Conselho Institucional da Nobre Casa de Cidadania, constituído pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, a Autoridade Nacional para a Protecção Civil, o Corpo Nacional de Escutas, a Direcção Geral de Educação, a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a GRACE, o INEM, a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Plataforma Portuguesa das ONG´s para o Desenvolvimento e a Polícia de Segurança Pública. (EMGFA)

Presidente da República visita Regimento de Cavalaria 3 (RC3)

O Presidente da República, Cavaco Silva, dedica o dia de segunda-feira a uma visita ao Alentejo, com passagens pelos concelhos de Estremoz e Borba, onde inaugura um pavilhão multiusos da Misericórdia, num investimento de um milhão de euros.

Durante a manhã, em Borba, o chefe de Estado visita a adega local, que produz anualmente um milhão de caixas de nove litros, sendo um dos maiores produtores nacionais do sector, e a "Aldeia Social" da Santa Casa da Misericórdia, onde inaugura o Pavilhão Multiusos "Caetano Gazimba".

O pavilhão da Misericórdia, instituição que está a comemorar 490 anos, envolveu um investimento de um milhão de euros, comparticipados em 250 mil euros através de fundos comunitários.

O equipamento, que inclui um ginásio, um auditório e uma piscina, com dois tanques, está integrado na "Aldeia Social" da Misericórdia de Borba, um espaço inter geracional que integra um conjunto de valências e que apoia cerca de 700 utentes.

Depois, Cavaco Silva segue para o concelho vizinho de Estremoz, onde começa por visitar o Regimento de Cavalaria 3 (RC3), a unidade mais antiga em actividade do Exército Português e que está instalada na cidade há 139 anos.

De volta ao setor vitivinícola, o chefe de Estado visita a Tiago Cabaço Wines, uma nova adega na periferia de Estremoz, integrando Tiago Cabaço a nova geração de produtores de vinho do Alentejo.

A visita de Cavaco Silva a Estremoz termina no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, um edifício do século XVII, que foi reabilitado, tendo o projecto sido distinguido na última sexta-feira pela plataforma UM-Cidades, com sede na Universidade do Minho, que atribuiu à Câmara de Estremoz o prémio Município do Ano 2014, na categoria região do Alentejo (menos de 20 mil habitantes).

A obra de reabilitação do palácio, que foi inicialmente utilizado como Paços do Concelho, foi inaugurada em Agosto de 2013, após um investimento aproximado de dois milhões de euros, co-financiado em 85% por fundos comunitários, sendo o edifício aproveitado sobretudo para as áreas da cultura e educação.

No palácio, o Presidente da República visita uma exposição comemorativa dos 100 anos da instalação da Cruz Vermelha em Estremoz e uma mostra de bonecos de Estremoz, em barro, e vai contactar com os artesãos locais.

O município de Estremoz está a desenvolver um processo que pretende chegar ao registo da "Produção de Figurado em Barro de Estremoz" na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). (DN)

Colóquio Internacional – A Grande Guerra na Falerística

O Colóquio realiza-se nos dias 21-23 de Novembro de 2014, com sessões na Universidade Lusíada de Lisboa, na Academia Militar, na Amadora e, a Sessão de encerramento na Batalha.
Mais informação em AFP

sábado, 8 de Novembro de 2014

Países do Mediterrâneo Ocidental cooperam em Iniciativa 5+5

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José Pinheiro, deslocou-se a Marrocos para participar numa reunião ao abrigo da iniciativa 5+5 Defesa, que tem como base a cooperação entre países do Mediterrâneo Ocidental: Argélia, França, Itália, Líbia, Malta, Mauritânia, Marrocos, Espanha, Tunísia e, claro, Portugal.

O encontro realizou-se no final de Outubro e serviu para reforçar o entendimento e a colaboração internacional em domínios como a vigilância marítima, segurança aérea, participação de Forças Armadas no âmbito da Protecção Civil, educação e investigação.

Desde a criação da iniciativa 5+5 Defesa, em 2004, várias actividades têm sido desenvolvidas para promover não só a segurança do espaço euro-mediterrâneo, mas também o clima de confiança entre nações. Entre elas, exercícios conjuntos e combinados, com o objectivo de testar a interoperabilidade entre as forças armadas de cada nação.

Uma das actividades que tem tido sucesso – e que foi posta em prática recentemente – é o exercício CIRCAETE, no âmbito da Defesa e Segurança Aérea. Este apresenta-se, desde 2007, como uma oportunidade de treino táctico para os meios em alerta de Defesa Aérea e para os CRCs/AOCs (Control and Reporting Center/Air Operations Center) envolvidos.

O exercício é efectuado com recurso a dois ou três cenários, que decorrem em simultâneo e de onde irrompem ameaças aéreas (simuladas por aeronaves militares). Essas ameaças são interceptadas continuadamente por aeronaves QRA (Quick Reaction Alert) dos vários países.

Importa frisar que, apesar de proporcionar treino ao pessoal, unidades e organizações envolvidas na gestão das operações de defesa e segurança aérea, o exercício tem como grande finalidade a troca de informação entre os pontos de contacto (POC) dos países membros da iniciativa, a fim de gerirem e tratarem em tempo real, dentro da área de interesse mútuo, as possíveis ameaças aéreas terroristas do tipo Renegade. (FAP)

CEMGFA E MDN VISITAM MILITARES PORTUGUESES NA LITUÂNIA

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), General Pina Monteiro e o Ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar-Branco realizaram, no passado dia 05 de Novembro, uma visita ao destacamento Português na Lituânia, que integra a missão Baltic Air Policing 2014 (BAP14).

Portugal que lidera o Bloco 36 (designação que corresponde a 4 meses de operação - de Setembro a Dezembro) da missão Baltic Air Policing 2014, possui um dispositivo de 70 militares e 4 aeronaves F16 que cumpriram, até ao momento, mais de 220 horas de voo.

Para além dos meios militares portugueses, o Bloco 36 integra meios aéreos canadianos (Siauliai - Lituânia), alemães (Amari - Estónia) e holandeses (Malbork - Polónia).

À chegada à Base Aérea de Siauliai, o CEMGFA e o MDN foram recebidos pelo Vice-Ministro da Defesa lituana, Marijus Velička, o Comandante da Base Aérea de Siauliai, Tenente-Coronel Vidmantas Rakl, o Comandante do Destacamento Português, o Tenente-coronel Carlos Lourenço e, em representação do Comandante do Destacamento canadiano, a Major Amanda Ives.

O programa da visita decorreu conforme planeado, iniciando-se com um brífingue sobre a missão BAP14, tendo terminado com uma visita ao destacamento português.

No final da visita e antes da tradicional foto de grupo, o CEMGFA e o MDN despediram-se dos militares portugueses, renovando os votos de sucesso para a missão. (EMGFA)

IPS assina protocolo com o Instituto dos Pupilos do Exército

A Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal (ESTSetúbal/IPS) e o Instituto Militar dos Pupilos do Exército (IMPE) assinaram, no passado dia 6 de Novembro, um protocolo de cooperação que visa a união das sinergias de ambas as instituições na futura rede pública regional de ensino profissional, no âmbito dos novos Cursos Técnicos Superiores Profissionais.

Com este protocolo pretende-se, ainda, proporcionar aos alunos do IMPE a oportunidade de conhecerem de forma mais aprofundada a dinâmica do ensino superior, através de visitas guiadas e da utilização orientada dos laboratórios da ESTSetúbal/IPS sobre matérias que pedagogicamente se enquadrem nos seus cursos.

A formalização do protocolo foi realizada pelo Prof. Doutor Pedro Dominguinhos, Presidente do IPS e pelo Coronel de Infantaria João Soares, Director do IMPE. (IPS)

sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Temos razões para estar preocupados com os russos?

A presença militar russa ao longo das fronteiras da NATO, sobretudo a aérea, não é novidade, mas a forma como estão a fazê-lo está a preocupar os generais da Aliança Atlântica. Para os russos, não passam de voos de rotina retomados em 2009, depois uma pausa de 17 anos, por iniciativa do Presidente e comandante supremo das Forças Armadas, Vladimir Putin.

"A partir de 1992, a Federação Russa decidiu unilateralmente suspender os voos estratégicos em áreas de combate remotas. Lamentavelmente, nem todos os países tomaram a mesma atitude, o que desencadeou alguns problemas à segurança da Rússia", afirmou na altura Putin, apelando à compreensão da comunidade internacional para o reatar destes voos.

Em setembro de 2013, andavam a fazê-los no Mar de Barents, a norte da Noruega, noticiavam as agências russas citando o porta-voz do ministro da Defesa, coronel Vladimir Drik. Durante um dos voos, que durou cerca de 17 horas, a tripulação treinou, entre outras coisas, o reabastecimento aéreo e os procedimentos a seguir quando são interceptados por caças da NATO. E não é que apareceram mesmo alguns F-16 e F-4F das forças aéreas da Dinamarca, Noruega e Reino Unido? Mas também uns MIG-31 russos, os únicos que tinham sido chamados para o exercício.

Nessa altura, informou o mesmo porta-voz, que os bombardeiros estratégicos Tupolev-95 e Tupolev-160 da Força Aérea Russa faziam cerca de 50 voos deste tipo por ano. Ambos operam a partir da Base Aérea de Engels, na região de Saratov, 800 quilómetros a sudeste de Moscovo.

Não é a primeira vez que estes voos agitam os meios diplomáticos. Em Agosto de 2013, os japoneses acusaram os russos de terem violado o seu espaço aéreo junto à Ilha de Okinoshima, litoral de Fukuoka (sudoeste), durante dois minutos, por dois Tupolev-95, idênticos àqueles que foram escoltados pelos F-16 portugueses. Nesse dia, quatro caças F-2 das forças aéreas de autodefesa (nome da aviação japonesa) foram ao encontro dos bombardeiros russos. Moscovo desmentiu a intromissão e coisa ficou por aí.

Segundo as forças armadas nipónicas, entre Julho e Setembro desse ano o alerta de invasão de espaço aéreo por parte dos russos disparou 105 vezes. A disputa territorial sobre as ilhas Curilas, no Pacífico, permitem perceber porquê.

Em novembro do ano passado, chegou a vez dos colombianos se queixarem de violação do espaço aéreo por dois Tupolev-160. Ao protesto do Presidente Juan Manuel Santos, respondeu o ministro da Defesa em Moscovo que a sua aeronave realizava uma missão de treino de combate, integrada num exercício conjunto com as Forças Armadas da Venezuela, e não violou qualquer norma internacional. Também dessa feita, a tripulação russa travou contacto com dois caças Kfir da Força Aérea colombiana. E lá seguiram viagem.

Durante este ano, a NATO registou um crescimento acelerado dos voos militares russos nos céus da Europa. Em abril surgem as primeiras notícias da intercepção, por caças da Royal Air Force de dois Tupolev-95. Em julho, um relatório da Comissão de Defesa do Parlamento britânico alertava para o risco, "baixo mas significativo", de um ataque da Força Aérea Russa e da impreparação das forças da Aliança Atlântica para responderem prontamente a este tipo de ameaça.

Na semana passada, o secretário-geral da NATO garantiu que a organização está forte e vigilante. "Essa força é a nossa resposta a estas incursões", que desde Janeiro "aumentaram três vezes" relativamente ao ano passado, disse o norueguês Jens Stoltenberg.

Com efeito, em 2014 já foram realizadas mais de 100 interceptações de aviões militares russos pela NATO, 19 dos quais entre 28 e 29 de Outubro.

Esta segunda-feira, o comandante supremo da NATO na Europa, o general norte-americano Philip Breedlove, disse que as recentes manobras de aviões militares russos em espaço aéreo europeu pretendem mostrar ao Ocidente que a Rússia é uma "grande potência", capaz de influenciar as resoluções da Aliança Atlântica.

Para os russos, são apenas "voos interessantes". "Conhecemos potenciais amigos. Os pilotos da NATO aproximam-se tanto de nós que até dá para ver a sua expressão. E levantamos a mão para cumprimentá-los", afirmou o piloto Yury Pelin à Ria-Novosti em Agosto de 2013.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/temos-razoes-para-estar-preocupados-com-os-russos=f896810#ixzz3IfBbXTFr

quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

ASSESSORES MILITARES PORTUGUESES RECONHECIDOS POR EXÉRCITO AFEGÃO

O acto de agradecimento por parte do Exército Afegão e da 111ª Capital Division (CapDiv), aos assessores do 8º Contingente Nacional na International Security Assistance Force (ISAF) teve lugar no passado dia 02 de Novembro, nas instalações da Capital Division.

O Comandante da Divisão, Tenente-general Qadam Shah Shahim, proferiu um discurso enaltecendo os trabalhos de tutoria e assessoria dos vários Contingentes Nacionais junto da 111ªCapDiv, realizados nos últimos 4 anos.

Seguiu-se a entrega dos diplomas de apreço aos assessores portugueses, um, exarado pelo Chefe de Estado-Maior do Exército do Afeganistão, General Karimi, e o outro pelo Comandante da 111ªCapDiv, Tenente-general Qadam Shah Shahim. (EMGFA)

Defesa e Forças Armadas com corte de 1,2 milhões em pessoal

As leis orgânicas da Defesa Nacional, do Estado-Maior das Forças Armadas e dos ramos militares foram aprovadas esta quarta-feira em Conselho de Ministros. Os diplomas prevêem um corte de 1,2 milhões de euros por ano em despesas com pessoal.

Os diplomas foram aprovados no âmbito da reforma Defesa 2020, alterando a estrutura de cargos dirigentes, superiores e intermédios que a secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional estima representarem uma poupança anual significativa: «Com a alteração ao nível de quem ocupa os lugares e com a redução de 11 por cento nos lugares de chefia, conduz-nos a uma redução de 1,2 milhões de euros por ano», disse a secretária de Estado, no final da reunião do Conselho de Ministros, citada pela Lusa.

Esses 11% referem-se a menos 12 lugares de cargos de primeiro nível, e determinados lugares passam a ser ocupados por postos inferiores.

Por exemplo, na Marinha, cargos ocupados até hoje por majores generais e contra-almirantes que passam a ser ocupados por comodoros e, na Força Aérea e no Exército, por brigadeiros generais.

Os diplomas prevêem uma redução de 75 unidades das actuais 168 do dispositivo territorial do Exército, e a «disponibilização de 57 imóveis para rentabilização».

De acordo com a secretária de Estado, a lei orgânica da Marinha passa a estipular a separação da Autoridade Marítima Nacional da estrutura da Marinha, mantendo-se como «elo comum» o almirante chefe do Estado-Maior da Armada à frente do ramo e da Autoridade Marítima. O objectivo, disse, é «garantir a disponibilização de recursos humanos e materiais para as missões da Autoridade Marítima Nacional».

Na Força Aérea, prevê-se igualmente a separação entre o ramo e a Autoridade Aeronáutica Nacional. A Lei Orgânica do Estado-Maior General das Forças Armadas incorpora as alterações aprovadas em Julho e Agosto passados à Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas, atribuindo mais competências ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

O general CEMGFA é o «responsável pelo planeamento e implementação da estratégia militar operacional, tendo na sua dependência hierárquica os chefes de Estado-Maior dos ramos» para a «prontidão, emprego e sustentação de forças e meios», segundo o comunicado do Conselho de Ministros.

Entre as novas competências do CEMGFA destacam-se a responsabilidade de «garantir o funcionamento» da saúde e do ensino militar.

Questionada sobre a revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas, Berta Cabral disse que o diploma «está a ser trabalhado» nos ramos e no ministério da Defesa, adiantando que «em breve» estará em condições de ser aprovado no Conselho de Ministros.

Os diplomas aprovados hoje «concluem a segunda fase da reforma Defesa 2020», aprovada em Abril de 2013, que estipula um orçamento para a Defesa Nacional de 1,1 por cento do PIB e uma redução de efectivos para 30 a 32 mil até 2020. (Fonte: TVI 24)

Navio hidrográfico russo detectado na Zona Económica Exclusiva Portuguesa

Um navio hidrográfico russo foi detectado na terça-feira na Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, em águas internacionais, anunciou hoje o ministro da Defesa português, José Pedro Aguiar-Branco.

O navio foi detectado, identificado e escoltado para fora da ZEE portuguesa durante a noite de terça para quarta-feira, tendo ficado fora dessa zona hoje de manhã, acrescentou o ministro.

"A missão foi cumprida durante a noite e até à manhã de hoje", precisou.

Segundo Aguiar-Branco, o navio foi identificado e escoltado por uma corveta da Marinha Portuguesa que zarpou de Faro e efectuou um trajecto para norte. (Agência Lusa)

EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE MARINHA "BATALHÃO DE MARINHA - EXPEDICIONÁRIO AO SUL DE ANGOLA 1914/1915"

A partir de dia 06 de Novembro e até 01 de Fevereiro de 2015, a Sala Henrique M. Seixas, no Museu de Marinha, apresenta uma exposição sobre a Partida do Batalhão Expedicionário de Marinha para Angola. 

A exposição pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 17h00.

A entrada é livre!

MILITARES PORTUGUESES ELOGIADOS POR COMANDANTE DA ISAF

O Comandante do 8º Contingente Nacional da International Security Assistance Force (ISAF), Coronel Nuno Marques Cardoso, foi recebido pelo Comandante da ISAF, General John F. Campbell (USA Army), no passado dia 03 de Novembro, no quartel-general da missão em Cabul.

O General Campbell agradeceu o esforço dos militares portugueses dos três Ramos das Forças Armadas que, durante 12 anos, executaram as missões ao serviço da ISAF, em prol do aumento da segurança, do desenvolvimento e da estabilidade no Afeganistão. Relembrou ainda os dois militares portugueses que perderam a vida neste Teatro de Operações e teceu rasgados elogios à dedicação e profissionalismo dos militares lusos.

No final do encontro, o Comandante da ISAF assinou o Livro de Honra do Contingente Nacional, colocando uma referência elogiosa à participação Portuguesa no Afeganistão. (EMGFA)

Ministro da Defesa visita hoje força nacional destacada em missão

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, desloca-se hoje à Lituânia para visitar a força nacional destacada integrada na missão da NATO nos países bálticos, encontrando-se igualmente com o seu homólogo lituano.

A visita, de um dia, começa com uma reunião entre Aguiar Branco e o ministro da Defesa da Lituânia, na capital, Vilnius.

O ministro da Defesa português desloca-se de seguida, de avião, para a Base Aérea de Iauliai (norte da Lituânia, a 210 quilómetros de Vilnius) onde assistirá a uma apresentação da missão e almoçará com a força nacional destacada.

Portugal lidera a missão "Baltic Air Policing" nos últimos quatro meses de 2014, operando a partir da Base Aérea de Iauliai, com um contingente nacional constituído por setenta militares da Força Aérea Portuguesa, seis F16 e o reforço de um avião de patrulhamento marítimo P3.

"Foi reforçado este ano especialmente com o P3, dadas as medidas de tranquilização definidas pela NATO em função da crise Ucrânia/Rússia", explicou aos jornalistas o ministro.

Portugal "voltará a assegurar a missão em 2016, referiu Aguiar Branco, explicando que essa responsabilidade tem cabido às forças nacionais de dois em dois anos desde 2007.

Estas missões de vigilância aérea do Báltico, em que participam também forças do Canadá, da Alemanha (na base de Amari, Estónia) e da Holanda (na base de Malbork, Polónia), destinam-se a assegurar capacidades que os países bálticos não tinham quando aderiram à NATO, afirmou o ministro.

Esta visita ocorre numa altura em que têm sido detectados aviões militares russos no espaço aéreo europeu, incluindo no Báltico e em espaço aéreo sob responsabilidade portuguesa.

"Não devemos ter uma perspectiva de dramatismo da situação. A verdade é que o contexto internacional no último ano alterou-se no que diz respeito à ameaça concreta do leste europeu, e também daquilo que são as evidências do chamado flanco sul, com o designado Estado Islâmico", afirmou Aguiar Branco.

Para o ministro, não é "saudável entrar-se numa lógica de escalada", mas argumentou que "é necessário encontrar formas de resposta mais rápida, quer do ponto de vista operacional, quer do ponto de vista da decisão politica". (N.M)

Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional visita a Madeira

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, visita a Região Autónoma da Madeira, nos dias 6 e 7, onde inaugurará o Polo de Stress de Guerra no Funchal e assinará três protocolos de cooperação com a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e outro com a Câmara Municipal do Porto Santo, onde também participará nas actividades do Dia da Defesa Nacional. (DN)