quarta-feira, 23 de Julho de 2014

O ministro da Defesa Nacional atesta utilidade dos submarinos

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, defendeu esta quarta-feira a utilidade dos dois submarinos alemães adquiridos por Portugal, adiantando terem executado um total de 38 missões desde 2011 e 13.135 horas de navegação.

«Não tenho a mínima dúvida de que eles [submarinos] cumprem missões que são relevantes em termos do interesse nacional. No caso específico, em 2011 o Tridente fez 10 missões, em 2012 quatro, em 2013 cinco e em 2014 duas (5.356 horas de navegação). O Arpão também já fez 17 missões (7.779 horas)», afirmou Aguiar-Branco na comissão parlamentar de Inquérito aos Programas de Aquisição de Equipamentos Militares (EH-101, P-3 Orion, C-295, torpedos, F-16, submarinos, Pandur II).

Respondendo a questões do deputado social-democrata António Prôa, o responsável da maioria PSD/CDS-PP pela pasta da Defesa lembrou a «capacidade submarina centenária» de Portugal e até advogou que se deveria «olhar para o reforço da utilização deste equipamento que permite à Marinha cumprir várias missões de fiscalização, vigilância e pesquisa na Zona Económica Exclusiva, até de forma menos dispendiosa que outros equipamentos».

Aguiar-Branco elogiou ainda o seu antecessor no cargo, o socialista Santos Silva, por ter preparado a «transcrição para o direito interno» de uma directiva europeia que «acabou com o regime das contrapartidas em termos de negócios de aquisição de equipamentos militares».

«Tudo o que está associado às contrapartidas são contratos extremamente complexos de avaliar. A nebulosidade não contribui em nada numa área que deve ser de transparência. Foi avisado o anterior Governo e o ministro», disse, recordando ter-se tratado da primeira medida adoptada assim que tomou posse.

O deputado socialista José Magalhães estranhou a extinção da Comissão Permanente de Avaliação das Contrapartidas, sugerindo que a mesma afastou o sector da Defesa do processo de fiscalização e de decisão, bem como as alterações negociadas relativamente a investimentos previstos em Portugal, exemplificando com o «abortado» projecto hoteleiro no Algarve, denominado «Alfamar».

«A extinção da comissão de contrapartidas aconteceu com a aprovação da alteração do regime de aquisição de equipamentos militares, que passou para a Direcção-Geral das Actividades Económicas, em articulação com o Ministério da Defesa», explicou o ministro, considerando que aquela entidade está «em melhores condições de fazer escrutínio de programas que estão para lá do sector da Defesa» por se encontrar «mais no terreno do sector comercial».

Ainda em resposta ao parlamentar do PS, Aguiar-Branco confirmou ter pedido um parecer à Procuradoria-Geral da República para «sustentar a aplicação de multas por mora e incumprimentos contratuais» e que «a penalidade de um milhão e 91 mil euros» já foi aplicada.

O governante esclareceu ainda que ambos os navios ainda não chegaram à fase de «recepção efectiva», dependente do actual período de experimentação e consequentes melhorias técnicas.

«A (recepção efectiva) do Tridente está prevista para Setembro/Outubro de 2014, enquanto a do Arpão estará concluída durante o ano de 2015», clarificou, adiantando que haverá um teste de disparo de torpedos ainda este ano com o segundo navio.
(Tvi 24)

Ex-ministros da Defesa questionam necessidade de rever leis aprovadas há cinco anos

Os ex-ministros da Defesa Nuno Severiano Teixeira e Augusto Santos Silva questionaram hoje a necessidade de alterar as leis da Defesa Nacional e da Organização das Forças Armadas, por a reforma ter sido aprovada apenas há cinco anos.

Ouvido na comissão parlamentar de Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira sublinhou que a reforma das leis hoje em debate na especialidade foi aprovada em 2009 após quase 30 anos de vigência, para as adaptar à realidade do país e do mundo.

O ex-governante defendeu que as lei da Defesa, que implicam consensos na aprovação e na implementação, deveriam ter um ciclo de vida maior, e não estar sujeitas a sucessivas alterações.

"São alterações mínimas, não sei se valeria a pena", disse.

Apesar de considerar que as alterações, no geral, "vão no bom sentido", Severiano Teixeira, que tutelou a Defesa Nacional entre 2005 e 2009, advertiu para a necessidade de haver "cautela na implementação" do reforço do papel do parlamento no processo decisório do envio de militares para o estrangeiro.

Sendo a "alteração mais importante", deverá ser tida em conta a rapidez com que aquelas decisões têm de ser tomadas, face à natureza de algumas missões.

Este foi também um alerta deixado pelo ex-ministro Santos Silva, que tutelou a pasta entre 2009 e 2011, considerando que a tendência do reforço das competências do parlamento "é boa em si" mas defendeu que é preciso "cuidado para não resultar em más práticas".

O ex-ministro frisou que no caso de missões de retirada de cidadãos portugueses de locais ou situações de crise a resposta tem de ser imediata o que poderá não ser compatível com um processo decisório longo.

Na audição, Santos Silva sublinhou que não encontra motivos ou necessidade para a revisão das leis aprovadas em 2009, afirmando que o país "viveria bem sem essas alterações".

Santos Silva foi particularmente crítico em relação à proposta para que os militares que aceitem exercer cargos políticos para os quais tenham sido eleitos sejam abatidos ao quadro, uma alteração que a maioria PSD/CDS-PP já deixou cair, optando por prever um regime de licença ilimitada.

"A minha incompreensão é tal que ponho a hipótese de me estar a faltar alguma coisa, não encontro necessidade. Será desprestigiante para o próprio parlamento ", afirmou, considerando que o significado da proposta só poderá ser a "desqualificação do exercício de mandatos democráticos".

Severiano Teixeira tinha também considerado que o "abate ao quadro" seria "um bocadinho violento" e até "ofensivo para os militares".

A nova proposta da maioria PSD/CDS-PP mantém, no entanto, que os militares naquelas condições ficam obrigados a indemnizar o Estado no caso de não terem cumprido o tempo mínimo de serviço efectivo na sua categoria.

Na audição, Santos Silva manifestou ainda estranheza por a proposta de lei de Bases da Organização das Forças Armadas incluir na dependência do Estado-Maior General das Forças Armadas o "Instituto Universitário Militar", que ainda não foi criado e, por outro lado, nada prever quanto ao Instituto de Estudos Superiores Militares.

Sobre esta questão, o deputado do CDS-PP João Rebelo afirmou que está prevista a criação do Instituto Universitário Militar em 2016.

As propostas de lei de Defesa Nacional e de Bases da Organização das Forças Armadas vão a votação final global na próxima sexta-feira. (Jornal I)

terça-feira, 22 de Julho de 2014

«Marinha e Força Aérea têm papel determinante», diz secretária de Estado da Defesa

Berta Cabral, secretária de Estado da Defesa, sublinha o papel determinante de dois dos ramos das Forças Armadas num arquipélago como os Açores.

«Por razões óbvias, num arquipélago como o nosso, com nove ilhas, com nove parcelas dispersas, com mais mar do que terra, é óbvio que a Marinha tem um papel determinante, que a Força Aérea tem um papel determinante, também por outras razões e que têm sobretudo a ver com a busca e salvamento e com as evacuações aero médicas», afirmou a antiga presidente da câmara de Ponta Delgada. (A Bola)

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Vice-primeiro-ministro Paulo Portas é ouvido na comissão sobre equipamentos militares

O âmbito do inquérito, inicialmente apresentado pelo PS centrado na compra dos submarinos e dos PANDUR durante o governo PSD/CDS-PP liderado por Durão Barroso e quando Paulo Portas era ministro da Defesa, foi alargado por proposta da maioria para abranger todos os contratos de equipamentos militares desde há cerca de 15 anos: P3 Orion, helicópteros EH101, Torpedos, C295, aviões F-16, submarinos e viaturas blindadas PANDUR.

No objecto do inquérito mantêm-se o propósito de "assegurar o integral esclarecimento sobre a responsabilidade, por acção ou omissão, dos intervenientes na celebração destes contratos, nomeadamente o seu grau de conhecimento e envolvimento nas negociações pré-contratuais que antecederam aqueles".

O contrato de aquisição de dois submarinos para a Marinha Portuguesa ao consórcio alemão GSC - na altura, por cerca de 770 milhões de euros - foi assinado a 21 de Abril de 2004, na base naval de Lisboa, no Alfeite, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas era ministro da Defesa Nacional.

A decisão de compra tinha sido aprovada em Conselho de Ministros a 25 de Setembro de 2003, com o Governo a considerar que o consórcio alemão apresentou uma proposta mais favorável em termos de preço, contrapartidas e condições operacionais do que os estaleiros franceses DCNI.

Este negócio suscitou dois processo de judiciais: um deles, centrado nas contrapartidas da aquisição dos submarinos aos alemães, já terminou em primeira instância com a absolvição de todos os arguidos; o outro está relacionado com o negócio da compra e venda do equipamento e encontra-se ainda em investigação no Ministério Público, tendo Paulo Portas sido ouvido a 24 de Abril deste ano, na qualidade de testemunha.

Os submarinos portugueses Tridente e Arpão, começados a construir na Alemanha desde 2005, custaram ao Estado português cerca de mil milhões de euros e foram entregues a partir de 2010.

A comissão tem estado a ouvir, ao longo da última semana os actuais chefes dos ramos e antigos ministros da Defesa, já tendo recolhido os depoimentos de António Vitorino, Júlio Castro Caldas, Rui Pena e Jaime Gama. (NM)

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Ministro da Defesa Nacional “Todas as empresas [da Defesa] são passíveis de ser privatizadas

Em entrevista ao Diário Económico, o Ministro da Defesa Nacional revelou que será criada uma entidade de apoio para as empresas da Defesa, públicas e privadas, com o objectivo de promoção e apoio à internacionalização.

José Pedro Aguiar-Branco considera que "todas as empresas [da área da Defesa] são passíveis de ser privatizadas". A posição do Ministro da Defesa Nacional foi apresentada numa entrevista ao Diário Económico esta quinta-feira, 17 de Julho.

"Não compete ao Estado estar a fazer a gestão destas empresas. Portanto tudo o que for possível de trazer uma mais-valia como privatização é considerado como podendo ser privatizado", acrescentou.

Neste momento, o Executivo trabalha na privatização da Empordef, a ‘holding’ que agrega as empresas da indústria da defesa. Aguiar-Branco acredita que a "vocação do Estado não é ser gestor destas empresas", referindo ainda a acumulação de passivo "excessivo" na ordem dos 300 milhões de euros.

O modelo de privatização seguido consistirá numa "oferta de um número de acções até 95% do capital e 5% para os trabalhadores", à semelhança do modelo que estava a ser seguido nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Para já, não há data prevista para este processo.

Ao Económico, Aguiar-Branco revelou ainda que a IDD (Indústria da Defesa) passará a ser chamada de Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais e será responsável pela promoção destas empresas.

"Pretendemos ter um sentido estratégico de internacionalização dessas empresas e aproveitar toda a acção externa do ministério, fazendo essa promoção", referiu. (JN)

quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Vídeo das Comemorações do Dia da Força Aérea

PORTUGAL ACOLHE EXERCÍCIO DE VEÍCULOS AUTÓNOMOS NO REP14-ATLÂNTICO

O exercício Recognized Environmental Picture (REP) Atlantic 2014 (REP14-Atlântico) é um exercício conjunto da Marinha, NATO Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que teve início no dia 7 de Julho a partir da Base Naval de Lisboa, e decorrerá nas áreas marítimas a sul de Sesimbra e de Sines, até ao dia 24 de Julho. 

No REP 14-Atlântico irão ser operados diversos veículos autónomos, nomeadamente veículos autónomos de superfície (ASVS), veículos autónomos submarinos (AUV) e veículos aéreos não tripulados (UAV), equipados com diferentes sensores acústicos, bem como diversos equipamentos de comunicações a partir de navios da Marinha Portuguesa, nomeadamente o NRP Pégaso, o NRP Auriga e o submarino NRP Arpão, bem como do navio de investigação da NATO, o NRV Alliance.

Este ano o exercício tem o objectivo de testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento. Também participam neste exercício a Universidade de Roma, a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, o Real Instituto de Tecnologia da Suécia, várias instituições americanas de investigação e as empresas EvoLogics (Alemanha) e Oceanscan (Portugal).

Através do REP14-Atlântico pretende-se que todos os parceiros colaborem em projectos de investigação relativos a comunicações submarinas, redes DTN (delay tolerante networking), interoperabilidade de sistemas e veículos. (MGP)

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE O EXÉRCITO PORTUGUÊS E A CÂMARA MUNICIPAL DE ESTARREJA

O Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, e o Major General do Exército Português, António Rebelo Teixeira, assinaram esta manhã um protocolo de colaboração que visa divulgar as condições de prestação de serviço militar nos regimes de voluntariado e de contrato.

A colaboração entre as duas entidades surge no âmbito de acções de divulgação da prestação de serviço militar de RV (regime de voluntariado) e RC (regime de contrato), no município, bem como da prestação de esclarecimentos e cooperação relativa a assuntos de natureza militar. Este protocolo insere-se na estratégia de recrutamento contínuo de voluntários, reclamada por um sistema que visa assegurar a disponibilidade de recursos humanos qualificados.

Na prática, esta parceria permitirá prestar os esclarecimentos relativos a assuntos militares no edifício dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Estarreja, nomeadamente aqueles que dizem respeito a: Recenseamento Militar; Dia da Defesa Nacional; Certidões Militares; 2.as vias de Cédulas Militares; Contagens de Tempo de Serviço; Requerimento para Complemento de Pensão e Reforma (Ex-Combatentes); Outros requerimentos.

O Exército compromete-se a dar formação aos recursos humanos da Câmara Municipal sobre a divulgação do serviço militar em RV e RC e os assuntos relacionados com as obrigações militares dos cidadãos; disponibilizar todos os meios de divulgação e colaborar com a autarquia na realização de eventos de carácter cultural, recreativo e desportivo que contribuam para a divulgação do serviço militar.

O protocolo entra em vigor na data da sua assinatura e vigora, a título experimental, pelo período de 3 meses. Findo este período experimental, será feita a respectiva avaliação e aferido o interesse pela sua manutenção considerar-se-á renovado pelo período subsequente de um ano, podendo ser renovado por iguais períodos. (Local Pt)

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

EXERCÍCIO "JÚPITER 14" DA BRIGADA DE INTERVENÇÃO

Decorreu no período entre 25 de Junho e 01 de Julho de 2014, na região de Moimenta da Beira, o exercício “JÚPITER 14” da Brigada de Intervenção (BrigInt).

Sendo um exercício sectorial contemplado no Plano Integrado de Treino Operacional para 2014, teve como finalidade exercitar e desenvolver as capacidades operacionais do Agrupamento de Manobra da Força Tarefa 1200, que se constituiu como Audiência Primária de Treino.

No último dia do exercício o Agrupamento de Manobra da Força Tarefa 1200 recebeu a visita do Presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, acompanhado por diversas entidades representantes das forças vivas da região, a convite do Comandante da Brigada de Intervenção. Nesta ocasião, as entidades convidadas tiveram a oportunidade de ficar a conhecer as capacidades da Brigada de Intervenção e de assistir a uma demonstração levada a efeito pelo Agrupamento FT1200. No final da visita as viaturas que compõem o Agrupamento FT1200 desfilaram na Avenida 25 de Abril, passando em frente à Câmara Municipal de Moimenta da Beira, tendo os Moimentenses aderido em grande número e de forma entusiástica.

Participaram no exercício “JÚPITER 14” cerca de 750 militares e 120 viaturas da BrigInt, de onde se destacam as 50 Viaturas Blindadas de Rodas PANDUR II 8X8, nas suas diferentes tipologias, que qualificam a Brigada de Intervenção como a “Força Blindada de Rodas” do Exército.

terça-feira, 8 de Julho de 2014

Chefe de Estado-Maior da Armada quer reforçar cooperação em Angola

O almirante Luís Manuel Fragoso, que se encontra em Luanda a convite do seu homólogo angolano, foi hoje recebido pelo ministro da Defesa de Angola, João Lourenço, e pelo Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas, general Geraldo Sachipengo Nunda.

Em declarações à imprensa no final da audiência, o CEMA português disse que, tendo tomado posse recentemente, em Dezembro de 2013, a deslocação a Angola visa reafirmar a disponibilidade da marinha portuguesa na formação dos militares angolanos.

A propósito desta visita, o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas classificou como "profícua" a cooperação entre as forças dos dois países, desde 1992, "com muitas vantagens para Angola".

Segundo Geraldo Sachipengo Nunda, as relações de cooperação entre as duas forças "têm decorrido até agora de uma forma muito proveitosa".

"Privilegiamos fundamentalmente as áreas de formação de quadros e também a consultoria ou assessoria nos diversos escalões", referiu chefe militar angolano, acrescentando que todas as escolas da Marinha de Angola contam com consultores portugueses, além do envio de cadetes angolanos para Portugal.

O Chefe de Estado-Maior da Marinha de Guerra de Angola, almirante Augusto da Silva Cunha, disse que Portugal é pioneiro na organização das Forças Armadas Angolanas e que essa cooperação "tem seguido o seu curso normal até agora".

"Dentro desses anos todos temos aprofundado essa cooperação, nomeadamente na área da formação de quadros e assessoria técnica às escolas do ramo. Estendi esse convite ao Chefe de Estado-Maior da Armada portuguesa porque iniciou o seu mandato agora e não tinha qualquer contacto físico com a Marinha de Guerra" de Angola, sublinhou o almirante angolano.

Augusto da Silva Cunha disse ainda que o convite visa mostrar a realidade angolana, tendo em conta o empenho das forças armadas angolanas no desenvolvimento do subsistema de ensino da Marinha.

"E é nessa área precisamente onde a cooperação é mais profunda com a marinha portuguesa", frisou.(NM)

BASE AÉREA Nº5 - MONTE REAL - 13 DE JULHO (Entrada Livre)

Casa das Esquadras 201 - "Falcões" e 301 - "Jaguares", dos caças F-16, que este ano completam 20 anos ao serviço da Força Aérea Portuguesa. 

Conhecida como a "Ponta da Lança", a Base Aérea Nº5 abre portas ao público para que este possa conhecer as missões aqui efectuadas. 

Realizar-se-ão várias actividades, entre as quais demonstrações de capacidades da secção cinotécnica da Polícia Aérea, descolagens e aterragens dos caças, em missões de treino. Motivos não faltam para que passe um excelente dia em família, por isso não falte! (FAP)

Força Aérea na 1ª Edição do Air Race Championship

A Força Aérea Portuguesa participou na primeira edição do NOS Air Race Championship de 4 a 6 de Julho em Cascais.

Num fim-de-semana em que o clima nos presenteou com as “quatro estações do Ano”, a Baía de Cascais e a Praia do Tamariz foram os locais escolhidos por milhares de portugueses para assistir a demonstrações de algumas das missões da Força Aérea efectuadas pelas suas Esquadras de voo. Em exposição estática ao longo da baía de Cascais o Museu do Ar teve em exposição três das suas aeronaves, atraindo várias pessoas, que não deixaram de registar o momento para a posteridade.

A Esquadra 751”Pumas” e a Esquadra 552 “Zangões” efectuaram uma demonstração de uma missão de Salvamento na Praia do Tamariz, actividade que recebeu os aplausos de quem assistia. As duas Esquadras que operam a aeronave de Defesa Aérea - F-16, 201 “Falcões” e 301 “Jaguares”, e a Esquadra 103 “Caracóis” com a aeronave de Instrução avançada” Alpha-jet, fizeram algumas passagens, que pela sua imponência espantaram quem os viu e ouviu passar. A Esquadra 601 “Lobos” que opera a aeronave P-3C, efectuou uma missão de Busca e Salvamento lançando um Kit de Search and Rescue permitindo assim explicar aos portugueses este tipo de missão que tão importante é numa das maiores zonas de Busca e Salvamento do Mundo.

Participando mais activamente na competição da NOS Air Race a Esquadra de Instrução Elementar e Básica, 101 “Roncos” com a aeronave Epsilon-TB 30, que foi o Pace Plane usado para dirigir os pilotos de acordo com as Regras e Regulamentos. (FAP)

MILITARES PORTUGUESES DÃO FORMAÇÃO A MILITARES AFEGÃOS

A cerimónia da entrega dos diplomas aos militares afegãos da repartição de Informações (G2), que frequentaram com aproveitamento o Workshop de rentabilização dos meios informáticos na área das informações militares, realizou-se no passado dia 03 de Julho, nas instalações do Comando da 111ª Divisão de Cabul (111ª CapDiv).

O Workshop, da responsabilidade da repartição de Informações da Divisão, foi ministrado pela equipa de assessores e por um elemento do apoio do 8º Contingente Nacional. A acção de formação, que decorreu de 16 de Junho a 03 de Julho, teve uma carga horária de 12 horas.

A cerimónia de entrega de diplomas foi presidida pelo Chefe de Estado-Maior da Divisão, Brigadeiro-General Ali Jan Sarwari (em representação do Tenente-General Qadam Shah Shahim, Comandante da Divisão) e contou com a presença do Senior Adviser português, Coronel Nuno Cardoso.

O Chefe do G2, Coronel Shookur tomou da palavra e salientou a importância da formação do seu pessoal nesta área, apresentou os temas abordados durante a acção de formação e enalteceu todo o apoio dos assessores portugueses, em especial o prestado pelo 1º Sargento Pinto.

O Brigadeiro-General Sarwari, exaltou os formandos pelo aproveitamento obtido no Workshop e encorajou-os a aplicarem os conhecimentos adquiridos, de modo a potenciarem o G2 e a 111ª CapDiv. Por último, agradeceu pessoalmente ao Coronel Nuno Cardoso, o apoio prestado pelos militares do 8º Contingente Nacional, no aumento de proficiência do seu Estado-Maior (111ª CapDiv) e, neste caso concreto, na área das informações militares. (Emgfa)

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Missa de acção de graças e sufrágio pelos mortos da Força Aérea

No dia 6 de Julho realizou-se na Capela da Serra do Carvalho, em Vila Nova de Poiares uma Missa de Sufrágio e Evocação dos 8 pilotos falecidos no acidente aéreo ocorrido dia 1 de Julho de 1955, naquele local.

O acidente vitimou oito pilotos da Força Aérea que executavam uma manobra integrada nas comemorações do seu 3º aniversário enquanto Ramo independente. Foi o mais trágico acidente na história da Força Aérea Portuguesa. Como tal, e de forma a preservar a memória das vítimas deste lamentável sucedido, foi construída no local uma Capela em honra de Nossa Senhora do Ar. (Fap)

Navio patrulha oceânico ao serviço nos Açores a partir de Outubro

"A corveta actual será substituída por outra, em Agosto, e posteriormente, em Outubro, até porque se aproxima o inverno, altura mais adequada, vamos contar com essa nova unidade naval na região", declarou o capitão-de-mar-e-guerra Coelho Cândido, que foi hoje empossado como comandante da ZMA.

Os navios patrulha oceânicos irão substituir as corvetas da Marinha, que já têm, em média, cerca de 40 anos.

Estes navios são considerados uma mais-valia porque possuem uma grande autonomia e podem ser utilizados como sondas cirúrgicas.

Coelho Cândido, em declarações aos jornalistas à margem da sua tomada de posse, reconheceu que os meios existentes "serão sempre poucos, dada a vastidão do espaço marítimo".

"Mas nós temos de optimizar e racionalizar aquilo que é posto à nossa disposição. E é nesse sentido que o comandante da ZMA tem de trabalhar, recebendo os meios afectos aos Açores e utilizá-los da melhor forma para protecção dos espaços marítimos e segurança das populações", declarou.

Coelho Cândido, que já realizou duas missões nos Açores, na década de 1990, referiu que, "sempre que puder" fará chegar o seu "sentimento em relação à necessidade de a região dispor de mais meios, salvaguardando, contudo, que tendo em consideração a conjuntura, não se trata de uma missão fácil.

O novo comandante da ZMA, comentando as alterações na orgânica do Governo dos Açores anunciadas no domingo, que incluem a criação da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, afirmou: "Se o executivo entendeu que esta é uma boa solução, com certeza que será positiva também para acudir-nos".

No âmbito da sua tomada de posse, o novo comandante da ZMA destacou que o interesse estratégico do mar "não é mera retórica" nos Açores, dada a dimensão do seu espaço marítimo e a sua descontinuidade territorial.

Coelho Cândido, que também acumula as funções de chefe do Departamento Marítimo dos Açores e comandante da Polícia Marítima dos Açores, frisou que este é um "desafio acentuado".

Coelho Cândido substitui nas funções de comandante da ZMA Pires da Cunha.

A Marinha possui nos Açores um efectivo de cerca de 300 elementos e, entre outras unidades, capitanias de porto em Ponta Delgada, Vila do Porto, Horta, Praia da Vitória, Angra do Heroísmo e Flores, bem como delegações marítimas nas ilhas sem capitania. (NM)

domingo, 6 de Julho de 2014

Grupo de trabalho da NATO em Portugal na próxima semana

A base naval do Alfeite, em Almada, vai receber entre segunda e sexta-feira o grupo de trabalho da NATO especializado em operações anfíbias (AMPHIBOPSWG), segundo comunicado da Marinha portuguesa.

O« facto de Portugal ter sido escolhido para receber este grupo de trabalho demonstra o reconhecimento da NATO pela longa tradição nacional nesta área e pela participação dos Fuzileiros nos diversos teatros de Operações. Irão estar presentes 7 entidades Nato e representantes de 12 países», esclarece a Marinha.

Trata-se de «um fórum de estudo, discussão e proposta de implementação da doutrina NATO combinando operações militares combatentes com a operações de ajuda humanitária ou de evacuação de não combatentes», diz ainda. (A Bola)

sexta-feira, 4 de Julho de 2014

EXERCÍCIO DE ROBÓTICA – REX14

Este exercício, que é promovido pela Marinha através do seu Centro de Investigação, visa testar e demonstrar tecnologias usadas em robótica e recolher dados para investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.

Este ano contou com a participação de investigadores do CINAV e mais de 60 elementos externos à Marinha, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA), Instituto Superior Técnico (IST), ESRI-Portugal, TEKEVER, ASCAMM (Espanha), Science Tecnology Organization (STO) – Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE) (Itália) e Space Applications Services (SAS) (Bélgica). (MGP)

MILITARES PORTUGUESES COMEMORAM DIA DOS “COMANDOS” EM KABUL

Militares do Contingente Nacional comemoram, no passado dia 29 de Junho, o 52º aniversário das tropas COMANDOS, no Teatro de Operações do Afeganistão, Base da NATO a Norte do Aeroporto Internacional, em Cabul (N-KAIA).

Para além dos militares do 8º Contingente Nacional, as comemorações contaram também com a presença de cidadãos Nacionais, que se encontram em trabalho no Afeganistão e vários convidados de outros contingentes.

O evento iniciou-se às 11H30 (hora local), com a realização de uma videoconferência com o Comandante do Centro de Tropas Comandos, Coronel Dores Moreira, por ocasião do aniversário da especialidade e encerramento do 123º Curso de Comandos

As actividades comemorativas continuaram durante o período da tarde, salientando-se a fotografia da "família" COMANDO, a formatura com leitura do código COMANDO, e um convívio social.

Os Comandos em missão no Teatro de Operações do Afeganistão sentem-se orgulhosos com as comemorações deste aniversário, pleno de significado.

Estes momentos, a par da actividade operacional, continuam a elevar o nome da especialidade COMANDO, detentora de um riquíssimo legado

As celebrações terminaram na casa de Portugal, com o GRITO DOS COMANDOS "MAMA SUMAE", seguido de um Porto de Honra.. (EMGFA)

TOMADA DE POSSE DA DIREÇÃO DO HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS E PASSAGEM PARA A TUTELA DO CEMGFA

A direcção do Hospital das Forças Armadas (HFAR) tomou posse, no passado dia 30 de junho, no auditório do Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, numa cerimónia presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar-Branco, que contou com a presença do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro e dos Chefes do Estado-Maior dos Ramos.

A tomada de posse da direcção do Hospital das Forças Armadas coincide com a transferência da tutela para o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, culminando um processo que resultou da fusão de quatro hospitais militares: o Hospital da Marinha, o Hospital Militar Principal, o Hospital Militar de Belém e o Hospital da Força Aérea, em Setembro de 2012. (Emgfa)

EXÉRCITO PATRULHA SERRA DE SILVES

O Exército Português, no âmbito de um protocolo estabelecido com o Instituto da conservação da natureza e da floresta (ICNF) e em parceria com o Município de Silves e o Município de Monchique, fará a vigilância da Mata Nacional Herdade da Parra, no concelho de Silves e patrulhará, ainda, caminhos florestais, bem como áreas de edificação dispersa e aglomerados urbanos do sector norte do concelho.

O patrulhamento em Silves ocorrerá nos meses de Julho, Agosto e Setembro, durante o período crítico de defesa da floresta contra incêndios florestais (fase CHARLIE). Esta ação foi denominada pelo Exército como Plano FAUNOS e será posta em prática pelo Regimento de Infantaria Nº1, sediado em Tavira, envolvendo equipas de Militares do RI.

A colaboração entre autarquia e Exército tem como grande objectivo incrementar a vigilância da área florestal, já desenvolvida por diversas entidades, nomeadamente os sapadores florestais e a Guarda Nacional Republicana. (Local.pt)

CONTINGENTE NACIONAL COMEMORA DIA DAS OPERAÇÕES ESPECIAIS NO AFEGANISTÃO

Os militares de Operações Especiais da Marinha e do Exército, integrados no 8º Contingente Nacional (8ºCN) em missão no Afeganistão, celebraram o dia 27 de Junho, inspirados nas comemorações do dia da Unidade do Centro de Tropas de Operações Especiais, coincidente com o período das festas em Lamego.

O dia foi assinalado simbolicamente com um Porto de Honra oferecido pelo Comandante do 8º CN/ISAF, Coronel Nuno Cardoso, na Casa de Portugal sediada na Base da NATO a Norte do Aeroporto Internacional de Cabul (KAIA). O evento surge na sequência do seu congénere, dia dos Paraquedistas, celebrado a 23 de maio, antecedendo a anunciada comemoração do dia dos Comandos, em 29 Junho.

Estiveram ainda presentes militares estrangeiros ligados à comunidade de Operações Especiais em missão na ISAF honrando, com a sua presença, o 8ºCN.

Os militares do 8º CN/ISAF, independentemente da sua especialidade, numa demonstração de espirito de camaradagem, quiseram registar este momento. (Emgfa)

Comemorações do Dia do Centro de Tropas de Operações Especiais

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Crise encurta viagem de instrução de cadetes do navio-escola Sagres

A bordo do veleiro estão 38 cadetes da Escola Naval da Marinha portuguesa e outros 11 estrangeiros, de "marinhas amigas", para além dos 128 militares que compõem a guarnição do navio. Como sempre acontece, os cadetes frequentam o segundo ano da Escola Naval, que põem em prática nesta viagem a teoria que aprenderam nos meses anteriores e adquirem novos conhecimentos.


"Normalmente, o segundo ano da Escola Naval é o ano em que as matérias ministradas estão mais viradas para a navegação astronómica, navegação oceânica. E este navio acaba por ser a plataforma ideal para essa instrução", explicou aos jornalistas o comandante do Sagres, o capitão-de-fragata Alcobia Portugal.

O navio-escola, um veleiro construído em 1937 e ao serviço da Marinha nacional desde 1962, permite aos cadetes um "contacto muito próximo com o meio ambiente, enquanto que num navio de guerra tradicional tudo se passa no interior", prossegue o comandante.

"Aqui, os cadetes estão em pleno contacto com a natureza, com as forças que nos fazem movimentar, que é o vento e o mar", explicou, acrescentando que a maioria das marinhas "continuam a ter grandes veleiros para a instrução".

Portugal usa o Sagres há 52 anos com esse objectivo e o comandante Alcobia Portugal espera que assim continue por outros cinquenta, sublinhando que o veleiro tem tido "pequenas adaptações e pequenas reparações pontuais" que garantem toda a segurança e adequação plena "à sua função de navio-escola mas também como embaixador itinerante, representante de Portugal por todo o mundo".

Este ano, a viagem de instrução de cadetes começou em Lisboa a 13 de Junho, terminando, também na capital, a 20 de Julho, depois de escalas em Las Palmas, no arquipélago espanhol das Canárias, em Ponta Delgada e em Angra do Heroísmo, nos Açores.

Um mês e meio passado, sobretudo, em alto mar, para "rentabilizar ao máximo" a aprendizagem dos cadetes, que são "integrados no funcionamento total do navio", desempenhando tarefas e serviços ao lado dos elementos da guarnição.

Por causa de "questões nacionais de restrições orçamentais", a viagem deste ano de instrução de cadetes "é muito mais curta" e limita-se à "zona do continente e ilhas", havendo apenas uma escala num porto estrangeiro.

"Vamos tentar que a viagem seja o mais barata possível. Esta é uma realidade que nos cabe a todos e a Marinha também está parceira nessa realidade", afirmou o comandante do navio, dizendo ainda que "todos os navios acabam, de alguma forma, por ser afectados" pela contenção orçamental.

"Como todo o Estado e todos os particulares, gerimos com muita parcimónia todos os recursos que estão disponíveis e tentamos que esses recursos sejam focalizados nas áreas mais sensíveis e, portanto, neste momento, não nos afecta", sublinhou.

A organização desta viagem anual conjuga os "vários convites" que o navio recebe para ir a portos nacionais ou onde há comunidades portuguesas e a oportunidade e necessidade de "dar navegação aos cadetes".

O mar dos Açores, por onde o navio andará até 14 de Julho, "a toda a hora, todo o dia, muda" e os cadetes poderão assim aprender a estar preparados para essa instabilidade, para o bom e para o mau tempo, "aqui ou em qualquer lugar".

Porque, diz Alcobia Portugal, "os mares são todos iguais e todos diferentes". (NM)

“O FUTURO DA GUERRA É HOJE: PRIVATIZAÇÃO, DRONES, CIBERSEGURANÇA”

No dia 4 de Julho de 2014, pelas 18h00, decorre no Palácio Foz, Restauradores, em Lisboa, a Mesa Redonda “O FUTURO DA GUERRA É HOJE – PRIVATIZAÇÃO, DRONES, CIBERSEGURANÇA”.

Este evento resulta de uma iniciativa realizada em colaboração entre os docentes e os alunos do Curso de Especialização em Políticas Públicas de Segurança e Defesa Nacional, um projecto de formação avançada IDN/ISCTE-IUL. (IDN)

Forças Armadas associam-se ao NOS Air Race Championship

José Pedro Aguiar-Branco presidiu, esta manhã, à abertura oficial do NOS Air Race Championship, um campeonato de corridas de aviões, com um conceito baseado nas Reno Air Races, que contam já com mais 50 anos de existência nos EUA.

Durante a sua intervenção, que decorreu no aeródromo de Tires, o ministro da Defesa Nacional destacou o facto das Forças Armadas se associarem a esta iniciativa, através de uma demonstração de capacidades.

“Todos nos sentimos muito bem representados por Cascais neste iniciativa. Às vezes estranhamos que as Forças Armadas e a Defesa Nacional participem neste tipo de iniciativas” mas “esta aproximação da Defesa Nacional à sociedade civil é normal”, referiu o ministro da Defesa Nacional.

Para José Pedro Aguiar-Branco, este evento é também “um bom pretexto” para a Força Aérea aliar as comemorações do Centenário da Aviação Militar, constituindo uma “parceria público privada virtuosa” para elevar o nome de Portugal.

O Presidente da Câmara de Cascais, por sua vez, referiu que esta competição – que vai decorrer nos dias 4, 5 e 6 de Julho na Baía de Cascais – é “mais um momento de afirmação” do Concelho e que permitirá desenvolver “cadeias de valor” e gerar riqueza.

Carlos Carreiras destacou ainda a associação do município com as Forças Armadas não só no NOS Air Race Championship como noutros eventos, designadamente a cerimónia militar comemorativa do Dia da Marinha, que decorreu recentemente na Baía de Cascais.

O NOS Air Race Championship conta com a participação de 16 pilotos de várias nacionalidades, 18 aeronaves das classes Extreme e Vintage que irão voar a 350 km/h e a 30 metros acima do nível do mar, e são esperadas cerca de 500 mil pessoas para assistir à prova durante os três dias.

A Força Aérea e a Marinha participam com vários meios, nomeadamente na demonstração das capacidades nas áreas de busca e salvamento. Adicionalmente haverá a participação de uma aeronave Epsilon TB-30, da Esquadra 101 da Força Aérea, que durante as corridas e as qualificações sobrevoa o circuito com funções de supervisão - Pace Aircraft. (Defesa.Pt)

"Uma vaga de descontentamento nas Forças Armadas"

Segundo as notícias, o ministro da Defesa Nacional teria afirmado ser “um momento histórico” a passagem da tutela directa do MDN sobre o Hospital das Forças Armadas (HFAR) para o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), pois concretiza a desejada fusão dos vários hospitais militares que existiam.

Concordo que se trata de um acto muito importante, aliás por mim defendido há longos anos, pois contribuirá para poupanças significativas a prazo, ao mesmo tempo que poderá criar condições para melhorar a qualidade da missão do HFAR, transformando-o num hospital de referência, como acontece em muitos outros países com o seu hospital militar.

Apesar destas economias a prazo e da possibilidade reforçada de melhorar a qualidade da sua actividade, deveria ter havido a consciência de que um processo desta natureza exige, por um lado, aumento de custos na sua concretização e, por outro, um período de execução suficientemente longo para não provocar solavancos graves na prestação dos serviços de saúde. Admito ter havido a noção da necessidade de investimentos de certo montante, como se deduz daqueles que foram anunciados para levar a efeito obras que, certamente, demorarão tempo a concluir. Mas não foi entendida a importância de prolongar a sua concretização por um período suficiente para efectuar estas obras, assim originando, como era previsível, perturbações significativas na qualidade das importantíssimas funções que o HFAR deve desempenhar, o que veio contribuir para aprofundar o grande descontentamento que varre as Forças Armadas presentemente.

O facto de o MDN dirigir directamente a fase mais crítica da fusão dos antigos hospitais militares, sem a colaboração estreita e permanente dos serviços de saúde dos ramos e recorrendo mais a especialistas civis (na sua maioria ignorantes do que são as especificidades da saúde militar), e, provavelmente, a pressa do ministro em concretizar a reforma, podendo apresentá-la publicamente como um forte trunfo de tipo eleitoral, originou uma desmotivação de enorme dimensão em todo o pessoal das Forças Armadas.

O desagrado dos militares não resulta apenas do modo como se processa o atendimento das suas necessidades de saúde. Outras razões estão na sua base: estrangulamento orçamental desproporcionado, que se reflectiu no cancelamento de exercícios e manobras, na diminuição de períodos de navegação e no número de horas de voo, na impossibilidade de efectuar atempadamente a manutenção de vários equipamentos, na eliminação de aquisições previstas de algum material considerado indispensável; cortes nos vencimentos ou pensões; significativo agravamento das condições de apoio social aos reformados e familiares; insatisfação resultante da redução das promoções (desfazendo previsões de carreira há muito antevistas); decisão de pôr fim ao fundo de pensões dos reformados que atingiu especialmente os veteranos de uma guerra que durou treze anos; e outras medidas diversas que os militares têm entendido como demonstrações de desprezo pela sua “condição militar”.

A tudo isto, que afectou o moral do pessoal das Forças Armadas como não há memória, associa-se – qual cereja no topo do bolo: uma inexplicável limitação dos já reduzidos (como devem ser e já o são numa forma que parece ajustada) direitos políticos dos militares que, a existir à época, teria impedido as candidaturas dos generais Soares Carneiro e Ramalho Eanes à Presidência da República ou a eleição de Marques Júnior a deputado; e uma concentração perigosamente exagerada de poderes no CEMGFA que, parecendo politicamente inconveniente, lhe atribui um vasto e complexo conjunto de funções que muito dificilmente desempenhará satisfatoriamente.

Os efeitos de todas as medidas no moral do pessoal militar são de tal monta que foi atingido um nível de desmotivação nunca alcançado desde a situação de crise que antecedeu e conduziu à revolta de 25 de Abril de 1974, embora num contexto e por motivos bem diferentes. Estes efeitos estão a provocar a frustração/indignação de muitos dos nossos melhores quadros, parte dos quais, concluindo que a sua carreira perdeu os aliciantes que os atraíram, está a pensar abandonar as fileiras, tendo alguns já abandonado, com maior incidência nas especialidades disputadas por empresas civis.

Isto sim é verdadeiramente um “acontecimento histórico” que já se começa a reflectir na redução da nossa capacidade operacional, podendo afectar o cumprimento das missões das Forças Armadas, mais preocupante agora quando há novas ameaças em curso e outras a emergir na Europa, ao mesmo tempo que sobem de grau as que podem surgir a partir do Norte de África e do Médio Oriente.

Não sei se a análise da situação nacional pelo próximo Conselho de Estado incluirá esta questão, mas fazê-lo poderia ser vantajoso para a defesa nacional, a que aliás o Presidente da República, no exercício das suas funções de comandante supremo das Forças Armadas, parece particularmente atento

GENERAL JOSÉ LOUREIRO DOS SANTOS (Público)

quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional na tomada de posse do novo Presidente do Panamá

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional representou o Governo Português na cerimónia de tomada de posse do Presidente da República do Panamá, Juan Carlos Varela, realizada esta terça-feira no Estádio Rommel Fernández, na Cidade do Panamá.

No regresso a Portugal, Berta Cabral estreou a ligação cidade do Panamá-Lisboa, operada pela TAP-Air Portugal. A última etapa, da rota que parte da capital portuguesa em direção a Bogotá, na vizinha Colômbia, é o primeiro voo regular da operadora aérea nacional com escala no Panamá.

O relacionamento entre Portugal e o Panamá tem conhecido um significativo incremento desde as visitas do Primeiro-Ministro português, Pedro Passos Coelho, a este país da América Central e do então Presidente panamense, Ricardo Martinelli a Portugal, ambas em 2013.

O iminente alargamento do Canal do Panamá, previsto para o final de 2015 e que duplicará a atual capacidade de transporte de carga via marítima nas importantíssimas rotas entre o Pacífico e o Atlântico, envolvendo 80 países, valorizará muito o potencial do Porto de Sines.

O volume de negócios entre os dois países foi de cerca de 20 milhões de euros em 2013, com uma tendência de crescimento. Em 2012, foram mais de 120 a empresas portuguesas que exportaram para o Panamá e existem algumas a operar no país, inclusivamente na construção do alargamento do Canal, ampliando muito a comunidade portuguesa com a migração temporária de trabalhadores. (Defesa.Pt)

Ministro da Defesa Nacional quer articular com companhias aéreas saída de pilotos da Força Aérea

José Pedro Aguiar-Branco defendeu hoje uma maior "articulação com as companhias aéreas nacionais" com vista a evitar a saída de pilotos da Força Aérea Portuguesa (FAP).

"Articular o recrutamento com a TAP e com a SATA significa aumentar a capacidade de planeamento da Força Aérea Portuguesa. Significa melhorar a capacidade de projectar atempadamente a formação de novos pilotos, capazes de substituir aqueles que saem", afirmou o ministro da Defesa Nacional, durante a sua intervenção.

Para José Pedro Aguiar-Branco "nada explica que o processo de recrutamento das companhias aéreas continue a deixar a FAP numa situação crítica, quando é possível reforçar a coordenação entre todos os intervenientes".

O ministro da Defesa Nacional acrescentou ainda que o princípio também deve "ser aplicável às companhias aéreas privadas", e prometeu reforçar "o orçamento do ramo de modo a aumentar as horas de voo e a acelerar a formação de novos pilotos comandantes".

Salientando ainda que a responsabilidade de resolver o problema "é de todos", o titular da pasta da Defesa Nacional referiu que solicitou à FAP a indicação de "soluções permanentes que contribuam para a redução do êxodo de pilotos".

José Pedro Aguiar-Branco reconheceu que há muito que a FAP "deixou de ter capacidade para ser competitiva ou concorrer financeiramente com as ofertas salariais das companhias aéreas comerciais". Nos últimos anos saíram 275 pilotos da FAP - "uma média de 19 pilotos por ano", destacou.

O ministro da Defesa Nacional quantificou o investimento na formação de um piloto em "cerca de 260 mil euros", pelos cinco anos na Academia Militar e sem a qualificação para aeronaves específicas, mas recusou culpabilizar quem sai, quando "um copiloto da TAP ganha mais que o Chefe de Estado Maior da Força Aérea".

Apesar desta realidade, José Aguiar-Branco recusou que se trate apenas de um "problema salarial" e apontou que a permanência na FAP passa também por "uma questão de motivação e de valorização profissional".

Durante a cerimónia militar o ministro da Defesa Nacional destacou ainda o papel deste ramo na “eficaz vigilância das fronteiras”, nas “solidárias missões no âmbito dos nossos compromissos internacionais” e nas “heróicas missões de busca e salvamento” ou nas “dedicadas missões de evacuação médica”.

Apesar da FAP ter nascido “para a guerra”, cujo início de actividade remonta ao envio de pilotos para a Primeira Grande Guerra, Aguiar-Branco referiu que “cem anos depois, a sua missão está muito para lá disso”; “é mais polivalente, responde a muitos outros desafios, todos com o mesmo objectivo final: salvaguardar o nosso bem-estar enquanto nação, ou seja, no que ele tange o nosso território e o nosso povo”. (Defesa pt)

Coreia do Sul desiste de instalar escola de pilotos em Beja

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul desistiu de instalar um centro de instrução de pilotagem avançada na Base Aérea n.º 11, em Beja, segundo informação do Governo português hoje divulgada.

A informação surge na resposta do Ministério da Defesa Nacional à pergunta do deputado do PS por Beja, Luís Pita Ameixa, sobre os projectos de instalação de um centro de formação avançada de pilotos da força aérea da Coreia do Sul e outro da força aérea do Canadá e o interesse dos Estados Unidos da América na Base Aérea n.º 11.

Na resposta, enviada hoje à agência Lusa, por Luís Pita Ameixa, o Ministério da Defesa Nacional informa que o Ministério da Defesa da Coreia do Sul comunicou a Portugal «não ser possível prosseguir com o projecto», «atendendo a alterações na estrutura superior do Estado sul-coreano», na sequência das eleições legislativas e presidenciais de 2012.

De acordo com o Ministério da Defesa Nacional, o projecto, que tinha sido apresentado ao Governo português, em 2010, pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul, propunha a instalação de um centro de instrução de pilotagem avançada na Base Aérea n.º 11.

O projecto foi «recebido com interesse» pelo Governo e objecto de coordenação entre vários sectores do Estado português e levou à criação de um grupo de trabalho, o qual «desenvolveu esforços no sentido de dar andamento ao projecto», indica o Ministério da Defesa Nacional.

Sobre o interesse dos Estados Unidos da América, o Ministério da Defesa Nacional refere que, em 2013, uma equipa técnica militar norte-americana realizou uma visita exploratória às instalações da Base Aérea n.º 11, em Beja, «não tendo sido possível ter desenvolvimentos sobre este tema».

Em relação ao interesse do Canadá, o Ministério da Defesa Nacional refere que a empresa canadiana «Discovery Air» apresentou, no final de 2011, um projecto para instalação de um centro de treino para formação avançada de pilotos na Base Aérea n.º 11, «tendo sido desenvolvidos com Portugal contactos e visitas exploratórias neste âmbito».

Na resposta, o Ministério da Defesa Nacional frisa que «o Governo continua empenhado em encontrar projectos que permitam uma valorização da Base Aérea n.º 11» e da região de Beja. (TVI 24)