quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Exposição "Sacadura Cabral"

Venha conhecer a vida e obra do Comandante Sacadura Cabral no Museu de Marinha, Pavilhão das Galeotas a partir de 27 de Novembro, de Terça-feira a Domingo, das 10 às 17 horas.

Rússia desafia NATO e instala mísseis de cruzeiro na Crimeia

NATO avisa que militarização da península poderá ser utilizada por Moscovo para exercer domínio de toda a região do mar Negro

A escalada continua, com a Rússia e a NATO num confronto só visto durante a Guerra Fria. Os sinais estão aí e são cada vez mais fortes. A Crimeia está a ser totalmente militarizada por Moscovo e Merkel e a NATO alertaram ontem para o perigo da situação, que agora também se estende à Geórgia, com um acordo estratégico com a Abecásia que pode levar à sua anexação pela Rússia.

Comecemos pela Crimeia. O comandante militar da NATO considerou ontem que a militarização da península, anexada pela Rússia em Março, poderá ser utilizada por Moscovo para exercer o controlo ao longo de toda a região do mar Negro. "Estamos muito preocupados com a militarização da Crimeia", disse o general norte-americano Philip Breedlove durante uma conferência de imprensa em Kiev. "Os equipamentos que estão prontos a ser instalados na Crimeia, mísseis de cruzeiro e mísseis antiaéreos, têm capacidade para alcançar a totalidade da região do mar Negro", referiu. O comandante das forças norte-americanas na Europa garantiu que a NATO também receia a instalação de armas nucleares na península e que "está a vigiar" a situação.

Na quarta-feira, o Ministério da Defesa russo anunciou a deslocação de 14 caças incluídos numa esquadrilha de 30 aparelhos, que vai ficar estacionada na península, e decidiu reactivar uma estação de radares anti-míssil e investir mais de 1,75 mil milhões de euros no reforço da sua frota do mar Negro.

MERKEL ACUSA MOSCOVO 

A Alemanha, país que também está a sofrer economicamente com as sanções impostas à Rússia por causa da situação ucraniana, mostra dia após dia cada vez mais preocupação com as posições de Moscovo. Ontem, a chanceler alemã, Angela Merkel, culpou a Rússia pela ausência real de uma trégua no Leste da Ucrânia, apesar de existir um cessar--fogo teórico entre as forças de Kiev e os separatistas pró-russos.

Merkel afirmou numa intervenção perante o Bundestag (a câmara baixa do parlamento alemão) que Rússia violou a integridade territorial da Ucrânia, "pôs em causa a segurança europeia" e violou o direito internacional. A chanceler alemã adiantou que é fundamental que volte a prevalecer na região "a força da lei" sobre "a lei do mais forte".

ANEXAÇÃO DA ABECÁSIA 

O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder da república separatista assinaram segunda-feira na cidade russa de Sochi um acordo de aliança e associação estratégica, apesar de fortes críticas das autoridades georgianas. Para Tbilisi, este acordo representa "um passo mais no sentido da anexação" da Abecásia pela Rússia. O acordo tem um prazo de vigência de dez anos e estabelece um estreitamento dos vínculos entre a Rússia e a Abecásia em diferentes âmbitos de cooperação. No texto assinala-se que as duas partes desenvolverão uma política externa comum e que Moscovo se compromete a ajudar a fortalecer as relações internacionais da Abecásia e a ampliar o seu reconhecimento como estado independente. Com Moscovo a reforçar as suas posições na Grande Rússia, o confronto com o Ocidente agrava- -se de dia para dia.

Com Lusa

quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Portugal e Timor-Leste estreitam relações na área da Defesa

O ministro da Defesa Nacional reuniu ontem com Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa e Segurança de Timor-Leste, Xanana Gusmão, no Palácio do Governo, para discutir matérias na área da defesa e para assinar um Memorando de Entendimento entre os dois países.

No final do encontro José Pedro Aguiar-Branco afirmou que "na área da Defesa temos ajudado a construir Timor, numa área estruturante”, reforçando ainda que “essa construção conjunta que temos feitos há doze anos não poderia deixar de se manter".

"Quero dizer que o ministro da Defesa compreendeu com profundidade todas as nossas necessidades no sector da Defesa, na área da segurança nacional e só posso dizer que estou agradecido pela disposição permanente de nos apoiar neste sector muito importante", afirmou por seu lado Xanana Gusmão.

Durante a reunião bilateral foram também abordados temas como os desafios e ameaças à segurança, à estabilidade e à paz, a identidade de segurança e defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a cooperação técnico-militar entre as F-FDTL (Forças de Defesa de Timor-Leste) e as Forças Armadas Portuguesas.

Timor-Leste por ocasião desta primeira visita de um ministro da Defesa Nacional de Portugal ao seu país aproveitou a oportunidade para reconhecer e agradecer o apoio continuado de Portugal, nos últimos doze anos, no desenvolvimento do Sector da Defesa e em particular na profissionalização e modernização das FALINTIL – Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

Portugal, por sua vez, destacou o bom relacionamento existente entre as Forças Armadas dos dois países e reafirmou o apoio de Portugal à consolidação do sector da defesa em curso em Timor-Leste, em especial na formação, e no apoio à construção de uma componente aérea no futuro.

O ministro da Defesa Nacional terminou hoje a sua visita oficial a Timor-Leste, tendo sido recebido ao início da manhã pelo Presidente, Taur Matan Ruak. A agenda deste último dia incluiu ainda uma visita ao Instituto de Defesa Nacional e um encontro com o Chefe das Forças de Defesa de Timor-Leste.

"A confiança é efectivamente um elemento fundamental e a minha visita e estas recepções ao mais alto nível visam mostrar e reforçar essa componente da confiança. A relação entre povos faz-se com base na confiança e portanto esta visita e a possibilidade de ter sido recebido pelo senhor Presidente mostra e é um sinal de que essa confiança existe e deve ser reforçada", afirmou José Pedro Aguiar-Branco.

"A área da Defesa é um pilar do Estado e tive a possibilidade de dar nota que na nossa reunião de ontem com o primeiro-ministro acertamos um conjunto de projectos a desenvolver nomeadamente na área de formação militar, com a criação de um centro de língua portuguesa, e também no que diz respeito à edificação da componente aérea e naval", referiu ainda o titular da pasta da Defesa Nacional.(Defesa)

Militar da Força Aérea em curso internacional de defesa química

Um militar do Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea, da Esquadrilha de Defesa Nuclear, Radiológica, Biológica e Química (eDNRBQ), frequentou o Advanced Laboratory Skills Training Course, que decorreu entre 03 de Novembro e 14 de Novembro, em Zemianske Kostolany, Eslováquia, nas instalações do National Centre of EOD and CBRN das Forças Armadas Eslovacas.

Esta formação, onde esteve presente o Capitão Ricardo Martins (na foto), destina-se a especialistas que estejam envolvidos na detecção e descontaminação de agentes químicos. O curso tem natureza técnica e é coorganizado pelo Governo da Eslováquia e pela OPCW – Organização para a Proibição de Armas Químicas

Aos participantes é concedida a oportunidade de treinar em condições de laboratório (no Reference Chemical Laboratory - RCHL) e em condições de terreno (no CBRN Training and Testing Centre - CBRN TTC), com agentes químicos de guerra e químicos industriais tóxicos reais. As várias fases do treino envolvem identificação no terreno, amostragem, transporte, preparação para análise, análise e interpretação dos resultados.

O Advanced Laboratory Skills Training Course reveste-se de especial importância no contexto da assistência e protecção perante emergências químicas. A sua pertinência deve-se não só à especificidade das matérias abordadas e à estreita relação das mesmas com a actualidade, mas também à experiência que é possível adquirir diante de eventos e agentes químicos reais – quer em laboratório, quer no terreno.

Dado o elevado nível a que é ministrado, o curso constitui-se ainda como um fórum privilegiado de troca de experiências e informação entre os participantes dos Estados-parte. (FAP)

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

PORTUGAL E TIMOR-LESTE | Comunicado 25 Novembro 2014

COMUNICADO CONJUNTO


REUNIÃO BILATERAL ENTRE O PRIMEIRO-MINISTRO E MINISTRO DA DEFESA E SEGURANÇA DE TIMOR-LESTE E O MINISTRO DA DEFESA NACIONAL DE PORTUGAL


ASSINATURA DE MEMORANDO DE ENTENDIMENTO


O Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa e Segurança, Kay Rala Xanana Gusmão e o Ministro da Defesa Nacional de Portugal José Pedro Aguiar-Branco reuniram esta Terça-Feira 25 de Novembro no Palácio do Governo, em Díli, para discutir assuntos de interesse mútuo na área da defesa e para assinar um Memorando de Entendimento entre os dois países.

Timor-Leste aproveitou a oportunidade por ocasião da primeira Visita do Ministro da Defesa Nacional de Portugal ao país, para agradecer o apoio continuado de Portugal, nos últimos doze anos, no desenvolvimento do Sector da Defesa e em particular na profissionalização e modernização das FALINTIL – Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

Portugal salientou o bom relacionamento existente entras as Forças Armadas dos dois países e reafirmou o apoio de Portugal à consolidação sector da defesa em curso em Timor-Leste, em especial na formação, e no apoio à edificação de uma componente aérea no futuro.

O Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa e Segurança, Kay Rala Xanana Gusmão e o Ministro da Defesa Nacional de Portugal José Pedro Aguiar-Branco, em reunião bilateral alargada, abordaram temas como os desafios e ameaças à segurança, à estabilidade e à paz, a identidade de segurança e defesa da CPLP e a cooperação técnico-militar entre as F-FDTL e as Forças Armadas Portuguesas.

Consideraram que a cooperação na área da defesa é particularmente importante para abordar as ameaças e os desafios de segurança que se apresentam à comunidade global, e afirmaram o compromisso de trabalhar em conjunto com os outros países da CPLP, para a consolidação de Forças de Defesa modernas e profissionais, capazes de dar resposta seja em situações de ajuda ou intervenção humanitária, operações de manutenção da paz ou ainda de auxílio em caso de desastres naturais.

Relembrando que a língua Portuguesa é uma das línguas oficiais de Timor-Leste, juntamente com o Tétum, reconhecendo que a sua consolidação é fundamental para a relação entre os dois países - e entre os países da CPLP -, e reafirmando os compromissos da República Democrática de Timor-Leste e da República Portuguesa em matéria de cooperação e de consolidação da língua Portuguesa, assinaram um Memorando de Entendimento para a edificação e funcionamento do Centro de Língua Portuguesa, na Componente de Formação e Treino das F-FDTL de Metinaro (Díli).

Reconhecendo que a cooperação na área da defesa reforça a confiança mútua e constitui um exemplo fundamental da amizade entre os dois países, Timor-Leste e Portugal concordaram em estreitar ainda mais os laços de cooperação entre ambos os países.


Dili, 25 de Novembro de 2014.

KOSOVO - MILITARES PORTUGUESES REALIZAM EXERCÍCIO SILVER SABER

O exercício SILVER SABER, onde participaram as unidades de manobra da KFOR, entre as quais a KFOR Tactical Reserve Manoeuvre Battalion (KTM), com a EULEX e a Kosovo Police/Special Operation Unit (KP/OSU), realizou-se de 19 a 21 de Novembro de 2014.

O exercício teve por finalidade, incrementar as capacidades da KFOR, nomeadamente a prontidão e a flexibilidade operacionais. Um dos objectivos fundamentais do exercício consistia na harmonização das técnicas, tácticas e procedimentos entre as forças da KFOR, EULEX e Kosovo Police. O exercício, conduzido em três fases, empenhou três unidades com diferentes valências, atribuições e níveis de intervenção, nomeadamente a Kosovo Police (1º nível de resposta), a EULEX (2º nível de resposta) e a KFOR (3º nível de resposta).

A primeira fase decorreu nos dias 12 e 15 de Novembro de 2014, em formato de seminário. A segunda fase decorreu em 19 de Novembro onde foram praticadas técnicas e tácticas de controlo de tumultos. A terceira fase decorreu em 20 e 21 de Novembro, em Camp Vrelo e Djakovica, respectivamente, onde intervieram a KP, a EULEX e a KFOR, em cenários realísticos de controlo de tumultos.

O cenário abrangeu a rendição entre forças intervenientes, a colaboração e coordenação e a elaboração do Processo Militar da Tomada de Decisão.

A KTM integrou o exercício desde a fase de planeamento tendo sido decisiva para a realização do mesmo. No dia 21 de Novembro, a KTM recebeu em Tactical Control - TACON, duas Companhias: a KCoy (SLV) do MNBG-W e uma companhia do Forward Command Post (USA) do MNBG-E, para além doFreedom Of Movement Dettatchment (SWZ), da Tactical PSYOPS Team (DAN), e da International Military Police (AUS), demonstrando flexibilidade, interoperabilidade e capacidade de Comando e Controlo de Operações Multinacionais.

No final do exercício, o COMKFOR, Major-general Francesco Paolo Figliuolo, agradeceu a todos os participantes, tendo expressado ao Comandante da KTM, TCor José Neves, o seu agradecimento pessoal pela forma profissional e competente como foram conduzidos o planeamento e a execução do exercício, bem como a integração dos contingentes na manobra da KTM. (Emgfa)

Portugal vai ajudar Timor-Leste a ter capacidade de força aérea

O ministro da Defesa de Portugal, Aguiar Branco, anunciou esta segunda-feira em Díli que Portugal vai ajudar Timor-Leste a ter capacidade de força aérea, nomeadamente na fiscalização e vigilância marítima.

Portugal dará “ajuda seguramente na parte que foi agora solicitada, em edificar uma capacidade de força área, sobretudo com um objectivo específico na fiscalização e vigilância marítima”, que tem de estar “integrado num conceito estratégico que Timor tem para a sua defesa nacional”, afirmou o ministro da Defesa, quando questionado sobre o assunto.

Aguiar Branco falava aos jornalistas depois de um encontro de cerca de duas horas com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que acumula também a pasta da Defesa e onde participaram também o chefe de Estado-Maior da Força Aérea português, general José António Pinheiro, e o chefe das Forças de Defesa timorense, general Lere Anan Timur.

Segundo Aguiar Branco, foi sobre a “forma integrada” que se esteve a falar no encontro para se definir como em Portugal pode ajudar a “fazer a edificação dessa capacidade e a formação dos recursos humanos para a mesma”.

A reunião terminou com a assinatura de um memorando de entendimento para a criação de um centro de língua portuguesa no centro de formação militar em Metinaro.

Durante o encontro, foram também abordados temas como os desafios e ameaças à segurança, à estabilidade e à paz, a identidade e segurança e defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a cooperação técnico-militar entre os dois países.

O ministro da Defesa português chegou hoje a Díli para uma visita de menos de 24 horas.

Na quarta-feira, Aguiar Branco vai reunir-se com o Presidente timorense, Taur Matan Ruak, com o chefe das Forças de Defesa timorense e visitar o Instituto de Defesa Nacional.

A cooperação militar entre os dois países teve início em 2002. (Observador)

Militares portugueses no Dia das Forças Armadas Lituanas

O destacamento português, que comanda o bloco 36 da missão de Policiamento Aéreo nos Países do Báltico (BAP), juntamente com o destacamento canadiano, a convite do Comandante da Base Aérea de Siauliai, Tenente Coronel Vidmantas Rakl, marcou presença no dia 24 de Novembro de 2014, em Siauliai, nas comemorações do dia das Forças Armadas, que este ano celebram 96 anos de serviço.

A delegação do destacamento português foi composta pelo Comandante do destacamento português, Tenente Coronel Luís Morais, e por um pelotão de 18 militares, comandados pelo Capitão da Policia Aérea, Henrique Fernandes.

As comemorações em Siauliai tiveram lugar no centro da cidade, tendo sido presididas pelo Presidente da Camara, Justinas Sartauskas, que proferiu a primeira alocução após o hino lituano e respectivo hastear da bandeira. Por sua vez, o Tenente Coronel Vidmantas Rakl, na sua alocução, agradeceu a presença das forças militares da NATO no território e nos bálticos, sublinhando que “a Lituânia não está sozinha” e conta com os membros da NATO para a defesa dos desígnios nacionais.

Esta foi uma celebração que teve uma forte adesão dos habitantes locais de Siauliai, onde o entusiasmo e reconhecimento às Forças Armadas ficou bem presente, através de saudações a todos os militares no decorrer da cerimónia. (FAP)

EFEMÉRIDE - AUMENTO AO EFECTIVO DO NRP FIGUEIRA DA FOZ

A 25 de Novembro de 2013, era aumentado ao efectivo da Marinha Portuguesa o Patrulha Oceânico Figueira da Foz. (MGP)

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Submarino Arpão sujeito a revisão

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, autorizou uma revisão programada ao segundo dos dois submarinos comprados à Alemanha, por um valor máximo de 5,5 milhões de euros, em 2015, lê-se hoje no Diário da República.

"Autorizo a aquisição de serviços de manutenção planeada para execução durante a Pequena Revisão com Docagem do Navio da República Portuguesa 'Arpão', a concretizar durante o ano de 2015, através de um procedimento por negociação sem publicação de anúncio de concurso (...) e a atinente realização da despesa, no montante máximo de 5.500.000 euros, sem IVA incluído", estabelece o despacho do responsável ministerial, datado de 17 de Novembro.

A decisão é justificada por o "estaleiro da Thyssen Krupp Marine Systems GmbH (TKMS), na qualidade de construtor dos submarinos da Classe "Tridente" ser "a única entidade habilitada a realizar, em tempo útil, os trabalhos de manutenção, face à complexa e elevada carga tecnológica, bem como a proceder à aquisição dos sobressalentes e outros meios necessários à sua execução", uma vez que o consórcio germânico "é a única entidade detentora de conhecimento exclusivo em determinadas áreas tecnológicas dos submarinos".

Os submarinos portugueses Tridente e Arpão, começados a construir na Alemanha em 2005 e entregues à Armada portuguesa em 2010 e 2011, respectivamente, custaram até agora ao Estado português mais de mil milhões de euros, com a previsão de 100% de contrapartidas de investimento em Portugal, ainda por cumprir. Lusa

VISITA DO COMANDANTE DAS FORÇAS ARMADAS DA TURQUIA

No dia 20 de Novembro de 2014, no âmbito da visita ao Exército Português, S. Exa. o Comandante das Forças Armadas da Turquia, General NECDET ÖZEL, visitou o Centro de Tropas Comandos, na Serra da Carregueira.

Do programa oficial da visita destacaram-se as honras militares pela Guarda de Polícia, a demonstração de capacidades e uma fotografia no Monumento ao Esforço Comando.

Marcaram presença várias altas entidades militares, destacando-se o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro e o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo.
(Exército)

FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS RECEBEM VISITA DO COMANDANTE DAS FORÇAS ARMADAS DA TURQUIA

As Forças Armadas Portuguesas receberam, no período de 19 a 21 de Novembro, a visita do Comandante das Forças Armadas da Turquia, General NECDET ÖZEL.

Do programa da visita salienta-se a realização de uma cerimónia militar de homenagem aos mortos em campanha, no Monumento de Homenagem aos Combatentes do Ultramar em Belém, uma audiência com o General Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro e uma apresentação sobre as Forças Armadas Portuguesas. O evento contemplou ainda uma visita ao Centro de Tropas Comandos - Exército, onde foi apresentada uma demonstração de capacidades operacionais.

Pela forma cordial e franca como decorreram todos os eventos, fruto do interesse demonstrado por ambas as partes esta visita, que não ocorria desde 2003, contribuiu significativamente para o aprofundamento das relações de cooperação e para o reforço dos laços de amizade entre as Forças Armadas de Portugal e da Turquia. (EMGFA)

domingo, 23 de Novembro de 2014

IESM dá início oficial a mais um ano lectivo

As boas vindas foram dadas pelo Tenente-General Rui Xavier Matias, Director do IESM seguindo-se depois uma lição inaugural ministrada pelo Major Borges sob o tema “A Guerra não declarada: As campanhas militares portuguesas nos teatros africanos 1914-1915”.

O orador que se seguiu foi o titular da pasta da Defesa Nacional que durante o seu discurso confirmou que o processo de revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR), que será brevemente apresentado, tem como princípio a valorização da “carreira militar” e permitirá a normalização dos “fluxos das carreiras, tendo em conta as necessidades do serviço efetivo” e a “progressão coerente na carreira” baseada “na formação inicial e continuada dos militares”.

José Pedro Aguiar-Branco dirigiu-se aos alunos e auditores, referindo que, no final do processo de revisão do EMFAR, a carreira militar será mais “aliciante” e será salvaguardada a sua “especificidade”. “Estou convencido de que a revisão do EMFAR, no enquadramento geral da Reforma em curso, permitirá ter militares mais motivados e mais bem preparados para executar a missão que decidiram abraçar quando se alistaram”, frisou.

Para o ministro da Defesa Nacional, o novo enquadramento legal permitirá também obter “um maior e melhor produto operacional junto das Forças Armadas o que, por sua vez elevará os níveis motivacionais de todos“.

Negando qualquer medida de “suspensão de passagem à reserva” - ao contrário do alguns dados “alarmistas”, que têm sido incorretamente lançados – o titular da pasta da Defesa Nacional assegurou que a passagem à reserva dos militares, “ao abrigo de regimes transitórios” está “devidamente salvaguardada”.

Relativamente ao processo de progressão na carreira, o ministro da Defesa Nacional adiantou que será viabilizado “um sistema de avaliação comum às Forças Armadas, privilegiando o mérito como factor base”.

A Revisão do Conceito Estratégico Militar, a Lei da Defesa Nacional e a Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas, foram também das medidas tomadas apontadas por José Pedro Aguiar-Branco e que, conforme refere, consubstanciaram a primeira fase dos trabalhos da “Reforma 2020”. Na segunda fase, foram desenvolvidas as novas Leis Orgânicas do Ministério da Defesa Nacional, do Estado-Maior-General das Forças Armadas e dos Ramos, estando agora na fase final do processo legislativo.

Aguiar-Branco adiantou ainda que está em curso a adequação do projecto da Lei da Programação Militar a uma política de investimento público de médio prazo, tendo como base o planeamento estratégico da NATO e a estratégia orçamental do Estado. Será também apresentada, até ao final da legislatura, “uma Lei de infraestruturas militares, que irá ao encontro do esforço e das necessidades até agora efectuadas”.(Defesa)

sábado, 22 de Novembro de 2014

Conferência “Prisioneiros de Guerra durante o Século XX”,

“Prisioneiros de Guerra durante o Século XX”, é o tema de uma conferência internacional que tem lugar em Lisboa, na faculdade de Ciências Sociais e Humanas, nos dias 24 e 25 de Novembro.

EFEMÉRIDE - AUMENTO AO EFECTIVO DO NRP CORTE-REAL

Foi a 22 de Novembro, do ano de 1991 que foi aumentado ao efectivo da Marinha Portuguesa a Fragata Corte-Real.

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Apresentação do Livro "Nós, Enfermeiras Paraquedistas"

A Força Aérea Portuguesa apresenta o livro "Nós, Enfermeiras Para-quedistas", no auditório do Estado-Maior da Força Aérea (Alfragide), dia 26 de Novembro, pelas 18h00. 

O livro foi coordenado por Rosa Serra e conta com um prefácio do professor Adriano Moreira. (FAP)

ADESÃO DO MUSEU MILITAR DE ELVAS E DO MUSEU MILITAR DO PORTO À REDE PORTUGUESA DE MUSEUS

O Exército, através do Museu Militar de Elvas (MME) e do Museu Militar do Porto (MMP), da Direcção de História e Cultura Militar, foi distinguido em cerimónia pública, realizada em 14 de Novembro, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, pela atribuição do diploma e da placa de credenciação à Rede Portuguesa de Museus (RPM).

Termina assim, com sucesso, um longo processo que se iniciou com a apresentação das respectivas candidaturas no final de 2010, seguindo-se posteriormente as visitas técnicas, os relatórios preliminares e os relatórios finais, elaborados pela equipa da RPM, que sustentaram o parecer favorável de adesão a esta rede, pela Secção Especializada dos Museus, da Conservação e Restauro e do Património Imaterial, do Conselho Nacional de Cultura, e que culminou com a publicação do Despacho Nº 6946/2014, de S. Exª o Secretário de Estado da Cultura, em Diário da República, IIª Série, Nº 102, de 28 de maio de 2014.

"Símbolo inquestionável de qualidade e profissionalismo museológicos, a Rede Portuguesa de Museus mantém-se como projecto estruturante da política cultural portuguesa, contribuindo para a valorização de cada museu que a integra e, simultaneamente, para o reforço estratégico do seu conjunto", é a mensagem retirada da Direcção Geral do Património Cultural.

O Exército congratula-se com a recente adesão dos dois museus militares à RPM, cuja rede integra 142 museus nacionais reconhecidos oficialmente pela qualidade técnica no cumprimento das funções museológicas. (Exército)

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

EXERCÍCIO DE CIBERDEFESA "CIBER PERSEU" 2014

No período de 10 a 13 de Novembro decorreu o exercício de ciberdefesa “Ciber Perseu 2014”. Este exercício teve por objectivos testar e validar no Exército procedimentos na área de ciberdefesa e disponibilizar ao país uma estrutura de exercício a que se puderam associar Instituições, Organizações e Empresas que pretenderam aproveitar esta oportunidade para treino interno e cooperativo.

O ciberespaço, sem limitações geográficas, facilita o lançamento de ataques a partir de qualquer local. Estas novas ameaças, devido à sua natureza assimétrica e efeitos potencialmente eruptivos e destrutivos, materializam sérios riscos para a Segurança e Defesa do Estado. Neste âmbito, enquanto que os riscos para a segurança se enquadram no âmbito da cibersegurança, os riscos para a Defesa do Estado enquadram-se no domínio da ciberdefesa, exigindo uma participação activa das Forças Armadas.

Tendo consciência de que a eficácia das acções de defesa do ciberespaço depende, fundamentalmente, da actuação sinérgica e colaborativa da sociedade portuguesa, o Exército decidiu disponibilizar esta oportunidade de treino a um conjunto alargado de entidades que têm um papel relevante na protecção do ciberespaço e que tiveram a possibilidade de participar no exercício na qualidade de “Jogador” ou de “Observador”.

A participação na qualidade de “Jogador”, permitiu às diversas entidades o desenvolvimento do seu plano de treino interno, integrado com o cenário geopolítico criado para o exercício, possibilitando o treino sincronizado de todas as entidades participantes, dando assim um acrescido realismo aos incidentes criados e aos respectivos planos de mitigação expectáveis.

Com o estatuto de “Jogador”, participaram diversas entidades, nomeadamente:Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Compta, Electricidade de Portugal (EDP), Edisoft, EID,Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Força Aérea, Guarda Nacional Republicana, Instituto Politécnico de Beja, Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC), Marinha, NOS, Polícia Judiciária, Portugal Telecom,Redes Energéticas Nacionais (REN), Rede Ferroviária Nacional (REFER), Universidade do Minho, Unisys, TEKEVER, Vieira de Almeida Associados e a Vodafone. Com o estatuto de “Observador” participaram 19 entidades.

O último dia do exercício contou com a presença de Sua Excelência o Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, que ressalvou a importância da cibersegurança e da ciberdefesa no mundo actual, bem como a necessidade de se ter quadros preparados para responder a este tipo de ameaças. (Exército)

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE O REGIMENTO DE ENGENHARIA Nº1 E A CÂMARA MUNICIPAL DO SARDOAL

Decorreu no passado dia 12 de Novembro de 2014 a assinatura do protocolo de colaboração entre o Regimento de Engenharia Nº 1 e a Câmara Municipal do Sardoal, enquadrando-se no âmbito do emprego da Engenharia Militar em Missões de Interesse Público.

O Protocolo estabelecido visa a execução de trabalhos inerentes à criação de faixas de gestão de combustíveis, nomeadamente beneficiação e alargamento do itinerário entre Entrevinhas e Presa, através de trabalhos de desmatação, nivelamento, compactação e de regularização de valetas.

A assinatura foi efectuada no edifício “Luís Serrão Pimentel” no RE1 em Tancos, pelo Comandante do RE1, Coronel de Engenharia João Manuel Pires e pelo Presidente da Câmara Municipal do Sardoal, Dr António Miguel Cabedal Borges. (Exército)

AQUARTELAMENTO PORTUGUÊS NO KOSOVO RECEBE VISITA DO MINISTRO DA DEFESA HÚNGARO

O Camp Slim Lines, aquartelamento português da "Kosovo Tactical Reserve Manoeuvre Battalion" - KTM do COMKFOR recebeu, no passado dia 14 de Novembro, a visita do Ministro da Defesa Húngaro (MoD), Csaba Hende.

O Ministro húngaro foi recebido pelo Comandante da KTM, TCor José NEVES, tendo-lhe sido prestadas as honras militares respectivas, cabendo ao 2º Comandante da KTM, Maj Sándor Horváth, o comando das forças do contingente húngaro da KTM.

Durante a visita, o MoD húngaro fez um discurso perante o contingente húngaro, relevando a importância da missão da KFOR para a estabilização da região.

A Hungria é um dos Estados contribuintes mais importantes da KFOR, com um efectivo de 310 militares no terreno, os quais desempenham funções no comando da KFOR, na KTM e no Multinational Battle Group East.

Actualmente, Camp Slim Lines, em Pristina, é um campo português, no qual está sediada a KTM. O campo tem 177 militares portugueses e 134 militares húngaros da KTM, acrescendo a estes 44 militares do NCC/NSE húngaro.

O Ministro da Defesa Húngaro assinou o livro de honra do 1BIPara/FND/KFOR, tendo enaltecido a excelente cooperação entre militares húngaros e portugueses na defesa de valores comuns para a paz e estabilidade do Kosovo e da região dos Balcãs. No final da visita, agradeceu ainda a recepção que os militares do campo Slim Lines lhe proporcionaram, desejando a todos a continuações de uma boa missão. (EMGFA)

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

NRP Viana do Castelo salva mais vidas no mediterrâneo

Ontem, 17 de Novembro, o Navio Patrulha Viana do Castelo efectuou uma nova acção de salvamento de 80 pessoas que se encontravam numa embarcação de borracha com motor, na posição das 80 milhas a nordeste de Trípoli, capital da Líbia.

​A operação de recolha destes imigrantes para bordo do navio português teve o seu início pelas 18h00, ficando concluída cerca das 19h45 (hora de Lisboa).

Das 80 pessoas, dos quais 19 são mulheres (uma delas grávida), apresentavam sinais de hipotermia e desidratação tendo sido prestados de imediato, os cuidados primários de saúde e sido distribuídos bens alimentares, água e cobertores.

O Patrulha Oceânico da Marinha Portuguesa, que já tinha a bordo 122 outras pessoas que recolheu a 65 milhas a norte de Tripoli, ficou, após esta nova acção de salvamento, com um número total de 202.

Concluídas estas duas acções, o NRP Viana do Castelo dirigiu-se para o porto de Catânia, Sicília, onde atracou hoje, pelas 10h30 (hora de Lisboa), tendo procedido ao desembarque dos 202 ex náufragos e efectuado a sua entrega às autoridades locais.

O patrulha oceânico Viana do Castelo encontra-se no Mediterrâneo Central, desde 02 de Novembro e, até ao momento, efectuou o salvamento de mais de quatro centenas de vidas provenientes do Norte de África. (Defesa)

domingo, 16 de Novembro de 2014

COMEMORAÇÃO DO DIA NACIONAL DO MAR

No dia 16 de Novembro assinala-se o Dia Nacional do Mar, a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional comemoram a efeméride através de várias iniciativas destinadas ao público em geral e que visam divulgar e celebrar o Mar.

sábado, 15 de Novembro de 2014

MDN e Instituto Politécnico de Tomar parceiros no Turismo Militar

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional considerou o protocolo de cooperação assinado esta sexta-feira entre o Ministério da Defesa Nacional (MDN) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) como “uma nova etapa no desenvolvimento do Turismo Militar”.

“Prezamos muito a comunidade académica e tudo faremos para envolver na linha da frente as autarquias e as entidades regionais com responsabilidades no Turismo, sem as quais não será possível fazer do Turismo Militar um fenómeno do qual nos possamos orgulhar”, explicou Berta Cabral numa intervenção no Auditório do IPT, em que revelou o logótipo que identificará a marca deste segmento do Turismo.

O Turismo Militar, que pretende valorizar a história militar e todo o património nacional que lhe está associado, terá uma associação sem fins lucrativos, aberta a todas as pessoas singulares ou colectivas que desenvolvam, directa ou indirectamente, actividades no sector de Turismo.

Em causa está um universo patrimonial que engloba unidades militares, museus militares, campos de batalha, espólio documental, necrópoles, monumentos e outro património edificado sob a tutela do Ministério da Defesa Nacional mas também de outras entidades estatais e municipais, ou mesmo sob propriedade de privados, que queiram associar-se a este movimento e reúnam condições para o efeito.

“Ao nível dos roteiros, por exemplo, tanto o IPT como o Exército, através da Brigada de Reacção Rápida e da Direcção de História e Cultura Militar, têm um histórico meritório que nos permitirá avançar de imediato com um conjunto de circuitos e itinerários nas regiões de Lisboa, Médio Tejo e de Elvas, autênticos projectos-piloto para o todo nacional”, revelou a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, acrescentando que, em breve, serão apresentados um sítio na internet e uma aplicação para dispositivos móveis específicos para o Turismo Militar.

Evocando o Centenário da Grande Guerra, Berta Cabral falou de novos caminhos e avançou o exemplo francês, onde o Turismo da Memória já movimenta mais de 7 milhões de turistas anualmente. Entre 2010 e 2013, o número de visitantes a memoriais em França, sobretudo monumentos e cemitérios militares, aumentou 16 por cento.

“O Turismo Militar, em todas as suas vertentes, reúne todas condições para dar um contributo importante para a manutenção e criação de postos de trabalho, com a vantagem de ser menos sazonal do que outros tipos de turismo”, afirmou a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional.

Imediatamente após a assinatura do protocolo realizou-se o seminário "Turismo Militar: um projecto dinamizador de destinos turísticos”, com intervenções de especialistas académicos e um militar, na presença dos Presidentes das Câmaras Municipais de Tomar, Aveiro, Abrantes, Constância, Sardoal e Vila Nova da Barquinha e de outras entidades ligadas ao Turismo. (Defesa)

NRP VIANA DO CASTELO EMPENHADO EM ACÇÃO DE SALVAMENTO NA LÍBIA

O NRP Viana do Castelo, que se encontra em patrulha ao largo da ilha italiana de Lampedusa, a sul da Sicília, no âmbito da Operação “TRITON 2014” da Agência FRONTEX, foi hoje empenhado numa ação de salvamento marítimo, para recolher 196 pessoas a bordo de uma embarcação de madeira, a 45 milhas a noroeste de Tripoli, capital da Líbia.

Chegados ao local foram recolhidas 15 crianças, incluindo um bebé de 1 ano e as restantes com idades até aos 10 anos, 20 adultos do género feminino e 166 do género masculino, num total de 201 imigrantes provenientes da Líbia, e de vários países de África.

Muitos dos náufragos encontravam-se com sinais de pré-hipotermia, desidratados e com fome, tendo-lhes sido prestados cuidados médicos primários e distribuída água, bebidas quentes, comida, cobertores e abrigo.

De salientar que durante o mesmo dia foram registados vários pedidos de ajuda às autoridades italianas, tendo sido empenhados diversos meios militares e civis.

A acção foi coordenada pelo Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo de Roma e pelo Centro Coordenador Internacional da Agência FRONTEX, em Roma.

A operação de salvamento foi dada como terminada cerca das 22h00, horas locais, estando o patrulha oceânico Viana do Castelo a dirigir-se ao encontro do navio da Marinha Italiana “San Giorgio”, que irá receber os imigrantes para posteriormente os desembarcar em terra.

O NRP Viana do Castelo permanecerá na área de patrulha disponível para outras acções de salvamento marítimo que surjam nas próximas horas. (mgp)

sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

Ministro da Defesa Nacional preside ao encerramento do exercício Ciber Perseu 2014

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco presidiu, ontem, ao encerramento do exercício Ciber Perseu 2014, no comando das Forças Terrestres, em Oeiras.

O major-general Arnaut Moreira, Director do exercício, fez uma apresentação detalhada tendo explicado que o Ciber Perseu é uma prática em que "o Exército disponibiliza ao País uma estrutura de Exercício a que se podem associar Instituições, Organizações e Empresas, que pretendam aproveitar esta oportunidade para treino interno e cooperativo”, tendo destacado o “entusiasmo crescente” dos participantes.

“Cada um treinou o que tinha que treinar nas suas áreas críticas; no final, o País saiu mais forte”, “as pessoas conheceram-se” e “este trabalho de interacção permitiu também associar cadeias de efeito dominó, que podem resultar num ataque no ciberespaço feito com uma dimensão apreciável”, referiu o general.

Pela primeira vez neste exercício, foi também integrada uma componente jurídica, para emitir pareceres e proporcionar um alinhamento jurídico, permitindo que as organizações participantes respondam de forma igual, através dos seus departamentos.

Antes do encerramento da sessão, o ministro da Defesa Nacional dirigiu algumas palavras aos presentes e saudou a “realização do exercício no modelo em que foi seguido porque esta interacção e cooperação permite duas coisas: uma capacidade de resposta mais eficaz e que haja um conhecimento mútuo e um desbravar de fronteiras, entre a dimensão militar e civil, o que é um valor acrescentado e ajuda a perceber melhor este dois mundos”.

José Pedro Aguiar-Branco relembrou ainda que a cibersegurança é uma “prioridade” estabelecida pelo novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional.

O Ciber Perseu 2014 incorporou a experiência adquirida pelo Exército, no âmbito dos exercícios multinacionais da NATO, envolveu elementos da Estrutura de Comando, da Estrutura Base e elementos da Componente Operacional do Sistema de Forças do Exército. Relativamente à componente civil participaram empresas como a EDP, a REN, o BANIF e Instituições como a Universidade do Minho, entre outros.(DN)

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Chegam ao fim 12 anos de presença portuguesa no Afeganistão

Os últimos 56 militares ao serviço da Força Internacional de Segurança deixam o país esta quarta-feira. Em 2015, serão enviados apenas 10 militares, numa missão de apoio e aconselhamento às forças afegãs.

Portugal deixa, esta quarta-feira, o Afeganistão, após 12 anos de missão que movimentou 3.100 militares dos três ramos das forças armadas.

Tudo começou em 2002, quando Portugal iniciou a sua participação na ISAF, a Força Internacional de Assistência para Segurança, com militares e um c-130. Era o início de uma época que viria a marcar as forças armadas portuguesas, na qual a Força Aérea esteve desde o primeiro dia, como destaca, em entrevista à Renascença, o porta-voz do ramo, tenente-coronel Rui Roque.

"A primeira projecção de capacidades revestiu-se da integração de pessoal especializado numa equipa médico-sanitária dos três ramos das forças armadas e também do destacamento de uma aeronave de transporte C-130. A projecção de qualquer uma destas capacidades viria a ter várias repetições ao longo destes 12 anos de contributo da Força Aérea Portuguesa para a Força Internacional de Estabilização e Assistência da NATO", diz Rui Roque.

Pelo Afeganistão passaram, só da Força Aérea, 700 militares. O treino foi contínuo, a logística volumosa e a prontidão máxima foi exigida.

Três anos depois, Portugal foi chamado a liderar o grupo de comando do aeroporto de Cabul e, mais uma vez, mostrou-se disponível. "É de realçar a responsabilidade nacional pelo comando do aeroporto internacional de Cabul ,que se verificou em 2005, por um período de cerca de quatro meses, comando esse liderado pela Força Aérea. Nesse mesmo ano, foi colocado no terreno a primeira equipa de controladores aéreos avançados da Força Aérea, equipas muito especializadas que deram um contributo muito importante, fundamental para o sucesso de um elevado número de missões de apoio aéreo próximo às tropas no terreno", conta o porta-voz da Força Aérea.

As condições do país nunca foram fáceis, mas o calor e as diferenças culturais foram sendo ultrapassados. A missão foi cumprida e o rigor e empenho elogiados.

Ainda em 2005, avançava para o terreno uma força de reacção rápida, formada por uma companhia do Exército, que esteve três anos naquele teatro de guerra. Foram os primeiros a entrar em acção no conflito directo, e portanto com maior risco.

A contribuição portuguesa volta a mudar de forma em 2008, com a OMLT, uma equipa operacional e de ligação, e depois com destacamento de um c-130 para transporte aéreo no território.

No ano seguinte, entra em acção uma divisão para assessorar as forças armadas afegãs e uma aeronave de transporte em apoio ao processo eleitoral naquele país.

Já em 2010, Portugal volta a colocar no terreno uma força de reacção rápida e no final do ano é projectado um grupo e instrutores da Marinha, Força Aérea e Exército para ajudar na fase de transição. Passam a estar no terreno 192 militares, fora a OMLT de Kabul, as pessoas destacadas nos quartéis generais e o piloto de f-16.

A partir de 2011, equipas da Marinha, Exército, Força Aérea e GNR passam a estar envolvidas na formação e treino das forças armadas e da polícia do Afeganistão. Foi assim até agora e o balanço é positivo, considera Rui Roque.

"A participação nacional e a participação da Força Aérea não tiveram só a vertente de combate, mas, fundamentalmente, a vertente de apoio às populações, que é sempre algo que nos enriquece como pessoas. Teve também a capacidade de transmitir aos nossos camaradas afegãos no terreno a possibilidade de poderem gerir e formar as suas próprias capacidades e valências em termos formativos e, depois, há todo um manancial de recordações de tudo aquilo que acontece neste tipo de situações muito específicas, que serve para enriquecer as experiências pessoais e institucionais de quem passou por este teatro de operações", relata.

Os últimos 56 militares ao serviço da Força Internacional de Segurança deixam o Afeganistão esta quarta-feira. Em 2015, serão enviados apenas 10 militares numa missão de apoio e aconselhamento às forças afegãs.

Chega ao fim uma época na história das forças armadas portuguesas que deixou marcas nos mais de 3 mil militares que por ali passaram, umas mais dolorosas que outras. (RR)

Marinha realiza exercício PRONTEX 14

O exercício tem como cenário fictício um conflito entre três países fronteiriços, que originou uma escalada de violência com graves consequências para a população e estabilidade da região. Devido à ruptura total entre as partes envolvidas é destacada uma força naval multinacional com o objectivo de garantir o cumprimento das resoluções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de forma a proporcionar paz e estabilidade à região.

Este exercício conta com a participação de nove navios de superfície e um submarino da Marinha Portuguesa, vários meios da Força Aérea Portuguesa e compreende, ainda, duas fragatas da Real Marinha de Marrocos.

A força naval multinacional é comandada no mar pelo Capitão-de-mar-e-guerra António Manuel Gonçalves Alexandre, sendo o Exercício PRONTEX 14 realizado sob o comando do Comandante Naval, Vice-almirante José Domingos Pereira da Cunha.
(Rádio Sines)

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Chefe de Estado-Maior da Força Aérea alerta para riscos da redução de meios

O Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, José Araújo Pinheiro, alertou, hoje, na ilha Terceira, para os riscos que a redução de meios físicos e humanos acarreta para o cumprimento das missões.

"Perante a complexa situação que a Força Aérea vive ao nível dos seus pilotos, particularmente os mais qualificados, e a realidade orçamental nos últimos anos, as opções de resposta vão sendo mais limitadas, sendo já notória uma redução da capacidade de prontidão e um consequente aumento do risco operacional", frisou.

José Araújo Pinheiro discursava na cerimónia de rendição do Comandante da Base Aérea n.º4, nas Lajes, na ilha Terceira, Açores, onde Eduardo Faria foi substituído por Tito Mendonça.

Apesar das dificuldades, garantiu que a Força Aérea tem feito todos os esforços para manter um "clima de segurança e bem-estar nas pessoas" da Região Autónoma dos Açores.

"O conhecimento geral tem-nos levado a tomar medidas para adequar as horas de voo e aprontamento de tripulações ao máximo possível e financiável e a determinar como prioritárias as missões de soberania e de segurança humana, com ênfase no apoio às ilhas, ou seja, orientar o esforço para as missões críticas e de inquestionável relevância", salientou.

Destacando a "relação íntima" entre a Força Aérea a comunidade local na ilha Terceira, que não se verifica de forma igual noutras partes do país, José Araújo Pinheiro sublinhou que as missões de busca e salvamento e as evacuações sanitárias sempre foram consideradas prioritárias na base das Lajes, entre as "vastas" responsabilidades da Força Aérea.

"No que concerne à Base Aérea n.º 4, sempre foi dado relevo às missões de busca e salvamento e à evacuação sanitária, pelo que, apesar de todos os constrangimentos, se tem feito tudo para garantir a prontidão dos meios afectos a estas tarefas de socorro e assistência", frisou.

O Chefe de Estado-Maior da Força Aérea realçou ainda o "espírito de missão" dos militares e civis da base, "a quem de forma continuada tem sido pedido muito mais do que seria normal".

"A recorrente redução de recursos humanos e materiais tem obrigado a um grande empenho e enorme exigência individual e colectiva de todos os militares e civis", apontou, acrescentando que o "quadro difícil" se repete em cada órgão ou unidade da Força Aérea.

José Araújo Pinheiro salientou também o "exemplo único e marcante de cooperação e relacionamento" com os Estados Unidos da América, com quem a Força Aérea portuguesa partilha infraestruturas nas Lajes, há mais de 68 anos, "em perfeita sintonia, espírito de entreajuda e sã convivência na persecução de objectivos comuns de preservação da paz".

"No contexto internacional, importa referir que apesar das mudanças geo-estratégicas, as Lajes continuam a ser uma facilidade aeronáutica extremamente importante face à sua localização central no Atlântico, como ponto de apoio para aeronaves em trânsito e para operações militares", frisou.

Por sua vez, o novo comandante da Base Aérea n.º 4, Tito Mendonça, disse estar "consciente dos obstáculos e dos condicionamentos" que terá de enfrentar, mas confiante de que conseguirá cumprir o seu dever.

"Tenho consciência das dificuldades que nos esperam. Acredito no profissionalismo, talento, generosidade e dedicação de quantos servem esta unidade. Não regatearemos esforços e tudo faremos para responder de forma eficiente e rigorosa aos desafios que encontrarmos pela frente", salientou. (DN)

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Conversas Informais no Museu de Marinha


ABERTURA SOLENE DO ANO LECTIVO 2014/2015 NA ACADEMIA MILITAR

Realizou-se, em 05 de Novembro de 2014, no Grande Auditório do Aquartelamento da Academia Militar na Amadora, a Sessão Solene de Abertura do Ano Lectivo 2014/2015 da Academia Militar (AM).

Na sessão, presidida por S. Ex.ª a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Dr.ª Berta Cabral, estiveram presentes as mais altas individualidades do Exército, bem como outros ilustres convidados civis e militares, titulares ou representantes das mais prestigiadas instituições do ensino superior universitário civil e militar nacional. Tal facto, para além de traduzir uma inequívoca manifestação de apreço pela AM, conferiu especial brilho, dignidade e relevância ao evento, motivo de enorme orgulho para o Comando da AM, para todos os que nela prestam serviço e, em particular, para os seus alunos.

Na sua essência, a Sessão Solene de Abertura do Ano Lectivo é o ato académico que marca formalmente o início de um novo ano de actividade na AM e onde, a par da apresentação de um balanço do ano lectivo transacto, são esboçadas as expectativas e enunciadas as linhas gerais, no plano académico, orientadoras do ano que ora se inicia.

A sessão teve início com a alocução do Exmo. Tenente-General Comandante da AM seguida da tradicional Lição Inaugural de título“Um Pequeno Poder Num Jogo de Grandes – Portugal e a Grande Guerra”, proferida de forma brilhante pelo Prof. Doutor António Telo.

No decurso da sessão solene destacaram-se ainda: a entrega das Cartas de Curso e Diplomas aos Alunos que concluíram os respectivos cursos e a entrega dos Prémios Escolares aos alunos que mais se distinguiram no ano anterior.

A encerrar a sessão, foi entoado o Hino Nacional pelo Grupo de Metais da Banda Sinfónica do Exército e pelo Coro da AM.(Exército)