3 de julho de 2015

Cerca de três mil militares portugueses vão participar no exercício da NATO 'Trident Juncture 2015

Além dos militares que participam directamente no exercício (940 integrados na Força de Resposta da NATO 2016 e 2220 nos meios complementares), Portugal disponibilizará ainda mais 3000 militares que funcionarão como forças de apoio (Host Nation Support), totalizando em cerca de 6000 os efectivos portugueses envolvidos neste exercício.

Em Portugal, o exercício militar de grande visibilidade vai decorrer nas zonas de Beja, Santa Margarida, Tróia e Setúbal e contará, em território nacional, com mais de 10 mil efectivos de 14 países participantes, foi anunciado hoje numa conferência de imprensa de apresentação do exercício, que decorreu no Comando Conjunto para as Operações Militares, em Oeiras.

Na conferência de imprensa que contou também com a presença dos Chefes dos Estados-Maiores dos Ramos, o Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), Artur Pina Monteiro, salientou que este "é o maior exercício da história recente da NATO".

O exercício 'Trident Juncture' vai envolver, no conjunto dos três países, mais de 30 mil efectivos de 30 nacionalidades diferentes e divide-se em duas partes, o exercício de Postos de Comando (CPX), que decorre entre 03 e 6 de Novembro, e o exercício com Forças (LIVEX), entre 21 de Outubro e 06 de Novembro.

"O objectivo principal do exercício é garantir a capacidade da NATO em planear, gerar, preparar, projectar e sustentar forças e meios atribuídos em qualquer região do globo", afirmou o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco.

Aguiar-Branco vincou também que "através de exercícios como o 'Trident Juncture 15' a NATO providencia mais valor aos Estados-membros num compromisso mais forte na defesa nacional", acrescentando que "o cenário do exercício demonstra uma natureza defensiva das actividades da Aliança e a capacidade para ajustar esta postura quando for necessário".

A nível militar pretende-se, ainda, "explorar e potenciar todas as oportunidades de treino para a componente operacional do sistema de forças no âmbito naval, terrestre e aéreo num ambiente multinacional e de grande exigência, que irá certificar e validar as capacidades operacionais existentes", declarou o CEMGFA.

Para o ministro da Defesa Nacional, o exercício constitui "uma excelente oportunidade para reforçar a reputação e a visibilidade de Portugal a nível internacional, permite simultaneamente demonstrar o comprometimento e empenhamento de Portugal na Aliança Atlântica como nação co-produtora de segurança", sendo também um "enorme desafio, que implica um esforço nacional que ultrapassa o Ministério da Defesa".

Assim, o Ministério da Defesa assume a coordenação inter-ministerial do exercício que abrange também o Ministério das Finanças, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Administração Interna, o Ministério da Saúde, o Ministério da Justiça, o Ministério da Economia e o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia.

Em simultâneo será organizado também o Fórum da Indústria NATO 2015, que decorrerá entre 19 e 20 de Outubro, em Lisboa, e durante o qual será possível às indústrias "apresentar as principais evoluções tecnológicas em curso ou previstas com utilidade para as capacidades militares", avançou Aguiar-Branco. Fonte: N.M

Exército sírio afirma ter morto mais de cem terroristas

Uma fonte militar, afirmou que as forças armadas abateram os alegados combatentes e destruíram 14 veículos nas zonas de Hleise, Al Yabul, Ain al Hanash, Deir Hafer, Maskane, Al Castelo, Tel Alam e Tel al Treks, na área de Alepo e arredores.

Na quinta-feira, 13 facções armadas, incluindo a Frente al Nusra - uma filial da rede terrorista Al-Qaida na Síria, anunciaram a criação de uma sala de operações conjunta para "libertar totalmente" a população.

Mais de 230 mil pessoas morreram na Síria desde o início do conflito há mais de quatro anos, de acordo com dados do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Fonte: N.M

2 de julho de 2015

Um cartão-de-visita de Portugal chamado Navio-Escola Sagres

O MAGNÍFICO navio-escola Sagres da Marinha Portuguesa vai aportar em New Bedford, Estados Unidos, no próximo dia 9 de Julho, numa viagem de dois dias patrocinada pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

O Navio da República Portuguesa (N.R.P.) Sagres é hoje um símbolo nacional, um cartão-de-visita de Portugal, mas o apoio da FLAD a este percurso entre Long Island e New Bedford tem outras razões igualmente decisivas.

New Bedford é uma cidade do Massachusetts, um Estado com um Produto Interno Bruto na ordem dos 380 mil milhões de dólares e a dimensão da Suécia. Com o terceiro maior rendimento per capita, uma população na ordem dos 6,5 milhões e a capital em Boston (fundada em 1630), é o terceiro estado mais densamente povoado dos EUA. O seu Porto é o mais importante de todos os Estados Unidos da América em termos de valor transaccionado.

Na sequência da erupção do Vulcão dos Capelinhos, no ano de 1957, deu-se início a uma segunda vaga no movimento de imigração açoriana para esta região. A área consular de New Bedford compreende cinco condados (Barnstable, Bristol, Dukes, Nantucket e Plymouth) que compõem o sudeste de Massachusetts, com uma população de 1.291.014 habitantes, dos quais cerca de 136.000 serão portugueses.

A FLAD tem encontrado no consulado em New Bedford e na figura ímpar do cônsul Pedro Carneiro um aliado extraordinário na defesa dos interesses dos luso-descendentes, ou seja, de Portugal.

Para assinalar esta visita a New Bedford, foi preparado pelo Consulado de Portugal, com o apoio da FLAD, um assinalável programa de actividades que procurou congregar algumas das mais relevantes organizações luso-americanas locais, designadamente o Azorean Maritime Heritage Society, a Prince Henry Society of Massachusetts, o Center for Portuguese Studies and Culture, as Escolas Oficiais Portuguesas de New Bedford, Fall River e Taunton, o Clube de Futebol do Taunton Eagles, o Clube Madeirense SS Sacramento, bem como instituições norte-americanas locais como o prestigiado Museu da Baleia de New Bedford ou a Universidade de Umass Dartmouth.

Desta forma pretende-se que esta passagem do N.R.P. Sagres constitua uma verdadeira celebração luso-americana que reforce a relação de amizade entre os dois países que tem nas suas comunidades um dos mais importantes pilares.

Como se provou recentemente com o encontro a 19 e 20 de Fevereiro na sede da FLAD entre legisladores luso-descendentes e políticos portugueses – o “Luso-American Legislators’Dialogue” – é importante criar uma ponte de diálogo permanente entre os representantes luso-descendentes nos EUA e as autoridades em Portugal.

Como então referiu o presidente da FLAD, Vasco Rato, “a relação bilateral entre Portugal e os Estados Unidos está em fase de profunda mudança” e o encontro contribuiu para criar “entre políticos luso-americanos e autoridades nacionais, uma discussão franca, aberta, que defenda o interesse nacional e os interesses de ambas as partes”.

É neste contexto que a visita do Sagres se realiza. Quem subir ao navio-escola da República Portuguesa durante os dois dias em que estará aportado em New Bedford, entra em território nacional. Mas não só.

A mensagem que a FLAD pretende dirigir vai para além da comunidade luso-descendente: o navio-escola é, como já disse, um cartão-de-visita de Portugal e das empresas portuguesas, oferecido a todos os norte-americanos, num Estado como Massachusetts, centro económico, cultural e educacional da Nova Inglaterra, com um dinamismo reconhecido e indicadores de conjuntura acima da média nacional.

É a imagem de um País com uma longa e brilhante história, com uma economia em recuperação e de olhos postos no futuro, que a FLAD quer transmitir a todos os norte-americanos, com a visita do N.R.P. Sagres aos Estados Unidos. Uma viagem de amizade luso-americana. (I)

148.º Aniversario da Polícia de Segurança Pública


2 de Julho: 1867-2015
148.º Aniversário

TERMINA PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NA OPERAÇÃO FALCON DEFENCE 15

A participação da Força Nacional Destacada (FND) na Roménia na Operação Falcon Defence 15 (OFD15), inserida no contexto das medidas de tranquilização da NATO, terminou às 23h59 (horas da Roménia) do dia 30 de Junho de 2015.

Na cerimónia do arriar da Bandeira de Portugal, o Comandante da Base Aérea de Câmpia Turzii - Coronel Oatu Marius - expressou o seu agrado pela excelente cooperação desenvolvida entre a Força Aérea Portuguesa e a Força Aérea Romena, felicitando os militares portugueses pela sua flexibilidade e capacidade de adaptação. O Comandante da FND - Tenente-Coronel João "Jack" Raimundo - agradeceu o apoio prestado pela Força Aérea Romena e enalteceu as excelentes relações existentes entre os dois países. Aproveitou ainda para desejar a melhor das sortes à Força Aérea Romena com a aeronave F-16 (a Roménia estará - em breve - equipada com estas aeronaves, fruto de um acordo bilateral com Portugal), classificando-a como a "melhor aeronave de combate jamais construída até ao momento".

A FND, a operar desde o dia 04 de Maio na Base Aérea de Câmpia Turzii, Roménia, realizou operações aéreas que resultaram de um programa coerente, sustentável e visível, partilhado por todos os Estados-membros da NATO, como resposta ao clima de instabilidade vivido na região.

O destacamento nacional realizou ainda missões com a Força Aérea Romena, durante os dois meses de destacamento, com o intuito de treinar a defesa da integridade do espaço aéreo NATO, adquirindo e reforçando desta forma, o conhecimento operacional.

O contingente português foi constituído - para além de quatro aeronaves F-16 Fighting Falcon - por noventa militares da Força Aérea Portuguesa das áreas de operações, manutenção, logística, finanças, segurança, comunicações e sistemas de informação e relações públicas. (EMGFA)

Ministro da Defesa apresenta hoje exercício da NATO 'Trident Juncture'

Segundo o comunicado do gabinete do ministro da Defesa Nacional, o exercício, que envolve toda a estrutura de comando e de forças da aliança Atlântica, é o maior exercício realizado pela NATO (Organização do Tratado Atlântico Norte, OTAN na sigla em inglês) desde 2002.

O exercício abrange 30 nações aliadas e a participação de mais de 25.000 militares e de 230 meios diferentes - 53 navios, sete submarinos, 129 aeronaves e 16 helicópteros.

José Pedro Aguiar-Branco já tinha referido a 24 de Junho, após uma reunião de ministros da Defesa da Aliança Atlântica em Bruxelas, que o exercício "irá ter uma grande visibilidade", "reforça a importância de Portugal no contexto da NATO" e constituirá "uma demonstração da capacidade da NATO de responder a situações de ameaça a grande escala".

Ao longo do exercício, refere o comunicado, "as Forças Aéreas, Marítimas e Terrestres participam em simultâneo em cenários nestes três países Europeus, treinando e certificando as capacidades de reacção e prontidão da Aliança".

A cerimónia de apresentação do exercício da NATO está a cargo do ministro da Defesa Nacional em conjunto com o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e dos chefes dos Estados-Maiores dos Ramos.

O exercício 'Trident Juncture' é apresentado às 12:00 no Comando Conjunto para as Operações Militares em Oeiras, na mesma manhã em que é também apresentado em Madrid, pelo ministro da Defesa de Espanha, Pedro Morenés. (NM)

Força Aérea portuguesa integra missão no Mediterrâneo

Os dois aviões descolaram na terça-feira de Portugal e vão até 31 de Julho participar em missões de reconhecimento e vigilância das fronteiras marítimas do sul de Itália e do sul de Espanha confiadas à agência europeia de gestão da cooperação operacional nas fronteiras externas dos Estados-membros da União Europeia.

Os principais objectivos das missões onde participam os aviões P-3C Cup e C-295M são a "deteção, localização, identificação e acompanhamento de eventuais fluxos migratórios irregulares, de modo a apoiar unidades marítimas no seu controlo", lê-se na nota do EMGFA.

O comunicado divulgado hoje refere ainda que o avião C-295M da Esquadra 502 -- "Elefantes" ficará destacado na operação 'JO EPN INDALO 2015', em Málaga (Espanha), enquanto a aeronave P-3C CUP+, da Esquadra 601 -- "Lobos" actuará em Sigonella (Itália), na operação 'JO EPN TRITON 2015'.

Em Maio, a Comissão Europeia apresentou a sua estratégia para a migração, com várias medidas, entre elas o reforço para o triplo dos meios das missões de vigilância e salvamento "Triton" e "Poseidon", confiadas à agência Frontex, e a criação de regimes de acolhimento de refugiados.
 Fonte: NM

30 de junho de 2015

CHEFE DO ESTADO-MAIOR-GENERAL DAS FORÇAS ARMADAS VISITA CONTINGENTE MILITAR PORTUGUÊS NA LITUÂNIA

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), General Artur Pina Monteiro, encontra-se em visita à Lituânia, desde o dia 29 de Junho, a convite do seu homólogo lituano o Tenente-general Jonas Vytautas ŽUKAS.

No primeiro dia da visita, o General Pina Monteiro participou numa audiência com o Ministro da Defesa da Lituânia, Dr. Juozas OLEKAS, seguida de um encontro com o seu homólogo.

Hoje, dia 30 de Junho, após a realização de uma breve visita à Brigada lituana "Iron Wolf, o General Pina Monteiro teve oportunidade de visitar o contingente militar português, em Rukla.

Do programa da visita aos militares portugueses, salienta-se a apresentação ao General CEMGFA da força em formatura geral, seguida de uma visita às instalações e áreas de treino. A visita continuou com a apresentação uma situação táctica, tendo terminado com a assinatura do Livro de Honra do contingente nacional.

Portugal participa, de Abril a Julho de 2015, com um Esquadrão de Reconhecimento (ERec) do Regimento de Cavalaria 6 (Braga), da Brigada de Intervenção do Exército, no quadro das medidas de tranquilização da NATO no flanco Leste da sua área de responsabilidade, com a finalidade de contribuir para o reforço da presença de forças terrestres de nações aliadas, através da participação em exercícios e acções de treino multinacionais com forças de outros países da Aliança. (Emgfa)

Esquadra 552 – "Zangões" participam em simulacro de acidente marítimo

A Esquadra 552 – "Zangões" realizou uma missão de busca e salvamento no mar, no âmbito de um simulacro de acidente marítimo, dia 27 de Junho, na Praia do Cantinho em Esmoriz.

O exercício, onde esteve envolvido um helicóptero Alouette III, fez parte do conjunto de actividades do IV Open Day organizado pelos Bombeiros Voluntários de Esmoriz, que marca o início da época balnear para a associação humanitária. (FAP)

Ministro da Defesa Nacional visita Estação de Radar N.º2

O ministro da Defesa Nacional (MDN), José Pedro Aguiar-Branco, realizou uma visita de trabalho à Estação de Radar N.º2 (ER2), em Paços de Ferreira, no dia 29 de Junho de 2015.

A acompanhar o MDN na deslocação à Unidade da Força Aérea, estiveram o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José Pinheiro, o Comandante Aéreo, Tenente-General Lopes da Silva, e o Comandante da ER2, Major Pedro Pimentel. (FAP)

Acordo Quadro de Cooperação Técnico-militar com Cabo Verde

O Acordo Quadro da Cooperação Técnico-militar assinado hoje a bordo do navio patrulha oceânico (NPO) "Figueira da Foz", atracado na Cidade da Praia, formaliza a colaboração de Portugal no apoio à formação e à assessoria nas estruturas superiores das Forças Armadas cabo-verdianas para o período de 2015/2017.

Em declarações aos jornalistas, o ministro da Defesa Nacional referiu que "a avaliação da importância que tem a dimensão marítima no combate às ameaças globais, como o terrorismo, pirataria e narcotráfico, merece uma especial atenção dos países e é importante estabelecer parcerias de defesa nessa área, que serão desenvolvidas no próximo programa quadro", acrescentou.

Até hoje, a cooperação portuguesa já formou 930 militares cabo-verdianos, referiu José Pedro Aguiar-Branco, salientando que este acordo quadro prevê a disponibilização de 150 mil euros anuais durante os três anos de vigência.

Já o ministro da Defesa cabo-verdiano, Rui Semedo referiu que o protocolo em questão aborda "ideias de continuidade (…), que surgem na sequência dos acordos anteriores e que assentam nas dimensões da assessoria das (…) estruturas superiores militares (…) e a formativa, pois o investimento na formação e qualificação dos militares das Forças Armadas (cabo-verdianas) é muito importante", concluiu.

Após a cerimónia de assinatura do acordo, o ministro da Defesa Nacional ofereceu, em nome de Portugal, dois botes de apoio aos Fuzileiros cabo-verdianos, facto que Rui Semedo comentou constituir de "grande importância" para o arquipélago considerando que a cooperação com Portugal tem sido muito importante nesse sentido. (Defesa)

Robotics EXercise 2015

No REX 15 são realizados testes e demonstrações de tecnologias usadas em robótica com o objectivo de recolher dados para a investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.

Em simultâneo, irão também decorrer demonstrações da componente marítima do projecto Europeu ICARUS, denominado por ICARUS Sea Trials Lisbon 2015, que visa desenvolver tecnologia robótica para dar apoio em acções de busca e salvamento em caso de grandes catástrofes. Como parceiros deste projecto estão os investigadores do CINAV, e cerca de uma centena de elementos de universidades, centros de investigação e empresas, nacionais (INESC-TEC e ESRI) e estrangeiras, a destacar a Academia Militar Belga, que lidera o projecto, e a universidade ETH de Zurique, que é uma referência na área da robótica móvel.

No último dia do REX 15, realiza-se a demonstração final do projecto ICARUS num cenário de busca e salvamento marítimo, que irá apresentar a integração dos veículos autónomos não tripulados, desenvolvidos pelos parceiros do projecto, e as equipas humanas de busca e salvamento, num cenário simulado de crise. (MGP)

29 de junho de 2015

Cinco mil pessoas visitam Base Aérea N.º6

Cerca de cinco mil pessoas visitaram a Base Aérea N.º6 (BA6), no Montijo, durante o primeiro “Dia de Base Aberta” deste ano, a 28 de Junho.

Quem se deslocou à BA6 teve possibilidade de conhecer aeronaves como o C-130H, EH-101 Merlin, C-295M e Falcon 50, bem como de assistir a demonstrações da Secção Cinotécnica e da Secção de Assistência e Socorro.

Num ambiente descontraído e de muito convívio, houve ainda lugar para várias exposições temáticas, com destaque para as mostras a cargo das secções do Centro de Treino de Sobrevivência, das esquadras de voo e serviços presentes da Unidade e ainda da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha. (FAP)

General David Richards "Militares portugueses foram heróis no Afeganistão"

Antigo chefe supremo das Forças Armadas britânicas, David Richards escreveu um livro em que tece rasgados elogios ao profissionalismo dos militares portugueses.

Numa autobiografia publicada recentemente no Reino Unido, o general David Richards - antigo chefe supremo das Forças Armadas britânicas - não poupa adjectivos nos elogios aos militares portugueses que operaram sob seu comando directo no Afeganistão. [Os portugueses foram] verdadeiros heróis, uma tropa excelente, corajosa e destemida, um exemplo a nível estratégico", lê-se no livro Taking Command publicado pela editora Headline.

Richards, de 63 anos, foi o comandante das forças da NATO no Afeganistão (Força Internacional de Assistência à Segurança, ISAF) em 2006 e 2007. Durante esse período, uma companhia de infantaria da Brigada de Reacção Rápida portuguesa esteve sob as ordens imediatas do general britânico. "Todos os generais em qualquer palco de guerra precisam de uma força de reserva, pronta para qualquer imprevisto. No início, a NATO não me deu ninguém. Até que por fim os bravos portugueses ofereceram esta companhia guarnecida por cerca de 150 comandos e para-quedistas", explicou David Richards em entrevista ao DN. (Fonte:DN)

DIA DOS COMANDOS E DO CENTRO DE TROPAS COMANDOS

28 de junho de 2015

Defesa Nacional conclui os trabalhos da reforma 2020

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o responsável pela pasta da Defesa Nacional referiu que, com os diplomas agora aprovados, "marca-se a conclusão dos trabalhos da reforma da Defesa Nacional, a chamada reforma 2020, feita em conjunto com as chefias militares, para os militares".

O objectivo desta reforma foi criar "um modelo sustentável para a Defesa Nacional, de forma a também aumentar a capacidade operacional das Forças Armadas", acrescentou José Pedro Aguiar-Branco.

Relativamente ao regime remuneratório o ministro da Defesa Nacional afirmou que o mesmo foi adaptado à "nova realidade resultante da reestruturação das Forças Armadas", com a criação de novos postos, sem "aumento dos encargos com o orçamento para pessoal".

No que respeita ao abono de despesas de representação dos militares, o governante adiantou que há "uma diminuição de 22 dos cargos que passam agora a estar, em relação aos anteriores, abonados com essas despesas de representação".

José Pedro Aguiar-Branco referiu ainda que "os decretos regulamentares dos ramos das Forças Armadas não eram revistos e actualizados desde 1994, ou seja, há mais de 20 anos" e assinalou que foi "pela primeira vez aprovado um decreto regulamentar do Estado-Maior-General das Forças Armadas". (Defesa)

27 de junho de 2015

DEMONSTRAÇÃO CINOTÉCNICA DO GRUPO DE POLICIA DO EXÉRCITO

No dia 21 de Junho, o Módulo Cinotécnico do Grupo de Polícia do Exército do Regimento de Lanceiros Nº2, executou uma demonstração de capacidades por ocasião da “Cãominhada Solidária” da Câmara Municipal de Lisboa, no anfiteatro Keil do Amaral (Parque Florestal de Monsanto), num dia dedicado ao melhor amigo do homem e a todos os que têm o privilégio de ter a sua amizade.

A demonstração teve como objectivo dar a conhecer o trabalho desenvolvido diariamente pelos Operadores Cinotécnicos da Polícia do Exército.

Numa primeira fase foi demonstrado o trabalho de um canídeo de detecção de estupefacientes, fazendo referência às buscas cinotécnicas que todos os dias são feitas às diferentes Unidades, Estabelecimento e Orgãos do Exército Português.

Num outro cenário, foi simulada a abordagem a uma viatura e individuo já referenciados, empregando um canídeo de uso da força para fazer face à ameaça. Existindo a suspeita de que na viatura estariam explosivos, foi empregue um canídeo de detecção de explosivos que confirmou a presença dos mesmos. (Exército)

26 de junho de 2015

As bandeiras do fim do Império

Quarenta anos depois, o Expresso foi à procura das últimas bandeiras de Portugal a serem arriadas nos seis territórios que foram alvo de descolonização durante o ano de 1975. Quatro estão em dois museus - o Militar e o da Presidência da República -, mas apenas uma, a que foi baixada em Moçambique (completam-se 40 anos esta quinta-feira), está exposta permanentemente. Uma encontra-se nas mãos de particulares. E da que estava em Timor-Leste desconhecia-se o paradeiro - mas que o Expresso irá revelar na próxima edição semanal...

NA CABECEIRA DA CAMA DO ÚLTIMO GOVERNADOR DA GUINÉ

Comecemos pela primeira em termos cronológicos: a que estava no Palácio do Governo, na Guiné. Após o acordo de Argel, celebrado com o PAIGC, Portugal reconheceu, de jure, a 10 de Setembro de 1974, a independência da Guiné-Bissau - que já havia sido declarada mas de forma unilateral a 24 de Setembro do ano anterior, na região de Madina do Boé. O governador, coronel Carlos Fabião, manteve-se em Bissau até às primeiras horas de 14 de outubro. A bandeira foi arriada e recolhida ao pôr-do-sol de dia 13 pelo capitão da Força Aérea Faria Paulino, que a entregou ao governador. Fabião trouxe-a para Lisboa e guardou-a, juntamente com mais duas bandeiras, à cabeceira da cama – até morrer, em 2006. A viúva e os filhos do general doaram os três panos ao Museu Militar, que as recebeu em 2010. Mas só no âmbito da pesquisa feita pelo Expresso é que os serviços daquele museu apuraram o historial de cada uma.

CABO VERDE: “UM PEQUENO TESOURO”

A de Moçambique foi para Lisboa com o alto-comissário, almirante Vítor Crespo, logo após ter sido arriada na cerimónia de independência, realizada a 25 de Junho de 1975 no estádio da Machava, em Lourenço Marques (actual Maputo). Foi entregue, juntamente com a salva de prata em que fora transportada, no Museu Militar. É a única que está exposta, juntamente com a salva, em permanência, na Sala das Bandeiras.

A de Cabo Verde foi a primeira a ser enviada para este Museu. A independência foi a 5 de Julho; no mês seguinte, o então tenente-coronel Amílcar Morgado, chefe de gabinete do último alto-comissário, almirante Almeida d’Eça, fê-la chegar a Santa Apolónia. “Perdida” durante décadas nas imensas reservas do principal museu português de carácter militar, só agora foi identificada, juntamente com o ofício que certificava a sua entrega. “Um pequeno tesouro”, foi como o atual director do Museu, coronel Luís Albuquerque, saudou a descoberta.

NINGUÉM QUERIA A BANDEIRA VINDA DE ANGOLA

Arriada pelo então capitão Oliveira Patrício na independência de São Tomé e Príncipe, a 12 de Julho de 1975, a bandeiras das quinas ficou nas mãos do último alto-comissário, coronel Pires Veloso. Em 2008, quando o general e ex-candidato a Presidente da República publicou as suas memórias (“Vice-Rei do Norte”), escolheu para capa uma fotografia sua ao lado do estandarte, que conservava na casa do Porto. Pires Veloso faleceu no ano passado e a bandeira permaneceu na casa familiar. O filho António Pires Veloso pensa doá-la a uma instituição que lhe assegure “a sua conservação com dignidade e visibilidade”

A bandeira das quinas flutuou pela última vez em África no dia 10 de novembro. Desceu do mastro da Fortaleza de S. Miguel, em Luanda, horas antes de os três movimentos de libertação declararem, cada um na sua cidade, a independência de Angola. Quando chegou a Lisboa, o alto-comissário, almirante Leonel Cardoso, contactou com várias instituições, militares e civis, tendo-se queixado que “não havia ninguém que a quisesse receber”… Acabou por a entregar pessoalmente ao Presidente da República, Ramalho Eanes, que, por seu turno, a enviou para o Museu da Presidência – onde aliás pensa que deveriam estar todas as bandeiras oriundas das antigas colónias. Pano com 2,6 metros de comprido, as suas dimensões levam a que não esteja em exibição permanente.

TIMOR: ONDE ESTÁ A BANDEIRA DE DÍLI?

Ignora-se quem arriou a bandeira do mastro do Palácio das Repartições em Díli, a 28 de Novembro de 1975, quando a Fretilin declarou unilateralmente a independência de Timor-Leste. Como se ignora se aquele símbolo da colonização portuguesa foi conservado, onde e em que condições. Muito provavelmente, a chave do mistério encontra-se na Indonésia, que a 7 de Dezembro invadiu Timor, para uma sangrenta ocupação de 24 anos. A última bandeira que esteve içada em instalações da Marinha portuguesa foi recolhida pelo então capitão-tenente José Leiria Pinto, que, quando a guerra civil entre a Fretilin e a UDT se tornou insuportável, a levou para a ilha de Ataúro. O agora almirante Leiria Pinto conserva a bandeira consigo – tendo voltado a hasteá-la em sua casa, como o faz todos os anos, no passado 10 de Junho.
Fonte : Expresso

CONCURSO DE ADMISSÃO À ESCOLA NAVAL


EXÉRCITO EFECTUA PATRULHAMENTOS DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS NA SERRA DE SINTRA

O Exército, através do Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1 e do Centro de Tropas Comandos iniciou, em 01 de Junho do corrente ano, ao abrigo do protocolo celebrado entre o Exército e a Câmara Municipal de Sintra, as acções de patrulhamento de prevenção de incêndios na Serra de Sintra. As acções decorrerão de Junho a Setembro.

Este tipo de parceria ilustra uma das missões do Exército, nomeadamente o apoio ao desenvolvimento e bem-estar das populações, zelando pela salvaguarda do património natural numa época do ano que justifica maior prevenção, por forma a preservar os recursos florestais do país. (Exército)

MILITARES DO EXÉRCITO PORTUGUÊS DÃO FORMAÇÃO NA ALEMANHA

O Exército, através do Regimento de Lanceiros N.º2, deslocou-se ao Joint Multinational Readiness Center, em Hohenfells, na Alemanha, com o intuito de aprontar as forças internacionais que ali se encontram a realizar a rotação para o Teatro de Operações do Kosovo.

A formação “Fire Phobia”, ministrada por uma equipa de 7 militares, decorreu de 14 a 19 de Junho e consistiu numa demonstração e reacção a agentes incendiários, vulgo "cocktail molotov", tendo sido dada formação a cerca de 400 militares de países como os Estados Unidos da América, Roménia, Moldávia e Albânia.

No final, os Comandantes das várias subunidades mostraram o seu agrado pela forma exemplar e profissional como decorreu o “Fire Phobia”. (Exército)

MILITARES PORTUGUESES NA LITUÂNIA PARTICIPAM EM EXERCÍCIO MULTINACIONAL

A Força Nacional Destacada em missão na Lituânia, a Recce Coy/FND/AM2015, participou no exercício multinacional SABER STRIKE 2015, realizado no polígono de treino de Pabradés, Lituânia, no período de 08 a 18 de Junho de 2015.

O exercício decorreu em duas fases distintas:

·      1ª Fase (08Jun-12Jun) – nesta fase, a Recce Coy contou com o apoio de um Pelotão de Engenharia e de uma Secção de Reconhecimento Lituanos, tendo sido treinadas tácticas, técnicas e procedimentos a nível do escalão esquadrão.

·      2ª Fase (13Jun- 17Jun) – nesta fase, a unidade de escalão esquadrão portuguesa integrada em unidades de outras nações, participou em duas Operações Ofensivas, conduzidas em apoio mútuo com Forças lituanas, Norte-Americanas, Eslovenas e Alemãs.

O exercício constituiu uma experiência muito positiva para os militares da Recce Coy, que tiveram oportunidade de trabalhar lado a lado com militares de outras nações, fomentando não só a troca de experiência e conhecimentos, mas também um forte espírito de camaradagem entre os militares dos países NATO participantes.

A dimensão do exercício e todo o cenário criado, permitiu à Força treinar mais uma vez as suas capacidades operacionais dando provas, uma vez mais, da sua prontidão e capacidade de adaptação na realização de todas as tarefas que lhe sejam atribuídas. (Emgfa)

CHEFE DE ESTADO-MAIOR DO COMANDO CONJUNTO PARA AS OPERAÇÕES MILITARES E COMANDANTE DO REGIMENTO DE CAVALARIA Nº 6 VISITAM CONTINGENTE NACIONAL EM MISSÃO NA LITUÂNIA

O Chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares, Vice-Almirante Fernando Manuel M. Pires da Cunha e o Comandante do Regimento de Cavalaria nº 6, Coronel de Cavalaria Rui Manuel da Silva Ferreira, visitaram a Recce Coy em missão na Lituânia, no período de 18 a 19 de Junho de 2015.

No primeiro dia, o Vice-Almirante Pires da Cunha e o Coronel Silva Ferreira, deslocaram-se àMechanized Infantry Brigade Iron Wolf, sediada em Rukla, a fim de estarem presentes no Distinguished Visitors Day (DVD) do Exercício SABER STRIKE/IRON WOLF 15. Em Rukla, tiveram oportunidade de assistir a uma demonstração táctica que envolveu meios terrestres e aéreos de todos os países participantes no exercício, tendo Portugal participado com um Pelotão de Reconhecimento.

No segundo dia, as entidades visitantes deslocaram-se a Pabradés, onde se encontra a Recce Coy desde 06 de Junho de 2015, onde tiveram a oportunidade de assistir ao exercício de fogos reais da Recce Coy. No final, o Vice-Almirante Pires da Cunha dirigiu algumas palavras aos militares felicitando-os pelo seu desempenho durante a permanência da Força na Lituânia, registando a sua visita através da assinatura do Livro de Honra da Força.

O sentimento de reconhecimento que a Força tem sentido em todas as ilustres visitas que tem recebido, tem-se reflectido numa vontade de fazer cada vez mais e melhor em nome das Forças Armadas e de Portugal. (Emgfa)

Oficiais das Forças Armadas alertam portugueses para degradação militar

Dezenas de oficiais das Forças Armadas, reunidos ontem num hotel lisboeta, alertaram os portugueses para a degradação das instituições militares, devido a diversas medidas governamentais, comprometendo “missões de soberania, face a possíveis cenários de grande incerteza”.

“Consideramos ser um dever inadiável trazer a público estas posições porque para os militares o dever de lealdade para com o poder legítimo não deve, nem pode, sobrepor-se ao dever de fidelidade para com a instituição militar e para com o país”, lê-se na declaração final.

No documento, exortam “todos os responsáveis no âmbito da Defesa Nacional e das Forças Armadas” a impedir “que a gravidade se torne irreversível e possa pôr em perigo a solidez e a estabilidade” para garantir “missões de soberania, face a possíveis cenários de grande incerteza”.

Diversos ex-chefes dos Estados-Maiores dos três ramos das Forças Armadas (FA) marcaram presença – Loureiro dos Santos, Pinto Ramalho ou Melo Gomes -, entre outras altas patentes como o general Mourato Nunes ou o coronel Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, num jantar que contou com uma mensagem de apoio do general e antigo presidente da República Ramalho Eanes.

Estes oficiais “repudiam o discurso laudatório da actual tutela política relativamente às medidas que sucessivamente têm vindo a ser tomadas para com as FA e os seus servidores militares, militarizados e civis, apresentadas como reformas estruturantes, mas que não têm sido mais que acções avulsas, cujo efeito tem sido o degradar da instituição militar”.

Na declaração, salientam que o Governo tira “partido de forma iníquo do sentido do dever, disciplina e profissionalismo dos militares” para um “repetido anúncio” de “clima de satisfação e tranquilidade que só na aparência existe”.

“A actual acção governativa, pretendendo justificar a necessidade de medidas que toma com a situação de emergência económico-financeira que o país vive, ignora deliberadamente que as Forças Armadas são a instituição que mais se reformou, desde a instauração do regime democrático, em 1974″, continua o documento.

Os oficiais das FA defendem que “o poder político não pode ser exercido apenas para justificar, arrogantemente, medidas e soluções tidas como únicas, o que em democracia não é aceitável”.

“Ao invés, reivindicamos que reconheça, de facto, que o que é diferente deve ser tratado de forma diversa, tal como, afinal, tem acontecido em relação a outras carreiras especiais do Estado”, afirmaram.

Os militares reunidos “alertam para uma acção governativa que, em relação às FA, se tem traduzido por um conjunto de decisões, apelidadas de ‘Reforma 2020′, materializadas pelo cancelamento da maioria dos programas de modernização”, por “menos recursos humanos e materiais”, “menos capacidades” e até “menores graus de prontidão, com realce para os meios aéreos e navais dedicados às regiões autónomas”.

Hoje mesmo, o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, desvalorizara o encontro, após um Conselho de Ministros que aprovou 12 diplomas, incluindo novas leis orgânicas e dos vários ramos das FA, bem como uma actualização do regime remuneratório dos militares, além do já publicado e contestado novo Estatuto dos Militares.

O membro do executivo da maioria PSD/CDS-PP considerou que os oficiais “sempre estiveram contra” a reforma realizada no sector e que “é a democracia a funcionar”.

José Pedro Aguiar-Branco afirmou não ser uma “novidade a existência desse grupo de oficiais” e referiu que “é um segundo jantar que acontece” em cerca de dois anos.

“É um conjunto de oficiais que sempre estiveram contra a reforma que nós levámos a cabo. Em democracia, é normal e é legítimo que haja quem pense diferente. Portanto, não atribuo um valor nem um significado especial. Acho que é a democracia a funcionar”, concluiu. (Observador)

25 de junho de 2015

Regime remuneratório dos militares foi actualizado

O Governo aprovou esta quinta-feira doze diplomas no âmbito da Defesa Nacional, incluindo novas leis orgânicas deste ministério, dos seus organismos internos e dos ramos das Forças Armadas e uma actualização do regime remuneratório dos militares.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, disse que o regime remuneratório foi adaptado à "nova realidade resultante da reestruturação das Forças Armadas", com a criação de novos postos, sem "aumento dos encargos com o orçamento para pessoal".

No que respeita ao abono de despesas de representação dos militares, José Pedro Aguiar-Branco adiantou que há "uma diminuição de 22 dos cargos que passam agora a estar, em relação aos anteriores, abonados com essas despesas de representação".

O Ministro da Defesa referiu que "os decretos regulamentares dos ramos das Forças Armadas não eram revistos e actualizados desde 1994, ou seja, há mais de 20 anos" e assinalou que foi "pela primeira vez aprovado um decreto regulamentar do Estado-Maior-General das Forças Armadas".

Aguiar-Branco afirmou que, com os diplomas aprovados esta quinta-feira, "marca-se a conclusão dos trabalhos da reforma da Defesa Nacional, a chamada reforma 2020, feita em conjunto com as chefias militares, para os militares".

O objectivo desta reforma foi criar "um modelo sustentável para a Defesa Nacional, de forma a também aumentar a capacidade operacional das Forças Armadas", acrescentou o ministro.Lusa

Ministros de Defesa da NATO reúnem em Bruxelas

Na primeira sessão de trabalhos da reunião de ministros da Defesa da Aliança Atlântica, foi concretizada a decisão tomada na cimeira de Gales de transformar a resposta da NATO mais pronta, rápida e eficaz reforçando assim a capacidade da força, numa altura em que as atenções estão direccionadas para o conflito na Ucrânia e para as consequentes relações com a Rússia. Em declarações aos jornalistas o ministro da Defesa Nacional afirmou que foi também “reforçada a visão” de que será dada a mesma atenção às ameaças do flanco sul da Europa.

No final da reunião, que decorreu no Quartel-General da NATO, José Pedro Aguiar-Branco assegurou que “Portugal tem defendido que é necessário reforçar a dimensão da capacidade marítima”, a sul, para efeitos de vigilância e também de resposta às ameaças que daí vêm, nomeadamente do auto-proclamado Estado Islâmico.

O ministro da Defesa Nacional referiu ainda que nesta sessão de trabalhos “também houve a oportunidade de reforçar a importância do exercício de alta visibilidade, o «Trident Juncture», que vai acontecer no mês de Outubro” próximo, e que Portugal vai acolher, juntamente com Espanha e Itália.

Referindo que o exercício “irá ter uma grande visibilidade” e constituirá “uma demonstração da capacidade da NATO de responder a situações de ameaça a grande escala”, o governante considerou que se trata de algo que também “reforça a importância de Portugal no contexto da NATO”.

Já o secretário-geral da Aliança, em conferência de imprensa, declarou que o reforço da força de resposta da NATO acordado entre os aliados abrange meios aéreos, marítimos e componentes de operações especiais e consistirá num aumento dos actuais 13 mil efectivos para 40 mil. (Defesa)

MILITAR DO EXÉRCITO CAMPEÃO NACIONAL ABSOLUTO DE TIRO EM PISTOLA DE VELOCIDADE

Integrado no calendário desportivo da Federação Portuguesa de Tiro, disputou-se no passado dia 14 de Junho, na Carreira de Tiro do Estádio Nacional do Jamor, o Campeonato Nacional de Tiro Desportivo de Precisão.

A equipa de tiro do Exército contou com a participação do Sargento-Ajudante Sérgio Fernandes, da Brigada de Intervenção, na modalidade “Olímpica de Pistola de Velocidade”, acabando por se sagrar Campeão Nacional Absoluto de Tiro, no ano de 2015.

O Exército felicita o militar por mais um prémio conquistado, que muito contribui para a imagem e para o prestígio do Exército. (Exército)

24 de junho de 2015

EUA vão enviar artilharia para as fronteiras da Rússia

O Pentágono vai estacionar armamento pesado em vários países do Leste europeu, numa decisão encarada por Moscovo como uma provocação.

A intenção dos EUA já era conhecida, mas o anúncio oficial foi feito pelo secretário da Defesa, Ashton Carter, durante uma visita a Tallin (Estónia) esta terça-feira. "As forças de rotação americanas precisam de participar mais rápida e facilmente nos treinos e exercícios na Europa", justificou.

O equipamento – cujo destacamento não terá natureza permanente, segundo o Pentágono – é composto por 250 tanques, carros de combate Bradley e peças de artilharia blindadas, que podem mobilizar até cinco mil soldados.

Os EUA receberam luz verde dos três países bálticos – Estónia, Lituânia e Letónia – e da Bulgária, Polónia e Roménia, que irão servir de palco para as manobras militares. Para além dos membros da NATO no Leste da Europa, também a Alemanha irá receber armamento, apesar de já contar com presença militar norte-americana no seu território.

O envio de armamento militar dos EUA para o Leste europeu serve como resposta aos receios manifestados por alguns governos da região, na sequência da anexação da Crimeia pela Rússia, que também acusam de apoiar militarmente as forças rebeldes que combatem na Ucrânia.

Esse receio é sobretudo alimentado pelos três países bálticos, que contam com significativas minorias étnicas que se identificam como russas. Moscovo defendeu a anexação da península da Crimeia, em Março do ano passado, com a protecção da população russa e é a expansão dessa lógica aos bálticos que as três capitais temem – apesar de o Kremlin ter afastado essa pretensão.

A mensagem de Carter veio precisamente ao encontro desses receios. "Perderam a vossa independência uma vez. Com a NATO, nunca voltarão a perdê-la", disse o chefe do Pentágono, utilizando palavras do Presidente Barack Obama. "Os EUA e o resto da aliança da NATO estão absolutamente comprometidos em defender a integridade territorial da Estónia, Letónia e Lituânia", acrescentou.

A decisão foi muito mal recebida em Moscovo, que a encara como mais uma prova da expansão da Aliança Atlântica até às suas fronteiras. O Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha divulgado um comunicado na véspera em que manifestava a esperança de que "a situação na Europa seja impedida de resvalar para um novo enfrentamento militar carregado de consequências perigosas".

O general Iuri Iakubov foi ainda mais severo ao descrever, citado pela agência Interfax, o envio de artilharia norte-americana para o Leste europeu como "o passo mais agressivo da NATO e do Pentágono desde o final da Guerra Fria". O responsável garantiu que "a Rússia não terá outra escolha a não ser aumentar o seu potencial militar ao longo das suas fronteiras ocidentais".

Recentemente, um dirigente da NATO disse que a Rússia está a enviar homens e armamento para o enclave de Kaliningrado – o que, dada a proximidade em relação à Polónia e à Lituânia levantou de imediato novos receios. No mesmo sentido, foi anunciado na semana passada o reforço do arsenal nuclear russo, com a aquisição de 40 novos mísseis de longo alcance.

As relações entre a NATO e a Rússia atravessam a pior fase desde o colapso da União Soviética e parecem ter entrado numa lógica de parada e resposta. Para além do papel atribuído a Moscovo na desestabilização da Ucrânia – que motivou sanções económicas pelos membros da aliança –, os exercícios militares russos na Europa têm aumentado de frequência. Um relatório no final de 2014 dava conta de pelo menos 40 incidentes protagonizados pela Força Aérea russa durante manobras no espaço aéreo.

O aumento da tensão deverá tornar ainda mais difícil um entendimento diplomático para a guerra civil ucraniana. Uma reunião entre os chefes da diplomacia russa, alemã, francesa e ucraniana está marcada para esta noite em Berlim, mas as esperanças de progresso são pequenas. O acordo de Minsk – assinado em Fevereiro – está ainda longe da implementação total e persistem alguns focos de confronto no Leste do país. (Público)

RESUMO DA PRIMEIRA SEMANA DO EATT2015 (Vídeo)



A primeira semana do EATT2015 na Base Aérea Nr. 11, Beja, chegou ao final com um balanço muito positivo.

Uma semana de empenho, dedicação e competências valorizadas. Os desafios foram superados e as missões concluídas com sucesso, sem nunca comprometer a segurança dos militares envolvidos.

Os resultados atingidos permitem reforçar a ideia que a cooperação multinacional é de facto uma via essencial para que as forças aliadas possam atingir os objectivos propostos.

O treino das forças presentes no EATT2015 revela-se, uma vez mais, muito importante para garantir a operacionalidade e a sintonia das várias nações em teatros de operações.

O exercício vai continuar na próxima semana com novos e aliciantes desafios. (Fonte: FAP/EATT2015)

23 de junho de 2015

NAVIO "HERÓI" DA MARINHA AFUNDADO HÁ 80 ANOS É INVESTIGADO

Este “pequeno” herói da Marinha aí tem permanecido ao longo dos anos, ao sabor dos movimentos das areias do cachopo sul, na memória dos frequentadores da zona, mas não dos que se dedicam ao estudo da época. Agora, quase 80 anos depois do afundamento do Patrão Lopes, no âmbito da campanha M@rbis 2015, realizada pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, em conjunto com o Centro de Investigação Naval (CINAV) da Marinha, foi dado início a um conjunto de acções para confirmar a correlação entre o destroço e o navio, que se comprovou, e avaliar as acções necessárias no futuro próximo, com vista à sua eventual classificação como património cultural subaquático.

Saiba mais sobre a fascinante história do Navio de Salvamento Patrão Lopes

No dia 4 de Agosto de 1914, em vésperas da declaração de guerra de Inglaterra à Alemanha, larga de Gibraltar o “navio de salvação” Newa, de pavilhão alemão, com ordens para seguir imediatamente para Lisboa e aí aguardar novas instruções. O navio entra no Tejo no dia seguinte, juntando-se aos restantes navios alemães e austro-húngaros que também se refugiaram na capital portuguesa com o início da Grande Guerra. No dia 23 de Fevereiro de 1916, o Newa, assim como os restantes, são requisitados pelo governo português, o que leva à entrada formal de Portugal nesse conflito.

À semelhança dos restantes navios, o Newa, navio com 880 toneladas, 49 metros de comprimento e construído em 1880 em Rostock, é rebaptizado, tomando o nome do célebre «Patrão Lopes». De 1916 até 1936, ano em que o navio se perde, este pequeno navio, sempre ao serviço da Armada, esteve empenhado em múltiplas tarefas, em particular em acções de salvamento marítimo, utilizando os diversos meios materiais que possuía e mergulhadores da Armada que habitualmente levava a bordo. Pode-se mesmo dizer que nesses vinte anos que serviu sob bandeira portuguesa, não há situação de aflição no mar, em que o Navio de Salvamento Patrão Lopes não tivesse intervenção, fazendo jus à frase do livro de Maurício de Oliveira, publicado em 1939, sob o título “Alô Alô Patrão Lopes”, que diz que o NS Patrão Lopes era “o navio que saia quando os outros entravam…” (Fonte: MGP)