terça-feira, 21 de Outubro de 2014

General Artur Pina Monteiro visita EUA

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro realizou, entre 15 e 16 de Outubro, uma visita oficial aos Estados Unidos da América, a convite do seu homólogo hairman of the Joint Chiefs of Staff - General Martin Dempsey, com quem esteve reunido.

A visita, que é a primeira desde 2008, permitiu o estreitamento dos laços de cooperação bilateral entre os dois países e da sua relação como aliados no seio da NATO, num período marcado pelo surgimento de desafios e ameaças à segurança internacional.

No decurso da visita, e a convite do Vice-Charmain of the Joint Chiefs of Staff, Almirante James Winnefeld, o General Pina Monteiro esteve num jantar de trabalho que contou também com a presença do Senhor Embaixador Nuno Brito, para além de outras entidades militares norte-americanas.

O General Pina Monteiro participou ainda numa cerimónia de homenagem às Forças Armadas Norte-americanas, no Túmulo do Soldado Desconhecido, no Cemitério de Arlington, Virginia, onde foi depositada uma coroa de flores. Embora singela, a cerimónia ficou marcada por elevado patriotismo. (EMGFA)

ABERTURA SOLENE DO COLÉGIO MILITAR

Realizou-se no dia 17 de Outubro de 2014 a abertura solene do ano lectivo no Colégio Militar.

Do programa da cerimónia destacou-se a apresentação dos novos alunos, as palavras de boas vindas, seguindo-se o Desfile do Batalhão Colegial, culminando com a Sessão Solene, que incluiu a Lição Inaugural, proferida pela Drª Susana Pereira e intitulada “O Português, uma Língua no Mundo e do Mundo”, a entrega de medalhas e prémios aos alunos, terminando com a entrega de diplomas aos alunos finalistas do ano lectivo 2014/2015.

O evento foi presidido por S.Exa o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo.

Estiveram presentes várias altas individualidades civis e militares, bem como familiares e amigos que muito dignificaram este tradicional dia festivo no Colégio Militar. (Exército)

Homenagem Nacional aos Mortos da Grande Guerra (Vídeo)

KC-390 têm a marca da engenharia portuguesa

A Embraer apresenta nesta terça-feira o KC-390 e quem seguir as pistas que nos últimos quatros anos ditaram o seu desenvolvimento poderá constatar que o primeiro avião militar de carga do gigante aeronáutico brasileiro é, em parte, uma criação da engenharia portuguesa.

Quem olhar para as peças do avião que ambiciona disputar o lugar do histórico Lockheed Hércules C-130 desenhadas pelos técnicos da EEA, Empresa de Engenharia Aeronáutica pode pensar que se trata apenas de acessórios, mas para as desenhar, calcular a sua resistência ou para validar o seu fabrico foram necessárias mais de 250 mil horas de engenharia. Desde que a EEA (uma empresa controlada pelo Estado via IAPMEI e, com 80% do capital, pelo CEIIA - Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel) foi seleccionada pela Embraer para participar no consórcio que desenvolveu o KC-390, trabalharam no projecto em permanência mais de 40 engenheiros e, nos picos de exigência, a equipa chegou a contar com mais de 120 profissionais.

“Foi um passo extraordinário para a engenharia portuguesa”, diz Jacinto Bettencourt, presidente da EEA. O CEIIA já tinha participado em projectos de desenvolvimento para a AgustaWestland, um construtor de helicópteros anglo-italiano, e está associada à Daher-Sokata no plano que levará á construção do novo Falcon. Mas nenhum destes projectos pode comparar-se às exigências do KC-390. Desta vez, a engenharia do CEIIA teve a responsabilidade de desenhar e fazer cálculos de resistência estrutural de uma parte central do dorso do avião (sponson, em inglês), onde se vão instalar as portas do trem de aterragem, dos elevadores das asas traseiras, cada um com seis metros, e ainda da fuselagem. “Foram ao todo 1600 peças desenhadas de acordo com os standards mais exigentes que se conhecem”, diz Bettencourt.

O KC-390 começou a ser pensado em 2009 e, antes de fazer o voo de estreia, ainda este ano, exigiu investimentos em desenvolvimento na ordem dos 1500 milhões de euros. A sua ambição é concorrer com o Hércules C-130, que se produz desde 1950, no mercado dos aparelhos militares de carga - apesar desta vocação, o avião da Embraer também tem uma vocação civil. O protótipo da Embraer quer disputar até 20% do mercado deste segmento, usando como trunfo o facto de ser mais barato, mais económico, de transportar mais carga (23 contra 20 toneladas), de ser mais rápido (850 km/h contra 670 km/h) e de ter um alcance superior (6200 contra 3800 km). Além destes trunfos, o KC-390 pode aterrar em pistas mais curtas (uma exigência da Força Aérea Brasileira para operar na Amazónia), e está preparado para reabastecer e ser reabastecido em pleno voo.

“É um avião que estará na vanguarda da tecnologia aeronáutica”, diz Luís Rebelo, o responsável pela unidade do CEIIA que liderou o processo. Todos os seus mecanismos são geridos por impulsos eléctricos, o que dispensa o uso de cabos e de hastes. Em missões de resgate e de reconhecimento as janelas aumentam de tamanho, reduzindo-se em voo de cruzeiro para aumentar a velocidade e gastar menos combustível. Ao todo, o aparelho pode transportar 80 soldados, mais a tripulação. Nas operações de reabastecimentos, consegue carregar 23 toneladas de combustível nas asas e na deposição de forças em combate é capaz de transportar um blindado ou um helicóptero Blackhawk.

Quatro anos de trabalho

A aventura da empresa de engenharia na construção do KC-390 começa quando a Embraer contacta Portugal à procura de parceiros para o desenvolvimento de um avião que, nos dias que correm, implica uma rede de saber técnico e uma cadeia de fornecedores que “faz lembrar a construção de uma catedral na Idade Média”, na avaliação de Jacinto Bettencourt. Para Portugal a oportunidade era única: tratava-se não apenas de um trabalho de engenharia, mas também de construção aeronáutica, nas OGMA (ver texto ao lado). Ou seja, no horizonte estava em perspectiva a criação de um cluster aeronáutico. Hoje, além da EEA e das OGMA, estão envolvidos na cadeia de fornecedores do KC-390 mais 16 empresas nacionais.

Mas antes de chegar a esta fase de produção, era preciso entrar na alma do projecto. Durante um ano, uma equipa de engenheiros do CEIIA teve de acompanhar os primeiros estágios de desenvolvimento do projecto no Brasil. Esse momento de “adaptação aos métodos e normas da Embraer foi o mais difícil”, admite Luís Rebelo. O vai-e-vém entre o Porto e São João dos Campos, no estado brasileiro de São Paulo, nunca parou, mas com o passar do tempo os desenhos foram sendo feitos, os cálculos avançaram e os módulos completos encomendados à EEA entraram em fase de certificação e de produção, uma tarefa acompanhada pela equipa de engenharia. No Brasil, nas instalações da Embraer, os componentes desenvolvidos e fabricados em diferentes partes do mundo serão finalmente integrados num hangar especialmente construído para o efeito, onde o KC-390 será nesta terça-feira apresentado.

A oportunidade permitiu ao CEIIA, na qualidade de parceiro maioritário da EEA, ser incluído na lista dos fornecedores de primeira linha da Embraer, actualmente a terceira maior construtora aeronáutica do mundo. E se, por uma questão de “absoluta confidencialidade”, segundo Jacinto Bettencourt, não se sabe quando recebeu pela sua participação, no futuro os desenvolvimentos que o projecto merecer poderão acrescentar valor à engenharia portuguesa. “Temos uma estratégia de longo prazo”, diz o presidente da EEA, que adianta um crescimento do número de engenheiros aeronáuticos do CEIIA de 170 para 220 no próximo ano.

Depois de apresentado e testado, o KC-390 entrará em fase de produção e as primeiras entregas, 28 unidades para a Força Aérea Brasileira, ocorrerão em 2016. Portugal, a Argentina, a Colômbia e a República Checa, a Suécia e o Chile estão entre os países que já manifestaram interesse em comprar o novo avião. (Público)

Evocação "Centenário da Grande Guerra"


segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

F-16 no Báltico já cumpriram 200 horas de voo

A Força Nacional Destacada (FND) a operar na missão da NATO nos países do Báltico está a completar as duzentas horas de voo, entre missões reais e de treino, após mês e meio neste teatro de operações.

Portugal é a lead nation do Bloco 36 e opera a partir da Base Aérea de Siauliai, Lituânia. Para além da participação nacional, a força multinacional nos Bálticos, conta ainda com a presença de forças do Canadá, Alemanha e Holanda, que asseguram a protecção do espaço aéreo dos países bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia), até final de Dezembro próximo.

Constituído por setenta militares da Força Aérea Portuguesa, o destacamento português mantém um período de rotação mensal. (Defesa Pt)

Cerimónia Nacional de Homenagem aos Mortos da Grande Guerra

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco presidiu, esta manhã, à Cerimónia de Homenagem Nacional aos Mortos da Grande Guerra, junto ao monumento evocativo dos Combatentes da Grande Guerra, na praça Carlos Alberto, no Porto.

No final da cerimónia realizada no Porto, José Pedro Aguiar-Branco considerou esta “uma justa homenagem” a todos os que “no passado, combateram, em nome de Portugal, por valores tão caros como a liberdade e da democracia” e que “no contexto internacional” actual têm sido “postos em causa”.

A cerimónia realizou-se no âmbito das actividades evocativas do Centenário da Grande Guerra e decorreu, simultaneamente, nas cidades de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Funchal, Guarda, Leiria, Lisboa, Ponta Delgada, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Tavira, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Em todas as cidades de distrito e regiões autónomas foi lida uma mensagem do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, na qual o Comandante Supremo das Forças Armadas quis prestar “uma justa e sentida homenagem aos mortos da Primeira Grande Guerra” e cumprir com “o compromisso de Honra de manter viva a memória do seu exemplo de dedicação à Pátria”.

Relembrando o “exemplo extraordinário da coragem e do amor à Pátria do Soldado português”, bem como a sua “vontade inquebrável”, “capacidade de sofrimento” e “espírito de sacrifício sem limites”, o Presidente da República frisou, na sua mensagem, que o esforço dos combatentes na Grande Guerra não terá sido “em vão” e que “é vital que olhemos e aprendamos com o passado, nunca deixando de valorizar a Paz e a Liberdade e nunca subestimando o esforço daqueles que as conquistaram e as mantêm”.

Para Aníbal Cavaco Silva a lição a reter, da Grande Guerra, é a “incapacidade do País para assumir”, na altura, “tão exigente compromisso”, do qual resultou “a impreparação e o abandono dos nossos militares, com trágicas consequências e custos humanos elevados”. (Defesa.Pt)

O NRP Figueira da Foz sofre acidente nos estaleiros de Viana

O Navio da República Portuguesa (NRP) Figueira da Foz sofreu sábado "danos materiais" à saída do porto de Viana do Castelo, quando se preparava para partir dos estaleiros da West Sea, revelou a Marinha no seu portal online.

"Sábado à tarde, junto à saída do porto de Viana do Castelo, o NRP Figueira da Foz embateu na sua parte imersa provocando a paragem de emergência das máquinas, prontamente controlada e sem quaisquer danos pessoais", lê-se no comunicado publicado hoje naquele portal.

De acordo com o mesmo documento, o navio "bateu no fundo" quando "manobrava para transbordo de pessoal".

"Ficou imobilizado e sem propulsão e foi conduzido por rebocadores para a doca seca dos estaleiros navais de Viana do Castelo, tendo ali entrado ainda no sábado à noite", acrescentou a Marinha.

O NRP Figueira da Foz, o segundo Navio de Patrulha Oceânica (NPO) da classe "Viana do Castelo" construído nos Estaleiros Navais de Viana, encontrava-se desde o início deste mês naqueles estaleiros, agora subconcessionados à West Sea, do grupo português Martifer, a ser sujeito a uma intervenção de "assistência pós-venda".

Já hoje de manhã, com o "esgotamento da doca" dos estaleiros da West Sea, foi possível, de acordo com a Marinha, verificar "os danos materiais a nível dos hélices, veios e lemes".

Para hoje está prevista a chegada a Viana do Castelo de uma "equipa de análise e avaliação que apurará as causas do acidente".

"Esta equipa é constituída por técnicos altamente especializados e inclui elementos do Instituto Hidrográfico que analisarão a zona do fundo no local do acidente", afirmou a Marinha.

A Marinha garantiu ainda "celeridade na análise e apuramento de eventuais responsabilidades".

O navio construído em Viana do Castelo para a Marinha deixou as docas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) em Dezembro passado, em pleno processo de subconcessão e encerramento da empresa pública. Foi o último dos mais de 220 navios construídos pelos ENVC em 69 anos.

O navio foi entregue à Marinha a 25 de novembro e passou a integrar o efetivo daquele ramo das Forças Armadas.

O NRP Figueira da Foz é o segundo Navio de Patrulha Oceânica (NPO) da classe "Viana do Castelo" construído naqueles estaleiros. Este primeiro par custou mais de 100 milhões de euros.

À semelhança do NRP Viana do Castelo - o primeiro da classe, entregue em abril de 2011 -, a guarnição deste segundo 'patrulha' é composta por quatro oficiais subalternos, oito sargentos e 25 praças.

O navio integrava uma encomenda inicial de oito NPO feita em 2004 pelo Ministério da Defesa, na altura liderado por Paulo Portas, para substituir a frota de corvetas, com 40 anos de serviço.

A construção dos restantes seria revogada já pelo actual Governo, através de uma resolução que em 2012 anulou a encomenda aos ENVC dos outros seis NPO e das cinco Lanchas de Fiscalização Costeira, negócio avaliado em 400 milhões de euros, devido ao processo de reprivatização da empresa que na altura estava em curso.

Com desenho próprio dos estaleiros, têm 83 metros de comprimento, capacidade para receber até 67 pessoas, podem transportar um helicóptero Lynx e foram concebidos como navios militares não combatentes: Podem ser utilizados para fiscalização, protecção e controlo das actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar. Lusa / SOL

Conferência "O Sistema Internacional Contemporâneo e o Combate Estratégico Mundial".


Defesa investe 700 mil euros em edifício para IASFA, CVP e LC

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional anunciou esta sexta-feira, em Ponta Delgada, o investimento de 700 mil euros em obras de adequação do Prédio Militar 07 de Ponta Delgada, na Rua do Frias, para que o Instituto de Acção Social das Forças Armadas (IASFA), a Cruz Vermelha Portuguesa e a Liga dos Combatentes fiquem condignamente instalados e possam desenvolver as suas actividades na maior cidade dos Açores.

"A partilha do edifício, sem retirar autonomia a qualquer das três instituições, tem implícita a potenciação da complementaridade, sobretudo no que diz respeito aos cuidados de saúde, à promoção de hábitos de vida saudável e ao apoio social e humanitário às faixas da população mais desprotegidas", afirmou Berta Cabral na cerimónia de assinatura do protocolo de cooperação entre as três instituições, realizada no Forte de São Brás.

Na presença do Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, do novo Comandante Operacional dos Açores, Tenente-General Mourato Caldeira, e dos mais altos responsáveis nacionais e regionais das instituições envolvidas, foi feita a apresentação do projecto, cujas obras deverão ter início ainda este ano. A expectativa é que o IASFA, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Liga dos Combatentes estejam instaladas na Rua do Frias no próximo ano.

Além deste investimento, o Ministério da Defesa Nacional, no exercício das suas funções de soberania, também investiu recentemente 6,4 milhões de euros no Centro de Comunicações da Ribeira Grande. (Defesa)

domingo, 19 de Outubro de 2014

As indústrias de defesa que o Governo vai vender

Das 11 empresas do universo da Empresa Portuguesa de Defesa (Empordef), o Governo só vai manter a participação em quatro: nas OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal), em que detém 35%, no Arsenal do Alfeite, na Plataforma das Indústrias de Defesa (IDD) e na Edisoft. Segundo apurou o Observador, estas vão continuar a fazer parte dos activos do Estado português, enquanto as restantes empresas do grupo serão alienadas.

A 25 de Junho de 2014, o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, já tinha anunciado a intenção de dissolver a “holding” estatal, por considerar “não fazer sentido” continuar a existir uma sociedade gestora de participações sociais do universo das empresas de Defesa.

Prevê-se, assim, a extinção da Defloc (que tem orçamentados 33 milhões em 2015), da Defaerloc (que custa 14,1 milhões em 2005, de acordo com a proposta de Orçamento) e da Ribeira D’Atalaia (995 mil euros), cuja única função é ser detentora dos terrenos dos Explosivos da Trafaria. Já foi lançada a privatização da ETI – Tecnologias de Informação e a venda da totalidade da participação na EID (Empresa de Investigação e Desenvolvimento Electrónica), sendo que o Governo gostava de ter estes dois dossiers concluídos até ao início do próximo ano. A NavalRocha será extinta, mas poderá manter-se a Empordef Engenharia Naval.

Apenas quatro das empresas participadas dão lucro e o Governo escolheu vender duas delas: a ETI e a EID. As outras que fazem entrar dinheiro nos cofres do Estado são as OGMA e a Edisoft.

O processo formal de extinção da Empordef, a holding das empresas, foi iniciado em junho (Resolução de Conselho de Ministros 42/2014), prevendo-se a conclusão do processo durante o ano de 2015.

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que integram a Empordef, já estavam concessionados nessa altura. Entretanto, já foi concluído o processo de reestruturação da Edisoft, sendo a Empordef actualmente detentora de uma participação minoritária (17,5%) nesta empresa.

“Relativamente às participações que se prevê que se mantenham na esfera pública após extinção da Empordef, encontra-se em curso um estudo de revisão estratégica do Arsenal do Alfeite, processo que ficará concluído até ao final do ano, prevendo-se a implementação de novos cenários estratégicos e de organização societário”, diz o Ministério da Defesa sobre a única empresa pública de construção naval que Portugal agora tem. Com a concessão dos Estaleiros Navais de Viana, desapareceu uma parte dessa indústria nacional. Apesar do Alfeite ter prejuízo, a Marinha tem feito pressão para que Portugal não perca aquela empresa, que é usada mais para reparação dos navios do que para a construção de navios novos.

A IdD – Plataforma para as Indústrias de Defesa, que tem orçamentado para 2015 1,9 milhões de euros, destina-se a promover no país e no estrangeiro as actividades das empresas do sector da defesa, em colaboração com a AICEP, explica o Ministério de José Pedro Aguiar-Branco.

Quanto às empresas que permanecem sob a tutela do Estado, também estão previstos cortes. De acordo com o Orçamento do Estado para 2015, o Arsenal do Alfeite, entidade responsável pela construção, manutenção e reparação da Marinha portuguesa, vai sofrer um corte de 6 milhões de euros, o que representa uma fatia de menos 21,7% do seu orçamento. Em 2013, a empresa naval registou um prejuízo de 4,9 milhões de euros, segundo o relatório de contas.

Também em 2013, o IDD apresentou um resultado líquido negativo de 81,9 milhões de euros. A empresa que se dedica ao desmantelamento de materiais de defesa (munições e explosivos) e à desactivação de materiais civis com componentes explosivos incorporados, custará aos cofres do Estado português cerca de 2 milhões.

As empresas que ficarem com participação do Estado vão passar a ser geridas directamente pelas tutelas sectoriais da Defesa e das Finanças, pois desaparece o ‘chapéu’ da holding.
Defesa, afinal, não tem dinheiro a mais

No Orçamento para 2015, a Defesa aparece com mais 49 milhões do que em 2014, mas isso é uma ilusão. Na verdade, não significa maior desafogo orçamental, uma vez que o documento para 2015 inclui entidades que no ano passado não estavam contabilizadas no orçamento da Defesa.

A aplicação do novo Sistema Europeu de Contas obrigou à reclassificação no perímetro das administrações públicas da Empordef, da IDD e dos Explosivos da Trafaria, Defloc, Defaerloc e Alfeite num montante de 81 milhões de euros. Este valor ‘engole’ assim os 49 milhões de euros de aparente reforço do orçamento de Defesa – na prática, são menos 32 milhões. (Observador)

sábado, 18 de Outubro de 2014

NRP FIGUEIRA DA FOZ

O patrulha oceânico Figueira da Foz enquanto manobrava para transbordo de pessoal bateu no fundo. Tendo ficado imobilizado e sem propulsão, foi conduzido por rebocadores para a doca seca dos estaleiros navais de Viana do Castelo, tendo entrado ainda ontem à noite. O esgotamento da doca trouxe consigo hoje pela manhã a evidência de danos materiais a nível dos hélices, veios e lemes. Chegará ainda hoje ao local uma equipa de análise e avaliação que apurará as causas do acidente. Esta equipa é constituída por técnicos altamente especializados, que inclui elementos do Instituto Hidrográfico que analisarão a zona do fundo no local do acidente.

A Marinha será célere na análise e apuramento de eventuais responsabilidades.

Ministro da Defesa Nacional participa na Conferência de Ministros de Defesa das Américas

Começou ontem a XI Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), na cidade de Arequipa. Presidiram à inauguração desta reunião multilateral o Presidente da República, Ollanta Humala e o ministro da Defesa Peruano, Pedro Cateriano.

Pela primeira vez foram convidados dois ministros da Defesa Europeus a assistir a esta Conferência. A convite dos seus homólogos os ministros da Defesa Português, José Pedro Aguiar-Branco e Espanhol, Pedro Morenés, participam neste evento como observadores reforçando assim a confiança e a cooperação no domínio da defesa entre os dois continentes.

Esta conferência promove desde 1995 a análise, o debate e a cooperação relativamente aos assuntos de segurança e defesa e reúne representantes de 34 países.

Após a sessão inaugural foi feita a apresentação da mesa directiva da XI CMDA, expostas as mensagens dos ministros da Defesa das Américas e feita a eleição de Trinidad e Tobago como país que receberá a conferência no ano de 2016.

Ao longo desta conferência irão ser discutidos cinco eixos temáticos: cooperação em saúde militar, capacidade de busca e salvamento, protecção e defesa do meio ambiente, intercâmbio de experiências sobre a participação das Forças Armadas em tarefas de segurança e coordenação relativamente a conferências de especialidade.

Os resultados destas análises conjuntas serão discutidos e aprovados pelo fórum completo, que irá propor a realização e assinatura da Declaração de Arequipa, o documento final resultante que será assinado hoje, dia 14, dando-se assim por terminada a XI Conferência de Ministros de Defesa das Américas.

Morreu general Gabriel Espírito Santo

Nascido em Bragança, o general Gabriel Augusto Espírito cumpriu 48 anos de serviço em Moçambique e Angola.

Em Abril de 1997, então com 61 anos, foi empossado Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), tendo desempenhado anteriormente as funções de vice-CEME, para as quais fora escolhido em Junho de 1995.

Autor de vários livros, como "Da arte da guerra à arte militar" e "A Grande Estratégia de Portugal na Restauração 1640-1668", Gabriel Espírito Santo estava na situação de reforma desde Outubro de 2000.

Exerceu funções de Comando, de Instrução e de Ensino, tendo desempenhado, como general, os cargos de Representante Militar Permanente de Portugal no Comité Militar da NATO, Quartel-Mestre do Exército, Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, Chefe do Estado-Maior do Exército e Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Foi professor no Instituto de Altos Estudos Militares, assessor de Estudos no Colégio da Defesa NATO (Roma), Professor convidado da Universidade Católica (Lisboa) e presidente da direcção da Revista Militar.

O general Gabriel Espírito Santo foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada e com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis. (JN)

Portugal e Peru acordam a elaboração de um memorando de entendimento na área da defesa

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco e o seu homólogo do Peru, Pedro Cateriano, reuniram ontem no Quartel-general do Exército, em Lima. Nesta reunião ficou acordada a elaboração de um memorando de entendimento na área da defesa entre os dois países.

Portugal e Peru identificaram áreas potenciais para desenvolver uma agenda para possível intercâmbio de práticas comprometendo-se assim a elaborar um memorando de entendimento para formalizar a cooperação entre os dois países.

O ministro da Defesa Nacional convidou Pedro Cateriano para uma visita oficial a Portugal no próximo ano, numa altura em que se considere propícia a assinatura do acordo bilateral.

José Pedro Aguiar-Branco salientou ainda que os laços culturais entre os dois países são um activo estratégico importante no actual clima de desafios, uma vez que proporciona o desenvolvimento de ferramentas que aumentam a capacidade de resposta, tornando-a mais eficaz.

Ambos os ministros da Defesa consideraram igualmente pertinente a troca de experiências sobre questões de cooperação em operações de paz e assistência humanitária e gestão de crises.

Foi ainda acordada a possibilidade de estabelecer projectos conjuntos nas áreas de vigilância marítima, hidrografia, busca e salvamento, indústrias de construção naval, desenvolver entendimentos em comunicações militares e tecidos aplicados ao campo militar e no treinamento e troca de cadetes e oficiais. (Defesa . Pt)

Dia do Exército comemora-se em Beja

A efeméride é comemorada em Beja, de 24 a 26 deste mês, e o programa agendado contempla exposições histórico-militar, actividades militares complementares, entre elas, exposição de materiais/equipamentos, exibições gímnicas e demonstração de capacidades e meios. Fazem parte, igualmente, do programa, um concerto da Banda do Exército (BE) e da Orquestra Ligeira do Exército (OLE), uma missa de Acção de Graças e Sufrágio, uma parada militar e as jornadas académicas, iniciativa que vai ser realizada nas instalações do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja).

A parceria do Laboratório UbiNet, do IPBeja, com o Exército Português nasceu em 2010 e desde então estas duas entidades têm trabalhado em estreita colaboração. E foi no âmbito desta parceria que o Exército Português convidou o Laboratório UbiNet para participar nas Jornadas Académicas, que pela primeira vez, são dedicadas a uma temática, fora da história do Exército, ou seja em 2014, é sobre as novas tecnologias. As declarações são do responsável pelo Laboratório UbiNet do IPBeja, Rui Silva. (Rádio Voz da Planície)

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Marinha vai ter quatro navios STANFLEX 300

O contrato deverá ser assinado nas próximas semanas e o custo total do projecto, com a aquisição e o equipamento (que será feito em Portugal) irá atingir o valor de cerca de 25 milhões de euros.

Esta opção permite adiar o projecto das Lanchas de Fiscalização Costeira até estar concluído o "processo prioritário de construção dos restantes navios de patrulha oceânica" (NPO).

Os navios STANFLEX 300 foram considerados adequados às necessidades da Marinha estando aptos para a fiscalização da pesca, segurança da navegação, combate à poluição e preservação do mar e têm uma "vida útil residual de pelo menos dez anos". (Defesa)

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

NOTÍCIA DO DN SOBRE O LANÇAMENTO DAS CINZAS DO COMANDANTE ALPOIM CALVÃO AO MAR

A Marinha é uma organização quase milenar com um sentido de dever e honra, que faz com que preste a mais justa e elementar homenagem a um herói nacional e da Marinha, no seu adeus final. Colocar em questão e utilizar este ato solene para atacar a Marinha é para nós inclassificável. O comandante Alpoim Calvão era um homem com H grande, um português destemido, que em campo de batalha era respeitado pelos seus homens e muito mais pelo inimigo. Após o fim da Guerra o Comandante Alpoim Calvão voltou à Guiné onde foi bem recebido por aqueles contra quem havia combatido e que o consideravam um verdadeiro amigo. Foi dos poucos portugueses que investiu na Guiné e nunca abandonou o seu povo. Era um Homem que não se agachava sob o fogo inimigo, um líder nato, um patriota, um marinheiro que muito nos honrou.

O Comandante Alpoim Calvão é um herói nacional a quem a Marinha reafirma todo o seu empenho em o distinguir com esta última homenagem.(MGP)

Segurança Interna sofre corte de 49 milhões em 2015

A área da segurança interna vai sofrer no próximo ano um corte de 49 milhões em 2015. Uma parte do corte deve-se a poupanças com a redução das necessidades de ingresso de mais pessoal, porém, no relatório do Orçamento do Estado (OE) para 2015, entregue esta quarta-feira na Assembleia da República, o Ministério da Administração Interna (MAI) garante que não fica comprometida a eficácia dos serviços que integram esta tutela.

A proposta do OE para 2015 é de 1.953 milhões de milhões de euros, o que representa um corte de 4,2% face a este ano.

“Sem prejudicar os níveis de eficácia dos serviços do MAI, foi identificado um conjunto de poupanças”, entre elas, esclarece a proposta do OE, está a reorganização dos dispositivos da PSP em Lisboa e no Porto, que permitirá libertar cerca de 400 elementos para funções operacionais e “reduzir a necessidade de ingressos” na PSP. O processo, iniciado no final de 2013, significa uma poupança anual de 11 milhões de euros, e permitirá também a “afectação de recursos” mais eficiente nessas cidades.

O ministro Miguel Macedo admitiu esta quarta-feira que o orçamento é de "rigor", mas sublinhou que é o suficiente para "cumprir a missão primeira do MAI". Contudo, as garantias não descansam os polícias. “Esta era a última coisa que esperava ver no OE. Não me parece exequível passar para o serviço operacional agentes que estão há 20 anos no serviço administrativo e esperar que a eficácia não seja afectada. Esses agentes já não têm nem idade nem condições”, disse o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, Paulo Rodrigues.

O OE prevê juntar às medidas sectoriais medidas transversais de redução da despesa com pessoal através de aposentações sujeitas às disponibilidades orçamentais. Neste ponto e ao contrário do OE para 2014, não é explícito que ficam suspensas as pré-reformas na GNR e PSP.

A tutela destaca ainda poupanças no âmbito da “unidade ministerial de compras”. Em 2015, entrarão em vigor novos procedimentos de contratação pública, entre os quais se destacam “a Rede Nacional de Segurança Interna” (que representará uma redução de 45%, cerca de quatro milhões de euros por ano) e as “comunicações móveis do MAI (redução de 50%, cerca de 700 mil euros por ano).

O MAI espera também “poupanças significativas no concurso para o sistema 112, bem como noutros procedimentos na área da segurança rodoviária, assegurando um nível equivalente ou superior”. Por outro lado, a tutela irá ainda poupar 10 milhões com a racionalização das despesas de operação e manutenção de meios aéreos de combate a incêndios florestais e quatro milhões com a renegociação do contrato relativo ao Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança em Portugal.

O aumento da receita e a redução em mais de 30 milhões de euros da despesa permitirá reduzir o défice dos serviços de assistência na doença da GNR e da PSP de 53 milhões em 2013 para cerca de 10 milhões em 2014. A tutela espera que em 2015 os subsistemas de saúde anulem esse défice na totalidade, o que representará uma “poupança de cerca de 10 milhões de euros”. (Público)

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Aumento de 1,8% para a reforma “Defesa 2020”

O Ministério da Defesa Nacional (MDN) tem um acréscimo de 1,8% face à estimativa deste ano, correspondendo a 2.216,1 milhões de euros. Uma verba subordinada ao cumprimento de mais uma etapa do programa da reforma “Defesa 2020” que, no final do exercício das contas públicas ontem apresentadas, terá reduzido em 30% o pessoal civil do sector.

No âmbito do programa Defesa do MDN, as Forças Armadas representam 77,8% do total da despesa para o próximo ano, incluindo as despesas com o efectivo militar e operacionais dos três ramos.

A dotação da Lei de Programação Militar é de 210 milhões de euros, mais 27,4% do que a estimativa para 2014, as Forças Armadas destacadas em missões internacionais recebem 52 milhões, verba igual à deste ano.

Em 2015, com um impacto de 81 milhões de euros, está prevista a conclusão dos processos de reestruturação da Empordef, a holding pública das indústrias de Defesa, a privatização da Empresa de Tecnologias de Informação e a alienação da participação na companhia de electrónica EID.

A reforma da saúde militar traduz-se numa despesa orçamentada de 399,9 milhões de euros, mais 25 milhões que em 2014. (Público)

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Patrulhas costeiras compradas por 4 ME à Dinamarca serão equipadas em Portugal

O Governo vai comprar quatro patrulhas de fiscalização costeira à Dinamarca por 4 milhões de euros e o equipamento será assegurado pela indústria portuguesa, disse à Lusa fonte do ministério da Defesa.

De acordo com o despacho, a que a Agência Lusa teve acesso, o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, autorizou a compra dos quatro patrulhas STANFLEX 300, pelo preço máximo de 4 milhões de euros.

Contactado pela Lusa, fonte do ministério adiantou que o equipamento dos quatro navios será feito em Portugal, estimando que o custo total do projecto, com a aquisição e o equipamento atinja cerca de 25 milhões de euros. O contrato deverá ser assinado nas próximas semanas.

A mesma fonte disse que os navios deverão estar em Portugal até ao fim do ano mas dificilmente estarão prontos para estar ao serviço da Marinha em 2015.


A opção permite adiar o projecto das Lanchas de Fiscalização Costeira até estar concluído o "processo prioritário de construção dos restantes navios de patrulha oceânica" (NPO), segundo o despacho.

Para o Chefe do Estado-Maior da Armada, Macieira Fragoso, a compra dos navios dinamarqueses "representa uma solução quase imediata, adequada, exequível e aceitável para colmatar as actuais lacunas do efectivo nacional de navios de patrulha e fiscalização costeira", lê-se, no despacho.

Por outro lado, apresentam baixos custos de manutenção do casco e dos equipamentos e sistemas de plataforma "constituindo ainda uma oportunidade de trabalho para a indústria nacional, nomeadamente o Arsenal do Alfeite", refere ainda o despacho.

Os navios STANFLEX 300 foram considerados adequados às necessidades da Marinha estando aptos para a fiscalização da pesca, segurança da navegação, combate à poluição e preservação do mar e têm uma "vida útil residual de pelo menos dez anos". (Lusa/RTP)

domingo, 12 de Outubro de 2014

Pilotos querem continuar na Força Aérea, mas pedem mudanças

Os pilotos vão enviar ao Chefe do Estado Maior da Força Aérea (CEMFA), até início de Novembro, um documento com os principais problemas laborais, procurando contrariar a saída de operacionais para as companhias comerciais.

Os aviadores reuniram-se este sábado na Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e decidiram criaram um colégio de pilotos aviadores, que irá elaborar "um documento com preocupações que têm sido sentidas pelos pilotos, sobretudo os operacionais", disse o capitão João Teixeira, presidente desta organização.

O colégio reúne todos os pilotos que estão inscritos na AOFA, ou seja, cerca de 150 no total, dos quais 98 no activo e que aderiram, em Abril, em massa a esta organização em protesto contra as condições remuneratórias, de trabalho e de segurança. Estes cerca de cem representam aproximadamente metade de todos os pilotos da Força Aérea no activo.

"Pretendemos dar a conhecer a quem de direito, neste caso, ao Chefe do Estado Maior da Força Aérea, quais são os nossos problemas reais, por aquilo que passamos e quais são as dificuldades com que nos deparamos. Depois, vamos esperar que nos digam de que forma podemos colaborar", revelou o responsável.

Os pilotos aviadores excluem, para já, um pedido de reunião com o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.

Um dos objectivos do documento que vai ser elaborado é contrariar a saída de pilotos para a aviação civil. Sem apresentarem números concretos, os representantes dos pilotos disseram que todos os anos saem vários homens.

"Algumas coisas têm de ser revistas"

Marco Carvalho, outro elemento do colégio de pilotos aviadores, avisou que "a curto-prazo, se não houver alguma mudança a nível da Força Aérea e se calhar a nível do ministério da Defesa, provavelmente a saída dos pilotos continuará a ser uma realidade", com custos morais e financeiros para a Força Aérea.

"Nós estamos aqui para contrariar isso. Há uma ou duas novas gerações que estão a surgir agora e que querem fazer carreira na Força Aérea Portuguesa e querem ser digníssimos pilotos aviadores no activo e não sair para as companhias aéreas", acrescentou.

Marco Carvalho salientou que, apesar de a actividade aérea ter sido reduzida, "a missão, com muito gosto, continua a ser cumprida" e "esse empenho cai sobre um grupo de pilotos, que trabalha activamente todos os dias, quer em voo, quer no planeamento de missões, quer destacados, quer nas unidades aéreas". "O trabalho é imenso e algumas coisas têm de ser revistas", defendeu.

Também o presidente da AOFA, Manuel Cracel, sublinhou que as saídas dos pilotos militares "têm vindo a afectar gravemente a actividade aérea, nomeadamente nas regiões autónomas, com a falta de comandantes, afectando profundamente a busca de salvamento e evacuação sanitária".

O responsável da AOFA afirmou existir, nas Forças Armadas, uma "degradação profunda das condições", que afecta todos os ramos.

"Nada tem ficado incólume", desde remunerações, o congelamento e bloqueio das carreiras, alterações ao subsídio de deslocação, "que deixa os militares aprisionados nos quartéis", assistência na doença, assistência complementar ou "discriminação negativa, nomeadamente no cálculo da reforma", causando uma "desmotivação completa" e uma "instabilidade permanente, o que gera insegurança, e a falta de confiança destes cidadãos militares em relação ao poder e àqueles que gerem os destinos do país", lamentou Manuel Cracel. (RR)

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

EXÉRCITO ESTÁ DE NOVO EM MOIMENTA DA BEIRA

Cerca de três centenas de militares da Brigada de Intervenção estão concentradas desde esta quinta-feira, 9 de Outubro, no antigo campo de futebol do Matão, em Moimenta da Beira, no âmbito da preparação e treino do Comando e Estado-Maior, para iniciar o exercício “DRAGÃO14”, que decorrerá até dia 16.

Esta acção surge na continuidade do exercício “JÚPITER14” que decorreu no mês de Junho, também em Moimenta da Beira, envolvendo cerca de 750 militares e uma gama diversificada de meios materiais, onde se destaca a viatura blindada de rodas PANDUR II 8×8,

O exercício “DRAGÃO14” tem por finalidade treinar e avaliar a capacidade de planeamento, comando e controlo de operações tácticas por parte do Comando e Estado-Maior da Brigada Intervenção, incluindo a projecção do Posto de Comando da Brigada, tendo como referencial organizar e treinar a Brigada de Intervenção para responder a todo o espectro da conflitualidade actual.

O exercício “DRAGÃO 14”, a decorrer na forma de Posto de Comando, contará com a participação de 300 militares e com uma gama diversificada de meios materiais, onde se distingue a viatura blindada de rodas PANDUR II 8×8, nas suas diferentes tipologias, a qual qualifica a Brigada de Intervenção como a “Força blindada de rodas”.

A Brigada de Intervenção foi criada em 2006, no âmbito da organização prevista na Lei Orgânica do Exército. É uma Grande Unidade da Força Operacional Permanente do Exército Português, cujo Comando se encontra instalado na cidade de Coimbra. A Brigada de Intervenção herdou o património histórico-militar da Brigada Ligeira de Intervenção, fundada em 1 de Junho de 1992, a qual por sua vez, sucedeu à então extinta Brigada de Forças Especiais.

Inicialmente, o Comando e Estado-Maior da sua antecessora, ficaram sediados no Forte do Bom Sucesso, em Lisboa e em 1 de Setembro de 1992, foram transferidos para o Forte do Alto Duque. Finalmente, em 1 de Julho de 1993, teve lugar a transferência definitiva para Coimbra, para as actuais instalações, antigo “Convento das Eremitas de Santo Agostinho de Sant’Anna”, anteriormente usadas como Quartel-General da Região Militar do Centro.

Desde 1998, inicialmente como Brigada Ligeira de Intervenção e posteriormente como Brigada de Intervenção, aprontou e projectou 7606 militares para os teatros de operações da Bósnia-Herzegovina, Kosovo, Timor, Líbano, Iraque e Afeganistão.

O Estandarte Nacional da Brigada de Intervenção ostenta a Medalha de Serviços Distintos, Grau Ouro, atribuída por despacho de 03 de Junho de 2005, de Sua Excelência o Presidente da República.

A Brigada de Intervenção tem como legenda a “Divisa”, retirada do terceiro verso, da estrofe XXXVII, do Canto VIII dos “Lusíadas”, no qual Luís Vaz de Camões se refere, honrosamente, ao Infante D. Pedro, Patrono da Brigada. “QUE FAMA ILUSTRE FIQUE”.
(Fonte: Local.PT)

quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Regimento de Engenharia nº1 mudou-se para Tancos

A Escola Prática de Engenharia (EPE) de Tancos, concelho de Vila Nova da Barquinha, foi deslocalizada para Mafra no ano de 2013. Em consequência dessa reorganização do Exército ficou instalado em Tancos o Pólo Permanente do Prédio Militar 001/VNB – RE1. 

A partir de 1 de Outubro de 2014 é deslocalizado o Regimento de Engenharia n.º 1, da Pontinha para Tancos, uma medida que decorre do projecto de reestruturação em curso no Exército Português e que já tinha sido anunciado anteriormente, em Abril de 2013, pelo General Artur Pina Monteiro, actual Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA). 

"Nenhum campo militar vai ser encerrado, antes o dispositivo vai ser alvo de uma reestruturação. O Regimento de Engenharia nº 1, por exemplo, vai ser transferido para a Escola Prática de Tancos, uma guarnição que vai ser robustecida com uma grande capacidade operacional de engenharia”, explicou em declarações à agência Lusa. 

A EPE de Tancos foi criada a 28 de Junho de 1880 e transferida para Mafra em 1 de Outubro de 2013, na sequência da decisão tomada de se unificar as diversas escolas práticas das armas do Exército numa única Escola das Armas. 

O RE1 tem assegurada a sua missão desse o longínquo dia 24 de Outubro de 1812 o que indicia um distinto grau de motivação, competência técnica e entrega de todos os militares e civis que neste Regimento serviram e servem o Exército Português.
(Fonte: Rádio Cidade Tomar)

segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

PORTUGAL TEM CONDIÇÕES PARA ENTRAR NA PRIMEIRA DIVISÃO DAS INDÚSTRIAS DE DEFESA

O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou que Portugal tem condições para entrar num «primeiro ranking de novas tecnologias e novos mercados, altamente competitivos» e não se deixar ficar numa segunda divisão das indústrias de tecnologia relacionadas com a Defesa.

O Ministro fez estas declarações na abertura de um evento internacional do sector da aeronáutica que decorre em Lisboa, no Instituto de Estudos Superiores Militares, tendo reafirmado o empenho do Governo na promoção das indústrias portuguesas do sector da Defesa, Aeronáutica e do Espaço.

A exportação de produtos portugueses e a criação de emprego qualificado neste sector serão um contributo para melhorar a economia portuguesa, disse Aguiar-Branco, que acrescentou que só será possível combater as ameaças como o terrorismo internacional e a pirataria, entre outras, «combinando a área civil e militar». (MDN)

sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

Forças Armadas Portuguesas prestam ajuda humanitária no Mali

Esta Força Nacional Destacada (FND) composta por 41 militares da Força Aérea e 6 do Exército, apoiados por um C-130, da Esquadra 501, encontra-se integrada na MINUSMA - Força Multinacional de Estabilização das Nações Unidas, no Mali, desde o dia 29 de Agosto.

A missão tem-se centrado no apoio às autoridades do Mali, através de operações que assentam na promoção e protecção dos direitos humanos. Destacam-se das suas missões diárias, a entrega de alimentos e água potável.

Durante o primeiro mês de missão a Força Nacional Destacada já realizou cerca de 90 horas de voo, transportando aproximadamente 500 pessoas e mais de 90 toneladas de carga.

A aeronave C-130, aliada a uma equipa de competência certificada e reconhecida, tem sido uma peça fundamental na concretização da ponte logística intra e inter-teatro, sendo uma mais-valia em qualquer operação nacional ou internacional. (Defesa)

Base Aérea de Beja abre com baptismos de voo e mostra de aviões

A Base Aérea (BA) n.º 11, em Beja, abre as portas ao público no sábado com várias actividades, como baptismos de voo, exposição de aeronaves, visitas guiadas e demonstrações operacionais, anunciou hoje a Força Aérea Portuguesa (FAP).

O dia aberto ao público na BA11, com actividades entre as 10:00 e as 16:30, fecha o ciclo "Dia de Base Aberta", que a FAP tem vindo a promover no âmbito das comemorações do seu 62.º aniversário e do Centenário da Aviação Militar.

O evento, no ano em que a BA11 celebra 50 anos, inclui também a iniciativa "Spotters Day", uma oportunidade para os apreciadores de fotografia e amantes da aviação militar, mediante inscrição, captarem imagens de aeronaves e respectiva actividade aérea prevista para o dia.

Durante o dia, os visitantes poderão apreciar várias aeronaves que vão estar em exposição, como o helicóptero Alouette III e os aviões Alpha-Jet, P-3C CUP+, Lockheed T-33, Northrop T-3, Epsilon e Chipmunk.

Os interessados, além de apreciarem as aeronaves por fora, também vão poder visitar os "cockpit" do Alpha-Jet, do Alouette III e do P-3C CUP+.

Os mais aventureiros vão poder participar em baptismos de voo na aeronave C-295 e em simulador de voo num avião Alpha-Jet.

Os visitantes também vão poder assistir a várias demonstrações operacionais, como descolagens para missões de treino ou instrução e regresso com sobrevoo e aterragem das aeronaves Alpha-Jet, Alouette III, P-3C CUP+, Epsilon, Chipmunk.

O evento inclui também uma exposição da viatura Condor, uma de viaturas dos bombeiros, uma de fotografia dedicada aos 50 anos da BA11, uma do Grupo Mototurismo Paxus Julius e exposições das esquadras 103 "Caracóis", 552 "Zangões" e 601 "Lobos" actualmente instaladas na base aérea alentejana.

Visitas guiadas à torre de controlo e à secção de assistência e socorro da BA11, passeios em viatura Condor, "stand" de aeromodelismo, demonstração cinófila e de falcoaria e actuações de grupos de cantares alentejanos são outras das ofertas do dia aberto ao público da BA11. (NM)

Exercício NATO TRIDENT JUNCTURE 2015 em fase preparatória

No âmbito do planeamento do exercício de alta visibilidade da NATO, TRIDENT JUNCTURE 2015, do qual Portugal será uma host nation, o Deputy Commander HQ LANDCOM IZMIR, Tenente-General Edward Davis, realizou recentemente uma visita preparatória à Brigada Mecanizada do Exército Português.

Após um briefing de enquadramento inicial sobre as áreas de instrução e carreiras de tiro, o Deputy Commander visitou as infraestruturas de apoio ao Treino Operacional da Brigada Mecanizada, nomeadamente, as Carreiras de Tiro, os Aquartelamentos da Pucariça e Mestre d´Aviz e ainda o Centro de Saúde que presta apoio sanitário às duas Brigadas.

O TRIDENT JUNCTURE 2015 vai decorrer em Portugal, Espanha e Itália, entre Outubro e Novembro de 2015, tendo como objectivo principal a avaliação e a certificação do Joint Forces Command Brunssum e das componentes da NATO Response Force 2016, estimando-se a participação de cerca de 24.000 militares.

Sendo o exercício mais importante da NATO dos últimos anos, a projecção, marca a alteração da postura da Aliança Atlântica das grandes operações no terreno para a contingência onde, aspectos como a sustentação e a interoperabilidade de Forças passaram a ser os objectivos a atingir, representando no seu conjunto o maior teste de sempre para a NATO e para a sua NATO Response Force. (Defesa)

quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Instituto Brasileiro visita Museu do Ar

Por ocasião do 1º Congresso Internacional de Museologia Militar, a delegação do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER) visitou o Museu do Ar da Força Aérea.

A INCAER é o orgão central do Sistema do Património Histórico-Cultural do Comando da Aeronáutica Brasileiro.

O Museu do Ar da Força Aérea obteve a distinção de melhor Museu do ano 2013. (FAP)

ASSINATURA DE PROTOCOLOS ENTRE O EXÉRCITO - RE3 - E O IEFP

Em 24 de Setembro de 2014, realizou-se no Centro de Emprego e Formação Profissional d’Entre Douro e Vouga – Rio Meão, a assinatura de Protocolos de colaboração entre o Exército, através do Regimento de Engenharia Nº3 (RE3), e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Estes Protocolos visam a disponibilização de Formação e correspondente certificação profissional dos militares que frequentam os cursos de Operador e Mecânico de Equipamento Pesado de Engenharia, bem como as Formações Modulares na área de Carpintaria de Limpos, Electricista de Instalações, Canalizador e Serralheiro Civil. Este ato foi assinalado numa cerimónia simples, mas com grande significado para ambas as entidades, bem como para os militares que vão obter tal certificação. No final da cerimónia, foi proporcionada uma visita às instalações do CEFPEDV no intuito de dar a conhecer as suas instalações, bem como também as suas valências na área da Formação Profissional. (Exército Português)