31 de julho de 2016

Vem juntar-te às Forças Armadas

Gostavas de ingressar nas Forças Armadas mas tens dúvidas, ou precisas de mais informação? Não sabes quais são as habilitações mínimas, idades máximas, requisitos ou se os testes físicos são exigentes?... Há formas muito simples e rápidas de obter informação. A Marinha, o Exército e a Força Aérea têm pessoal qualificado e disponível pronto para te ajudar e responder às tuas questões cara-a-cara, por telefone, email, pelo facebook e através das suas páginas na internet. Desde os cursos das academias e formações, assim como informações sobre categorias e postos, remunerações, incentivos e pré-requisitos até a informações para os pais, o Exército, a Marinha e a Força Aérea têm ao dispor dos cidadãos diversos canais de comunicação para esclarecer os possíveis interessados.

Marinha

A Marinha tem uma conta no facebook @RecrutamentoMarinha, uma linha dedicada ao recrutamento 800 204 635 e um número azul para informações sobre a Escola Naval 808 201 467. Na página da internet pode encontrar-se em destaque os procedimentos concursais em curso, fazer-se a candidatura online e verificar os resultados dos concursos. Para além disto, a página da internet tem ainda secções sobre as carreiras, as condições de admissão, as provas físicas de acordo com as diferentes categorias.

É possível ler sobre os incentivos e regalias da obtenção de habilitações académicas, os apoios à inserção no mercado de trabalho, os estatutos jurídicos dos regimes de contrato e as compensações financeiras e materiais. Há ainda secções dedicadas aos estágios e a perguntas frequentes. Podes ainda entrar em contacto através do email recrutamento@marinha.pt, do número fixo 213 945 469 ou visitar o Centro de Recrutamento da Armada ou as feiras onde este esteja presente.

Exército

O Exército tem uma conta no facebook @ExercitoRecrutamento, uma linha dedicada ao recrutamento 800 20 12 74, para a qual pode ligar nos dias úteis entre as 09h00 e as 17h30. Na própria página da internet do Exército, é possível encontrar um calendário de incorporações, com previsões de datas e vagas. Também é possível efectuar a candidatura online.

Na sua página, o Exército tem várias secções sobre como ingressar nas diferentes categorias (Praças, Sargentos, Oficiais) ou como se juntar às Tropas Especiais (Paraquedistas, Comandos, e Operações Especiais). Para além disto, podes ainda encontrar uma secção dedicada à transição da vida civil para a militar, na qual são enumerados os incentivos, as remunerações e explicações sobre categorias e postos. O Exército também enumera as vantagens que os jovens têm em seguir os seus estudos e carreira no Exército.

É ainda possível contactar através do correio electrónico recrutamento@mail.exercito.pt, visitar um dos Centros de Recrutamento ou Gabinetes de Atendimento ao Público ou participar num dos eventos ou feiras nas quais o Exército esteja presente.

Força Aérea

Tal como a Marinha e o Exército, a Força Aérea tem uma conta no facebook dedicada ao recrutamento @Recrutamento.FA e diversas linhas telefónicas: 800 206 449, 217 572 625/217 519 638, 225 506 120. É possível entrar em contacto através do email candidatura.fap@emfa.pt.

Na página do Centro de Recrutamento da Força Aérea pode-se submeter um pedido de informação através do formulário, ou fazer um pedido de visita para que a Força Aérea participe num evento. Nesta página pode-se consultar o Guia de Acesso à Força Aérea, submeter a candidatura online, saber mais sobre as inúmeras especialidades, a legislação em vigor, recolher mais informação sobre os quadros permanentes e os diferentes regimes de contrato.

É possível ainda aceder à legislação em vigor, às últimas notícias, recolher todas as informações relativas às provas de aptidão física, avaliações psicológicas e de inglês. Existe uma secção dedicada aos pais e educadores, onde explicam as mais-valias de uma educação e carreira na Força Aérea. Podes também visitar o Centro de Recrutamento da Força Aérea ou visitar uma das feiras, exposições em que a equipa esteja presente. (Defesa)

30 de julho de 2016

Fragata Álvares Cabral integra a força naval permanente da NATO

A Fragata Álvares Cabral largou hoje da Base Naval de Lisboa para integrar a Standing NATO Maritime Group 1, força naval permanente da NATO. A participação nacional será cumprida por 195 militares no Atlântico Norte e no mar Báltico.

Durante quatro meses, de 31 de Julho a 20 de Novembro, a Fragata Álvares Cabral participa nas Assurance Measures, uma missão da NATO, na qual todos os Estados-membros da aliança são chamados a contribuir, no sentido de garantir a capacidade de resposta por parte da NATO aos novos desafios de segurança.

A Standing NATO Maritime Group 1 é uma das quatro forças que garantem aos 28 membros da NATO a manutenção de uma capacidade marítima permanente. As forças navais da NATO são forças navais multinacionais, que integram navios de vários países aliados. Estes navios e os seus helicópteros estão permanentemente disponíveis para desempenhar diferentes tarefas, que vão dos exercícios navais às missões operacionais.

A Fragata Álvares Cabral é o segundo navio da Classe Vasco da Gama. Desde o seu aumento ao efectivo da Marinha a 24 de maio de 1991, que o navio tem contribuído para a segurança marítima internacional. A Fragata Álvares Cabral tem participado em diversas operações no âmbito da NATO como a Operação Active Endeavour, de combate ao terrorismo no mediterrâneo; a Operação Ocean Shield, de combate à pirataria na região no corno de África; e no âmbito da União Europeia sendo exemplo a Operação Atalanta, de combate à pirataria na Somália. Conta ainda com diversas participações no Operational Sea Training, no Reino Unido, que visa a certificação da operacionalidade para combate. (Defesa)

26 de julho de 2016

Ministro da Defesa satisfeito com prontidão das forças armadas portuguesas

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, congratulou-se por, “apesar das restrições”, as forças armadas portuguesas conseguirem manter a prontidão para operações na terra, no mar, no ar e no ciberespaço.

“Não sendo Portugal uma grande potência militar, tenho orgulho em ver que o meu país e as suas forças armadas conseguem, apesar das restrições a que temos vindo a assistir, manter a capacidade, a motivação e a prontidão”, afirmou o governante aos jornalistas em Viseu, onde hoje acompanhou as actividades do Dia da Defesa Nacional.

Azeredo Lopes referiu que os ataques terroristas que se têm verificado “são de natureza bastante diferenciada”, podendo ser “ataques isolados, como aconteceu tragicamente em Nice”, ou “uma sucessão de eventos violentos, como estão infelizmente a ocorrer na Alemanha”.

“Ou podemos estar a falar de ataques terroristas de enorme envergadura, como aconteceu em Istambul, em Bagdad, recentemente em Cabul e como também infelizmente tem vindo a acontecer no continente europeu”, frisou.

Neste contexto, o “esforço de defesa” é “cada vez mais cooperativo, integrado, internacional e cada vez mais impossivelmente estritamente nacional”, acrescentou.

O ministro lembrou que os militares portugueses estão hoje em teatros de operações muito longe do seu território, exemplificando que, em breve, vão participar na operação militar na República Centro Africana.

“Temos vários países a participar, várias organizações no mesmo teatro de operações e isso significa que hoje nós asseguramos a nossa defesa e credibilizamos o nosso país nessa área”, realçou, exemplificando também com operações no Kosovo e na Lituânia.

Hoje, em Viseu, Azeredo Lopes falou sobre a importância da defesa nacional para 95 jovens.

“Não vim cá para os convencer a inscreverem-se ou a aceitarem uma carreira militar”, disse aos jornalistas, acrescentando que, no entanto, é seu dever chamar a atenção para o que representa a defesa nacional e para “a pluralidade de formações a que se pode aceder numa carreira militar”.

Segundo o ministro, “a defesa nacional é indissociável da cidadania” e “eles são jovens cidadãos, têm a vida pela frente e é importante que o Estado não se desobrigue daquilo que é seu dever”. (Observador)

23 de julho de 2016

Chefe do Estado-Estado-Maior das Forças Armadas da Tunísia em visita oficial às Forças Armadas Portuguesas

As Forças Armadas Portuguesas receberam, entre 21 e 23 de Julho o Chefe do Estado-Maior do Exército e das Forças Armadas da Tunísia, Brigadeiro-general Ismail Fathalli.

Do programa oficial da visita salienta-se a realização das honras militares regulamentares e uma Cerimónia Militar de Homenagem aos Mortos em Campanha, junto ao Monumento de Homenagem aos Combatentes em Belém, uma audiência com o General Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Pina Monteiro, e uma apresentação sobre as Forças Armadas Portuguesas no Comando Conjunto para as Operações Militares.

O evento contemplou ainda uma visita ao Regimento de Comandos e à Base Naval de Lisboa, onde foram realizadas demonstrações das capacidades operacionais. (Emgfa)

22 de julho de 2016

MARINHA NA TALL SHIPS RACES LISBOA 2016

O Navio Treino de Mar Creoula estará aberto a visitas nos dias 22, 23 e 24 de Julho. No dia 25 de Julho, participará com o NRP Polar e NRP Zarco no desfile naval de grandes veleiros ao longo do rio Tejo, partindo seguidamente em regata com os restantes veleiros para o porto de Cádis.

Os visitantes terão ainda a oportunidade de conhecer e contactar com diversas áreas da Marinha, bem como participar em actividades de escalada, baptismos de mergulho, navegar num simulador de um navio, e conhecer a Escola Naval, o Instituto Hidrográfico e o Centro de Recrutamento da Armada, todos os dias das 10h00 às 01h00 e no dia 25 de Julho das 10h00 às 16h00.

O evento vai ter lugar no Cais de Cruzeiros, entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço. A regata Tall Ships Races é organizada com o intuito de manter vivas as tradições dos grandes veleiros, contribuindo para a preservação dos valores e das tradições, permitindo às novas gerações a oportunidade de desenvolverem o gosto e a ligação ao mar através do treino de vela e mar em grandes veleiros. (MGP)

20 de julho de 2016

Marinha Portuguesa com papel fundamental no REP16

O Secretário de Estado da Defesa Nacional ( SEDN) , Marcos Perestrello, marcou presença, esta segunda-feira, na apresentação do Exercício Recognized Environmental Picture( REP16), que irá ter lugar na costa portuguesa, em Sesimbra e Setúbal, durante o mês de Julho. O evento decorreu no Cais de Alcântara, e estiveram também presentes o Chefe de Estado-Maior da Armada, o Almirante Luís Macieira Fragoso, o Vice - Chefe da equipa de Submarinos (COMSUBNATO), o Almirante Mathew A.Zirkle, assim como vários representantes das várias instituições envolvidas na sétima edição do exercício.

Dois dos navios envolvidos no exercício, o NRP D. Carlos I e o NRV Aliance, serviram de palco de apresentação das expectativas, recursos e entidades envolvidas. Marcos Perestrelo e a restante comitiva passaram por várias exposições de equipamentos que serão utilizados no exercício e visitaram a sala de comandos do NRV Aliance. Porém, foi nas várias intervenções dos representantes envolvidos no exercício que a atenção se centrou, e onde o “contributo de valor” e o “apoio fundamental” da Marinha Portuguesa foram realçados pelos vários interlocutores internacionais.

Por sua vez, o Director e Cientista, João Alves, responsável pelo CMRE (Centre for Maritime Research and Experimentation), realçou a importância do exercício para a consolidação da cooperação entre todos os participantes, particularmente no que diz respeito às comunicações subaquáticas. O exercício aprofunda, como o mesmo referiu, conceitos em evolução como interrupção/delay tolerant networking (DTN) ou o da operação para veículos autónomos não-tripulados, quer sejam submarinos de superfície ou aéreos.

Recorde-se que o REP tem como objectivo central o teste, a avaliação e validação dos veículos autónomos não-tripulados em rede em ambientes operacionais, demarcando necessidades, potencialidades e necessidades do sistema marítimo internacional.

No exercício estarão envolvidos o NRP Escorpião, o NRP Pégaso, NRP Auriga, NRP D. Carlos I, o submarino NRP Arpão, bem como o NRV Alliance, navio de investigação da NATO agora operado pela Marinha Italiana.

Além da Marinha Portuguesa, o exercício internacional conta com a parceria da Universidade do Porto, da Marinha Belga, do SPAWAR (Space and Naval Warfare Systems Command), dos Estados Unidos, da empresa portuguesa Oceanscan, bem como de observadores do Naval Undersea Warfare Center, dos Estados Unidos, da NASA e da JPI Oceans. (Defesa)

17 de julho de 2016

RC6 reforça vigilância da área florestal do concelho de Braga

Desde o passado 5 de Julho que uma patrulha de militares do Regimento de Cavalaria n.º 6 (RC6) está no terreno, todos os dias e até de noite, para vigiar parte da mancha florestal do concelho de Braga e ajudar na prevenção de incêndios.

O protocolo que formaliza estas acções de vigilância foi assinado ontem, nos Paços do Concelho, pela mão do vice-presidente da Câmara Municipal de Braga e responsável pela Protecção Civil, Firmino Marques, e do comandante do RC6, Coronel de Cavalaria António Varregoso, com a presença de representantes de várias entidades ligadas à prevenção dos incêndios florestais.
O vice-presidente da autarquia referiu-se a um “grande dia para o concelho e para a protecção ambiental” e à concretização de “um sonho” graças aos esforços do actual e anterior comandante do RC6 junto da hierarquia do Exército.

A vigilância que está a ser efectuada pelos militares do RC6 complementa as acções já previstas no âmbito da prevenção de incêndios e a cargo de várias entidades, sob a coordenação da GNR.
A Polícia Municipal de Braga também está no terreno a fazer vigilância de diferentes zonas florestais do concelho.

As acções de vigilância dos militares do RC6 concentram-se em determinadas áreas geográficas definidas e coordenadas com as restantes entidades com responsabilidades na Protecção Civil e Firmino Marques não tem dúvidas de que elas serão “uma mais-valia”.
O comandante do RC6 garante vigilância diária, incluindo feriados e fins-de-semana. “Não haverá descanso na vigilância a quem põe em causa o património florestal que é de todos” afirma o coronel António Varregoso.

A vigilância nocturna é uma das novidades, aponta o responsável municipal pela Protecção Civil que acredita no “efeito dissuasor” desta medida.

Para o comandante do RC6, é dever dos militares “colaborar para o bem-estar da população”, o que já faz nos 26 concelhos da sua área de intervenção, com destaque, em matéria de incêndios florestais, para acções de rescaldo e pós-rescaldo.

O protocolo assinado ontem é “uma responsabilidade adicional” no concelho onde o RC6 está implantado. (Correio Minho)

16 de julho de 2016

Ovnis em Portugal

O ‘boom’ da ovnilogia deu-se entre os anos 40 e 80, mas desde o tempo dos descobrimentos marítimos portugueses que há relatos de fenómenos celestes incompreensíveis e avistamentos de objectos não identificados. No entanto, poucos relatos serão mais impressionantes do que aqueles que são relatados por pilotos profissionais. Como o episódio que envolveu militares da Força Aérea Portuguesa na Base Aérea da OTA, a 2 de Novembro de 1982.

Naquela manhã de céu perfeitamente limpo, o Tenente Júlio Guerra e os alferes Carlos Garcês e António Gomes fizeram-se à pista para um habitual voo de treino. Já em pleno voo, por volta das 10h50, Júlio Guerra, a bordo de um Chipmunk, apercebeu-se da presença de um objecto brilhante, que se deslocava de Norte para Sul. Estaria a voar a 5500 pés de altitude, sensivelmente, sobre a pequena freguesia de Vila Verde dos Francos (Alenquer). "Lembro-me dos acontecimentos desse dia como se tivesse sido ontem!", garante Júlio Guerra, hoje piloto da aviação comercial, à ‘Domingo’. "Primeiro pareceu-me ser apenas o reflexo do cockpit de um avião a jacto. Uma vez que aquela era a zona que me estava atribuída, voltei imediatamente para a esquerda para identificar o possível avião. Mas qual não é o meu espanto quando, dando uma volta de 180 graus, vejo uma bola brilhante e metálica, que começou a descrever uma elipse em meu redor", recorda. 

A situação começa a ser estranha e Júlio Guerra contacta a torre de controlo para que o informassem sobre o tráfego aéreo na zona. Qual não é o seu espanto quando, do lado de lá, lhe garantem que não há qualquer aparelho no ar. A situação provocou até alguns gracejos nas comunicações entre os militares. Júlio Guerra não se incomodou: "respondi-lhes que se achavam que aquilo era um balão que viessem até à zona ‘E’ ver com os próprios olhos!" Assim aconteceu, Carlos Garcês e António Gomes voaram para a zona onde estava Júlio Guerra avistando igualmente o objecto a olho nu. Júlio Guerra enceta-lhe então uma perseguição, apesar dos avisos de prudência dos colegas. "Eu tinha imensa dificuldade em acompanhá-lo. Tinha de fazer uma curva muito apertada com o pescoço completamente virado para o lado para não o perder de vista", conta agora o piloto. 

É então que decide arriscar tudo por tudo: comunicou aos colegas que iria aproximar-se para fazer uma rota de intercepção à aeronave desconhecida. Gomes e Garcês avisaram-no para que não arriscasse demasiado. Júlio Guerra não lhes deu ouvidos. Mantendo uma velocidade elevada constante, o engenho desconhecido continuava a descrever círculos em redor do monomotor, obrigando o experiente piloto a fazer curvas cada vez mais apertadas no céu. 

"Confiando na minha capacidade de manobra aeronáutica mas também já um pouco cansado daquela perseguição, que durou mais de 20 minutos, decido fazer a intercepção, esperando que ele passasse por trás de mim para me colocar na sua rota. Qual não é a minha surpresa, porém, quando o vejo a cair para cima de mim, a uma velocidade bruta. Ficou a uns 10 ou 15 metros, num voo algo instável, acima do avião. Pensei... ‘olha, já foste! Estimámos posteriormente que ele deveria atingir os 2500 quilómetros hora em voo horizontal e 500 km/hora na vertical. Depois desses escassos segundos voltou a ganhar estabilidade e desapareceu como um raio de luz em direcção à Serra de Sintra", relembra o piloto. Anos depois, a história de Júlio Guerra foi recuperada pela jornalista norte- -americana Leslie Kean, autora do livro ‘UFOs – Generals, Pilots and Government Officials go on the Record’, que se debruçou precisamente sobre o fenómeno ovni presenciado por homens e mulheres em cargos insuspeitos, de militares a responsáveis governamentais. O seu caso faz parte da ínfima percentagem de cinco por cento para a qual nunca foi encontrada explicação. 

Não foi caso único, como o Antigo Chefe de Estado General da Força Aérea, Tomás Conceição e Silva pode constatar ao longo da sua carreira. Pelas suas mãos passaram vários relatos e relatórios sobre a passagem de ovnis pelos céus de Portugal. Ele próprio testemunhou um acontecimento insólito na base aérea de Sintra a 2 de Novembro de 1959. 

Nessa manhã solarenga, Évora tinha sido acometida por uma chuva de filamentos – um fenómeno conhecido por cabelos de anjo, o qual tinha sido antecedido pela passagem de dois objectos voadores não identificados sobre a cidade. Em Sintra, na base aérea, caíram também alguns desses filamentos. Conceição e Silva que se encontrava na pista prestes a iniciar um voo de treino ainda pegou em alguns. "Pareciam de gelo, pois desfaziam-se imediatamente ao toque", recorda. Mas quis o destino que em Évora esses filamentos tivessem sido recolhidos pelo professor Joaquim Guedes do Amaral, que na época era o director da Escola Industrial e Comercial de Évora, amigo do seu pai, astrónomo e homem muito interessado pela ciência. Dias depois "o professor Guedes do Amaral foi a minha casa e levou consigo a amostra, cuja análise ao microscópio detectou um ser em forma de aracnídeo e que se movia quando pressionado, tudo indicando que fosse um ser vivo", conta. A amostra foi deixada na Faculdade de Ciência, que alguns anos depois a perdeu num incêndio. 

Nunca se chegou à verdade, tal como em muitos outros casos relatados. "Mas uma coisa é certa: os pilotos, quando vêem uma coisa no céu, podem não saber o que é, mas sabem sem dúvida o que ela não é…

Relatos de avistamentos de ovnis feitos por pilotos, bem como testemunhos colectivos e uma reflexão sobre lugares considerados ‘hot-spots’ foram compilados por Vanessa Fidalgo no livro ‘Avistamentos de OVNIS em Portugal’ (Edição Esfera dos Livros) que no dia 1 chega aos escaparates. O lançamento será a 19 de Julho, na FNAC Chiado, em Lisboa, conduzido pelo ex-Chefe do Estado- -Maior da Força Aérea Conceição e Silva. (Correio da Manhã)

Portugal, a NATO e a Segurança Nacional

Texto de José Conde Rodrigues

Somos um país que não sendo grande, nem rico, é inteiro e leal à sua soberania e às suas velhas alianças. Um país assim, não pode nem deve perder a primeira linha da defesa dos valores da liberdade

Realizou-se em Varsóvia mais uma cimeira da NATO, envolvendo os chefes de Estado e de Governo dos seus 28 membros incluindo, naturalmente, Portugal.

Para quem já não se recorda, a NATO nasceu em 1949, enquanto Organização do Tratado do Atlântico Norte (também conhecida por Aliança Atlântica) com o objectivo de garantir a defesa do Ocidente, após a calamidade da segunda guerra mundial. Curiosamente, depois de se ter expandido quer em número de membros quer em missões diversas pelo mundo fora (Afeganistão), a NATO regressa agora à raiz da sua fundação, precisamente, a defesa do Atlântico Norte, face ao recrudescimento da ameaça russa.

Foi uma cimeira realizada após o Brexit, na sequência de vários atentados terroristas no território de diversos estados membros, promovidos a partir da guerra na Síria e no Iraque e que teve ainda em conta a entrada da China na geopolítica do século XXI, (com um forte investimento em defesa e a criação da nova Rota da Seda).

A cimeira decorreu num clima de regresso ao gelo da Guerra Fria e às estratégias de defesa do território, assentes quer no armamento convencional quer no nuclear. A hora foi também de balanço dos progressos pós cimeira de Gales em 2014 que recorde-se, ocorreu em cima da invasão da Crimeia e em plena ofensiva dos separatistas ucranianos apoiados pela Rússia. Desde então foi posto em marcha o Readiness Action Plan, como forma de garantir uma efectiva dissuasão e consequente tranquilidade da Europa Central e do Norte.

A cimeira de Varsóvia da passada semana serviu ainda para abordar a segurança do flanco sul da Europa, nomeadamente, a ameaça continuada do terrorismo do DAESH e a necessidade de apoiar a União Europeia a lidar com as questões dos imigrantes ilegais e o tráfico de seres humanos que lhe está associado. O tema dominante, porém, acabou mesmo por ser a relação com a Rússia, na sequência das sanções que lhe foram impostas pela União Europeia e pelos USA, bem como o modo de encarar o crescente protagonismo desta no enclave de Kalinegrado, entre os estados bálticos e a Polónia.

Como novidade refira-se a recente instalação de novos equipamentos anti-mísseis por parte da NATO, instalação que serve de pretexto para que a Rússia e os seus aliados, alguns destes em países do Ocidente, digam que a América, através da Aliança, está a esticar a corda da tensão e, por conseguinte, a inevitabilidade do conflito.

O certo é que a resposta da NATO tem sido precedida de grandes operações de treino militar e de ciber-ataques a infraestruturas do lado de cá por parte da Rússia. E se até aqui a NATO, com todas as suas crises e dificuldades conseguiu garantir o objectivo da paz na Europa (com a terrível excepção da guerra na antiga Jugoslávia), a verdade é que esse mesmo objectivo volta a ser posto à prova no seu arco do Atlântico Norte.

A coincidir com a cimeira, a União Europeia apresentou a sua Estratégia Global para a Política Externa e de Segurança. Para muitos apenas mais um documento sem conteúdo operacional, pois a área da segurança europeia, precisamente pela existência da NATO e do papel decisivo que os USA nela representam, não tem sido uma verdadeira prioridade da Europa.

Como resultado prático saído da cimeira, a NATO reforçará a sua acção colocando no terreno mais militares junto à fronteira leste (três batalhões) bem como propõe-se a criar, respectivamente, a NATO Response Force, com 40.000 militares e a Very High Readiness Joint Task Force com 5.000 militares (para entrar em acção em 24h). A estes dispositivos acrescerá um maior envolvimento de meios aéreos e navais no patrulhamento dos mares Báltico, Árctico, Mediterrâneo e Negro.

Mas face a estes novos contornos da segurança ocidental, perante a dispersão do empenho dos EUA, cada vez mais focados no arco asiático, com destaque para o Pacífico e os mares do sul da China, qual será então o papel de Portugal, enquanto Estado membro da Aliança e parceiro com ligações históricas, demográficas, linguísticas e culturais em várias latitudes do globo? Que presença e grau de prontidão serão exigíveis a Portugal, para além das diversas missões de manutenção em que brilhantemente se tem envolvido? Qual o nosso contributo numa parceria, por enquanto defensiva mas que a qualquer momento se pode tornar ofensiva?

Portugal como membro da NATO quase desde a sua fundação, e como país com a mais antiga aliança estratégica ainda em vigor, (Tratado de Windsor celebrado com a Inglaterra, fez no passado 9 de maio 630 anos), tem não só o dever de acompanhar os novos desafios dos aliados, como a responsabilidade de gizar a sua própria Estratégia de Segurança Nacional para os próximos anos. Portugal também precisa de fazer o seu trabalho de casa.

Somos um país com a frente atlântica mais ocidental. Somos um país que construiu o presente com as glórias do passado. Somos um país que não sendo grande, nem rico, é, todavia, inteiro e leal à sua velha soberania de serviço e às suas velhas alianças. Um país que quando acredita, é campeão. Um país assim, não pode nem deve perder a primeira linha da defesa dos valores da liberdade, da democracia e do Estado de Direito, desde a primeira hora razão de ser da própria Aliança.

Portugal já tem um Conceito Estratégico Nacional, decorrente da Constituição. Para o concretizar, foi aprovado, entretanto, um Conceito Estratégico de Defesa Nacional, actualizado em 2013 e actualmente em vigor. Falta-nos aprovar um Conceito Estratégico de Segurança Interna (embora exista já publicado um documento de trabalho, elaborado pelo Grupo de Reflexão em Estratégia de Segurança da Universidade Nova) e, por último, mas não menos importante, uma Estratégia de Segurança Nacional que nos coloque a par dos nossos parceiros. Na posse destes instrumentos, não nos faltará a força e a inteligência para assegurar que o sucesso da NATO será também a garantia da nossa Segurança Nacional". (Observador)

Presidente da República vai à Base Aérea do Montijo

O Presidente da República quer transmitir confiança à Força Aérea e vai visitar as instalações da Base Aérea n.º 6, bem como, voar num C130H - o mesmo tipo de aeronave que vitimou três militares esta segunda-feira, 11 de Julho. "Eu próprio voarei num C130", anunciou Marcelo Rebelo de Sousa.

Antes de entrar para a Igreja dos Jerónimos, em Belém, onde decorre uma missa de homenagem aos três militares, Marcelo Rebelo de Sousa falou com os jornalistas e quis transmitir uma mensagem de confiança à Força Aérea. "Segunda-feira irei à Base Aérea do Montijo e terei oportunidade de saber o que entretanto terá sido indagado e dar uma palavra de confiança na Força Aérea, de confiança naquele tipo de aeronave. Eu próprio voarei num C130 nesse dia", disse o Presidente da República.

O professor destacou ainda o "exemplo" destes três militares, ao mostrarem que a condição militar, implica "estar ao serviço do país com risco da própria vida, em todos os momentos, mesmo em momentos de paz". Marcelo recordou ainda que estes homens "estão presentes na memória da Força Aérea, das Forças Armadas e do Comandante Supremo das Forças Armadas". (Sábado)

15 de julho de 2016

Frota portuguesa de C-130 está "profundamente envelhecida"

A comissão parlamentar de Defesa Nacional aguarda os resultados do inquérito ao acidente sofrido segunda-feira por um C-130H da Força Aérea Portuguesa para saber a causa e as circunstâncias do desastre, lamentando o "gravíssimo acidente".

O presidente da comissão, Marco António Costa, disse que irá transmitir junto do ministro da Defesa e das chefias militares que os deputados "fazem questão de saber o que causou o incidente, se foi falha técnica e qual a natureza, se foi falha humana e qual a natureza".

O tema foi suscitado na reunião desta quinta-feira pelo deputado do PS João Soares, que observou que a frota portuguesa de C-130 é uma "frota profundamente envelhecida" e frisou que é preciso saber o que se passou até por "uma questão de prevenção em relação ao futuro".

Lamentando o "gravíssimo acidente", o deputado do PCP Jorge Machado considerou "prudente" fazer chegar à Força Aérea Portuguesa a vontade da comissão de Defesa de receber os resultados do inquérito que foi aberto de imediato pela Comissão de Investigação da FAP.

O acidente é demasiado grave para que não se perceba a totalidade do que se passou para que não volte a acontecer", considerou.

Pelo PS, o deputado José Miguel Medeiros manifestou confiança no profissionalismo das Forças Armadas e considerou que "haverá o momento e tempo" para a comissão ter acesso ao relatório do inquérito.

Também o deputado Bruno Vitorino, do PSD, advertiu contra qualquer especulação sobre as causas do acidente, considerando que a comissão deve aguardar as conclusões do inquérito.

No início da reunião, a comissão apresentou um voto de pesar pelo acidente, na Base Aérea nº6, Montijo, que provocou três mortos e quatro feridos, e que será votado na próxima sessão plenária.(TVI)

14 de julho de 2016

Secretário de Estado da Defesa participa em actividades do Dia da Defesa Nacional

O Secretário de Estado da Defesa Nacional Marcos Perestrelo presidiu no passado fim-de-semana, ao Dia da Defesa Nacional, no Regimento de Artilharia em Vendas Novas. Desta feita, 98 cidadãos do Distrito de Évora com idades de 18 anos cumpriram a sua obrigação.

O Dia da Defesa Nacional é a data em que os jovens de 18 anos de idade se apresentam para cumprir os seus deveres militares e de cidadania tomando conhecimento in loco, da realidade e dos assuntos de Defesa Nacional.

Os três ramos das Forças Armadas e de Segurança, a que se juntam um conjunto alargado de parceiros institucionais, que vão dos municípios, às administrações regionais de saúde e ministério da Educação, concorrem neste dia para aprofundar o conhecimento sobre a missão das suas instituições.

Outros parceiros institucionais aproveitam também para recolherem informação relevante junto dos jovens sobre comportamentos e atitudes desta faixa etária da população, por forma a habilitar o Governo nas suas reflexões sobre políticas públicas. (Defesa)

Corveta afundada no Porto Santo

O presidente do Governo Regional da Madeira disse esta quarta-feira, no Porto Santo, que o afundamento da corveta General Pereira d'Eça se insere na estratégia de diversificação do turismo naquela ilha.

"Queremos diversificar o turismo no Porto Santo para além da praia e este afundamento insere-se nessa estratégia", afirmou Miguel Albuquerque, pouco depois de ter assistido à operação, conduzida pela Marinha Portuguesa, a bordo do navio patrulha NRP Cacine.

Um minuto e vinte e seis segundos foi quanto se aguentou a corveta Pereira d'Eça à superfície, após terem sido acionados os explosivos, indo depois assentar a 30 metros de profundidade, com o objetivo de criar um recife artificial para a prática de mergulho.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, o socialista Filipe Menezes, destacou, por seu lado, a importância que este segmento assumiu na região, realçando que representa entre 5 a 10% das receitas totais que a ilha arrecada com o setor do turismo.

"O afundamento da corveta é uma mais-valia para a economia local e vai atrair cada vez mais apreciadores de mergulho", sublinhou.

A General Pereira d'Eça foi afundada ao largo do Porto Santo, numa área de reserva natural integral, pelo que foi completamente limpa e descontaminada para não afectar a vida marinha.

Por outro lado, foram usados explosivos de corte, que não provocam ondas de choque e, como tal, não prejudicam a fauna e flora.

Este é o segundo navio a ser afundado no Porto Santo com o objetivo de criar um recife artificial e potenciar o mergulho, depois do "Madeirense", em 2000. As embarcações encontram-se a cerca de duas milhas náuticas uma da outra.

"Estamos desenvolvendo um novo conceito, que é o de Parque Marinho", explicou o presidente do Governo Regional, lembrando que está previsto para breve o afundamento de uma outra corveta da Marinha Portuguesa nos mares do arquipélago.

A corveta Pereira d'Eça foi construída em 1970, tem 1.438 toneladas e 85 metros de comprimento, mas os primeiros mergulhos só serão autorizados assim que terminarem os trabalhos de estabilização do navio no fundo do oceano e após uma verificação minuciosa da Marinha Portuguesa.

O Scuba Diving, entidade responsável pela gestão deste novo recurso turístico no domínio do mergulho, é uma parceria entre a Associação de Promoção da Madeira e os hotéis com centro de mergulho nas Ilhas da Madeira e Porto Santo. (JN)

13 de julho de 2016

Cimeira de Varsóvia reforça combate ao terrorismo

A Cimeira NATO em Varsóvia terminou no último sábado, 9 de Julho, após dois dias de reuniões de Chefes de Estado e de Governo, nos quais o Montenegro também participou. Portugal foi representado pelo Primeiro-Ministro, António Costa, pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e pelo Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes.

No final, os representantes assinaram uma declaração, na qual reafirmam que a NATO continua a ter como missão essencial assegurar que a Aliança permaneça uma comunidade inigualável de liberdade, paz, segurança, valores partilhados, incluindo liberdade individual, direitos humanos, democracia e Estado de Direito.

Perante os inúmeros desafios que o terrorismo apresenta como ameaça à segurança das populações e à estabilidade internacional, os Chefes de Estado e de Governo comprometeram-se que todos os membros e muitos parceiros da NATO irão contribuir para a Coligação Global contra o Daesh. Na declaração final da cimeira, os países aliados sublinharam que o combate contra o Daesh na Síria só será possível com um governo legítimo e frisam a “necessidade de uma transição política genuína e imediata” neste país.

Os 28 países da Aliança Atlântica afirmam ainda que continuarão a combater o terrorismo de acordo com o Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas. Para além disto, irão cooperar com os seus parceiros, auxiliando-os a criar resiliência contra os ataques, tendo em mente que “é necessário endereçar as condições conducentes à disseminação do terrorismo”.

Durante a Cimeira da NATO em Varsóvia foi declarada a capacidade operacional inicial da defesa contra misseis balísticos. Os aliados afirmaram que irão melhorar a antecipação estratégica do conhecimento situacional, considerando fundamentais as capacidades de informação, vigilância e reconhecimento para possibilitar “decisões políticas e militares atempadas e informadas”.

Como já tinha sido avançado durante a reunião ministerial ao nível dos Ministros da Defesa, decidiu-se fortalecer a ciberdefesa e reconhecer-se o ciberespaço como um novo domínio operacional, no qual “a NATO deve defender-se de forma eficaz, como o faz no ar, em terra e no mar”.

Durante a sexta-feira, os líderes decidiram também fortalecer a presença militar a leste, com quatro batalhões na Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia numa base rotativa. No início de 2017, uma presença avançada, composta por forças multinacionais numa base voluntária, será colocada a leste liderada pela Alemanha, pelo Canadá, Reino Unido e pelos Estados Unidos da América.

À margem destas reuniões, o Secretário-geral da NATO assinou uma declaração conjunta com os Presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, estreitando a parceria estratégica entre a NATO e a União Europeia. A declaração estabelece onde a NATO e a UE irão reforçar a cooperação, incluindo a segurança marítima e o combate a ameaças híbridas. (Defesa)

12 de julho de 2016

KC-390 "Um passo de gigante" para a aeronáutica nacional

A nova aeronave de carga e transporte militar da brasileira Embraer foi apresentada nas instalações da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, S.A., em Alverca. O Primeiro-Ministro, António Costa, felicitou os colaboradores de todas as empresas que colaboraram na produção do KC-390 e destacou o “trabalho em conjunto” do “Estado, da Indústria e da Academia”.

António Costa enalteceu ainda o trabalho da EMBRAER, acrescentando a importância do mesmo para Portugal, porque “representa” uma “parceria” com “um País irmão” que é o Brasil, “para além da história”, da “poesia” e da “novela”.

Classificando a produção do KC-390 como um “passo de gigante na qualificação do País” na aeronáutica, o Primeiro-Ministro referiu que “é com muito orgulho” que vê, na superfície da aeronave, a bandeira de Portugal, ao lado da bandeira do Brasil e da Argentina”:

António Costa relembrou ainda que Portugal contribuiu nas fases da “concepção”, da “engenharia” e da “produção”, faltando agora haver uma contribuição na “utilização”, referindo a este propósito que “lá chegaremos...”

Antes da apresentação física do KC-390, o Presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, falou da capacidade de criar emprego da empresa que lidera e destacou a “história bem-sucedida com Portugal, e que foi reforçada há cerca de 10 anos” quando a empresa decidiu colaborar com o “Governo Português”, através da OGMA.

Depois disso seguiu-se “o investimento em dois centros de excelência em Évora” e, mais recentemente, num de “materiais compósitos”, num total de 400 milhões de euros e empregando, diretamente, cerca de 2500 pessoas. “Cada KC-390 representa muitos empregos” e “muita exportação” para Portugal, sublinhou Jackson Schneider.

Antes de terminar, o presidente da EMBRAER, Segurança e Defesa destacou ainda a importância da parceria com a Ministério da Defesa Nacional e a Força Aérea que, desde sempre, “acreditaram no projeto”, relembrando ainda que a mesma irá continuar, num “potencial e efetivo uso” por este Ramo das Forças Armadas

Portugal é um parceiro de referência do programa do KC-390, sendo que colabora no projeto desde a fase de investigação e desenvolvimento. Enquanto o Ministério da Defesa Nacional, através da Força Aérea, apresenta-se como um parceiro estratégico essencial em todo o projeto, nomeadamente ao nível da certificação de requisitos operacionais e logísticos, para que a aeronave cumpra todas as exigências e requisitos operacionais e de segurança.

O KC-390 é uma aeronave de transporte militar táctico com capacidade de reabastecimento em voo, que representa um avanço em termos de tecnologia e inovação, tendo sido projetado para estabelecer novos padrões na sua categoria, com menor custo operacional.

Esta aeronave pode executar uma ampla gama de missões: transporte e lançamento de cargas e tropas, evacuação aeromédica, reabastecimento aéreo, busca e resgate e combate a incêndios florestais, entre outras. Apesar de concebido como um avião militar, este transporte estratégico pode servir fins civis, com capacidade para participar em todos os tipos de missões de interesse público. (Defesa)

Submarino português ficou preso em arrastão francês

O submarino português Tridente ficou preso, na manhã desta terça-feira, nas redes de um barco de pesca francês, em águas britânicas, num incidente sem danos materiais ou humanos, disse o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

O incidente ocorreu durante uma missão de treino com a Marinha britânica, na viagem de regresso do Tridente a Portugal, depois de ter estado em missão no Báltico, segundo o EMGFA.

De acordo com o porta-voz do EMGFA, Hélder Perdigão, o submarino veio à superfície por questões de segurança:

O Tridente veio à superfície para garantir a sua própria segurança e a do pesqueiro, libertou-se do cabo em que estava preso e continua a sua missão", disse à Lusa o porta-voz do EMGFA, Hélder Perdigão.

O submarino ficou preso a cerca de 55 quilómetros a sudeste do Cabo Lizard, a ponta sudoeste da Grã-Bretanha, em águas britânicas.

O arrastão largou a rede, com a ajuda de meios da Marinha britânica e regressou a França, indica um comunicado do comando marítimo do Atlântico francês, citado pela agência France Press. (TVI)

Conselho Superior de Defesa Nacional em Belém

O Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) reúne-se hoje no Palácio de Belém, pelas 15:00, com os resultados da cimeira da NATO e o ponto da situação sobre as Forças Nacionais Destacadas na agenda.

O Conselho Superior de Defesa Nacional fará o ponto da situação sobre as missões internacionais actuais e as que estão previstas para o segundo semestre do ano, incluindo o envio de uma força do Exército para a República Centro Africana. (DNnoticias)

11 de julho de 2016

Força Aérea abre inquérito a acidente com C-130

A Força Aérea Portuguesa anunciou hoje a abertura de um inquérito depois da morte de três militares devido a um acidente na descolagem de uma aeronave C-130H, que ocorreu na Base Aérea do Montijo.

"A análise às causas do acidente irá seguir os procedimentos previstos, através de um inquérito conduzido pela Comissão Central de Investigação da Força Aérea. A Força Aérea está de luto", refere a FAP em comunicado.

"A bordo da aeronave estavam sete tripulantes. O acidente causou três vítimas mortais, um ferido grave e três feridos ligeiros, todos militares da Força Aérea", acrescentou a FAP, adiantando que o acidente ocorreu cerca das 12h.

Ainda segundo a Força Aérea, os feridos foram assistidos no local e depois transportados para unidades hospitalares.

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, manifestou em nome pessoal e do Governo profundo pesar pela morte de três militares da Força Aérea, na sequência de acidente na descolagem de C-130H na Base do Montijo.

"A dedicação, a entrega e o serviço ao país prestado pelos militares que hoje pereceram não podem ser esquecidos. O Governo manifesta aos familiares, amigos e camaradas das vítimas as suas mais profundas condolências", referiu o ministro da Defesa, em comunicado.

José Alberto Azeredo Lopes deslocou-se hoje à tarde ao local do acidente, Base Aérea 6, Montijo, para transmitir o "profundo pesar" em seu nome pessoal e em representação do Governo ao chefe do Estado Maior da Força Aérea, Manuel Rolo, que lhe expôs as "circunstâncias do acidente, o apoio prestado às vítimas e aos seus familiares".

De acordo com a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil na internet, o alerta para o acidente foi dado às 12:20, tendo estado no local 49 operacionais e 16 veículos.

Durante a tarde, numa zona lateral da Base Aérea N.º 6, no Montijo, era possível ver uma parte do C-130H, que deitava ainda fumo, com vários carros de bombeiros e da força aérea junto à aeronave.

Pela entrada da base aérea foi possível ver sair várias ambulâncias e veículos dos bombeiros de corporações do Montijo, Alcochete, Moita ou Pinha Novo.

A FAP garante que vai ser prestado apoio aos familiares das vítimas mortais.

"Neste momento de profundo pesar, os nossos pensamentos estão com os familiares e amigos destes nossos camaradas, aos quais está a ser prestado todo o apoio necessário", concluiu. (TSF)

9 de julho de 2016

Projecção da Light Artillery Battery para a Lituânia

Decorreu entre 17 e 30 de Junho de 2016, a projecção da Light Artillery Battery disponibilizada para a NATO, no âmbito das Assurance Measures 2016, a decorrer na Lituânia, entre Julho e Outubro do corrente ano, envolvendo 35 viaturas, 7 Obuses e 120 militares.

A projecção desta Bateria de Artilharia de Campanha iniciou-se no dia 17 de Junho de 2016 com o movimento de viaturas e obuses Light Gun M119, desde o Regimento de Artilharia Nº 4, em Leiria, até ao porto de Setúbal. Já no dia 20 de Junho de 2016, após a chegada dos contentores com material destinado a equipar a força, iniciaram-se as operações de carregamento do navio, tendo este largado rumo ao porto de Klaipéda, na Lituânia, no dia 21 de Junho de 2016.

Os militares que constituem a força foram projectados por via aérea, tendo o destacamento avançado partido no dia 21 de Junho e os restantes no dia 29. Iniciaram no dia 30 de Junho as operações de recepção e movimentação de todo o material, desde o porto de Klaipéda até à região de Rukla, onde a força está aquartelada para o cumprimento da sua missão.

A Light Artillery Battery durante a sua permanência na Lituânia irá efectuar diversos exercícios de fogos reais de Artilharia em estreita ligação com forças da Lituânia, Alemanha, Estados Unidos da América, Letónia e Ucrânia. (Emgfa)

6 de julho de 2016

Autorizada compra de 167 blindados ligeiros para o Exército

O Ministro da Defesa Nacional (MdN), José Alberto Azeredo Lopes, autorizou o Exército a adquirir 167 viaturas tácticas ligeiras blindadas 4x4. O procedimento de aquisição deverá ser desenvolvido através da NATO Support and Procurement Agency(NSPA), não excedendo o montante máximo de 60.800.000€ (sessenta milhões e oitocentos mil de euros), até 2020, e de acordo com as verbas previstas na Lei de Programação Militar.

Esta autorização vai ao encontro de uma aspiração antiga das Forças Armadas e que é essencial para a modernização e o reforço da capacidade operacional do Exército, permitindo melhorar “a mobilidade táctica terrestre e de protecção da força, imprescindível à diferente tipologia de cenários e missões operacionais atribuídas ao Exército, em particular às Forças Nacionais Destacadas”, como se pode ler no despacho ontem assinado pelo MdN.

"As verbas para a aquisição destes veículos estão contempladas na Lei de Programação Militar, através do “Projecto Forças Ligeiras – Viaturas Tácticas Ligeiras Blindadas”, que se insere na categoria ML6 – Veículos Terrestres e seus componentes.

O MdN delegou no Chefe de Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, “a competência para outorgar, em representação do Estado Português, o Sales Agreement, que titulará as condições técnicas e financeiras da prestação de serviços de procurement pela NSPA com vista ao fornecimento das viaturas objecto do procedimento, bem como a prática dos demais actos necessários à condução do procedimento até à sua conclusão”. O procedimento da aquisição a ser conduzida pela NSPA será acompanhado por uma equipa de missão. (Defesa)

É possível fazer mais e melhor Cooperação Técnico-Militar com Cabo Verde

"Fazemos uma avaliação positiva da cooperação técnico-militar que tem decorrido nas últimas décadas, mas entendemos que é possível fazer mais e melhor e estamos, por isso, a procurar encontrar os mecanismos de entendimento para reforçar essa cooperação, procurando estabelecer um novo programa-quadro de cooperação técnico-militar, já a partir de 2017, que corresponda melhor aos objetivos estratégicos de Cabo Verde e também de Portugal", afirmou o Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, esta terça-feira, durante a visita oficial de dois dias a Cabo Verde.

O Secretário de Estado sublinhou que o interesse estratégico de Portugal passa em grande medida pelo reforço da “capacidade dos países de língua portuguesa". O Ministro da Defesa cabo-verdiano, Luís Filipe Tavares, também defendeu que "quanto mais fortes e mais capacitados estiverem os países de língua portuguesa do ponto de vista militar, mais capacidade terão de serem contribuintes líquidos para a segurança".

Para o Ministro da Defesa cabo-verdiano, Portugal tem sido um "parceiro estratégico" de Cabo Verde e os dois países têm vindo a trabalhar no sentido de reforçar a cooperação existentes há vários anos.

Esta terça-feira, último dia da visita, Marcos Perestrello participou numa cerimónia oficial na Assembleia Nacional para assinalar o 41 aniversário da independência de Cabo Verde. O secretário de Estado da Defesa português foi recebido pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

O navio-escola Sagres foi condecorado ontem, segunda-feira, com a “Estrela de Honra” da república cabo-verdiana, tornando-se “o único navio da Marinha Portuguesa a ostentar uma condecoração de um país estrangeiro: Cabo Verde, com quem subsistem laços de amizade de longa data”, afirmou o Ministro da Defesa cabo-verdiano.

O Secretário de Estado da Defesa Nacional destacou o papel do navio Sagres no estreitamento dos laços com os países da lusofonia, nomeadamente “na formação dos futuros oficiais de Cabo Verde”. O governante recordou ainda que nesta missão se encontra um aspirante da Marinha de Cabo Verde entre os 63 cadetes a bordo, o primeiro de um país de língua portuguesa a efetuar o estágio de embarque no navio.

Na missão, que inclui também a componente de formação para os alunos da Escola Naval, participam ainda mais cinco cadetes de países africanos de língua portuguesa: quatro angolanos e um moçambicano, além de outros da Alemanha, Espanha, Inglaterra, Marrocos, Tunísia e Turquia. Desde 1981 já embarcaram no navio-escola Sagres 28 cadetes oriundos de Cabo Verde. (Defesa)

5 de julho de 2016

MARINHA TESTA ROBÓTICA NO “ROBOTICS EXERCISE 2016”

No âmbito das actividades e projectos de investigação do Centro de Investigação Naval (CINAV),encontra-se a decorrer o “Robotics Exercise 2016” (REX16), sendo já a quarta edição deste exercício anual. 

O exercício esta semana, de 04 a 08 de Julho, decorre a bordo de um navio entre São Julião da Barra e Cascais. Na semana passada o REX realizou-se no Canal do Arsenal do Alfeite, no Rio Tejo.

Estes exercícios, que são promovidos pela Marinha através do Centro de Investigação Naval, visam testar e demonstrar tecnologias usadas em robótica e recolher dados para investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.

Para além dos investigadores do CINAV o evento conta com a participação de outras entidades de referência, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA) e TEKEVER.

Ainda associado ao exercício REX16, está a decorrer uma Escola de Verão subordinada ao tema “Introduction to advanced marine technologies”, que terá uma parte prática de mar em conjunto com o exercício. (MGP)

4 de julho de 2016

Força Aérea de Parabéns: 64 anos a servir Portugal e os Portugueses!

Este ano foi a vez de a Freguesia de Belém receber a cerimónia de comemoração do aniversário da Força Aérea, na passada sexta-feira. O Ministro da Defesa Nacional (MdN) , Azeredo Lopes, presidiu à cerimónia que captou a atenção de centenas de turistas e locais que visitavam o Mosteiro dos Jerónimos.

Perante cerca de 600 militares da Força Aérea (FA), Azeredo Lopes afirmou que a história do ramo mais novo das Forças Armadas demonstra que " o trabalho, o esforço, o mérito, a resiliência e a capacidade de adaptação conduzem sempre, inelutavelmente, ao sucesso".

O Ministro da Defesa ressaltou os vários planos de atuação da FA, destacando-se "de modo exemplar" no apoio às populações e num cumprimento " cada vez maior" do número de missões internacionais em que participa, contribuindo para "o reconhecimento, a credibilização e reputação" de Portugal além-fronteiras.

A mesma referência ao mérito foi feita pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, que frisou que a FA "soube e quis evoluir" ajustando-se às circunstâncias, " sabendo ambicionar e executar" a mudança necessária ao cumprimento das várias missões que abarca. "A Força Aérea tem vindo a cumprir com profundo sentido de zelo e profundo sentido de missão as missões e tarefas que lhe são cometidas", afirmou ainda o CEMFA.

Relativamente ao futuro, Manuel Teixeira Rolo pretende que o mesmo seja assente na modernização dos meios, na eficácia operacional e na satisfação da componente humana" da FA, assumindo-se cada vez mais como um "ator ativo na promoção da paz e da segurança".

Na sua intervenção durante a cerimónia, o Ministro da Defesa reafirmou ainda o desejo de o Governo de “repor progressivamente, de acordo com as condições políticas e orçamentais, a normalidade nas progressões e nas promoções". "Esta não é uma questão que se possa resolver só com a Defesa Nacional”, explicou, “mas é também verdade que o contributo e empenho que todos na Defesa Nacional têm vindo a desenvolver (...) pode ajudar com certeza a que realizemos o mais depressa possível este desígnio".

Após as intervenções, seguiu-se a imposição de condecorações a militares e civis. Um dos pontos altos da cerimónia foi a homenagem aos mortos em combate, altura em que quatro aeronaves F-16 sobrevoaram os céus de Belém. (Defesa)

2 de julho de 2016

MERGULHADORES DA MARINHA PARTICIPARAM NO EXERCÍCIO MAGRE 2016

O exercício MAGRE é um exercício anual de organização bilateral entre a “Armada Española - Unidad de Buceadores M.C.M.” e a “US Navy – EODMU 8”, contando com a participação da Marinha Portuguesa - Destacamentos de Mergulhadores Sapadores nº1 desde 2013, e cujo principal objectivo é adestrar e promover a interoperabilidade das equipas de inactivação de engenhos explosivos (também conhecidas por equipas EOD) em operações combinadas entre Marinhas aliadas.

O exercício desenvolveu-se em ambiente marítimo e portuário, tendo sido treinadas operações no âmbito da proteção de força, contra a ameaça de minas e engenhos explosivos improvisados num contexto de apoio a forças navais expedicionárias.

É de realçar que mesmo tratando-se de um exercício foram utilizados engenhos explosivos reais, como foi o caso das minas marítimas com grandes cargas explosivas, suficientes para neutralizar um navio.

O Destacamento de Mergulhadores Sapadores nº1 é a unidade da Marinha responsável pela inactivação de engenhos explosivos convencionais e improvisados em ambiente terrestre e submarino, tendo sido possível observar que o treino nacional tem seguido a mesma linha de pensamento das Marinhas Aliadas dando-se cada vez maior importância à ameaça de engenhos explosivos improvisados em zonas portuárias (MGP)

30 de junho de 2016

ABERTO CONCURSO PARA TRIPULANTES DE EMBARCAÇÕES SALVA-VIDAS

Está aberto o Procedimento Concursal comum para a constituição de relação jurídica de emprego público, por tempo indeterminado, para o preenchimento de 16 postos de trabalho, na carreira de embarcação salva-vidas – pessoal de convés e de 10 postos de trabalho, na carreira de motorista de embarcação salva-vidas, do Quadro de Pessoal Civil do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN). (MGP)

28 de junho de 2016

Exército decide substituir director de Educação

O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) decidiu substituir o subdirector do Colégio Militar, tenente-coronel António Grilo, e o Director de Educação e Doutrina do Exército, disse à Lusa o porta-voz do ramo.

Questionado pela Lusa, o porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira, disse que “foi nomeado Director de Educação o Major-General João Reis, sucedendo ao Major-General Cóias Ferreira”.

Prevê-se também, adiantou, que o tenente-coronel António Grilo, subdirector do Colégio Militar, “seja nomeado para o exercício de novo cargo”, quando terminarem as actividades escolares naquele estabelecimento de ensino, que ainda decorrem.

Estas alterações são “efectuadas em conformidade com as Normas de Nomeação e Colocação dos Militares do Exército e no cumprimento das prioridades estabelecidas” pelo CEME, Rovisco Duarte.

O ex-director de Educação e Doutrina do Exército exerce agora o cargo de 2º comandante do Comando das Forças Terrestres, adiantou.

Na semana passada, o Exército divulgou um comunicado com as conclusões da Inspecção realizada ao Colégio Militar no início de Maio, que não detectou situações de discriminação em função da orientação sexual ou outras.

Apesar disso, o general Rovisco Duarte decidiu criar um grupo de trabalho para rever o Regulamento Interno do Colégio Militar “no sentido de reforçar a mitigação de eventuais riscos que possam conduzir a qualquer forma de discriminação ou que possam colidir com outros valores centrais definidos na Lei e na Constituição da República Portuguesa”. (Observador)

27 de junho de 2016

Ministro da Defesa Nacional recebe Embaixador da Polónia

José Alberto Azeredo Lopes, encontrou-se, no passado dia 22 de Junho, com o Embaixador da Polónia em Portugal, Bronislaw Misztal, no Ministério da Defesa Nacional. (Defesa)

CERIMÓNIA MILITAR DE HOMENAGEM AO GENERAL RAMALHO EANES

Em 25 de Junho, teve lugar na Escola das Armas em Mafra, uma Cerimónia de Homenagem ao General Ramalho Eanes, por ocasião da comemoração dos quarenta anos da sua tomada de posse como primeiro Presidente da República eleito após o 25 de Abril de 1974.

A cerimónia foi presidida por S. Exª o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, contou com a presença de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, de S. Ex.ª o General Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, e dos Generais Chefes do Estado-Maior das Força Aérea e Exército. De entre os muitos convidados, destaca-se a presença de antigos Chefes de Estado-Maior-General das Forças Armadas e dos Ramos, assim como do Presidente da Liga dos Combatentes, do Presidente da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, e do Presidente da Associação 25 de Abril.

A cerimónia contou com uma Força conjunta composta pela Banda e Fanfarra do Exército, uma Companhia dos Estabelecimentos de Ensino Superior Público Universitário Militar (com um Pelotão da Escola Naval, outro da Academia Militar e outro da Academia da Força Aérea); uma Companhia da Marinha (com um pelotão da Escola de Tecnologias Navais e outro dos Fuzileiros); uma Companhia do Exército da Escola das Armas; uma Esquadrilha do Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea; e uma Bateria de Salvas do Regimento de Artilharia Antiaérea N.º 1 (Queluz).

Da cerimónia releva-se as alocuções proferidas pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (em anexo), General Pina Monteiro, do General Ramalho Eanes e do Presidente da República. O ponto alto da cerimónia materializou-se com a entrega de uma espada singular, dos Chefes Militares ao General Ramalho Eanes, como símbolo do Comando e sinal de reconhecimento e apreço pelos serviços prestados às Forças Armadas e à Nação. (Emgfa)

Ministro da Defesa Nacional recebe Embaixador da Roménia

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, encontrou-se, no passado dia 22 de Junho, com o Embaixador da Roménia em Portugal, Vasile Popovici, no Ministério da Defesa Nacional.

Durante o encontro, o Ministro da Defesa e o Embaixador conversaram sobre as relações bilaterais entre Portugal e a Roménia, a União Europeia e a Cimeira da NATO em Varsóvia. (Defesa.pt)

26 de junho de 2016

KC 390: O avião que se estreia em Portugal

Em Fevereiro do ano passado realizara o primeiro voo na cidade paulista de Gavião Peixoto e, quando chegou a Junho, já ia nas 300 mil horas de engenharia portuguesa - trata-se do KC 390, projecto que resulta da cooperação entre portugueses, brasileiros, argentinos e checos, estreando-se em Portugal (Évora e Alverca), primeiro país fora do Brasil a acolher o projecto, na próxima semana e a 4 de Julho.

O avião em causa destina-se a transporte militar e a ideia é que se transforme num substituto do C-130. Depois das fábricas da Embraer em Évora estará na OGMA de Alverca no referido dia 4. Entre os dias 11 e 17, a aeronave vai marcar presença na feira internacional inglesa de Farnborough

As autoridades portuguesas pretendem adquirir seis unidades, com os testes a decorrerem de acordo com os interesses da própria Força Aérea. (Económico)