sábado, 25 de Outubro de 2014

COLÓQUIO INTERNACIONAL "A GRANDE GUERRA UM SÉCULO DEPOIS"

No ano em que se comemoram os Cem Anos do início da primeira Guerra Mundial, a “Grande Guerra”, a Academia Militar assinala esta efeméride com a realização de um Colóquio Internacional intitulado “A Grande Guerra Um Século Depois”.

A conferência inaugural deste Colóquio Internacional, intitulada “Portugal e a Guerra”, estará a cargo do Professor Catedrático Nuno Severiano Teixeira e ocorrerá no dia 12 de Novembro, pelas 14h00.


Da Comissão de Honra deste Colóquio faz parte, entre outras entidades, Sua Excelência o Presidente da República. (Exército)

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

EXPOSIÇÃO “ARTILHARIA – QUATRO SÉCULOS DE ARTE E CIÊNCIA”

A exposição temporária e de características itinerantes, sob o título “Artilharia – quatro séculos de arte e ciência”, encontra-se em exibição no Palácio dos Mesquitas – Évora, podendo ser visitada entre 2ª e 6ª feira, das 10H às 17H, até 06 de Janeiro de 2015.

Para além de breves textos sobre a importância e tecnicidade da artilharia no campo de batalha, desde os séculos XVI até ao XIX, encontram-se também expostas algumas peças museológicas interessantes desta temática e do acervo do Museu Militar de Lisboa.

FIM DOS TRABALHOS DE MANUTENÇÃO DA FRONTEIRA LUSO-ESPANHOLA

Concluíram-se em 03 de Outubro de 2014 os trabalhos de manutenção da fronteira luso-espanhola, executados conjuntamente por uma equipa do Instituto Geográfico do Exército (Portugal) e outra do Centro Geográfico del Ejército (Espanha).

A manutenção da fronteira Luso-Espanhola em 2014 foi efectuada em 2 fases: a 1ª decorreu entre 19 de maio e 27 de Junho, com o objectivo de verificar os marcos entre os números 121 E e 350, ambos inclusive, num total de 904 marcos. A 2ª fase, decorreu de 08 de Setembro a 03 de Outubro e teve como finalidade resolver as anomalias pendentes no relatório da 1ª fase da campanha, bem como 4 situações que ficaram pendentes de 2013.

No ano em que se celebram 150 anos da assinatura do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha a 29 de Setembro de 1864, foi colocada no marco nº 231 uma placa comemorativa. Os trabalhos de manutenção da fronteira foram, ainda, acompanhados por uma equipa de reportagem da RTP, que deu a conhecer o trabalho desenvolvido pelos Institutos Geográficos de Portugal e Espanha na fronteira entre os dois países.

Este troço da fronteira é caracterizado pela orografia montanhosa da região (Serra do Larouco - Serra da Coroa) e pela falta de acessos junto à linha de fronteira, o que obrigou à utilização de meios aéreos para a colocação de alguns marcos. (Exército)

Tensão no Báltico reabre debate sobre a NATO na Suécia e na Finlândia

Sucedem-se os incidentes militares no Mar Báltico, que ameaça tornar-se num novo teatro de atrito político-militar na Europa. Como consequência, surge uma pergunta: vão a Suécia e a Finlândia abandonar a sua histórica neutralidade e aderir à NATO? De momento é improvável mas o debate foi reaberto.

A Estónia, a Letónia e a Lituânia, embora pertencendo à NATO, são os países com maior sentido de vulnerabilidade, temendo ser o próximo alvo de Moscovo. Mas também a Suécia e a Finlândia se inquietam. A tensão no Báltico cresceu nos últimos anos e disparou com a conquista da Crimeia pela Rússia.

Isolados, os incidentes não teriam relevância. O que “enerva” é a repetição. Exemplo: segundo a BBC, aviões da NATO interceptaram esta quinta-feira um “avião espião russo”. UmIlyushin-20 foi impedido de entrar no espaço aéreo da Dinamarca por dois F-16 dinamarqueses, depois interceptado por caças suecos, entrando a seguir no espaço aéreo da Estónia, onde passou a ser escoltado por dois F-16 portugueses até reentrar no espaço internacional.

O submarino fantasma

O caso do “submarino fantasma” de Estocolmo dominou a semana. A Marinha sueca desencadeou uma operação de “perseguição e caça” a um misterioso submarino, supõe-se que russo, ao largo da capital. O aparato fez relembrar cenas da Guerra Fria: em 1981, os suecos retiveram durante dez dias um submarino soviético, com armas nucleares, junto da sua maior base naval.

A operação, com navios e helicópteros, foi lançada no sábado. Na segunda-feira, o diário sueco Expressen dedicou-lhe 20 páginas. Moscovo desmentiu as acusações. Os especialistas acreditam tratar-se de um “submarino-miniatura” que, na miríade de ilhas e baías ao largo de Estocolmo, facilmente encontraria esconderijo. Mais do que a intrusão, é a impotência militar que preocupa os suecos. Venderam em 2008 a frota de helicópteros anti-submarino e só em 2017 terão outra.

O mais traumatizante episódio remonta a 29 de Março de 2013. Bombardeiros intercontinentais e caças russos fizeram um exercício em que simulavam um ataque surpresa contra Estocolmo e alvos militares no Sul da Suécia. A Força Aérea sueca foi incapaz de reagir de imediato.

A Suécia dispôs de um dos mais poderosos exércitos do mundo. O fim da Guerra Fria e a crise económica dos anos 1990 levaram à sua drástica redução. Estocolmo apostou nas missões internacionais e descurou a defesa do território. Em Dezembro de 2012, o comandante das Forças Armadas chocou o país ao declarar que, em caso de ataque, o exército só poderia defender o país durante uma semana.

A nova Rússia de Vladimir Putin e a pressão que ela exerce sobre os vizinhos, designadamente sobre os três Estados bálticos, força os suecos a repensar uma neutralidade de dois séculos: “Nenhuma aliança militar em tempo de paz, neutralidade em tempo de guerra.”

A semi-neutralidade

A neutralidade da Suécia e da Finlândia já não é o que era durante a Guerra Fria. Entraram na União Europeia. Não fazem parte da NATO mas aderiram à sua Parceria para a Paz, em 1994. São “parceiros disfarçados da NATO”. Participam em exercícios da Aliança e em missões no Kosovo e no Afeganistão. Estocolmo teve um activo papel nas operações aéreas na Líbia em 2011. Em Junho, as marinhas russas e da NATO fizeram manobras navais paralelas e, entre as forças da Aliança, estavam navios suecos e finlandeses.

Até agora, ambos os países acreditavam na “solidariedade” — da UE e da NATO — em matéria de segurança. Mas sabem que a garantia perante um ataque militar só se aplica aos membros da NATO. Dinamarqueses e noruegueses avisaram a Suécia de que, em caso de agressão, só a ajudarão no quadro da NATO. Por isso a questão passou a ser objecto de debates parlamentares.

Escreveu em Março o diário sueco Aftonbladet: “Na verdade não há alternativa à NATO. Uma adesão retiraria a Suécia do vazio que caracteriza actualmente a sua política de segurança.” Em Abril, Martti Ahtisaari, antigo presidente finlandês, defendeu a entrada do seu país na NATO. Mas a opinião pública resiste. Para 50% dos suecos e 58% dos finlandeses, os seus países devem permanecer fora da Aliança.

Anota o britânico The Guardian que, se os suecos perderem a confiança nas suas Forças Armadas para garantirem a segurança do país, “a longo prazo, a lógica da posição geoestratégica da Suécia tornará a adesão à NATO quase inevitável”.

Perguntam-se os nórdicos: até onde está Moscovo disposta a ir? Para o ex-MNE sueco Carl Bildt, que defende uma linha dura perante Moscovo, “o Báltico será o grande teste à relação entre Ocidente e Rússia”.

Qual é a lógica das “provocações” de Moscovo, que não tem interesse em hostilizar a Suécia e a Finlândia? Responde Tomas Ries especialista de segurança no Colégio de Defesa Nacional, de Estocolmo: “A Rússia está a enviar uma mensagem ao mundo exterior dizendo que ‘a velha Europa’ acabou. (...) A Rússia quer criar um novo statu quo na Europa.”

Moscovo não tem interesse em antagonizar a Suécia e a Finlândia. O que lhes diz é que terão mais problemas de segurança se continuarem a aproximação à NATO. (Fonte: Público )

PORTUGAL REEQUIPA FROTA COM QUATRO NAVIOS PATRULHA “STANFLEX 300”

"Depois de três anos muito difíceis e exigentes na gestão da ‘coisa’ pública, este momento assinala (…) a retoma das condições para se investir na modernização das Forças Armadas, em geral, e na Marinha em particular”, afirmou o ministro da Defesa Nacional.

Durante a cerimónia de assinatura de contrato de aquisição dos navios STANFLEX 300, à Dinamarca, que decorreu na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, José Pedro Aguiar-Branco relembrou que dos 480 milhões de euros disponíveis, em 2004, para a aquisição de “cinco lanchas de fiscalização costeira e seis Navios Patrulha Oceânicos (NPO)”, apenas 2,5 % desse valor foi executado, entre 2005 e 2011.

Para o ministro da Defesa Nacional, a aquisição deste equipamento é agora possível devido ao esforço “deste Governo” (e do Ministério da Defesa Nacional, em particular) de “reequilibrar as contas públicas”, bem como à “Reforma 2020”, que teve início há cerca de três anos e na qual foram definidos o “referencial do PIB para efeitos de receita orçamental” e o objectivo de atingir 15 % para investimento em novos equipamentos, sem o aumento da “a despesa global”.

Durante a sua intervenção, Aguiar-Branco destacou ainda as decisões tomadas durante os últimos três anos, que “contribuíram para que houvesse ganhos de gestão” e que tiveram efeitos directos nas “condições financeiras”, permitindo poupanças de vários milhões de euros, agora afectos a áreas mais “importantes”.

O ministro da Defesa Nacional adiantou que, até ao final de 2014, será apresentada uma nova Lei de Programação Militar, dotada de “realismo e pragmatismo”, em prol de “umas Forças Armadas mais sustentáveis”.

O contrato, agora assinado, entre os ministérios da Defesa de Portugal e da Dinamarca prevê a aquisição de quatro navios patrulha STANFLEX 300, cuja modernização será feita em 2015, no Arsenal do Alfeite. A entrega à Marinha portuguesa está prevista para 2016. O investimento, incluindo aquisição e modernização, ronda os 28 milhões de euros. (Defesa)

Comandante de navio encalhado em Viana exonerado de funções

O Comandante do Navio da República Portuguesa (NRP) Figueira da Foz foi exonerado de funções na sequência da investigação às causas do acidente à saída do porto de Viana do Castelo, disse esta quinta-feira fonte da Marinha.

De acordo com o capitão-de-fragata Vicente Rodrigues, porta-voz da Marinha, o relatório preliminar da comissão de inquérito nomeada para averiguar as causas do acidente concluiu ter existido "erro humano" durante as manobras realizadas na noite de sexta-feira passada, à saída do porto de Viana do Castelo. Referiu ainda que na sequência daquela conclusão a Marinha portuguesa decidiu "exonerar de funções o comandante do navio", adiantando que "será nomeado outro comandante" para a embarcação.


Segundo aquele responsável, o acidente ocorreu porque o "navio se aproximou demasiado de terra para realizar o transbordo de pessoal". "A Comissão de Inquérito constituída por técnicos altamente especializados e por elementos do Instituto Hidrográfico constatou que a Carta Hidrográfica assinala como zona perigosa o local onde ocorreu o acidente", explicou.

Do acidente resultaram apenas "danos materiais" no sistema de propulsão que começaram a ser reparados segunda-feira nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo. De acordo com o responsável vão ser substituídos "os dois hélices, um dos dois veios e vão ser recuperados os dois lemes", material que "já existia nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) no âmbito da encomenda de oito daqueles navios feita em 2004 pelo Ministério da Defesa, então liderado por Paulo Portas". (C.M)

Dia do Exército (Beja - 2014)

O Exército Português comemora o seu dia festivo a 24 de Outubro, data em que se celebra a tomada de Lisboa, no ano de 1147, pelas tropas de D. Afonso Henriques, Patrono do Exército.

"Em perigos e guerras esforçados"

quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

F-16 da Força Aérea Portuguesa expulsaram um avião-espião russo que tinha penetrado no espaço aéreo da NATO

Segundo os dados hoje divulgados pelo quartel-militar aliado (SHAPE), um Ilyushin IL-20 (antigo bombardeiro actualmente convertido em avião especializado para a recolha de dados) descolou esta manhã do enclave russo de Kaliningrado (antiga Prússia Oriental alemã) e dirigiu-se para o espaço aéreo da Dinamarca.

O velho aparelho – datado de 1948 - foi rapidamente detectado pelos radares da NATO, tendo sido dada ordem de levantar voo aos caças dinamarqueses e portugueses que fazem parte da missão de patrulha do Báltico, de modo a “identificar a aeronave e manter a segurança do espaço aéreo da Aliança”, indica o SHAPE em comunicado.

A NATO indica que o avião foi interceptado em primeiro lugar por caças F-16 dinamarqueses, tendo então voltado para Norte, na direcção da Suécia. A Força Aérea Sueca levantou então os seus aparelhos para o interceptar, mas o IL-20 voltou a mudar de rumo para o Sul, onde encontrou os aviões de combate portugueses, que o seguiram pouco antes deste entrar no espaço aéreo da Estónia.

“O avião russo entrou no espaço aéreo estoniano perto da ilha de Saaremaa durante menos de um minuto, o que representa uma incursão de 600 metros no espaço aéreo da NATO”, afirma o SHAPE.

Os caças portugueses aproximaram-se então o suficiente do IL-20 para poderem estabelecer contacto visual, tendo então escoltado o avião russo até que este estivesse fora do espaço aéreo da Aliança, precisa o quartel-general aliado.

As incursões de aviões russos no Báltico são uma ocorrência frequente, tendo a NATO estabelecido uma força de patrulha aérea no início deste ano na zona, devido aos receios dos Estados Bálticos de que poderiam ser alvo de uma agressão militar russa, depois de forças russas terem ocupado a Crimeia à Ucrânia e terem sido detectadas a apoiar os insurgentes pró-russos que tomaram o controlo das capitais das duas províncias mais a leste deste país. (Económico)
O Chefe do Estado-Maior da Armada, Luís Macieira Fragoso, advertiu esta quinta-feira que é urgente "revisitar" o projecto de construção dos Navios de Patrulha Oceânica (NPO) para substituir "no curto prazo" as cinco corvetas, já com mais de 40 anos.

Numa intervenção na assinatura do contrato para a aquisição de quatro navios dinamarqueses de fiscalização costeira "Stanflex 300", que decorreu na Base do Alfeite, Almada, Macieira Fragoso salientou que as características oceânicas portuguesas, onde predominam ventos fortes e mar alteroso, "obriga à utilização de navios com elevada autonomia, fiabilidade e resiliência às condições do mar".

Para as missões de cariz tipicamente oceânico, a Marinha conta actualmente com "5 corvetas, já com mais de 40 anos, e 2 NPO, que são manifestamente insuficientes", considerou. "Podemos assim facilmente constatar que também é urgente revisitar o projecto de construção dos NPO, para, no curto prazo, substituir as corvetas, e manter a nossa capacidade oceânica", sustentou Macieira Fragoso. (C.M)

Ministro diz que denúncia do contrato de aquisição dos NH90 não prejudica indústria

"Nós deixamos de comprar mas continuamos a fazer o fornecimento para o consórcio. Um valor global de 110 milhões de euros, dos quais 75 milhões já foram executados e o resto ainda irá ser executado pela indústria nacional", destacou Aguiar-Branco.

O ministro da Defesa Nacional falava aos jornalistas no final da assinatura do contrato de aquisição de quatro navios patrulha à Dinamarca, que decorreu na Base do Alfeite, Almada.

O Conselho de Ministros autorizou hoje uma despesa de até 37 milhões de euros para suportar os custos da denúncia, decidida há dois anos, da participação de Portugal no programa de compra de helicópteros NH90.

Segundo a resolução aprovada, foram determinantes para a decisão o "enfoque financeiro" do programa, a "sua complexidade e a incerteza quanto ao sucesso e vantagem económica".

Aguiar-Branco sublinhou que a negociação permitiu reduzir de 60 para 37 milhões de euros a indemnização a pagar pelo Estado português e manter o volume de negócios previsto para a indústria nacional.

"Tendo em conta o valor da indemnização e o que a indústria nacional irá poder ter como volume de negócio, diria que em termos macroeconómicos fica a situação praticamente em zero", considerou.

Questionado sobre se o Exército poderá contar com helicópteros para substituir os que o Governo decidiu não comprar, Aguiar-Branco disse que isso não está previsto, ressalvando que "se vier a ser possível comprar outro tipo de helicópteros", será possível que o valor da indemnização seja "tido em conta futuras aquisições" a empresas do consórcio.

Quanto ao programa de aquisição dos dez NH90, Aguiar-Branco frisou que iria custar 580 milhões de euros que o erário público "não poderia suportar". (NM)

Beja recebe as comemorações do Dia do Exército

A partir de hoje e até domingo, a cidade de Beja, recebe várias iniciativas integradas nas comemorações do Dia do Exército, que se assinala amanhã, dia 24 de Outubro.

CERIMÓNIA DE TOMADA DE POSSE DO VICE-CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO

Em 14 de Outubro de 2014 tomou posse, como Vice-Chefe de Estado-Maior do Exército, o Exmo. Tenente-General António Noé Pereira Agostinho. (Exército)

MILITARES PORTUGUESES ACOMPANHAM INSPECÇÃO DE TREINO NO AFEGANISTÃO

Militares da equipa de assessores do 8º Contingente Nacional acompanharam, no dia 13 de Outubro, o Chefe de Estado-Maior (COS) e o responsável pela área de treino e instrução (G7) da 111ª Divisão do Exército do Afeganistão, ao campo de Darulaman.

A visita foi realizada no âmbito do programa de inspecções de treino às subunidades lideradas pelo COS da Divisão.

O campo de Darulaman, a sul de Cabul, aquartela a 1ª Brigada da Divisão, tendo nesta ocasião sido objeto de inspecção, o 1º e 4º Kandak (Batalhão).

As inspecções de treino inserem-se no plano de inspecções do 2º quadrimestre do calendário afegão, tendo como principais áreas visadas: a verificação documental dos planos de treino da Brigada, dos kandaks e das Companhias, e a sua concordância com as directivas emanadas anualmente pela Divisão, sendo ainda avaliados a metodologia da instrução e os níveis de prontidão.

O plano de inspecções deste 2º quadrimestre foi iniciado a 11 de Outubro e teve como objectivo de avaliação, as seguintes subunidades: Companhia de polícia militar da Brigada; Força de Reacção Imediata (QRF) da Brigada; 1ª e 2ª Companhias de Atiradores do 1º kandak; Companhia de Apoio de Combate do 1º kandak; Companhia EOD do 4º kandak; Bateria de Artilharia (D30) do 4º kandak e o Comando do 1º e 4º kandak.

Da inspecção, salienta-se a evolução na proficiência dos formandos, dos formadores e a prontidão alcançada na QRF da 1ª Brigada. (Emgfa)

TOMADA DE POSSE DO COMANDANTE DO REGIMENTO DE TRANSMISSÕES

Em 14 de Outubro de 2014 tomou posse, como Comandante do Regimento de Transmissões, o Coronel de Transmissões Carlos Jorge de Oliveira Ribeiro, por ter sido nomeado “por escolha” nos termos do Despacho de 06 Agosto de 2014, de S. Exa o Gen CEME.

Pelas 10H30 foi recebido à Porta de Armas pelo 2º Comandante, Tenente-Coronel de Transmissões José Vieira e pelo Adjunto do Comandante, Sargento-Mor de Transmissões Eduardo Cardoso, que conduziram o Ex.º Comandante ao edifício do Comando, seguindo-se, na Parada principal do Regimento, a cerimónia de Tomada de Posse. (Exército)

Portugal disponível para ajudar a vender o KC-390

Portugal poderá ajudar a companhia brasileira Embraer a 'vender' o seu cargueiro militar KC-390 a outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), admitiu, terça-feira (21), o ministro português da Defesa, José Pedro Aguiar Branco.

Aguiar Branco falava à margem da cerimónia de apresentação do KC-390 que decorreu nas fábricas da Embraer em Gavião Peixoto, Brasil, onde está a ser construído o aparelho.

Fazem parte da CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

"O facto de participarmos no projecto da construção e concepção do avião coloca-nos como um país de ponta na indústria aeronáutica", disse o ministro citado pelo diário 'Económico',

Questionado sobre se Portugal poderia ser uma forma da Embraer chegar a outros países, nomeadamente em África, o ministro considerou que 'temos visibilidade a nível da NATO (Tratado do Atlântico Norte) e com quem temos relações bilateriais. É um porta-bandeira. Se concretizarmos todos estes objectivos, acho que sim'.

'Este é um projecto conjunto com as indústrias de Defesa da Argentina, Portugal e República Checa', parceiros industriais da Embraer no projecto, afirmou Jackson Scheiner, presidente da Embraer Defesa e Segurança, na cerimónia de inauguração.

O ministro da Defesa português, José Pedro Aguiar-Branco, o ministro da Defesa argentino e o responsável da Força Aérea da República Checa estiveram presentes na cerimónia.

Parte dos componentes são construídos em Portugal, nas oficinas da OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal) e com cerca de 18 entidades associadas ao fornecimento de componentes, sob coordenação da EEA. A OGMA já arrancou também com os procedimentos para fazer manutenção destes aviões.

A Embraer conta ainda com duas fábricas em Évora, onde são construídos componentes para os jactos Legacy e E-Jets e onde também são construídos alguns componentes para este cargueiro.

Rodrigo Rosa, presidente da OGMA é citado pelo diário 'Público' a dizer que a participação no projecto do KC-390 está a dar um forte impulso à área de fabrico da OGMA.

Com uma história quase centenária (criada em 1918), a empresa sediada em Alverca, arredores de Lisboa, atravessou sérias dificuldades financeiras em meados da década passada, mas a venda de dois terços do capital aos brasileiros da Embraer, em 2005, trouxe-lhe estabilidade e abriu-lhe novas perspectivas. Entre elas destaca-se esta participação no projecto do KC-390.

Trata-se da primeira vez que uma empresa portuguesa se envolve desde o início no desenvolvimento e no fabrico de uma aeronave. A OGMA já investiu cerca de 35 milhões de euros e criou mais 180 postos de trabalho (assegura um total de 1566) para este projecto.

Os resultados só deverão surgir a partir de 2016, com o início da produção em série do novo KC-390. Tudo depende das encomendas que a Embraer venha a conseguir, mas a administração da OGMA acredita que este projecto vai contribuir decisivamente para que a empresa continue a crescer.

De acordo com a parceria estabelecida com a Embraer no final de 2011, a OGMA é responsável pelo desenvolvimento e fabrico da fuselagem central do KC-390 e dos sponsons direito e esquerdo (conjuntos em material compósito e ligas metálicas com cerca de 12 metros que compõem a carenagem do trem de aterragem). A empresa de Alverca fabrica, ainda, os lemes de profundidade.

Rodrigo Rosa disse que "a manutenção continua a ser a principal área de actividade" da empresa, embora agora, com o avanço do projecto do KC-390, a área de aero-estruturas (fabrico) tenha "cada vez mais participação no volume de negócios" (20 por cento) da empresa.

A OGMA entregou, no primeiro semestre deste ano, as fuselagens para os primeiros dois KC-390, que estão em fase final de montagem no Brasil. "A produção em série começa apenas em 2016. Temos que esperar pela homologação e certificação da aeronave para, aí sim, planear a produção seriada, que vai depender da quantidade de aeronaves que a Embraer venda", frisou Rodrigo Rosa, explicando que as encomendas também vão determinar a eventual criação de mais postos de trabalho.

Para já, a empresa vai continuar a preparar-se para este desafio e na nave de fabrico já decorrem, também, trabalhos para acolher uma enorme rebitadora automática, que deverá ser instalada no primeiro semestre de 2015.

"Hoje nós participamos no processo de desenvolvimento e de certificação do KC-390. Com a produção seriada haverá um ritmo de produção mais cadenciado e vai haver um aumento do volume de negócios", prevê Rodrigo Rosa, que gostaria de ter mais fornecedores portugueses para este projecto, mas que admite que o mercado nacional de fabrico de componentes para a aeronáutica pouco tem evoluído nos últimos anos, obrigando a importar parte significativa dos materiais. (Portugal Digital)

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

NOVOS PATRULHAS: ASSINATURA DO CONTRATO DE AQUISIÇÃO

Realiza-se amanhã, dia 23 de Outubro, pelas 16h30, a assinatura do contrato de aquisição dos navios patrulha dinamarqueses STANFLEX 300, na Base Naval de Lisboa.

​Estarão presentes o Ministro da Defesa Nacional, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Director-Geral de Armamento e Infra-estruturas de Defesa o Embaixador da Dinamarca e respectivos representantes da Dinamarca.

Programa:
15h45 – Hora limite da chegada dos OCS à Base Naval de Lisboa.
16h30 – Início da cerimónia de assinatura do contrato.
- Assinatura do contrato.
- Intervenção do representante dinamarquês.
- Intervenção do Chefe do Estado-Maior da Armada
- Intervenção do Ministro da Defesa Nacional ( Fonte: M.G.P)

Comandante Alpoim Calvão: Oficial português mais condecorado

Não entendo a polémica criada em torno das homenagens prestadas pela Marinha ao Comandante Alpoim Calvão. Afinal, ele era o oficial português mais condecorado, e suponho que a Torre e Espada, só por si, justifica especiais homenagens militares.

E o que fez ele de errado? Quando o 25 de Abril vacilava por caminhos ínvios, seguiu Spínola, numa rota discutível. Mas como Marcelo Rebelo de Sousa lembrou na sua última crónica dominical, Spínola acabou reintegrado nas Forças Armadas portuguesas, e até foi promovido a marechal, ao que julgo, por proposta de Mário Soares.

Alpoim foi igualmente reintegrado nas Forças Armadas (mal seria se Spínola, bem por cima dele, o fosse, e ele não), e até recebido com carinho na Guiné, onde mantinha ultimamente negócios, e onde lutou bravamente do lado português na Guerra Colonial (o que, na altura, não se pode dizer que fosse crime). Talvez não tivesse feitio para a promoção a almirante. Mas as homenagens como herói nacional reconhecido por inúmeras condecorações – essas merecia-as com certeza. Além do mais, comandou a última operação ofensiva do Exército português, na Guiné Gonakri, pais que esteve sob o seu domínio, e operação considerada perfeita na forma como atingiu, e até superou, os objectivos militares estabelecidos. (Sol)

TOMADA DE POSSE DO COMANDANTE DA BRIGADA DE REACÇÃO RÁPIDA

Realizou-se, em 17 de Outubro de 2014, a cerimónia de tomada de posse do Comandante da Brigada de Reacção Rápida (BrigRR), Exmo. Major-General Carlos Alberto Grincho Cardoso Perestrelo.
Do programa da cerimónia destacou-se a recepção e honras regulamentares à chegada do Exmo. Major-General Carlos Perestrelo, apresentação e revista das Forças em Parada, leitura do Despacho de Nomeação, entrega do Estandarte Nacional da Brigada, leitura da síntese curricular, alocução do Comandante da BrigRR, desfile das Forças em Parada e apresentação de cumprimentos.

A cerimónia militar teve lugar na “placa” do Aeródromo Militar de Tancos, no quartel do Comando e Estado-Maior da BrigRR e estiveram presentes forças e meios das suas unidades territoriais e das sub-unidades do seu encargo operacional, bem como familiares e convidados do novo Comandante da Brigada.

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

ABERTURA SOLENE DO COLÉGIO MILITAR

Realizou-se no dia 17 de Outubro de 2014 a abertura solene do ano lectivo no Colégio Militar.

Do programa da cerimónia destacou-se a apresentação dos novos alunos, as palavras de boas vindas, seguindo-se o Desfile do Batalhão Colegial, culminando com a Sessão Solene, que incluiu a Lição Inaugural, proferida pela Drª Susana Pereira e intitulada “O Português, uma Língua no Mundo e do Mundo”, a entrega de medalhas e prémios aos alunos, terminando com a entrega de diplomas aos alunos finalistas do ano lectivo 2014/2015.

O evento foi presidido por S.Exa o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo. (Exército)

General Artur Pina Monteiro visita EUA

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro realizou, entre 15 e 16 de Outubro, uma visita oficial aos Estados Unidos da América, a convite do seu homólogo hairman of the Joint Chiefs of Staff - General Martin Dempsey, com quem esteve reunido.

A visita, que é a primeira desde 2008, permitiu o estreitamento dos laços de cooperação bilateral entre os dois países e da sua relação como aliados no seio da NATO, num período marcado pelo surgimento de desafios e ameaças à segurança internacional.

No decurso da visita, e a convite do Vice-Charmain of the Joint Chiefs of Staff, Almirante James Winnefeld, o General Pina Monteiro esteve num jantar de trabalho que contou também com a presença do Senhor Embaixador Nuno Brito, para além de outras entidades militares norte-americanas.

O General Pina Monteiro participou ainda numa cerimónia de homenagem às Forças Armadas Norte-americanas, no Túmulo do Soldado Desconhecido, no Cemitério de Arlington, Virginia, onde foi depositada uma coroa de flores. Embora singela, a cerimónia ficou marcada por elevado patriotismo. (EMGFA)

ABERTURA SOLENE DO COLÉGIO MILITAR

Realizou-se no dia 17 de Outubro de 2014 a abertura solene do ano lectivo no Colégio Militar.

Do programa da cerimónia destacou-se a apresentação dos novos alunos, as palavras de boas vindas, seguindo-se o Desfile do Batalhão Colegial, culminando com a Sessão Solene, que incluiu a Lição Inaugural, proferida pela Drª Susana Pereira e intitulada “O Português, uma Língua no Mundo e do Mundo”, a entrega de medalhas e prémios aos alunos, terminando com a entrega de diplomas aos alunos finalistas do ano lectivo 2014/2015.

O evento foi presidido por S.Exa o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo.

Estiveram presentes várias altas individualidades civis e militares, bem como familiares e amigos que muito dignificaram este tradicional dia festivo no Colégio Militar. (Exército)

Homenagem Nacional aos Mortos da Grande Guerra (Vídeo)

KC-390 têm a marca da engenharia portuguesa

A Embraer apresenta nesta terça-feira o KC-390 e quem seguir as pistas que nos últimos quatros anos ditaram o seu desenvolvimento poderá constatar que o primeiro avião militar de carga do gigante aeronáutico brasileiro é, em parte, uma criação da engenharia portuguesa.

Quem olhar para as peças do avião que ambiciona disputar o lugar do histórico Lockheed Hércules C-130 desenhadas pelos técnicos da EEA, Empresa de Engenharia Aeronáutica pode pensar que se trata apenas de acessórios, mas para as desenhar, calcular a sua resistência ou para validar o seu fabrico foram necessárias mais de 250 mil horas de engenharia. Desde que a EEA (uma empresa controlada pelo Estado via IAPMEI e, com 80% do capital, pelo CEIIA - Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel) foi seleccionada pela Embraer para participar no consórcio que desenvolveu o KC-390, trabalharam no projecto em permanência mais de 40 engenheiros e, nos picos de exigência, a equipa chegou a contar com mais de 120 profissionais.

“Foi um passo extraordinário para a engenharia portuguesa”, diz Jacinto Bettencourt, presidente da EEA. O CEIIA já tinha participado em projectos de desenvolvimento para a AgustaWestland, um construtor de helicópteros anglo-italiano, e está associada à Daher-Sokata no plano que levará á construção do novo Falcon. Mas nenhum destes projectos pode comparar-se às exigências do KC-390. Desta vez, a engenharia do CEIIA teve a responsabilidade de desenhar e fazer cálculos de resistência estrutural de uma parte central do dorso do avião (sponson, em inglês), onde se vão instalar as portas do trem de aterragem, dos elevadores das asas traseiras, cada um com seis metros, e ainda da fuselagem. “Foram ao todo 1600 peças desenhadas de acordo com os standards mais exigentes que se conhecem”, diz Bettencourt.

O KC-390 começou a ser pensado em 2009 e, antes de fazer o voo de estreia, ainda este ano, exigiu investimentos em desenvolvimento na ordem dos 1500 milhões de euros. A sua ambição é concorrer com o Hércules C-130, que se produz desde 1950, no mercado dos aparelhos militares de carga - apesar desta vocação, o avião da Embraer também tem uma vocação civil. O protótipo da Embraer quer disputar até 20% do mercado deste segmento, usando como trunfo o facto de ser mais barato, mais económico, de transportar mais carga (23 contra 20 toneladas), de ser mais rápido (850 km/h contra 670 km/h) e de ter um alcance superior (6200 contra 3800 km). Além destes trunfos, o KC-390 pode aterrar em pistas mais curtas (uma exigência da Força Aérea Brasileira para operar na Amazónia), e está preparado para reabastecer e ser reabastecido em pleno voo.

“É um avião que estará na vanguarda da tecnologia aeronáutica”, diz Luís Rebelo, o responsável pela unidade do CEIIA que liderou o processo. Todos os seus mecanismos são geridos por impulsos eléctricos, o que dispensa o uso de cabos e de hastes. Em missões de resgate e de reconhecimento as janelas aumentam de tamanho, reduzindo-se em voo de cruzeiro para aumentar a velocidade e gastar menos combustível. Ao todo, o aparelho pode transportar 80 soldados, mais a tripulação. Nas operações de reabastecimentos, consegue carregar 23 toneladas de combustível nas asas e na deposição de forças em combate é capaz de transportar um blindado ou um helicóptero Blackhawk.

Quatro anos de trabalho

A aventura da empresa de engenharia na construção do KC-390 começa quando a Embraer contacta Portugal à procura de parceiros para o desenvolvimento de um avião que, nos dias que correm, implica uma rede de saber técnico e uma cadeia de fornecedores que “faz lembrar a construção de uma catedral na Idade Média”, na avaliação de Jacinto Bettencourt. Para Portugal a oportunidade era única: tratava-se não apenas de um trabalho de engenharia, mas também de construção aeronáutica, nas OGMA (ver texto ao lado). Ou seja, no horizonte estava em perspectiva a criação de um cluster aeronáutico. Hoje, além da EEA e das OGMA, estão envolvidos na cadeia de fornecedores do KC-390 mais 16 empresas nacionais.

Mas antes de chegar a esta fase de produção, era preciso entrar na alma do projecto. Durante um ano, uma equipa de engenheiros do CEIIA teve de acompanhar os primeiros estágios de desenvolvimento do projecto no Brasil. Esse momento de “adaptação aos métodos e normas da Embraer foi o mais difícil”, admite Luís Rebelo. O vai-e-vém entre o Porto e São João dos Campos, no estado brasileiro de São Paulo, nunca parou, mas com o passar do tempo os desenhos foram sendo feitos, os cálculos avançaram e os módulos completos encomendados à EEA entraram em fase de certificação e de produção, uma tarefa acompanhada pela equipa de engenharia. No Brasil, nas instalações da Embraer, os componentes desenvolvidos e fabricados em diferentes partes do mundo serão finalmente integrados num hangar especialmente construído para o efeito, onde o KC-390 será nesta terça-feira apresentado.

A oportunidade permitiu ao CEIIA, na qualidade de parceiro maioritário da EEA, ser incluído na lista dos fornecedores de primeira linha da Embraer, actualmente a terceira maior construtora aeronáutica do mundo. E se, por uma questão de “absoluta confidencialidade”, segundo Jacinto Bettencourt, não se sabe quando recebeu pela sua participação, no futuro os desenvolvimentos que o projecto merecer poderão acrescentar valor à engenharia portuguesa. “Temos uma estratégia de longo prazo”, diz o presidente da EEA, que adianta um crescimento do número de engenheiros aeronáuticos do CEIIA de 170 para 220 no próximo ano.

Depois de apresentado e testado, o KC-390 entrará em fase de produção e as primeiras entregas, 28 unidades para a Força Aérea Brasileira, ocorrerão em 2016. Portugal, a Argentina, a Colômbia e a República Checa, a Suécia e o Chile estão entre os países que já manifestaram interesse em comprar o novo avião. (Público)

CONCLUSÃO DA FASE I DO PLANO FAUNOS - NORTE INTERIOR

De 21 de abril a 10 de Outubro, o Regimento de Engenharia Nº3 levou a cabo a primeira fase do Plano FAUNOS, na Região Norte Interior, em coordenação com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), visando a defesa da floresta contra incêndios.

Nesta missão, que incidiu nos Municípios de Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Boticas, foram realizados mais de 8 Km de reparação de caminhos da rede viária florestal e 50 km de abertura e/ou limpeza de faixas de interrupção de combustível, maioritariamente da rede primária.

Foi empenhado um Destacamento de Engenharia, constituído por uma Equipa de Construções Horizontais e uma Equipa de Segurança, equipados com 3 Tractores de Lagartas e duas Viaturas Tácticas, tendo sido efectuado um total 1.648 horas/máquina e percorridos cerca de 60.000 km. (Exército)

Evocação "Centenário da Grande Guerra"


segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

F-16 no Báltico já cumpriram 200 horas de voo

A Força Nacional Destacada (FND) a operar na missão da NATO nos países do Báltico está a completar as duzentas horas de voo, entre missões reais e de treino, após mês e meio neste teatro de operações.

Portugal é a lead nation do Bloco 36 e opera a partir da Base Aérea de Siauliai, Lituânia. Para além da participação nacional, a força multinacional nos Bálticos, conta ainda com a presença de forças do Canadá, Alemanha e Holanda, que asseguram a protecção do espaço aéreo dos países bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia), até final de Dezembro próximo.

Constituído por setenta militares da Força Aérea Portuguesa, o destacamento português mantém um período de rotação mensal. (Defesa Pt)

Cerimónia Nacional de Homenagem aos Mortos da Grande Guerra

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco presidiu, esta manhã, à Cerimónia de Homenagem Nacional aos Mortos da Grande Guerra, junto ao monumento evocativo dos Combatentes da Grande Guerra, na praça Carlos Alberto, no Porto.

No final da cerimónia realizada no Porto, José Pedro Aguiar-Branco considerou esta “uma justa homenagem” a todos os que “no passado, combateram, em nome de Portugal, por valores tão caros como a liberdade e da democracia” e que “no contexto internacional” actual têm sido “postos em causa”.

A cerimónia realizou-se no âmbito das actividades evocativas do Centenário da Grande Guerra e decorreu, simultaneamente, nas cidades de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Funchal, Guarda, Leiria, Lisboa, Ponta Delgada, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Tavira, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Em todas as cidades de distrito e regiões autónomas foi lida uma mensagem do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, na qual o Comandante Supremo das Forças Armadas quis prestar “uma justa e sentida homenagem aos mortos da Primeira Grande Guerra” e cumprir com “o compromisso de Honra de manter viva a memória do seu exemplo de dedicação à Pátria”.

Relembrando o “exemplo extraordinário da coragem e do amor à Pátria do Soldado português”, bem como a sua “vontade inquebrável”, “capacidade de sofrimento” e “espírito de sacrifício sem limites”, o Presidente da República frisou, na sua mensagem, que o esforço dos combatentes na Grande Guerra não terá sido “em vão” e que “é vital que olhemos e aprendamos com o passado, nunca deixando de valorizar a Paz e a Liberdade e nunca subestimando o esforço daqueles que as conquistaram e as mantêm”.

Para Aníbal Cavaco Silva a lição a reter, da Grande Guerra, é a “incapacidade do País para assumir”, na altura, “tão exigente compromisso”, do qual resultou “a impreparação e o abandono dos nossos militares, com trágicas consequências e custos humanos elevados”. (Defesa.Pt)

O NRP Figueira da Foz sofre acidente nos estaleiros de Viana

O Navio da República Portuguesa (NRP) Figueira da Foz sofreu sábado "danos materiais" à saída do porto de Viana do Castelo, quando se preparava para partir dos estaleiros da West Sea, revelou a Marinha no seu portal online.

"Sábado à tarde, junto à saída do porto de Viana do Castelo, o NRP Figueira da Foz embateu na sua parte imersa provocando a paragem de emergência das máquinas, prontamente controlada e sem quaisquer danos pessoais", lê-se no comunicado publicado hoje naquele portal.

De acordo com o mesmo documento, o navio "bateu no fundo" quando "manobrava para transbordo de pessoal".

"Ficou imobilizado e sem propulsão e foi conduzido por rebocadores para a doca seca dos estaleiros navais de Viana do Castelo, tendo ali entrado ainda no sábado à noite", acrescentou a Marinha.

O NRP Figueira da Foz, o segundo Navio de Patrulha Oceânica (NPO) da classe "Viana do Castelo" construído nos Estaleiros Navais de Viana, encontrava-se desde o início deste mês naqueles estaleiros, agora subconcessionados à West Sea, do grupo português Martifer, a ser sujeito a uma intervenção de "assistência pós-venda".

Já hoje de manhã, com o "esgotamento da doca" dos estaleiros da West Sea, foi possível, de acordo com a Marinha, verificar "os danos materiais a nível dos hélices, veios e lemes".

Para hoje está prevista a chegada a Viana do Castelo de uma "equipa de análise e avaliação que apurará as causas do acidente".

"Esta equipa é constituída por técnicos altamente especializados e inclui elementos do Instituto Hidrográfico que analisarão a zona do fundo no local do acidente", afirmou a Marinha.

A Marinha garantiu ainda "celeridade na análise e apuramento de eventuais responsabilidades".

O navio construído em Viana do Castelo para a Marinha deixou as docas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) em Dezembro passado, em pleno processo de subconcessão e encerramento da empresa pública. Foi o último dos mais de 220 navios construídos pelos ENVC em 69 anos.

O navio foi entregue à Marinha a 25 de novembro e passou a integrar o efetivo daquele ramo das Forças Armadas.

O NRP Figueira da Foz é o segundo Navio de Patrulha Oceânica (NPO) da classe "Viana do Castelo" construído naqueles estaleiros. Este primeiro par custou mais de 100 milhões de euros.

À semelhança do NRP Viana do Castelo - o primeiro da classe, entregue em abril de 2011 -, a guarnição deste segundo 'patrulha' é composta por quatro oficiais subalternos, oito sargentos e 25 praças.

O navio integrava uma encomenda inicial de oito NPO feita em 2004 pelo Ministério da Defesa, na altura liderado por Paulo Portas, para substituir a frota de corvetas, com 40 anos de serviço.

A construção dos restantes seria revogada já pelo actual Governo, através de uma resolução que em 2012 anulou a encomenda aos ENVC dos outros seis NPO e das cinco Lanchas de Fiscalização Costeira, negócio avaliado em 400 milhões de euros, devido ao processo de reprivatização da empresa que na altura estava em curso.

Com desenho próprio dos estaleiros, têm 83 metros de comprimento, capacidade para receber até 67 pessoas, podem transportar um helicóptero Lynx e foram concebidos como navios militares não combatentes: Podem ser utilizados para fiscalização, protecção e controlo das actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar. Lusa / SOL

Conferência "O Sistema Internacional Contemporâneo e o Combate Estratégico Mundial".


Defesa investe 700 mil euros em edifício para IASFA, CVP e LC

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional anunciou esta sexta-feira, em Ponta Delgada, o investimento de 700 mil euros em obras de adequação do Prédio Militar 07 de Ponta Delgada, na Rua do Frias, para que o Instituto de Acção Social das Forças Armadas (IASFA), a Cruz Vermelha Portuguesa e a Liga dos Combatentes fiquem condignamente instalados e possam desenvolver as suas actividades na maior cidade dos Açores.

"A partilha do edifício, sem retirar autonomia a qualquer das três instituições, tem implícita a potenciação da complementaridade, sobretudo no que diz respeito aos cuidados de saúde, à promoção de hábitos de vida saudável e ao apoio social e humanitário às faixas da população mais desprotegidas", afirmou Berta Cabral na cerimónia de assinatura do protocolo de cooperação entre as três instituições, realizada no Forte de São Brás.

Na presença do Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, do novo Comandante Operacional dos Açores, Tenente-General Mourato Caldeira, e dos mais altos responsáveis nacionais e regionais das instituições envolvidas, foi feita a apresentação do projecto, cujas obras deverão ter início ainda este ano. A expectativa é que o IASFA, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Liga dos Combatentes estejam instaladas na Rua do Frias no próximo ano.

Além deste investimento, o Ministério da Defesa Nacional, no exercício das suas funções de soberania, também investiu recentemente 6,4 milhões de euros no Centro de Comunicações da Ribeira Grande. (Defesa)