30 de agosto de 2015

Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional visita academias militares em Angola

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional manifestou "orgulho" pelo contributo de Portugal para a edificação da Academia Naval e da Escola Superior de Guerra, cujas instalações visitou, em Luanda.

"É para nós afectivamente muito importante a cooperação e, apesar das nossas limitações, queremos corresponder ao que esperam de nós", afirmou Berta Cabral na Base Naval de Luanda, onde foi recebida pelo Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra Angolana, Vice-Almirante Valentim António.

"Atravessámos um período difícil mas nunca descurámos a Cooperação Técnico-Militar (CTM), mantendo sempre o nível do compromisso orçamental, tal como aconteceu com as Forças Nacionais Destacadas", acrescentou Berta Cabral, após o brífingue do Comandante da Academia Naval, Vice-Almirante António Oliveira Miranda.

Na Estrada de Viana, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional foi recebida pelo Comandante da Escola Superior de Guerra, General Jorge Manuel dos Santos "Sukissa", e transmitiu uma mensagem semelhante, de orgulho pelo papel dos assessores portugueses da CTM que ajudam a ministrar os cursos neste instituto superior, com capacidade para 200 alunos e um centro médico com 20 camas. Actualmente são três os professores portugueses em regime permanente e 16 convidados.

Ao início da tarde, Berta Cabral visitou as instalações da Cooperação Técnico-Militar portuguesa em Luanda, tendo sido recebida pelo Director do Núcleo Conjunto de Coordenação, Coronel José Feliciano.

A agenda de quarta-feira da Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional incluiu ainda uma visita ao Memorial António Agostinho Neto, onde depôs uma coroa de flores, junto ao túmulo do primeiro Presidente da República de Angola. (Defesa)

MARINHA ABRE CONCURSO PARA ADMISSÃO DE PRAÇAS


​Ao todo são 181 vagas distribuídas por diversas classes, destinando-se a cidadãos portugueses com idades entre os 18 e os 24 anos que poderão candidatar-se online, até 11 de Setembro.

Todas as informações estão disponíveis na página do Recrutamento da Marinha ou através do número 800 20 46 35.

Eletromecânicos – 66 vagas 
Condutores mecânicos de automóveis - 9 vagas 
Fuzileiros – 40 vagas 
Mergulhadores - 5 vagas 
Manobras - 32 vagas 
Cozinheiros – 8 vagas 
Despenseiros - 11 vagas 
Técnicos de Armamento - 10 vagas

PLANO LIRA 2015

No âmbito do Plano Lira, o Regimento de Engenharia N.º1 apoiou a Autoridade Nacional de Protecção Civil, no período de 07Jul15 a 13Ago15, no combate aos incêndios florestais que ocorreram nas regiões de Constância, Covilhã, Oleiros, Pedrógão Grande, Penacova e Gouveia.

Foram projectados cinco destacamentos de engenharia, num total de vinte militares e quinze equipamentos, com a missão de efectuar operações de combate indirecto a incêndios florestais e de rescaldo.

Desta forma, o Exército, através do Regimento de Engenharia N.º1, no âmbito das Missões de Interesse Público, marcou a sua presença junto da sociedade, com o intuito de contribuir para a segurança das pessoas e bens e salvaguarda do património natural. (Exército)

28 de agosto de 2015

Portugal vai participar no maior exercício militar da NATO desde 2002

O exercício irá realizar-se entre 3 de Outubro e 6 de Novembro, principalmente em Itália, Espanha e Portugal, indicou o general francês Jean-Paul Paloméros, em conferência de imprensa realizada em Washington.

Segundo o site na internet da Marinha Portuguesa, este "vai ser o maior exercício após o período da Guerra Fria".

O exercício, denominado 'Trident Juncture', vai contar com a participação de 27 das 28 nações que compõem a NATO e vai ter lugar em sete países pertencentes a esta organização, acrescentou o general.

Os cenários do exercício vão integrar todas as componentes da "guerra moderna", como defesa anti-míssil, ataques informáticos, e a "guerra híbrida" com as suas operações de propaganda, mas segundo o general Paloméros não estará relacionado com o clima de tensão que se vive entre a Ucrânia e a Rússia.

As redes sociais também vão fazer parte do exercício militar como se fossem adversários fictícios, explicou Paloméros, adiantando que a NATO irá tentar acompanhar o exercício dos cibernautas. (NM)

27 de agosto de 2015

FORÇA DA NATO ABRE A VISITAS ESTE FIM DE SEMANA EM LEIXÕES

​Nos dias 29 e 30 de Agosto, das 14h00 às 18h00, a fragata da Marinha Portuguesa, NRP D. Francisco de Almeida, e a fragata da Marinha Canadiana, HMCS Winnipeg, atracadas na Doca 1 Norte (Leça) do porto de Leixões, estarão abertas ao público.

Esta Força Naval de Reacção Imediata da NATO, Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1) é comandada por Portugal, pelo Contra-almirante Alberto Manuel Silvestre Correia.
Portugal iniciou o Comando da SNMG1 em Junho de 2015, destacando-se desde já a participação em operações e exercícios aeronavais de alta intensidade no Mar Negro, em resultado das medidas de tranquilização implementadas pela NATO, face à crise ucraniana.

Durante o período de Comando do Contra-almirante Silvestre Correia, a SNMG1 participará activamente na Operação "ACTIVE ENDEAVOUR", no Mediterrâneo Oriental, integrando o esforço internacional contra o terrorismo. A Força irá também realizar operações e exercícios multinacionais no Mar Báltico, no Mar do Norte e Atlântico Norte, tendo previsto participar no "Trident Juncture 15", que será o maior exercício NATO realizado após o período da Guerra Fria e permitirá treinar e testar a NATO Response Force.

Para além do Navio-almirante português, a SNMG1 é actualmente composta pela fragata canadiana HMCS Winnipeg, estando previsto que em breve, outras Unidades Navais de Espanha, da Noruega e de França integrem a Força.

A SNMG1 é uma das quatro Forças de elevada prontidão, que garantem à NATO, a manutenção de uma capacidade marítima permanente, para ser empregue em operações e outras actividades, quer em tempo de paz quer em períodos de crise ou conflitos. (MGP)

EXÉRCITO - ABERTO CONCURSO PARA O 2º CFO 2015 EM REGIME DE CONTRATO

Informa-se que está aberto o concurso de admissão de voluntários para a prestação de serviço militar, em regime de contrato, na categoria de Oficial.

As vagas disponíveis são:

Tradutor Germânicas – 02 vagas
Tradutor Românicas – 02 vagas
Engenharia Informática – 06 vagas
Engenharia Têxtil – 01 vaga

Data Limite para concorrer: 04 de SETEMBRO 2015
Mais informações em Exército

BRIGADA MECANIZADA AVALIADA NO QUADRO DO DOCUMENTO VIENA 2011

Uma equipa de três militares da Federação Russa, realizou uma avaliação à Brigada Mecanizada, em Santa Margarida, em 18 de Agosto, no âmbito do Documento de Viena 2011 (DV11).

A missão teve por objectivo confirmar a Troca Anual de Informação Militar a que Portugal se encontra obrigado, inserindo-se num dos mecanismos de verificação previstos no DV11, necessários para o fortalecimento da confiança e segurança na Europa

A equipa de avaliação recebeu um brífingue da Brigada Mecanizada, apresentado pelo seu Comandante, Major-general Nunes da Fonseca, seguindo-se uma visita às subunidades, durante a qual foram observados diversos equipamentos e contactados militares das diferentes áreas de actividade da Brigada. (Emgfa)

A única mulher em Portugal instrutora de paraquedismo militar

Em Portugal, desde 1991, é permitido às mulheres prestarem serviço no Exército mas só em 1996 essa possibilidade foi aberta a todos os serviços, nomeadamente às Forças Especiais. No entanto, desde 1961 há mulheres para-quedistas, as enfermeiras. A tradição feminina nos Para-quedistas ainda se mantém em Portugal.

O Coronel Duarte Costa, que já foi Comandante da Escola das Tropas Para-quedistas, garante que o tratamento e a instrução é igual, independentemente do género. Apesar das diferenças físicas em relação aos homens, há até algumas características que as tornam melhores em alguns campos.

No ano passado, houve uma candidatura feminina para as Operações Especiais e duas para os Comandos. Não ficaram porque não cumpriram os requisitos necessários. No entanto, o Coronel Duarte Costa diz que é uma questão de tempo, tal como aconteceu nos Estados Unidos, onde esta sexta-feira duas mulheres são graduadas Rangers.

A mesma opinião tem a Sargento Ajudante Alexandra Serrano Rosa. A única mulher em Portugal instrutora de Para-quedismo Militar, desde cedo quis ingressar no Exército e evoluir na carreira. Entrou nas Forças Armadas em 1992 e tem feito um caminho pioneiro para as mulheres. Ao longo do percurso, garante que nunca se sentiu discriminada.

Quanto ao facto de haver mulheres nas Tropas Para-quedistas mas ainda não terem chegado aos Comandos nem às Tropas Especiais, a Sargento Ajudante Alexandra Serrano Rosa diz que há algumas resistências ainda mas acredita que a mudança é possível. (TSF)

26 de agosto de 2015

Corveta da Armada ao fundo para criar recife artificial

A corveta General Pereira d’Eça vai ser afundada no mar de Porto Santo com o objectivo de criar um recife artificial, anunciou esta semana o Governo regional da Madeira.

Será o primeiro de dois navios da Marinha Portuguesa a ir ao fundo nos mares madeirenses, com o propósito de potenciar o mergulho recreativo e aumentar os recursos piscícolas do arquipélago. A cedência dos dois navios à Madeira foi acordada entre Lisboa e Funchal. O afundamento do General Pereira d’Eça só deverá acontecer no próximo ano.

A abertura do respectivo concurso público, orçado em 345 mil euros mais IVA, foi decidida recentemente pelo conselho de Governo Regional, e tem por base a “execução de vários trabalhos preparatórios” para colocar a corveta debaixo de água. Antes de ir ao fundo, o vaso de guerra será submetido a várias intervenções que incluem a remoção de todas as substâncias consideradas perigosas e tóxicas (cabos eléctricos, óleos, massas, amiantos) e a lavagem e aspiração de todos os tanques e áreas contaminadas, que serão depois encaminhados para reciclagem.

Os trabalhos estão a decorrer nos estaleiros da Lisnave, e incluem também a preparação do interior do navio para o mergulho recreativo, pois é necessário adaptar os compartimentos existentes, alargando algumas saídas e abrindo outras, de forma a aumentar a segurança dos mergulhadores. Após a sua conclusão, a corveta será rebocada para a Madeira, naquela que será a última viagem de um navio que serviu o país durante mais de quatro décadas, os últimos dos quais nos Açores. No Porto Santo será afundado com recurso a explosivos, ficando a uma profundidade a rondar os 30 metros.

“A instalação do recife artificial é um meio de potenciar várias actividades com relevância socio-económica, designadamente mediante o incremento do mergulho recreativo, dos recursos piscícolas, bem como a captação de investimento, fixação de novos agentes económicos e a promoção de emprego”, explicou a secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada, no final do conselho de Governo.

Os navios desactivados da Armada portuguesa têm normalmente um destino: abate e sucata. Mas o executivo madeirense apresentou um projecto considerado de interesse público, que será co-financiado pela União Europeia através do programa operacional de pesca Promar.

A região autónoma foi pioneira no país na criação de recifes artificiais através do afundamento de embarcações. Em Outubro de 2000, o cargueiro Madeirense, construído na década de 60, e que durante décadas ligou o continente ao Funchal, e mais tarde assegurou a travessia entre as duas ilhas do arquipélago, foi afundado também ao largo do Porto Santo, naquela que foi a primeira operação do género realizado em Portugal. A corveta General Pereira d’Eça vai agora fazer-lhe companhia. Um destino que agrada os responsáveis pela Marinha Portuguesa, pois em vez de ser desmantelado o navio será preservado, numa espécie de museu subaquático.

Construído nos estaleiros alemães Blohm & Voss, o General Pereira d’Eça pertencia à classe João Coutinho, tendo sido um dos primeiros navios estrangeiros construídos na Alemanha após a II Guerra Mundial. Das seis corvetas da classe, apenas duas continuam no activo: o Jacinto Cândido, que continua a navegar, e o António Eanes, que está a ser reparado para regressar ao mar.

A classe João Coutinho foi projectada pelo engenheiro naval português Rogério d’Oliveira, de acordo com as especificidades da guerra no Ultramar. A sua operacionalidade fez com que desse origem a outras classes de navios utilizados pelas marinhas de Espanha, Egipto, Marrocos, Argentina, França e Turquia. (Público)

Um roteiro por castelos, batalhas e heróis

A Associação de Turismo Militar Português foi lançada esta semana e conta, para já, com dois roteiros nacionais por monumentos, batalhas e protagonistas da história militar do país.

O objectivo do novo organismo – apresentado oficialmente esta segunda-feira no Quartel de Santo Ovídeo, no Porto – é divulgar o património histórico e militar de Portugal através de vídeos e aplicações móveis.

Para já, o site e a app “Turismo Militar”– disponível para iOS e Android – disponibilizam apenas dois roteiros: um ligado à defesa do Alentejo e outro associado à presença dos Templários em Portugal.

No primeiro, Dinis de Melo e Castro é o herói do itinerário proposto e a sua história serve de introdução a uma rota de castelos, muralhas, fortes e quartéis, desde Elvas a Estremoz, num passeio pela Guerra da Restauração Portuguesa do século XVII.

Já no roteiro dos Templários, é Gualdim Pais que nos leva nos “passos da defesa militar do território português do Médio Tejo, que ficou a cargo da Ordem Templária há quase mil anos”, com visita ao castelo de Tomar e Convento de Cristo, à antiga vila de Ourém ou ao castelo de Almourol, entre outros.

Cada monumento referido nos roteiros aparece localizado no mapa e conta com uma pequena descrição, sendo ainda possível ir ouvindo as informações disponibilizadas ou participar num quizz de conhecimentos.

Para explorar cada itinerário, a aplicação apresenta duas possibilidades: seguir o roteiro completo – no qual “o utilizador irá seguir os passos históricos do herói”, desde o local onde “iniciou as suas viagens” até ao sítio “onde encontrou o seu fim” - ou configurar a sua própria rota, seleccionando os monumentos que quer incluir na visita.

Segundo Álvaro Covões, presidente da nova associação, há um terceiro roteiro a ser trabalhado, sobre os Descobrimentos, e na lista de heróis a surgir nas aplicações móveis ou em filmes publicitários estão ainda Vasco da Gama ou Gago Coutinho.

Durante a cerimónia de apresentação, o dono da produtora Everything Is New, e agora também presidente da Associação de Turismo Militar Português, defendeu que este novo projecto é uma “grande oportunidade de criar o storytelling [narração de histórias], como muitos países têm", de forma a dar a conhecer aos turistas estrangeiros e nacionais a história militar e os heróis portugueses do passado.

"Temos a obrigação de criar conteúdos para que as pessoas experimentem o país não só pela sua gastronomia, pela simpatia do seu povo, pela beleza da sua natureza e dos seus monumentos, mas também pela sua história", acrescentou o empresário, de acordo com a agência Lusa.

No lançamento oficial da associação esteve também presente o ministro da Defesa Nacional, para quem “o grande desafio que esta associação tem, e que é um bypass [passagem] entre um passado e um futuro diferente de contar muito da nossa história, é de reforçar, ligando e interligando a lógica patrimonial a conteúdos que reforcem o orgulho de ser português".

Segundo José Pedro Aguiar Branco, além de ser “uma fonte acrescida de receitas”, o novo projecto poderá chegar a vários públicos-alvo e dar informação de forma rápida e adequada através das novas tecnologias, reforçando o conhecimento da história de Portugal.

O novo projecto conta com a participação da Associação Nacional do Turismo, Instituto Politécnico de Tomar, Universidade Portucalense, Fundação Aljubarrota e Direcção-Geral de Recurso de Defesa Nacional.

O sector do turismo militar tem sido uma aposta do Ministério da Defesa Nacional, que desde 2012 tem trabalhado em conjunto com várias entidades ligadas ao turismo em Portugal e assinado protocolos pontuais com instituições regionais.

Site: Turismo Militar

Humvees vão 'desaparecer' do exército dos EUA

O Pentágono já escolheu a empresa responsável pela substituição dos Humvee utilizados pelo exército norte-americano. A escolhida é a Oshkosh Corporation, um parceiro histórico do governo dos Estados Unidos no fornecimento de material militar.

Segundo o Wall Street Journal, o acordo prevê a compra de 55 mil veículos mais leves, que irão substituir os jipes pesados mais conhecidos do mundo. No total, a Oshkosh vai receber 5,8 mil milhões de euros para construir os carros blindados de transporte militar, denominados JLTV (Joint Light Tactical Vehicles).

A luta por um dos contratos mais pretendidos dos Estados Unidos foi acesa, mas a Oshkosh acabou por superar as rivais Lockheed Martin e AM General. (NM)

Exército búlgaro envia blindados para a fronteira com a Macedónia

"Nesta fase, vamos reforçar de força preventiva a segurança na fronteira garantida pela polícia de fronteiras", declarou Nikolay Karaivanov, um responsável das operações do ministério da Defesa à rádio pública BNR.

Vinte e cinco militares e veículos blindados foram enviados para os postos fronteiriços entre a Bulgária e a Macedónia, mas este "número pode aumentar se a situação se agrava", indicou.

Até agora, o país não registou entradas de migrantes provenientes da Grécia, através da Macedónia.

"Consideramos o risco (deste fluxo) relativamente limitado porque a Bulgária respeita os procedimentos de registo", o que não é o caso da Grécia, Macedónia e Sérvia, declarou a ministra do Interior búlgara, Rumiana Bachvarova à televisão Nova.

A Bulgária recebeu desde o início do ano 15 mil migrantes clandestinos, nomeadamente sírios, que chegaram ao país através da Turquia.

Uma vez no país, os migrantes são colocados durante vários meses em campos de refugiados, antes de obter um estatuto que permita circular na UE.

"A Bulgária guarda bem as suas fronteiras", e os migrantes passam mais facilmente pelas ilhas gregas para se dirigirem para a Europa ocidental, através da Macedónia e da Sérvia, sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros búlgaro, Daniel Mitov, à televisão bTV.

Sófia ergueu, na fronteira com a Turquia, uma barreira de 30 quilómetros, que pretende prolongar e mantém um milhar de polícias na zona para impedir as entradas ilegais.

Mais de dois mil migrantes atravessaram na segunda-feira a fronteira sérvia para entrar na Hungria, país-membro da UE, disse a polícia húngara.

A Hungria prevê concluir, no final do mês, uma barreira para impedir a entrada de migrantes clandestinos no país. (Notícias Minuto)

21 de agosto de 2015

Coreia do Norte lança ultimato a Seul

A Coreia do Norte lançou um ultimato a Seul, ameaçando com uma operação militar, depois de na sexta-feira ter colocado em alerta máximo as suas tropas junto da fronteira.

O ultimato, rejeitado pelo ministério da Defesa da Coreia do Sul, expira no sábado, às 9h30 de Lisboa

A tensão entre os dois países aumentou depois de o exército sul-coreano ter disparado, na quinta-feira, dezenas de obuses na direcção do território norte-coreano, em resposta a projécteis lançados antes por Pyongyang.

O motivo deste novo conflito são os altifalantes de propaganda anti-Pyongyang, que o governo de Seul instalou junto da fronteira. Estes teriam sido os alvos dos disparos do exército da Coreia do Norte.

Após a troca de fogo entre os dois países, Seul anunciou restrições no acesso dos seus cidadãos ao complexo industrial de Kaesong, localizado na Coreia do Norte. A entrada dos funcionários sul-coreanos faz-se através do acesso fronteiriço ocidental da Zona Desmilitarizada.

“A situação é muito grave. Somos obrigados a manter em funcionamento o complexo industrial de Kaesong com o mínimo do pessoal necessário”, disse em Seul o porta-voz do Ministério da Unificação, Jeong Joon-Hee.

O crescendo de tensão foi tema de uma reunião de emergência do comité central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte convocada por Kim Jong Un na quinta-feira.

O tom belicista das declarações sobe de ambos os lados. A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, ordenou ao exército que responda a uma eventual provocação de Pyongyang com “firmeza”.

Os altifalantes sul-coreanos foram reactivados no dia 10 de Agosto, após um intervalo de 11 anos, depois de dois soldados sul-coreanos terem sido mutilados pela explosão de uma mina anti-pessoal, na fronteira, no início do mês.

Depois desse incidente, pelo qual Pyongyang descarta responsabilidade, a Coreia do Sul deixou de exigir que os seus soldados disparem tiros de aviso quando soldados do norte entram no seu território. (Euronews)

20 de agosto de 2015

Grupo de Acções Tácticas da Polícia Marítima tomou de assalto navio liberiano

O Grupo de Acções Tácticas da Polícia Marítima tomou esta quarta-feira de assalto o navio liberiano ‘Celine’, que se encontrava a 52 milhas de Setúbal, depois de um tripulante ter agredido o comandante e o 2º comandante. O primeiro ficou com ferimentos em dois dedos de uma mão e o segundo também apresentava marcas de agressão. O homem ameaçou incendiar o navio e os oficiais tiveram de se refugiar na ponte. O tripulante, de nacionalidade turca, foi detido e entregue ao SEF. O alerta foi dado às 09h10 e a operação terminou perto das 18h00. Ao que o CM apurou, na origem do motim estão motivos laborais, e o homem, com cerca de 40 anos, não ofereceu resistência à detenção. Na operação, coordenada com a Marinha e a Força Aérea, estiveram 21 agentes. (CM)

18 de agosto de 2015

Mirage F1 da Força Aérea marroquina despenha-se

Um avião da Força Aérea Marroquina – um Mirage F1 -despenhou-se, esta segunda-feira, junto à base de Sidi Slimane, no noroeste de Marrocos. Segundo um comunicado emitido pelas Forças armadas daquele país, não se registaram vítimas.

O piloto do avião, que estava numa “missão de treino”, está “são e salvo” porque conseguiu ejectar-se do aparelho.

De acordo com o Le Figaro, o acidente aconteceu quando o piloto se preparava para aterrar e terá embatido contra um pássaro de grandes dimensões que terá feito parar o motor. O aparelho caiu numa zona desabitada. (NM)

Helicópteros Puma continuam sem comprador

Um concurso público e outro de venda por ajuste directo depois, o Estado português não encontrou quaisquer compradores para os ‘velhinhos’ helicópteros Puma, adquiridos por Portugal ainda nas décadas de 60 e 70 do século passado. 

De acordo com o Diário da República de ontem, o Ministério da Defesa Nacional cancelou o procedimento de "alienação a título oneroso de oito aeronaves SA-330 Puma e material sobressalente", lançado em Abril deste ano, uma vez que "não foi recebida nenhuma proposta até à data-limite de entrega". 

Segundo o despacho assinado pelo ministro Aguiar-Branco a 31 de Julho, estas "aeronaves não são necessárias às Forças Armadas". Os Puma operaram durante a guerra colonial e foram entretanto substituídos pelos EH 101 Merlin. Quatro dos oito aparelhos estão em bom estado de conservação e os restantes precisam de manutenção. Os custos de manutenção elevados estão na origem da decisão de venda. Ao CM, o Ministério da Defesa disse que vai agora avaliar se reabre novo concurso ou se lança propostas por convite. Fonte: C.M

17 de agosto de 2015

Missões de interesse público com aeronaves EH-101 Merlin e C-295M

Ao serviço de Portugal e dos portugueses, a Força Aérea realizou 5 missões de interesse público, nos dias 15 e 16 de Agosto, em Portugal continental e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, num total de 07H30 de voo.

Das cinco missões, quatro foram realizadas nos arquipélagos. Na medida em que o quadro clínico dos doentes impunha a necessidade de se realizarem missões de evacuação aeromédica urgentes, foram empenhadas aeronaves EH-101 Merlin, da esquadra 751 “Pumas” e, C-295M, da esquadra 502 “Elefantes”, no sentido de proporcionar assistência hospitalar adequada e vital.

Ontem, dia 16 de Agosto, a Força Aérea foi contactada pelo Centro de Operações Marítimas para auxiliar no resgate a duas pessoas que se encontravam junto à linha de água, na base da arriba da Praia da Foz, em Sesimbra.

Devido à falta de condições de segurança para realizar o resgate por terra, foi empenhado um Helicóptero EH101 – Merlin, tendo a missão sido realizada com sucesso num total de 01H30 de voo. (FAP)

16 de agosto de 2015

Formação Avançada em Helicópteros ministrado pela Esquadra 552 da Força Aérea Portuguesa.

Realizou-se, de 11 a 13 de Agosto, o curso de Formação Avançada em Helicópteros ministrado pela Esquadra 552 – Zangões da Força Aérea Portuguesa.

Numa formação tão exigente como a dos pilotos de helicópteros são necessários treinos em ambientes complexos, que reúnam condições onde são requeridas, aos pilotos e aos helicópteros, a aplicação de todas as suas capacidades.

Abrangida pelo plano curricular do curso existe a fase de voo de montanha. Uma fase que obriga tanto a utilização de conhecimentos profundos de orografia, aerografia e meteorologia, como uma plena compreensão do aproveitamento das potencialidades do helicóptero Alouette III.

No dia 13 de Agosto concluiu-se a fase do voo de montanha na Serra da Estrela, onde mecânicos e pilotos foram postos à prova no desenvolvimento das suas capacidades.

A conclusão com sucesso deste curso permite, aos pilotos em adaptação, continuarem a sua formação e ingressarem como pilotos operacionais nas esquadras 552 – Zangões – e 751 – Pumas. (FAP)

15 de agosto de 2015

NRP FIGUEIRA DA FOZ EM MISSÃO DE FISCALIZAÇÃO NO CANADÁ


Nesta missão, que decorre até ao dia 30 de Agosto, estão embarcados no Navio de Patrulha Oceânico Figueira da Foz quatro inspectores comunitários, sendo dois inspectores de pescas da Autoridade Nacional de Pesca de Portugal (DGRM), um inspector de pescas da entidade homóloga da Polónia e um coordenador da Agência Europeia de Controlo de Pescas (EFCA).

O navio da Marinha irá navegar cerca de 7.000 milhas náuticas, realizando acções de fiscalização a embarcações de pesca numa área de cerca de 2.700.000 Km2, em águas internacionais no Atlântico Noroeste, denominada por área da convenção North Atlantic Fishing Organization (NAFO). A natureza deste tipo de missão tem como objectivo assegurar a longo prazo a conservação e exploração sustentada dos recursos de pesca existentes na área convencionada, salvaguardando o ecossistema marinho onde estes recursos se encontram.

De 14 a 16 de Agosto o navio está atracado no porto de St John's, na Terra Nova (Canadá), onde será entregue uma escultura arquitectada na Gafanha da Nazaré, que será mais tarde erigida no cemitério de Mount Carmel, em St. John's, junto à campa do pescador Dionísio Esteves, falecido em 1966 no mar da Terra Nova.

Esta iniciativa, liderada e financiada localmente pelo empresário e autor Jean Pierre Andrieux, pretende servir de homenagem a todos as centenas de pescadores portugueses que pereceram no passado durante a árdua faina da pesca ao largo das águas dos grandes bancos da Terra Nova. O pescador Dionísio Esteves fez parte da tripulação do lugre bacalhoeiro Santa Maria Manuela, um dos muitos navios que pertenceu à frota bacalhoeira portuguesa de outrora. (MGP)

Regimento de Infantaria 1 passa para Beja

O Regimento de Infantaria nº 1 (RI 1), sediado desde 2008 em Tavira, está a ser transferido, desde o início deste mês, para Beja. No quartel da Atalaia, em Tavira, ficará a funcionar apenas um destacamento, com um efectivo de cerca de 50 militares. 

A mudança foi confirmada no dia 31 de Julho, com a publicação do Decreto Regulamentar da Lei Orgânica do Exército, no âmbito do plano de reforma Defesa 2020. Segundo fonte oficial do Exército português, trata-se de "um processo de reestruturação que implica a extinção do Regimento de Infantaria nº 3, em Beja, e a transferência do RI 1 de Tavira para lá".

Jorge Botelho, presidente da Câmara de Tavira e da Comunidade Inter municipal do Algarve (AMAL), defendeu ao CM que é "uma decisão errada" retirar da região uma estrutura que tem um papel no "apoio à protecção civil, combate aos fogos e até na autonomia territorial da região". E promete "tomar uma posição" para tentar reverter a situação. Mas, apesar de só agora a decisão ter sido confirmada, já em Novembro de 2014 o núcleo do Algarve da Liga dos Combatentes tinha contestado a alegada intenção. No mês anterior, também os deputados algarvios eleitos pelo PSD, Mendes Bota e Elsa Cordeiro, questionaram o Governo sobre o eventual fecho do quartel da Atalaia ou a redução do efectivo presente em Tavira. O Ministério da Defesa respondeu, em Dezembro, garantindo que se mantinha "a presença militar no Algarve, quer em termos de volume de militares, quer em termos de tarefas e responsabilidades".  (CM)



Força Aérea Portuguesa em intercâmbio de Pilotos Instrutores no Brasil

Ao abrigo do intercâmbio de Pilotos Instrutores entre Portugal e Brasil, a Força Aérea Portuguesa tem um piloto da Esquadra 101 – “Roncos” a ministrar instrução avançada no 1.º Esquadrão de Instrução Aérea (1º EIA) sediado na Academia da Força Aérea Brasileira em Pirassununga, São Paulo.

A instrução deste militar abrange cadetes e oficiais instrutores de países como Brasil, Paraguai, Peru, Equador e Argentina, entre outros. Contribui significativamente para as boas relações entre Portugal e Brasil, bem como para uma vasta troca de experiência e doutrina aeronáutica. (FAP)

12 de agosto de 2015

Força Aérea Portuguesa em colaboração com a Protecção Civil

No dia 10 de Agosto a Força Aérea Portuguesa empenhou, a pedido da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), um helicóptero ALOUETTE III (ALIII) operado pela Esquadra 552 “Zangões” para apoiar as operações de combate aos incêndios que deflagravam no distrito de Viana do Castelo.

A aeronave que está em destacamento 24 horas por dia no Aeródromo de Manobra Nº1 em Ovar, foi activada para fazer o reconhecimento aéreo das frentes de fogo na zona de Caminha e de Monção. A bordo seguiam elementos da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) que deste modo conseguiram coordenar a colocação dos meios terrestres e aéreos de forma mais eficiente.

Esta colaboração com a ANPC insere-se numa das missões das Forças Armada e neste caso concreto da Força Aérea, no sentido de “Colaborar em missões de Protecção Civil e em tarefas relacionadas com a satisfação das necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida das populações”. (FAP)

FORÇA AÉREA PORTUGUESA RESGATA MAIS DE 200 IMIGRANTES ILEGAIS NO MEDITERRÂNEO

A aeronave P-3C CUP+ da Força Aérea Portuguesa, empenhada na Operação TRITON da FRONTEX participou, no dia 09 de Agosto de 2015, no resgate de mais de 200 imigrantes irregulares, que se encontravam numa embarcação de pesca (vídeo) utilizada para a travessia do Mar Mediterrâneo.

A aeronave portuguesa efectuou 07h40 de voo durante esta missão e resgatou 39 crianças, 39 mulheres e 143 homens.

As operações, coordenadas pelas autoridades italianas do Centro de Busca e Salvamento Marítimo de Roma, envolveram meios de vários países que integram a Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (FRONTEX).

Estas operações de vigilância marítima decorrem numa área que vai do sul de Itália ao norte da Líbia, com especial foco nas ilhas de Malta e de Lampedusa.

O destacamento da Esquadra 601 - "Lobos" localizado, juntamente com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, na Base Naval de Sigonella - em Itália - iniciou a missão em 01 de Julho e irá terminá-la no dia 31 de Agosto. (EMGFA)

11 de agosto de 2015

Portugal vai modernizar os caças F-16

Portugal vai actualizar os sistemas de captura de alvos dos caças F-16, uma operação que poderá custar cerca de 23 milhões de dólares (cerca de 21 milhões de euros), refere um despacho publicado em Diário da Republica, nesta terça-feira.

O despacho publicado na 2.ª série do Diário da República e assinado pelo ministro da Defesa, José Aguiar-Branco, a 31 de Julho, produziu efeitos imediatos após a data da sua rubrica.

A modernização será objecto de negociação com o fabricante Northrop Grumman, única entidade com capacidade técnica para prestar os serviços pretendidos, e terá um custo global de 22,7 milhões de dólares, a repartir entre os anos de 2015 a 2022, em conformidade com o previsto na Lei da Programação Militar e permite beneficiar de economias de escalas e de condições especiais de fornecimento pela integração do programa na última encomenda comercial dos Marines norte-americanos, assim como dos investimentos já realizados nesta modernização pelos parceiros operadores de F-16 da European Participating Air Forces (EPAF).

O ministro da Defesa Nacional autorizou assim o início do procedimento de modernização dos designadores de alvos da frota F-16 MLU da Força Aérea (targeting pods Litening ATII) para a versão G4, programa que se encontra inscrito na Lei de Programação Militar (LPM), aprovada pela Lei Orgânica n.º 7/2015, de 18 de maio.

Segundo fonte do ministério, a modernização dos designadores de alvos dos F-16 vai permitir, por um lado, manter os requisitos da NATO para que esta frota possa continuar a operar em missões internacionais sem restrições, designadamente com a consolidação da capacidade autónoma deste sistema em detectar, identificar, seguir alvos e apoiar o emprego de armamento de precisão.

Por outro lado, a modernização irá reforçar o emprego destas aeronaves no apoio à vigilância do espaço aéreo, marítimo e terrestre.

Após os vários processos de alienação de sistemas de armas e de racionalização dos recursos da Defesa Nacional que decorreram no âmbito da implementação da Reforma Defesa 2020, este programa insere-se, segundo a mesma fonte, no objectivo de investir “de forma coerente, racional e eficiente” no aumento do produto operacional das Forças Armadas tendo em vista o cumprimento das suas missões prioritárias.

Portugal tem actualmente 27 caças F-16, depois de no ano passado ter acertado a venda de 12 aeronaves ao Estado romeno. (Tvi24)

Exército no combate às chamas no concelho de Mangualde

Dois pelotões do regimento de infantaria de Viseu, compostos por 44 militares, estão no combate ao incêndio de grandes proporções que está a consumir o concelho de Mangualde. Foram dois fogos que durante a tarde puseram em sobressalto as populações. Alastraram e acabariam por se juntar num só incêndio ao final da tarde. (Expresso)

7 de agosto de 2015

A combater nas barbas dos russos

Atlântico, Mediterrâneo, Estreito de Dardanelos, Mar de Mármara, Bósforo. A mais de 2600 milhas náuticas de Lisboa (quase cinco mil quilómetros) navegou em Julho a fragata D. Francisco de Almeida. Nas águas do mar a que chamam Negro, cumpriu ao serviço da NATO a sua primeira missão. Juntamente com a fragata holandesa Tromp, formam até Dezembro o núcleo duro de uma das duas forças de navios escoltadores da Aliança Atlântica, a Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1). A comandar esta força naval estará até ao Natal o contra-almirante Silvestre Correia, 55 anos de idade, 37 de Marinha.

Estreia absoluta para estes dois navios nas águas que banham a anexada península ucraniana da Crimeia e uma das principais bases navais russas, Sebastopol, mas também os ex-Pacto de Varsóvia, Bulgária e Roménia, agora membros da aliança defensiva que há mais de uma década se estende muito para lá do Atlântico Norte.

Holandeses e portugueses estão aqui para reforçar o sentimento de segurança por via de uma intensa presença militar da NATO. Para além da SNMG1, também está por aqui uma das duas forças de navios draga-minas. Portugueses e holandeses vieram participar em dois exercícios: um com a marinha búlgara e outro com a romena.

O Expresso acompanhou em exclusivo, a bordo da D. Francisco de Almeida, onde seguiu embarcado o estado-maior que apoia o almirante português, constituído por 21 militares de seis diferentes nacionalidades, o exercício com os búlgaros, o Breeze 2015, onde também participaram um navio norte-americano e um romeno.

Entre 8 e 10 de Julho, esta força naval tentou detectar e abater um submarino, navios e caças virtualmente inimigos. E como se esperava, os russos estavam à espreita. Segue o diário de bordo…

ATÉ JÁ, Ó CAIS DE VARNA!

Varna, 8 de Julho. 6h20 (menos duas horas em Lisboa). “Neste momento, o vento sopra a cerca de dois a três nós pela amura de bombordo.” Uma brisa suave de lado esquerdo à frente, entenda-se. “Visibilidade: céu limpo. Temperatura do ar: 20 graus. Previsão para hoje: vento de nordeste moderado entre 10 a 15 nós mais para o final do período, boa visibilidade. Não está prevista precipitação durante o período da missão. Mar chão.”

Momentos antes de zarpar, o tenente Monteiro Teixeira, oficial navegador, dá ao comandante Manuel Silvestre Correia toda a informação necessária para executar a largada.

As palavras do militar escondem um amanhecer memorável com a praia ali ao lado, num sereno despertar. Mas na ponte da D. Francisco de Almeida cruzam-se olhares tensos.

Manobrar mais de três mil toneladas de aço, muita tecnologia, combustível e armamento distribuídos ao longo de 122 metros de comprimento por 14 de largura, cercado pelos cais, exige concentração. Absoluta. Quase toda a guarnição, formada por mais de 200 militares, participa na faina. No convés recolhem-se as amarras. Há fuzileiros armados, com colete à prova de bala e capacete, atentos aos que se passa nas imediações. Um navio está especialmente vulnerável nestes momentos. Sobretudo a pequenas embarcações. Velozes. Ataques assimétricos na terminologia militar.

“Quanto mais perto se está da costa maior é a possibilidade de sofrer um atentado”, explica o comandante Fernando Fonseca, oficial de relações públicas do Almirante Silvestre Correia. No interior, há equipas distribuídas pelos vários pavimentos. “Há uma série de coisas que podem correr mal durante as manobras”, explica o mesmo oficial. Estão preparados para combater um eventual incêndio ou alagamento. Mas à hora prevista, com o sol pela proa, a fragata da armada portuguesa está de saída. E o Tromp segue nas nossas águas…

OLH´ÓS RUSSOS

Por mais que estivessem à sua espera (e estavam, como há de contar mais adiante o almirante Silvestre Correia), a presença de um navio russo ao largo de Varna não deixa de colocar os militares em alerta.

Um fuzileiro sniper toma posição a estibordo (o lado direito do navio) com a sua Windchester. Calibre 7.62 milímetros. 1200 metros de alcance. “Temos um patrulha russo a cerca de duas milhas da nossa força. Não tem a bandeira içada, no entanto, pelo número pintado na amura do navio, confirmamos visualmente que é um navio russo equipado com mísseis superfície-superfície e superfície-ar. Também tem uma peça de artilharia de 76 milímetros”, conta o comandante Véstia Cagarrinho, das operações da D. Francisco de Almeida.

“Neste momento ainda não entrou em contacto connosco por rádio. Está apenas a observar os nossos movimentos e mantém-se junto a nós a uma baixa velocidade, cerca de cinco nós, mais ou menos nove quilómetros por hora. E também tem desligado o equipamento que permite identificá-lo. No entanto, está a transmitir com o radar e já detectámos as suas emissões electromagnéticas através do sistema de guerra electrónica”, prossegue.

Trata-se do Ivanovets, ao serviço da esquadra russa do Mar Negro desde Dezembro de 1989. 56 metros de comprimento por dez de largura. Completamente carregado desloca 493 toneladas.

“Prevê-se que seja uma situação recorrente durante a nossa permanência no Mar Negro. É normal. Não oferece qualquer ameaça. O que eles fazem aqui é o fazemos lá quando detetamos navios russos no nosso mar. Não há hostilidade nenhuma. É a forma deles operarem, sobretudo quando existem navios norte-americanos e da NATO no Mar Negro”, desdramatiza o comandante Cagarrinho. É o caso. O destroyer USS Porter transporta mísseis de longo alcance capazes de atingir Moscovo.

TÁCTICA EMBRIONÁRIA

A presença dos russos não altera uma vírgula ao plano inicial. Os exercícios sucedem-se: de guerra de superfície, aérea e anti-submarina. “Os búlgaros não têm a doutrina da NATO tão enraizada como nós, nem se treinam tão frequentemente. São exercícios mais simples do que aqueles que fazemos habitualmente”, explica o comandante Cagarrinho.

E o almirante Silvestre Correia confirma: “É um exercício com características muito particulares e desenhado à imagem e à semelhança e de acordo com os interesses nacionais [da Bulgária] no qual temos, naturalmente, muito interesse em participar no sentido de nivelar os procedimentos e criar a necessária inter operacionalidade entre a força da NATO e as dos países locais que, como se sabe, só muito recentemente é que aderiram à NATO e, portanto, ainda estão numa fase muito embrionária em termos de táctica e procedimentos.” E os russos? Estavam à vossa espera? A explicação segue, em jeito de balanço, na camarinha do comandante da D. Francisco de Almeida.

AGULHA EM PALHEIRO

E a noite chega com a força liderada pelo almirante português a procurar uma agulha num palheiro. O mesmo será dizer um submarino da marinha turca. Se abatê-los não é missão impossível, garantem os especialistas em luta anti submarina, detectá-los é bem mais complexo. Mas basta o periscópio vir à tona para se tornar presa fácil.

“Estamos a investigar o último local onde detectámos o submarino para tentar perceber onde é que ele está agora e o que está a fazer. Como são muitos navios, serão divididos em dois grupos por questões de segurança da navegação. Cada grupo terá hipótese de investigar, tentar descobri-lo e trazê-lo à superfície. Os navios seguem em matilha, isto é, lado a lado, de sonares ligados ao encontro da posição provável do submarino”, explica o tenente Alves Teixeira, de olhos postos num dos muitos ecrãs do Centro de Operações da lusa fragata, cinco pisos abaixo da ponte. É para aqui que aflui toda a informação captada pelos sensores e radares. Desta e das restantes unidades navais que integram a força. Um complexo sistema permite partilhar toda a informação mas mostrar apenas nos ecrãs os dados mais fiáveis. “Todos juntos conseguimos ter mais capacidade de detecção e de identificação. No limite, até poderíamos desligar todos os sensores da D. Francisco de Almeida e continuar a ver o que se passa à nossa volta”, refere Alves Teixeira.

SONAR OFF, RADAR ON

Se a primeira noite foi passada à procura de um submarino, o segundo dia há de ser dedicado a tentar abater dois caças MIG-25 da Forças Aérea búlgara que a meio da tarde surgem no firmamento. Têm por missão atacar um navio classificado como “unidade valiosa” que a força tem de proteger. Cercam-no criando em seu redor uma espécie de bolha. Cada navio tem de garantir a segurança em seu redor e, em conjunto, à tal “unidade valiosa” que segue no centro dessa bolha.

Acompanhamos este exercício no Tromp, a fragata holandesa especialmente equipada com um radar que permite ver a longas distâncias e baterias de mísseis antiaéreos. No centro de operações o oficial de defesa aérea está a tentar localizar os caças inimigos. “O aviso de ameaça aéreo está amarelo. Suspeita-se de que em qualquer altura a força possa estar sob ataque mas ainda não tem nenhum contacto no sistema que lhe dê essa indicação. Assim que tiverem passa a vermelho”, explica o comandante Fernando Fonseca, oficial de relações públicas da SNMG1.

À chegada dos caças, os navios lançam-se num incessante zigue-zague, guinando 180 graus, ora a estibordo, ora a bombordo. Pretendem, desta forma, escapar a um eventual disparo inimigo. E tudo termina em poucos minutos com os dois aviões virtualmente abatidos, garante um dos militares do Tromp. Aproveitemos o sentimento de vitória e vamos conhecer esta alma quase gémea da fragata portuguesa…

ÚLTIMOS CARTUCHOS

Ao terceiro dia, antes de voltar a atracar em Varna ao por do sol, tempo ainda para um exercício de tiro com a peça de 76 milímetros instalada na proa da D. Francisco de Almeida. Os navios seguem em fila, formatura 1 ou formation foxtrot, na terminologia militar, e ao chegarem a uma determinada posição executam cinco disparos com munições de tiro prático, inertes, sem qualquer tipo de explosivo, sobre um contentor branco que serve de alvo.

Nos minutos que antecedem os disparos verifica-se, constantemente, se existe algum impedimento para fazer fogo: aeronaves, outros navios nas proximidades. Para além dos radaristas, no centro de operações, estão atentos os vigias, de binóculos, nas asas da ponte, as duas varandas sobre o mar. “Bombordo safo. Estibordo safo”, informam estes militares. Fogo!

Regressar a Varna não significa descanso garantido. Para o staff e para o almirante Silvestre Correia os dias passados nos portos em missões ao serviço da NATO são preenchidos com um sem número de encontros com autoridades civis e militares. Para a guarnição, vira o disco e toca o mesmo. Mal o navio atracou, foi necessário tirar o helicóptero Lynx do hangar e montar um enorme toldo no convés de voo. No dia seguinte, Portugal agradece a hospitalidade búlgara com uma recepção. Dentro de 48 horas, a D. Francisco de Almeida voltará a zarpar, agora rumo a Constanta, Roménia. Novo exercício pela frente. Ainda mais próximo de Sebastopol. (Expresso)

Exército patrulha em permanência a Serra do Caldeirão

A serra do Caldeirão começou esta quinta-feira a ser vigiada pelo exército no âmbito de uma colaboração com o município de São Brás de Alportel para prevenção de incêndios florestais, que não teria sido prosseguida sem a insistência da Câmara, disse o presidente. 

Vítor Guerreiro disse à Lusa que o protocolo com o exército, que previa a colocação de duas viaturas e os respectivos militares a patrulhar em permanência a zona serrana do concelho, "devia ter começado no terreno no início de Julho", mas quando chegou a data "a autarquia percebeu com estranheza que não estava ninguém destacado no local". 

O autarca explicou que o exército informou a câmara algarvia que "não estavam reunidas as condições para essa colaboração se realizar, devido à falta meios", argumento que Vítor Guerreiro disse não compreender, porque "a autarquia assumia todos os custos na reparação de viaturas, nos combustíveis e na alimentação" dos elementos que constituem as equipas de vigilância destacadas para o concelho. 

O exército teria que disponibilizar as viaturas e os militares necessários para o patrulhamento de um concelho que tem quase a totalidade da sua área em zona serrana e em 2012 foi atingido pelo grande incêndio que afectou também o município vizinho de Tavira, consumindo mais de 20 mil hectares de floresta na serra do Caldeirão. Fonte: C.M

6 de agosto de 2015

Estado vende empresa de comunicações militares a grupo inglês

Tem mais de 30 anos de experiência no mercado, conta com uma força de trabalho altamente qualificada, exporta quase metade da sua actividade e dá lucro.

Esta quarta-feira, a Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica (EID) tornou-se, praticamente, mais uma das empresas da industria de defesa nacional a mudar de mãos, tornando-se totalmente privada e nas mãos de estrangeiros. O negócio de 19 milhões de euros foi anunciado pelo escritório Cuatrecasas, que assessorou o Estado na privatização, através da Empordef.

O comprador foi um grupo inglês, criado em 2006, que opera no mesmo mercado na concepção e fornecimento de equipamentos e tecnologias de informação para o mercado de defesa e segurança.

Criada há cerca de 30 anos, foi ganhando ao longo dos anos experiência e know-how através do fornecimento de equipamentos e serviços ao Exército e Marinha portuguesas. As suas áreas de negócio centram-se na comunicação terrestre (rádios e sistemas integrados para o Exército) e grandes plataformas para navios. A empresa foi criada em parceria com a alemã Rohde & Schwarz GmbH & Co, incluindo além da holding estatal EMPORDEF, a EFACEC. O Estado português detinha actualmente pouco mais de 40% da empresa: 38,57%, através da Empordef e outros 4,52% através da participação do IAPMEI.

Actualmente, a EID estava já internacionalizada, tendo fornecido ao longo dos anos equipamento para as forças armadas do Reino Unido, Espanha, Holanda, Brasil, França, Austrália e Taiwan. O grupo inglês Cohort receber 99,98% do capital da EID pelos 19 milhões que acordou pagar. É a primeira aquisição do grupo inglês fora do seu território.

Especialista na concepção e fornecimento de equipamentos e sistemas tecnologicamente avançados, a EID emprega 138 pessoas e fechou o último exercício com lucros de 1,4 milhões de euros e uma facturação de 14,5 milhões de euros, com as exportações a gerarem mais de metade das vendas.

O presidente executivo do grupo inglês, Andrew Thomis, classificou a aquisição como um “passo importante” para a sua empresa, destacando a “complementaridade” que os serviços da EID permitiriam aos actuais negócios da Cohort. Além do mercado europeu, a mais-valia da EID para os ingleses está na sua implantação no Sudeste Asiático.

Horas depois a administração da EID confirmava a mudança. "Esta proposta vai ser remetida às tutelas (Defesa e Finanças), as quais, após parecer da UTAM (Unidade Técnica de Acompanhamento ao Sector Empresarial do Estado), se pronunciarão para decisão final, estimando-se que o processo se conclua durante o mês de Setembro de 2015.”

Durante o mandato de José Pedro Aguiar-Branco no Ministério da Defesa, o Governo alienou já um conjunto de empresas do sector. Além da mais mediática sub-concessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a EDISOFT foi negociada para a francesa Thales. A ETI, outra das empresas da holding – que Aguiar-Branco decidiu entretanto extinguir – não conseguiu angariar compradores durante este ano. a tutela chegou a receber onze manifestações de interesse mas nenhum apresentou uma proposta vinculativa.

José Pedro Aguiar-Branco anunciara há mais de dois anos a intenção de extinguir ou privatizar a maioria das empresas da Defesa. As excepções são as OGMA, onde o Estado detém uma participação de 35% e o Arsenal do Alfeite. O ministro chegou a encomendar um estudo a Augusto Mateus sobre o Alfeite para decidir o seu destino. (Público)

5 de agosto de 2015

DIA DO FUZILEIRO 2015

Numa iniciativa que conta já com sete edições, as comemorações do "Dia do Fuzileiro 2015", tiveram lugar na Escola de Fuzileiros no primeiro sábado do mês de Julho, como é habitual, este ano a 04 de Julho. Demonstração paradigmática do lema "Fuzileiro uma vez, Fuzileiro para Sempre!", constitui-se como uma oportunidade de reunião, de regresso à Casa Mãe, de todos aqueles quantos serviram nos Fuzileiros desde 1961 até à data de hoje, contando também com a presença de familiares e amigos.

Num ambiente de convívio, homenagem e espírito de camaradagem,criou-se uma oportunidade de demonstrar, com orgulho, a antigos fuzileiros, o que hoje fazem os seus sucessores e como irão continuar a ser o espelho do verdadeiro espírito do Corpo de Fuzileiros.

À semelhança de anos anteriores, foi disponibilizada, a todos aqueles que quiseram experimentar ou reviver bons momentos, a execução da Pista de Lodo, local icónico da Escola de Fuzileiros, bem como passeios de LARC, botes e LAR.

Para este ano, mais uma vez em colaboração activa com a Associação de Fuzileiros, o tema base seleccionado para as comemorações foi "A Educação Física na Escola de Fuzileiros". Expressando o mesmo, foi inaugurada uma Placa Toponímica no (agora renovado) Ginásio da Escola de Fuzileiros e uma exposição fotográfica alusiva ao tema, homenageando o primeiro responsável pela Educação Física na Escola de Fuzileiros, o Comandante Santos Patrício.

Para além destas actividades, o Museu do Fuzileiro, contando com o apoio da Associação de Modelismo de Almada, acolheu este ano uma exposição e realização de workshop de modelismo, dedicados a modelos à escala, relacionados com os Fuzileiros, a Marinha Portuguesa e a temática militar/naval. Ainda neste espírito de demonstração cultural, ocorreu na parada da Escola de Fuzileiros, uma exposição de viaturas museológicas da Marinha, que contou com a inestimável colaboração da Direcção de Transportes.

Na Cerimónia Militar, simples mas cheia de significado, antecedida da celebração litúrgica pelo Capelão Licínio, as forças em parada foram constituídas pela Fanfarra da Armada, Bloco de Estandartes Nacionais do Corpo de Fuzileiros, Guiões das antigas e actuais Unidades de Fuzileiros, do Batalhão Ligeiro de Desembarque, da Associação de Fuzileiros e das suas Delegações, pela Companhia de Apoio de Fogos, a dois pelotões e por um Pelotão de antigos combatentes da Associação de Fuzileiros.

Sendo este um momento de homenagear todos aqueles que servem e serviram o Corpo de Fuzileiros, bem como os camaradas que já nos deixaram, teve lugar uma Cerimónia de homenagem aos Mortos em Defesa da Pátria com deposição de coroa de flores no monumento do Fuzileiro.

No seu discurso, e relativamente à data que se assinalou, o Presidente da Associação de Fuzileiros, CMG FZ António Ruivo referiu que "Comemoramos hoje, …na "Casa Mãe", …por onde todos nós entrámos para servirmos Portugal na Marinha e nos Fuzileiros, e que nos encheu deste orgulho e deste inexplicável sentimento de pertença". Ainda sobre esta celebração e o que lhe está subjacente, o Comandante do Corpo de Fuzileiros,Contra-almirante Sousa Pereira, no seu discurso disse que "O Dia do Fuzileiro é sobre pessoas: …é da participação individual que se constrói esta extraordinária moldura humana, este grupo excepcional de pessoas com quem me orgulho de poder partilhar este momento.… Ser fuzileiro é ser Homem, define um grupo e descreve uma missão na vida; «Um fuzileiro nunca fica para trás», é um bom mote para a um dia de memória, de partilha, e de união".

Este ano, as comemorações contaram com mais de mil participantes, a sua maioria Fuzileiros na reserva e reforma, relevador da importância que este dia tem, sendo também um reconhecimento de todos aqueles que deram o seu tempo, disponibilidade, empenho e saber, merecendo de todos nós toda a estima, consideração e respeito.  (CF)