13 de fevereiro de 2016

Exército americano investiga vírus zika

Dois departamentos de investigação biológica ligados ao Exército americano estão a estudar o vírus zika em vários locais do mundo e, embora não tenham uma presença oficial no Brasil, estão a colaborar com as autoridades daquele país no combate da epidemia. “As capacidades e os recursos do Governo dos Estados Unidos estão a responder rapidamente para definir uma vacina”, explicou ao Expresso Debra L. Yourick, directora do Serviço de Educação Científica e Comunicações Estratégicas do Walter Reed Army Institute of Research (WRAIR).

O Instituto de Investigação Médica de Doenças Infecciosas (USAMRIID, na sigla em inglês), organismo tutelado pelo Exército norte-americano, é parceiro do WRAIR nesta missão. Auto intitula-se o “berço da defesa biológica médica” e, criado em plena Guerra Fria, agrega investigadores que estudam ameaças como o antrax, o botulismo, o ébola e outras febres hemorrágicas e também estuda insetos capazes de transmitir novas doenças, como o zika.

Andrew Haddow, entomologista que trabalha para o USAMRIID na parceria com o WRAIR, é neto de Alexander Haddow, o investigador que isolou pela primeira vez o zika num macaco, em 1947. Pesquisador na mesma área que o avô, estuda vírus transmitidos por espécies crípticas de insectos (que apresentam mutações genéticas). “Estão por todo o mundo, mas detectá-las é um desafio”, respondeu ao Expresso quando confrontado com a possibilidade de existirem mosquitos ainda desconhecidos e que representem ameaças à população mundial.

Criado em 1969, o instituto tem liderado pesquisas para encontrar soluções médicas, em primeiro lugar para defender os soldados norte-americanos de ameaças biológicas. Vacinas, medicamentos, meios de diagnóstico e conteúdo informativo são continuamente produzidos pela instituição, que, em associação com o Centro de Controlo de Doenças (CDC) e a Organização Mundial de Saúde, tenta estabelecer parâmetros de identificação de agentes biológicos relevantes, como espécies novas de mosquitos.

Na página do USAMRIID na internet, é explicado ainda que a colaboração com empresas privadas do sector farmacêutico ou organismos públicos norte-americanos como o Departamento de Saúde ou de Segurança Interna são um objectivo da instituição, de forma a desenvolver produtos de defesa das populações e das Forças Armadas daquele país. Um dos produtos que resultou desta aliança foi a recente vacina contra a dengue.

Com uma equipa de 62 pessoas, entre civis e militares, o WRAIR dedica-se a produzir estudos laboratoriais detalhados sobre grupos de insectos transmissores de viroses de dimensões epidemiológicas. Graças a este trabalho, o número de espécies de mosquitos identificadas no Museu de História Natural dos Estados Unidos passou de 200 mil em 1961 para cerca 1,5 milhões. É, a nível mundial, a maior base de dados deste tipo, com fins de investigação biológica. O Brasil também colabora com o WRAIR na identificação de agentes transmissores de doenças como a malária, a dengue e na investigação de novos tipos de repelentes.

Há milhares de anos vírus como o zika circulam entre macacos e outros animais em florestas tropicais. Quando são transmitidos para os seres humanos, muitos destes vírus continuam a ser pouco interessantes para os cientistas, por causarem sintomas pouco expressivos, semelhantes a síndromes gripais. Até que surtos de maior expressão sejam noticiados. Desde que o zika foi isolado, mais de 300 doenças contagiosas foram reportadas em populações, que nunca antes tinham sofrido exposição a estes vírus e outras doenças ressurgiram, depois de já terem sido consideradas erradicadas. (Expresso)

O primeiro voo transatlântico de um F-35

Um F-35 da Força Aérea italiana completou na sexta-feira o primeiro voo transatlântico feito por uma destas aeronaves, numa viagem considerada histórica.

O F-35 aterrou no dia 5 de Fevereiro na base naval e aérea de Patuxent River, no estado norte-americano de Maryland, após uma viagem de sete horas com partida da Base das Lajes, nos Açores.

A jornada, no entanto, começara no dia anterior, quando o F-35 saiu da base aérea de Cameri, na Itália. Apesar dos fortes ventos e de alguma turbulência, explica o site Defense News, o F-35 teve uma performance exemplar durante a viagem, confirmou o piloto, o major Gianmarco. (DN)

12 de fevereiro de 2016

General José Pinheiro "As Forças Armadas deixaram de ser opção para os jovens"

A poucos dias de concluir o mandato como chefe militar, general José Pinheiro assume que a Força Aérea existe para fazer a guerra. Mas, tendo capacidades para apoiar as autoridades civis, é categórico: "Faça-se e faça-se muito"

Que balanço faz do seu mandato à frente da Força Aérea?

Foi complexo. Tivemos de ter capacidade para reagir a uma situação orçamental muito difícil. Passaram cinco anos e a Força Aérea Portuguesa [FAP] continua a voar, a operar e em segurança, a ser equilibrada, com capacidades... a FAP ou voa ou não existe. Perante as dificuldades orçamentais, que obrigaram a tirar pilotos do voo, tivemos de usar todas as opções para continuar a cumprir as missões em segurança. Isso é algo não negociável.

Uma centena de pilotos inscreveu--se na associação de oficiais...

Não me preocupa quem se inscreve na AOFA. Para me dizerem as preocupações que têm não precisam de ir para a AOFA...

Como entendeu esse movimento?

Um acto individual, não como um sentimento de revolta. Sou o primeiro a ficar preocupado com o que fazemos. A minha preocupação fundamental é que o que faço, o que determino que se faça seja feito em segurança. Nunca dei autorização para se voar sem condições de segurança adequadas e isso é algo que, a determinada altura, foi dito... nunca! Nunca ninguém me confrontou a dizer "não temos condições de segurança para fazer esta missão".

Nem na esquadra dos aviões de transporte C-130?

Não! Acha razoável mandar alguém para o ar assumindo que não tem condições de segurança? Agora pode não haver condições de segurança ideais e temos de adoptar os procedimentos adequados, como é o caso do C-130. O C-130 tem todas as condições de segurança, não pode é voar para certos sítios e certas altitudes. Indo para o ar, têm condições de segurança. Cumprimos as missões e somos muito bons, fazemos muito bem. O programa de alienação do F-16 à Roménia é um exemplo de competência.

Como é que está a decorrer?

Muitíssimo bem. Estamos a ajudar uma Força Aérea aliada a adquirir uma capacidade completamente nova, a formar pilotos, mecânicos... é criar uma coisa de raiz. É a FAP que o está a fazer e foram outros que entenderam que era a que estava em melhores condições para isso.

A reposição salarial vai desequilibrar as despesas na FAP?

É mais prudente, enquanto não tiver o orçamento atribuído, não fazer comentários. Em termos de despesas, a FAP gastou em 2015 cerca de 61% com pessoal, 10% com operação e 29% em apoio e investimento. Em 2011, com as dificuldades orçamentais, fizemos um plano de contingência até 2018 para ver onde se podia fazer economias, recentrar investimentos no sentido de assumir algum impacto da redução das horas de voo. Tivemos um corte drástico nas horas de voo em 2012, foi o número mais baixo de sempre... em 2010 fizemos 23 mil horas e em 2012 fizemos 15 mil. Isso teve consequências graves, algumas públicas, como ter menos disponibilidade para qualificar pilotos.

A missão na Madeira foi afectada...

Apenas retirei o piloto comandante, o helicóptero passou a ter um tempo de resposta mais alongado. A situação está estabilizada. A segunda tripulação nos Açores não, pois ainda não conseguimos gerar o número de pilotos comandantes para ter um dispositivo normal das tripulações do EH101. Procuramos qualificar os pilotos o mais depressa possível, mas demora tempo porque isso faz-se com horas de voo.

A FAP tem dificuldades de recrutamento?

Temos em algumas especialidades. Notamos diminuição no número de candidaturas e menos apetência para algumas especialidades. As Forças Armadas também deixaram de ser uma opção a considerar quando os jovens acabavam o ano escolar... os ciclos de recrutamento passaram a ser no fim do ano, por causa do controlo de efectivos e financeiro. Temos de encontrar um mecanismo para que, aos olhos das pessoas, servir nas Forças Armadas seja tão prestigiante como quem cá está sente que é. Temos de desmistificar que não se faz nada, não servimos para nada... fazemos muito e todos os dias. É evidente que as Forças Armadas não existem para buscar doentes, mas para a guerra. Mas se temos a capacidade de fazer, faça--se e faça-se muito. Quando vou buscar alguém estou a treinar...

A queda do preço dos combustíveis ajudou a voar mais...

Tem facilitado. Temos conseguido comprar mais combustível e aumentar as horas de voo. A FAP é um ramo muito focado na missão, nas horas de voo, nas qualificações dos pilotos, dos mecânicos, do pessoal de apoio... a margem de erro é muito pequena porque o erro paga-se caro. O erro pode repercutir-se daqui a algum tempo de forma dramática.

Como há anos, com o avião de instrução T37...

É verdade, daí a importância de termos hoje a Autoridade Aeronáutica Nacional e um gabinete de aero navegabilidade, responsável por assegurar que os meios aéreos militares têm garantia de aero navegabilidade e de formação dos mecânicos.

Como vê a FAP no médio prazo?

Tem de continuar a operar de forma bastante eficiente, tem de continuar a investir na qualidade da formação das pessoas, na qualidade e na prontidão dos meios, com capacidade para reagir a contingências... mas vejo uma FAP com ameaças, nomeadamente a atrição de pessoas e não estou só a falar de pilotos.

É melhor modernizar o C-130 ou esperar pela nova aeronave?

Os projectos de modernização e de substituição não são incompatíveis, são complementares. A modernização até pode facilitar a alienação dos C-130, porque os torna mais valiosos. Há um processo de muito curto prazo inscrito na Lei de Programação Militar (LPM)...

Há muitos anos...

É verdade, mas agora existe intenção de implementar a modernização. Precisamos de aumentar a flexibilidade de uso do C-130.

A modernização dará mais quantos anos de vida útil aos C-130?

Estamos a projectar para dez anos, no máximo.

A retracção da presença americana nas Lajes vai afectar a FAP?

No que respeita às operações, evacuações, transportes, transportes médicos, não tenho razão para estar preocupado porque a cooperação e as equipas que os norte-americanos tinham está garantida.

O novo aeroporto de Lisboa é compatível com a base do Montijo e o Campo de Tiro de Alcochete (CTA)?

Poderá ser. Agora, no âmbito deste processo Portela+1, a questão do CTA não foi analisada. É difícil compatibilizar as duas coisas numa zona restrita. Mas temos de ver como.

Foi à apresentação do Montepio Militar. É um sinal de descrença no regime de Assistência na Doença dos Militares (ADM)?

De todo. A ADM é fundamental, é algo em que acredito. Porque é que o CEMFA estava lá? Curiosidade. A ADM e o IASFA não me parecem substituíveis, como os vejo hoje. (Fonte: DN)

10 de fevereiro de 2016

Militares portugueses deverão reforçar contingente no Mali ou RCA

O ministro da Defesa Nacional confirmou esta quarta-feira mais militares portugueses nas Forças Nacionais Destacadas (FND), provavelmente no Mali ou na República Centro Africana, a pedido francês, após os ataques terroristas de 13 de Novembro de 2015, em Paris. 

"O esforço não só é para manter, como é aliás para reforçar", defendeu José Azeredo Lopes, durante a cimeira ministerial entre os 28 membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Bruxelas, até quinta-feira. 

Para o responsável governamental português "a presença no exterior não significa necessariamente" estar "no meio de Bagdade ou que, de repente", se vá "desembarcar em Damasco". 

"Nós colaboramos à medida das nossas capacidades - e tenho muito orgulho no nosso país e em que não seja um gigante, mas, à luz da nossa dimensão, damos sempre sinais claros de que podem contar connosco", especificou. 

Questionado sobre os meios e os locais definidos, Azeredo Lopes recordou que o processo ainda vai passar pelo escrutínio do Conselho Superior da Defesa e do "Comandante Supremo das Forças Armadas", ou seja, o Presidente da República. 

"Estamos a falar, com certeza, numa opção entre o Mali ou a República Centro Africana. É a opção que se está claramente a desenhar. Trata-se de assumir responsabilidades que estavam a ser assumidas, neste caso pela França, para a França se poder concentrar num outro teatro, essencialmente a Síria. Portugal já anunciou que vai acolher este pedido e agora vai seguir os seus trâmites", disse. 

O Estado gaulês invocou a cláusula de protecção mútua europeia e já o anterior ministro, Aguiar Branco, tinha reconhecido a forte hipótese de empregar "um meio aéreo e mais efectivos, num dos cenários africanos". (CM)

Ministro da Defesa na primeira cimeira NATO contra o Estado Islâmico

O Ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, participa quarta e quinta-feira, em Bruxelas, na cimeira de ministros da Defesa Nacional da NATO, que inclui a primeira reunião específica da coligação contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Portugal, disse à agência Lusa fonte governamental, "está empenhado, à medida das suas capacidades, em apoiar os seus parceiros de aliança no combate às novas ameaças, designadamente à ameaça que hoje representa o 'Daesh'", o autoproclamado Estado Islâmico.

O encontro da NATO será oportunidade para o ministro transmitir a posição portuguesa no encontro especial de quinta-feira, pelas 15:30 (horas em Lisboa), promovido pelo secretário de Estado da Defesa norte-americano, Ash Carter, dedicado ao combate ao terrorismo transnacional do EI.

Entre quarta e quinta-feira, Azeredo Lopes vai reunir-se com os seus pares do Conselho do Atlântico Norte, além da Comissão NATO-Geórgia.

O responsável pela tutela tem afirmado que a estratégia de segurança da União Europeia (UE), adotada em 2003 e revista em 2008, "deixou de conseguir responder plenamente aos desafios geopolíticos em acelerada transformação", designadamente o terrorismo, as crises migratórias e a tensão a Leste.

A proposta de Orçamento do Estado para 2016 já prevê um aumento de 7,4% face à execução provisória de 2015 e dotações específicas para as Forças Nacionais Destacadas (FND) de mais seis milhões de euros e de mais 39 milhões de euros para a Lei de Programação Militar (LPM).

Para o ministro da Defesa Nacional, que esteve na passada semana na reunião informal da Defesa da UE, em Amesterdão, é urgente que a Europa estabeleça a sua própria estratégia assente em pilares de política externa e de segurança que sirvam "as suas premissas civilizacionais, sem subestimar a dimensão da Defesa na discussão da sua nova estratégia global", devendo Bruxelas adotar em junho uma forte componente daquele setor na sua estratégia global.

Por seu turno, no início do mês, o secretário-geral da NATO, o norueguês Jens Stoltenberg, saudou a proposta dos Estados Unidos de reforçar "de forma significativa" a sua presença militar na Europa.

A Aliança Atlântica aprovou a decisão do "Pentágono" de empregar cerca de 583 mil milhões de dólares (537 mil milhões de euros) no seu orçamento para 2017 para o combate ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico e na estratégia norte-americana no "Velho Continente". (Expresso)

Estudo internacional aponta que superioridade de armamento do Ocidente diminuiu

A superioridade tecnológica ocidental em termos de armamento está a diminuir, especialmente em relação à China e à Rússia, afirma o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) no seu relatório anual, divulgado esta semana.

Segundo o IISS, actualmente sobressaem duas tendências em termos de armamento. "A primeira é a proliferação de novas tecnologias entre uma série de países e actores não estatais, que reduz as diferenças na capacidade de armamento em todo o mundo", afirmou à AFP John Chipman, director do IISS.

Entre estas novas tecnologias, figuram os aviões não tripulados e as ciber armas, que podem desestabilizar um país com ataques informáticos virais. "Nas últimas décadas, os países ocidentais eram os campeões das novas tecnologias, com uma clara vantagem sobre outros Estados e actores não estatais e, hoje em dia, este avanço tecnológico está a diminuir".

A segunda tendência é a decisão da Rússia e da China em investir nessas tecnologias para "modernizar as suas forças armadas, o que desafia o actual equilíbrio de forças na Europa e desenha o futuro equilíbrio na Ásia".

Segundo Chipman, os Estados Unidos "respondem à percepção de que a Rússia representa uma ameaça crescente, principalmente nos países bálticos e na Europa do Leste, e fortalecem a sua presença na região".

Já no Médio Oriente, com a retirada das sanções contra o Irão, graças ao acordo nuclear, Teerão terá a oportunidade de modernizar o seu armamento, que na sua maioria, data dos anos 1970. Isso também poderá levar a uma mudança de equilíbrio na zona, algo a que as monarquias do Golfo responderiam com um reforço de cooperação.

Na América Latina, o IISS destaca que a defesa centra-se em combater o crime organizado e os traficantes de drogas. (Sapo)

Força Aérea voa 1300 horas para prestar apoio à população

A Força Aérea voou em 2015, 1300 horas para prestar apoio à população portuguesa, desde o patrulhamento do espaço aéreo ao transporte de órgãos.

Portugal tem a segunda maior zona de Busca e Salvamento do Atlântico Norte. A Força Aérea cobre uma área de 6 milhões de Km quadrados, o equivalente a 63 vezes do território nacional.

No ano passado, a Força Aérea realizou 406 missões de transporte aeromédico, transportando 488 doentes em mais de 630 horas de voo. Desempenhou 87 missões de busca e salvamento, entre as quais fez 25 salvamentos em 316 horas de voo. Fez 35 missões de transporte de órgãos, significando mais de 68 horas de voo. A Força Aérea conduziu ainda 31 missões de resgate em navios, incluindo o resgate de 38 doentes em mais de 117 horas de voo.

Estes são apenas alguns dos dados relativos às missões realizadas durante o ano passado, no continente e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, que podem ser consultados na íntegra no infográfico. (Defesa)

9 de fevereiro de 2016

NATO alerta para acção russa e quer evitar "nova Guerra Fria"

"Não há contradição entre uma Defesa forte e o diálogo político. Acredito no oposto - desde que sejamos firmes, previsíveis e fortes, podemos encetar o diálogo político com a Rússia. Não procuramos a confrontação com a Rússia, não queremos uma nova Guerra Fria, queremos precisamente evitá-la", disse o norueguês Jens Stoltenberg, em Bruxelas, na antecipação da cimeira de ministros da Defesa da NATO.

Segundo aquele responsável, a atitude da NATO "é proporcional e defensiva", pretendendo "uma relação mais construtiva e cooperante com a Rússia", com a manutenção de "reuniões e contactos a vários níveis até para evitar incidentes e acidentes como a queda do avião russo que violou espaço aéreo turco recentemente". Stoltenberg admitiu para breve novo encontro do Conselho NATO-Rússia.

"Estamos a ponderar activamente o pedido dos Estados Unidos de aviões AWACS (os Boeing E-3 com radares para detectar aeronaves e mísseis inimigos a baixa altitude) para apoiar as capacidades de cada país. Espero que possamos tratar disto na reunião ministerial", adiantou, acrescentando reforços previstos no policiamento aéreo e presença naval no Báltico.

Segundo Stoltenberg, apesar de todos os países membros da NATO fazerem parte da coligação anti grupo extremista Estado Islâmico (EI), "a NATO, como aliança, não faz parte".

"Providenciamos apoios porque aumentamos a capacidade numa dada região, por exemplo na Jordânia. Trata-se de dar capacidade aos locais para poderem combater o ISIL (EI) e o terrorismo, uma melhor solução do que empregar forças exteriores à região", defendeu, citando exemplos de formação e treino pela NATO de militares iraquianos ou afegãos, "soluções mais sustentáveis".

Relativamente à situação na Síria, "a NATO apoia fortemente todos os esforços para acabar com o sofrimento, alcançar um cessar-fogo e começar uma transição política".

"Os intensos ataques aéreos russos, maioritariamente contra forças da oposição, estão a minar os esforços para encontrar uma solução política. É uma grande preocupação. Temos visto o sofrimento horrível, todas as mortes, a violência, ao longo de anos e isto tem de acabar. É preciso um cessar-fogo", afirmou o secretário-geral da NATO, lembrando a resolução de Dezembro da Conselho de Segurança das Nações Unidas, apelando ao fim do ataque a alvos civis, os quais, considerou, "têm impedido que as partes se reúnam à volta da mesa para uma solução pacífica".

Stoltenberg, além de se ter referido às movimentações russas que beneficiarão o regime de Bashar al-Assad, na Síria, não deixou ainda de criticar a "vontade de exercer, mas também de usar força militar sobre os vizinhos e de mudar fronteiras na Europa" por parte de Moscovo, recordando os casos da Ucrânia e da Geórgia.

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, vai participar também nas reuniões de quarta e quinta-feira, em Bruxelas. Na ocasião, a pedido do secretário de Estado da Defesa norte-americano, Ash Carter, vai realizar igualmente o primeiro encontro formal dos países que formam a coligação que combate o EI. (NM)

Esquadra 601 participa na Operação Active Endeavour da NATO

Uma aeronave P-3C CUP+, da Força Aérea, executou a primeira missão em 2016 na Operação Active Endeavour, que tem como objectivo patrulhar e monitorizar o Mar Mediterrâneo para dissuadir, defender e proteger as nações da NATO quanto a eventuais ataques terroristas.

Esta operação realizou-se no dia 05 de Janeiro e contou com a participação de meios aéreos e de superfície da Aliança.

No que concerne à participação portuguesa, esse envolvimento só foi possível devido às qualificações e à experiência dos militares da Esquadra 601 – “Lobos”, que, sob a égide da NATO, contam 11 anos neste tipo de operação, na luta contra o terrorismo e outras actividades ilícitas em ambiente marítimo.

O pessoal de manutenção e os 13 elementos da tripulação iniciaram os preparativos com mais de 24H de antecedência, preparando a aeronave mas também os briefings e os planeamentos necessários para cumprir a missão.

A grande autonomia da plataforma P-3C CUP+ (classificada de Extra-Long Range) e os sensores que a equipam permitem que este tipo de missão possa ascender a mais de oito horas de voo, patrulhando uma área superior a 250.000 Km2. (FAP)

8 de fevereiro de 2016

Ministro da Defesa coloca verbas da Autoridade Marítima Nacional no orçamento da Marinha

A Associação Sócio profissional da Polícia Marítima (ASPPM) criticou esta segunda-feira "as incoerências" da proposta de orçamento do Ministério da Defesa para este ano.

O presidente da ASPPM, Miguel Soares, precisou ao DN que as verbas da Autoridade Marítima Nacional e da PM - ambas estruturas civis - estão integradas no orçamento militar da Marinha.

Por outro lado, as verbas do Instituto Hidrográfico - órgão militar da Marinha que o anterior governo quis colocar na orgânica do Ministério - surgem integradas no orçamento do departamento governamental.

No caso específico da PM, Miguel Soares questionou o porquê de o seu orçamento "não constar" das rubricas afectas ao Ministério, como sucede com as da Polícia Judiciária Militar (PJM).

A este propósito, o comandante Jorge Silva Paulo, oficial da Marinha com obra publicada sobre a AMN, escreveu aos deputados da Comissão Parlamentar de Defesa, lembrando que "em 2013" o então ministro José Pedro Aguiar-Branco determinou à Marinha que "colabore na correcção" desse problema, soube o DN.

Em comunicado divulgado esta tarde, a ASPPM argumenta que "a proposta de lei apresentada pelo Governo vem, uma vez mais, penalizar os profissionais da Polícia Marítima, suspendendo, por um lado, o direito estatutário de passagem à pré-aposentação e de progressão horizontal e, por outro, mantendo a habitual opacidade orçamental em matéria de provisionamento financeiro da Polícia Marítima", refere a associação que representa aqueles profissionais, num comunicado hoje divulgado.

Admitindo que o orçamento da PM estará diluído no da AMN, a ASPPM lembra que a actual lei orgânica da Marinha - aprovada em finais de 2014 - excluiu da estrutura militar tudo o que dizia respeito àquela autoridade civil.

"Esta é uma situação lamentável, uma vez que a falta de orçamento próprio tem conduzido a PM a um crónico desinvestimento, que, se não for travado urgentemente, correrá o risco de desaparecer", adiantou Miguel Soares ao DN.

Note-se que desde 2002 que a lei determina a existência de um orçamento próprio da AMN, independente do da Marinha - o que aparenta manter-se, apesar do que determina a referida lei orgânica.

"O Orçamento do Estado para 2016, ao não respeitar a autonomia financeira da AMN, nem a sua existência legal como estrutura do Ministério da Defesa Nacional, desrespeita a lei", sustenta a ASPPM.

Na base desta prolongada situação está a resistência dos militares da Marinha, aceite pelos diferentes órgãos do poder político, alegando que apesar de integrarem as Forças Armadas também têm e podem exercer poderes de autoridade policial que lhes estão constitucionalmente vedados e não têm suporte legal.

"A persistência deste problema, através de vários governos e conhecidas as posições públicas de diversos dirigentes da Marinha, em exercício ou anteriores, que defendem que a AMN e a PM são ramos da Marinha, apenas pode levar a uma conclusão: os órgãos de soberania estão a vergar-se à vontade corporativista dos dirigentes da Marinha", acusa o capitão-de-mar-e-guerra na referida carta aos deputados.

"Estão a ser violadas as fronteiras constitucionais em vigor entre segurança interna e defesa [...] e que, num Estado de Direito, são para cumprir" e por serem "inerentes à essência dos Estados de Direito Democráticos", observa o comandante Jorge Silva Paulo. (DN)

Celebrado protocolo de cooperação marítima na Madeira

Foi assinado a 28 de Janeiro, no Centro de Salvamento Costeiro de Santa Cruz, um protocolo de cooperação entre a Marinha, a Autoridade Marítima Nacional e a Associação Madeirense para o Socorro no Mar (SANAS Madeira). O protocolo estabelece as bases de cooperação nas áreas de salvamento marítimo, assistência a banhistas, socorro a náufragos e formação.

A cerimónia contou com presença do Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, do Chefe do Estado-maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante Luís Macieira Fragoso, e do Director-geral da Autoridade Marítima e Comandante-geral da Polícia Marítima, Vice-almirante António Silva Ribeiro.

O protocolo foi assinado, em representação da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional, pelo Comandante de Zona Marítima da Madeira, Chefe do Departamento Marítimo da Madeira, Comandante Regional da Polícia Marítima do Funchal, Capitão-de-mar-e-guerra Fernando Félix Marques, e pelo Presidente da SANAS Madeira, Engenheiro Frederico Rezende. (Defesa)

7 de fevereiro de 2016

Regimento de Engenharia Militar nº 1 recupera estradas de Monchique

O Presidente da Câmara Municipal de Monchique, Rui André, solicitou o apoio da equipa de engenharia do exército para começar a requalificar alguns troços de estradas e passagens hidráulicas naquele concelho serrano.

Ao que Rui André explicou ao «barlavento» esta intervenção, iniciada após a assinatura de um protocolo com o Regimento de Engenharia Militar nº 1, sediado em Tancos, servirá para apoiar o município em zonas de serra mais complexas, onde há registo de estragos nas linhas de água e nalgumas vias de circulação devido ao mau tempo.

Esta unidade disponibiliza os recursos para apoiar nalgumas intervenções em que seja necessária a maquinaria e os recursos humanos disponíveis no Exército Português. O edil explicou que, em contrapartida a este apoio, o município apenas tem que «dar a comida e a dormida aos militares, bem como pagar o combustível para a maquinaria» ou disponibilizar os materiais necessários para que as obras sejam realizadas.

O comandante do Regimento de Engenharia, coronel João Pires visitou, na semana passada, a requalificação em curso na estrada que liga a Foz do Besteiro a Marmelete. No entanto, esta é apenas uma das muitas obras prioritárias para a mobilidade no concelho que ficarão a cargo do exército, no âmbito deste protocolo.

Para o presidente da Câmara este é um bom exemplo do «eficaz e valioso uso dos recursos do Estado, bem aproveitados para as necessidades dos municípios».

«O concelho de Monchique apresenta uma rede viária bastante extensa desgastada devido à utilização regular de veículos pesados de transporte de madeira e pedra, a uma deficiente construção de algumas vias», sublinhou.

Apesar de a Câmara Municipal ter verba destinada para diversas obras de melhoria das vias, este protocolo incide em zonas mais críticas e de difícil acesso. (Fonte: Barlavento)

6 de fevereiro de 2016

2BIMEC(R) PARTICIPOU NO EXERCÍCIO “AZOR LINEAGE 16”

No âmbito da NATO Response Force 2016 (NRF16) e integrado na Very High Readiness Joint Task Force Brigade (VJTF Bde), o Comando e Estado-Maior do 2BIMec(R)/NRF16 participou no Exercício “AZOR LINEAGE 16” (AZLG I/16), realizado na modalidade de CPX/CAX.

O Exercício decorreu de 24 a 29 de Janeiro no Campo de Manobras e Tiro de Parga, localizado em Guitiriz, Lugo – Espanha, e teve como finalidade treinar e integrar os meios da VJTF Bde e as suas unidades subordinadas, através do planeamento e execução de uma operação ofensiva em que o NRDC-ESP se constitui como EXCON do Exercício.

Baseado no cenário adaptado do Exercício “TRIDENT JUNCTURE 15”, o AZLG I/16 destina-se a testar a sincronização de actividades e procedimentos, entre os quais a projecção do Posto de Comando Táctico do Batalhão, sendo acompanhado pelos meios de transmissões fornecidos pelo escalão superior, tendo ainda em vista o teste de interoperabilidade de meios de comunicações.

Com a presença de forças da Albânia, Bélgica, Croácia, Espanha, Reino Unido, Portugal e Polónia, o presente Exercício constituiu-se como uma oportunidade singular para estreitar laços, partilhar conhecimentos e experiências e fortalecer o espírito de cooperação entre as unidades que integram a VJTF Bde, sob comando da Brigada de Infanteria Ligera “GALICIA VII”. (Exército)

Ministério da Defesa Nacional para 2016 atinge os 2143 mil milhões de euros

O orçamento do Ministério da Defesa Nacional atinge os 2143 mil milhões de euros, o que representa uma subida de 7,4% em relação ao orçamentado em 2015. Este incremento resulta de alguns dos objectivos do Governo para esta área, nomeadamente a dotação da Lei de Programação Militar, cuja insuficiência foi criticada ao anterior executivo de Pedro Passos Coelho. E, também, do reforço do financiamento para as Forças Nacionais Destacadas em missões internacionais com o objectivo, afirma o Governo, de honrar os compromissos das alianças a que Portugal pertence e o combate ao terrorismo.

A instalação e operacionalização do Hospital das Forças Armadas, a gestão das participações públicas nas empresas da indústria de defesa e a internacionalização deste sector são outros dos objectivos orçamentados. A par, por fim, do Instituto Universitário Militar. (Público)

MILITARES PORTUGUESES NO KOSOVO PARTICIPAM NO EXERCÍCIO BOAR II

O Batalhão de Manobra da Reserva Táctica da KFOR - KFOR Tactical Reserve Manoeuvre Battalion (KTM), planeou e conduziu de 25 a 27 de Janeiro de 2016, o Exercício BOAR II, no quadro das operações de Controlo de Tumultos.

O Exercício, planeado para ser de escalão Batalhão, contou com a participação de outras Unidades da KFOR, incluindo o próprio Estado-Maior, tendo o planeamento sido realizado pelo KTM e pelo Multi-National Battle Group-East (MNBG-E).

O cenário desenhado para o exercício teve por base um escalar da tensão inter-étnica, simultaneamente em diferentes locais do kosovo, obrigando a Kosovo Police (KP) a pedir o apoio à European Rule of Law in kosovo (EULEX) e à KFOR.

Devido à sua complexidade, foi necessário organizar o exercício em três fases distintas. A primeira fase, de teor mais "académico", decorreu no campo do KTM, Camp Slim Lines (CSL) em 25 de Janeiro e consistiu num conjunto de apresentações sobre as forças envolvidas, organização, capacidades e procedimentos, e numa demonstração estática que permitiu o contacto directo com as viaturas, os equipamentos e armamento envolvidos.

A segunda fase, iniciada em 26 de Janeiro, realizou-se no Campo Vrelo, através da realização de treinos cruzados - Cross Training, que permitiram às Unidades conhecer os procedimentos específicos de cada uma.

No dia 27 de Janeiro, foi realizado no Campo do MNBG-E, Camp Bond Steel (CBS), um Field Training Exercise (FTX), permitindo às Unidades treinarem todos os procedimentos característicos das Operações de CRC, e ao Comando e Estado-Maior da KFOR de treinar a coordenação e comando num ambiente complexo.

No exercício BOAR II, participaram praticamente todas as Unidades e Nações da KFOR, trabalhando lado a lado, na resolução dos vários incidentes, num ambiente de elevado profissionalismo e sã camaradagem. (EMGFA)

5 de fevereiro de 2016

Inauguração das instalações do Gabinete de Atendimento ao Público de Braga

No dia 1 de Fevereiro realizou-se a cerimónia de inauguração das novas instalações do Gabinete de Atendimento ao Público (GAP) de Braga, situadas no edifício sede da Junta de Freguesia de São Vicente-Braga.

O GAP de Braga foi criado no âmbito da recente reestruturação levada a cabo no Exército, que ditou a extinção do Centro de Recrutamento de Braga. A nova localização resulta do protocolo celebrado entre o Exército e a referida Junta de Freguesia, em 16 de Julho de 2014.

Estiveram presentes várias entidades, destacando-se o Comandante do Regimento de Cavalaria Nº 6 e o Presidente da junta de Freguesia de São Vicente.

Esta inauguração marca o dia em que o Regimento de Cavalaria Nº 6 assume o RECRUTAMENTO e a DIVULGAÇÃO das condições de prestação do Serviço Militar, nas regiões de Braga e Viana do Castelo. (Exército)

2 de fevereiro de 2016

38.º Aniversário da Academia da Força Aérea

Realizou-se no dia 01 de Fevereiro de 2016, na Granja do Marquês – Pêro Pinheiro, a cerimónia militar comemorativa do 38º aniversário da Academia da Força Aérea.

A cerimónia, que teve início pelas 15h30, foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José António de Magalhães Araújo Pinheiro. Durante a mesma, teve lugar a rendição dos Porta-Estandartes Nacional e da Unidade, uma homenagem aos mortos da Força Aérea, a imposição de algumas condecorações e a entrega de prémios escolares . A cerimónia teve o seu fim após o desfile das forças em parada. (FAP)

30 de janeiro de 2016

Ministro da Defesa Nacional ouvido pela Comissão Parlamentar de Defesa

O Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes foi, esta terça-feira, ouvido pela Comissão de Defesa Nacional, na Assembleia da República, tendo iniciado a sua intervenção com a apresentação do plano de acção do actual governo para Defesa Nacional.

Azeredo Lopes centrou o seu discurso naqueles que considera os eixos fundamentais do plano de acção nesta área: a valorização dos recursos humanos e materiais, o apoio social aos militares, a valorização da participação pública na indústria de defesa e a cooperação técnico-militar.

O Ministro da Defesa referiu que a eficiência e motivação das Forças Armadas dependem da garantia governativa em relação ao acompanhamento dos recursos humanos “a todos os níveis”, tendo ainda realçado o papel do Instituto de Acção Social das Forças armadas (IASFA) e a necessidade de “clarificação dos objectivos da estrutura na dimensão de acção social complementar”.

Azeredo Lopes afirmou também que pretende “manter e consolidar” as Forças Nacionais Destacadas (FND) e prosseguir uma “aposta no sistema multilateral” das missões realizadas no âmbito das Nações Unidas, considerando que as mesmas se assumem como "um retrato forte daquilo que é a política nacional externa”.

No que respeita às indústrias de defesa, o Ministro da Defesa assumiu o seu distanciamento relativamente ao anterior governo, defendendo a necessidade de uma salvaguarda da “participação nacional relevante na indústria de defesa”, recorrendo ao investimento, ao estímulo e ao desenvolvimento constantes.

Naquela que foi a sua primeira audição enquanto MDN, Azeredo Lopes realçou ainda a importância de usar a comunicação em prol da defesa, auxiliando os cidadãos na compreensão e absorção voluntária da importância da política de Defesa Nacional. (Defesa)

27 de janeiro de 2016

Conferência "Os pioneiros da aviação e o colégio militar"


Fundação Batalha de Aljubarrota e Exército celebram protocolo

A Fundação Batalha de Aljubarrota e o Exército Português celebram amanhã, em Lisboa, um protocolo de colaboração para dinamizar o campo onde foi travada uma das batalhas mais importantes da história de Portugal. 

O protocolo, esclarece a Fundação Batalha de Aljubarrota, vai ser assinado pelas 17h00, no Palácio Marquês do Lavradio, e “vem permitir um maior desenvolvimento, recuperação e dinamização do Campo da Batalha de Aljubarrota e de outros campos relevantes para a história do país”. (DL)

26 de janeiro de 2016

Ministro da Defesa admite reforçar "capacidade de atracção" das Forças Armadas

"O fazer leis não resolve dificuldades da vida real. O quadro legislativo actual tem é que ser olhado com muita atenção e passar por medidas concretas, que permitam reforçar a capacidade de atracção", afirmou Azeredo Lopes.

O ministro, que falava na comissão parlamentar de Defesa Nacional, foi confrontado por deputados do CDS-PP, PCP e PS com as dificuldades que os três ramos das Forças Armadas atravessam para conseguir atingir os objectivos do recrutamento.

Admitindo que uma das razões para essa situação tem sido "as questões orçamentais", José Alberto Azeredo Lopes rejeitou que a solução passe por aumentar as condições remuneratórias da carreira militar como forma de atrair mais interessados, sublinhando que há outras vias.

A este propósito, e frisando não querer dar a sua opinião pessoal, Azeredo Lopes disse que está a ser feito um debate público em vários países sobre o serviço militar obrigatório.

"Não é seguramente estapafúrdio um processo que está a varrer o debate público sobre esta matéria, não com certeza com a noção que era atribuída à conscrição tradicional mas com uma noção mais moderna", disse.

No final da audição, o ministro afirmou aos jornalistas que o reforço da capacidade de atracção não significa acções de "propaganda ou cosmética" mas sim "uma comunicação mais profissional, mais do século XXI", sobre o que representam as Forças Armadas e sobre a carreira militar e deu o exemplo da eficácia de uma comunicação que recorra às redes sociais.

Perante os deputados, o ministro defendeu que é necessário reforçar a "componente de atracção, de apresentação das armas, da carreira" no Dia da Defesa Nacional e sugeriu ainda a necessidade de aumentar o conhecimento que os jovens têm, do ponto de vista cívico, das Forças Armadas e da Defesa Nacional.

"Da mesma maneira, que a GNR e as forças de segurança vão às escolas, não vejo por que não hão de ir elementos das Forças Armadas com conteúdos educativos validados que sejam transmitidos numa ideia cívica para representar de forma mais sustentada, e não meramente proclamada, sobre as Forças Armadas e a Defesa Nacional", disse.

Na audição, o deputado do PSD Matos Correia considerou que o ministro está "politicamente em contradição" com o governo que íntegra, referindo-se às garantias de Azeredo Lopes de que não pretendia "mudar por mudar" o que o anterior executivo fez no sector.

Matos Correia confrontou ainda o ministro com as posições oficiais do PCP e do BE, partidos que apoiam o Governo, dizendo que "são contra a Aliança Atlântica".

Na sua exposição inicial, o ministro da Defesa tinha afirmado quatro prioridades para o seu mandato, a começar pela "valorização dos recursos humanos e materiais", o reforço das Forças Nacionais Destacadas, em particular dando primazia às acções no âmbito da ONU, e a salvaguarda de uma componente "nacional, relevante" na indústria de Defesa.

O ministro defendeu ainda concordar que a saúde e o ensino militar "podem ser comuns" aos três ramos. Quanto à acção social, Azeredo Lopes adiantou que pediu um relatório sobre o património do Instituto de Acção Social das Forças Armadas, e não se comprometeu com medidas que requeressem mais investimento.

Questionado pelos jornalistas no final da audição, Azeredo Lopes recusou antecipar qual vai ser a dotação para o ministério da Defesa no Orçamento do Estado para 2016, frisando que o objectivo global do OE é "ter contas limpas, orçamento factível e de recuperação de direitos".

"Não pode agora esperar-se que em 2016 tenha descoberto uma árvore das patacas que até agora ninguém descobriu", disse, admitindo apenas que uma das áreas reforçadas é a das Forças Nacionais Destacadas. (NM)

25 de janeiro de 2016

COMEMORAÇÕES DO 357º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DAS LINHAS DE ELVAS

No passado dia 14 de Janeiro, realizaram-se as Cerimónias Militares Comemorativas do 357º Aniversário da Batalha das Linhas de Elvas, travada entre Portugal e Castela no âmbito das campanhas da Restauração (1640-1668).

O Secretário de Estado e da Defesa Nacional, Dr. Marcos Perestrello, em representação de sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional, presidiu à Parada das Forças Militares e Militarizadas, na qual participaram Forças do Regimento de Cavalaria Nº3, uma Bateria de Artilharia do Regimento de Artilharia Nº5, a Banda do Exército, dois Pelotões da Guarda Nacional Republicana, os Bombeiros Voluntários de Elvas e elementos da Cruz Vermelha Portuguesa do núcleo de Elvas.

Em todas as cerimónias, que englobaram, ainda, a Romagem ao Padrão da Batalha das Linhas de Elvas e ao Túmulo do General André de Albuquerque de Ribafria, o Chefe do Estado-Maior do Exército foi representado pelo Excelentíssimo Tenente-General António Xavier Lobato de Faria Menezes, Comandante das Forças Terrestres.

O Exmo. Presidente da Câmara Municipal de Elvas, Dr. Nuno Miguel Fernandes Mocinha, esteve também presente em todas as cerimónias prestando, desta forma, o povo Elvense justa homenagem a todos quantos com alto valor e dignidade, amor pela Pátria e mesmo com o sacrifício da própria vida, lutaram pela independência de Portugal. (Exército)

23 de janeiro de 2016

"Bunker do Monsanto" - O comando do país em caso de ataque

Portugal está a ser atacado com armas químicas e biológicas. Há relatos de explosões na área de Benfica e os serviços de inteligência têm informações de que o primeiro-ministro - que assiste a um jogo entre o Benfica e o FC Porto, no estádio da Luz - é um dos alvos dos terroristas. No parque de Monsanto, o ‘pulmão’ de Lisboa, os militares da Força Aérea que estão de turno no centro de comando e controlo não podem sair dos dois bunkers. Juntam-se militares dos outros ramos das Forças Armadas e minutos depois chega ao heliporto descaracterizado um EH-101 com António Costa a abordo. É a partir dali, que Portugal será comandado durante algumas horas ou vários dias.

Isto não aconteceu, mas poderá um dia ser realidade e várias fontes, que preferiram não ser identificadas, garantem que o país está preparado. O alerta para o risco de armas químicas e biológicas no espaço europeu foi dado em Novembro pelo primeiro-ministro francês, Manuel Valls.

Em situação de crise, os dois bunkers de Monsanto têm como objectivo principal o controlo e comando militar. No entanto, se isso for solicitado à Força Aérea, poderão ser adaptados em tempo recorde para receber as mais altas figuras do Estado, como o primeiro-ministro e o Presidente da República - transformando-se assim no cérebro militar e político do país. A Força Aérea, porém, só fará o resgate e abrigará grandes individualidades se isso lhe for expressamente solicitado pelas autoridades a quem cabe fazer a segurança.

“Não há nenhum plano de contingência escrito que refira que a Força Aérea tem de fazer um transporte em caso de estado de emergência ou que existe um espaço apenas dedicado ao Presidente da República ou ao primeiro-ministro, mas os bunkers podem ser usados para dar essa resposta, claro. Há sempre a possibilidade de haver planos secundários de activação do espaço”, explicou fonte das Forças Armadas que pediu para não ser identificada.

Estas são as únicas instalações do país desenhadas para ter “um certo coeficiente de sobrevivência em ‘situações NBQ’ (Nuclear, Biológicas e Químicas”.

Contactada pelo SOL, a PSP - responsável pela segurança do primeiro-ministro e do Presidente da República - disse não poder revelar informações sobre este assunto: “Relativamente às questões que nos coloca [sobre a possível utilização dos bunkers para protecção de altas figuras do Estado], estamos certos de que compreenderá que as mesmas se referem a matéria de natureza reservada e, como tal, a PSP não irá pronunciar-se sobre o assunto”.

A hipótese também não foi referida oficialmente pela Força Aérea: “A Força Aérea confirma a existência de instalações militares desta natureza, as quais visam a utilização operacional”.

Autonomia para 30 dias sem contacto com o exterior

Se a lotação não for superior a 40 pessoas, os dois espaços subterrâneos têm autonomia para garantir a sobrevivência de quem lá estiver durante 30 dias, sem contacto com o mundo exterior.

Ao que o SOL apurou, os dois espaços têm sistemas de telecomunicações e de filtragem de ar. Além disso, existem geradores e mantimentos: “Comida enlatada é o que está previsto para dar resposta a qualquer momento. Mas perante uma situação planeada pode pensar-se em outras soluções”.

Caso a opção estratégica passe por colocar mais pessoas dentro dos dois espaços, a Força Aérea não consegue garantir que a autonomia seja tão prolongada.

Um bunker operacional e outro para dormir

Os actuais bunkers resultam do aproveitamento do antigo bunker do Monsanto, que tinha como principal objectivo o abrigo em caso de crise. Um dos espaços é o centro de comando e controlo: é lá que está a área de relato e controlo, ou seja, onde chega toda a informação do tráfego aéreo, civil e militar, e toda a informação dos sensores de defesa aérea. Existe também uma sala de situação onde estão os controladores e se tomam as decisões no que respeita ao emprego operacional dos meios. Algumas destas salas, ao que o SOL sabe, terão entre 200 a 300 metros quadrados,

O outro bunker - conhecido entre os militares como “o buraco” - é onde estão as estruturas de apoio, como por exemplo os quartos. Aqui as divisões têm uma dimensão bastante mais reduzida.

Os militares que trabalham nestas instalações estão proibidos de levar telemóveis, computadores ou tablets. “Há hipótese de estes dispositivos serem preparados para captar comunicações e emitir dados”, explica ao SOL uma fonte conhecedora dos protocolos, adiantando: “O que se passa ali é o definido no padrão NATO”.

Portas só abrem com sensores biométricos e cartões

As instalações são discretas e nem o heliporto é identificável por vista aérea. Na verdade aquilo a que se chama heliporto secundário é um espaço amplo onde podem aterrar helicópteros como o EH-101 - modelo que transportou o Papa Bento XVI na visita oficial a Portugal e que é usado para busca e salvamento. Apesar de não ser comum isso acontecer, o SOL sabe que por várias vezes houve aparelhos a pousar naquele local.

Além disso, para se entrar nos bunkers as medidas de segurança são muito rigorosas. Além do controlo humano, há diversos tipos de sensores, entre os quais os biométricos, câmaras e ainda portas que só abrem quando tudo isto é conjugado com um cartão de acesso. Estas medidas existem não só à entrada dos bunkers, como nas ligações entre a área operacional e a de apoio.

Até hoje, as portas dos bunkers de Lisboa nunca tiveram de se fechar durante muito tempo ao exterior, a não ser em simulações. (Sol)

22 de janeiro de 2016

12ª EDIÇÃO DO DIA DA DEFESA NACIONAL NO REGIMENTO DE ARTILHARIA ANTIAÉREA Nº 1

Teve início no Regimento de Artilharia Antiaérea Nº 1 (RAAA1), em 18 de Janeiro, a 12ª Edição do Dia da Defesa Nacional (DDN), a qual prevê, durante cerca de três meses, a apresentação diária no Regimento de cidadãos provenientes dos Concelhos da Amadora, Cascais, Oeiras e de Sintra, num total estimado de cerca de 9500 presenças.

O DDN, no RAAA1, decorrerá no período de 18 de Janeiro a 22 de Abril, contando com a participação de uma equipa de divulgadores do Ministério da Defesa Nacional, constituída por militares dos três Ramos das Forças Armadas (FFAA), bem como do RAAA1.

Das actividades contempladas, destacam-se as várias apresentações ministradas no âmbito da Defesa Nacional relacionadas com Serviço Militar, Defesa Nacional e Cidadania, papel das Forças Armadas nas áreas de Ameaças e Riscos à Segurança Nacional, Missões Internacionais, Missões de Interesse Público, Missões de Paz e Humanitárias e Cooperação Técnico-Militar.

No decorrer das actividades do DDN, cabe ao Regimento proporcionar uma componente prática, possibilitando aos jovens cidadãos o contacto com diverso armamento e equipamento militar que equipam o RAAA1 e algumas unidades do Exército, nomeadamente, a viatura 8x8 PANDUR, o Sistemas Míssil Stinger e Chaparral, o Canhão Bitubo 20mm, o Obús 155 M114, diverso armamento ligeiro e equipamentos vários, entre outros.

As actividades do DDN, no RAAA1, assumem um lugar de destaque nas tarefas do Regimento e do relacionamento com a população da região e, por isso, são diariamente empenhados nesta actividade cerca de três dezenas de militares, contribuindo o Regimento, desta forma, para o esforço comum no âmbito da Defesa Nacional. (Exército)

QUARTEL-GENERAL DO CORPO DE EXÉRCITO DE REACÇÃO RÁPIDA DA NATO EM STANDBY POR UM ANO

O Quartel-General (QG) do Corpo de Exército de Reacção Rápida da OTAN em Valência, Espanha (HQ NRDC-ESP), entrou no dia 1 de Janeiro de 2016 em standby pelo período de um ano, como comando da componente terrestre da NATO Response Force 2016 (eNRF16).

Os quatro oficiais portugueses que prestam serviço no HQ NRDC-ESP participaram na cerimónia militar em que o comandante do LANDCOM (Izmir, Turquia), Tenente-General John Nicholson, em representação do SACEUR, procedeu à entrega do estandarte do comando da componente terrestre da NRF ao comandante do HQ NRDC-ESP. Antes, o estandarte estivera durante um ano à guarda do Corpo de Exército Germano-holandês (1 GE/NL Corps HQ), entidade que durante o ano de 2015 foi o comando da componente terrestre da NRF.

O HQ NRDC-ESP foi certificado para esta missão durante o exercício "TRIDENT JUCTURE 2015", exercício de alta visibilidade da OTAN que decorreu em Portugal, Espanha e Itália, em Outubro e Novembro últimos.

Na cerimónia estiveram presentes o Adido de Defesa em Madrid e o Comandante do 2º Batalhão de Infantaria Mecanizado de Rodas, da Brigada de Intervenção (BrigInt), aquartelado no RI14 em Viseu, unidade que integra a Very High Readiness Joint Task Force (VJTF) Brigade da eNRF16. (Emgfa)

20 de janeiro de 2016

DIA DA DEFESA NACIONAL NO REGIMENTO DE TRANSMISSÕES

O Regimento de Transmissões (RT) recebe, desde 12 de Janeiro, a 12ª Edição do Dia da Defesa Nacional (DDN) relativa ao ciclo de 2016 que, pela primeira vez, tem lugar no quartel do RT no Porto.

Este apoio do Centro de Divulgação do Defesa Nacional do RT terá a duração de 47 dias de actividade, correspondentes ao período de 12 de Janeiro a 17 de Março, tendo sido convocados para comparecer no DDN cerca de 6749 cidadãos de ambos os géneros (144 jovens por dia).

As tarefas de divulgação são conduzidas por equipas de divulgação da Direcção-Geral de Pessoal e Recrutamento Militar e contam, também, com parceiros institucionais como a Protecção Civil, a GNR e a ARS Porto.

O Regimento participa, de forma activa, na recepção e na divulgação através de exposições de capacidades e meios na área dos sistemas de Comunicações Tácticos, de Guerra Electrónica e nas áreas dos Sistemas de Informação através das Academias CISCO e Microsoft.

O RT alarga, assim, o seu espectro de intervenção contemplando mais uma missão que visa sensibilizar os jovens para a temática da Defesa Nacional e divulgar o papel da Forças Armadas, a quem incumbe a defesa militar da República. (Exército)

18 de janeiro de 2016

Fragata NRP Vasco da Gama "25 anos a servir Portugal"

A classe Vasco da Gama é de concepção alemã dos estaleiros Blohm & Voss, é composta pelo NRP Vasco da Gama, NRP Álvares Cabral e NRP Corte Real, estes navios têm representado e defendido o País e os interesses nacionais em vários cenários de crise, destacando-se missões de combate ao terrorismo, à pirataria, ajuda humanitária, entre outras. O projecto para a construção de três fragatas desta classe foi autorizado pelo governo português em 1985 e o primeiro navio chegou a Portugal em Janeiro de 1991.

Para assinalar a efeméride o NRP Vasco da Gama, navio que dá o nome à classe, irá atracar no cais do Jardim do Tabaco e abrirá gratuitamente a visitas no dia 19 de Janeiro, das 10h00 às 18h00. (Marinha)

PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA VISITA O HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS

O Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva visita o Hospital das Forças Armadas no próximo dia 19 de Janeiro, pelas 15H00.

O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, realiza a primeira visita oficial ao Hospital das Forças Armadas, desde a sua criação em Maio de 2014, acompanhado pelo Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor José Alberto de Azeredo Lopes, e do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro. (Emgfa)

Drones militares

Em Portugal há cada vez mais empresas na área da segurança e defesa com plataformas autónomas, como são os drones. "É um agente de tele-presença para o militar, que vai evitar que se tenha de aproximar de qualquer tipo de ameaça", diz Luís Flores, director de I&D da Introsys. O Introbot foi desenvolvido pela sua empresa e diferencia-se pela facilidade com que se movimenta em locais difíceis. No futuro, braços robóticos vão desactivar bombas, mas no ar drones nacionais já estão em cenários reais. Na missão da NATO, no Kosovo, em 2014, foram usadas aeronaves não tripuladas da Tekever, uma empresa nacional especializada em software. Outra empresa é a UAVision com uma facturação anual de 1,5 milhões, onde 80% provêm da área da defesa e segurança. Para explorar o fundo do mar, a Oceanscan desenvolveu um submarino que consegue detectar minas subaquáticas. Esta empresa internacionalizou-se com a ajuda da Plataforma das Indústrias de Defesa Nacional (idD), que identifica oportunidades, organiza missões e protocolos com outros países. 

Google abre departamento de realidade virtual 

A Google tem agora uma equipa dedicada exclusivamente a projectos de realidade virtual, de forma a competir com outros gigantes tecnológicos, nomeadamente o Oculus, do Facebook. A equipa é liderada por Clay Bavor, vice-presidente da Google para a gestão de produto e o responsável pelo lançamento do Cardboard VR (na imagem). Este novo departamento promete seguir as pisadas do Cardboard – um sistema low cost de realidade virtual para smartphones –, que silenciosamente se tornou numa das maneiras mais acessíveis para o consumidor comum de entrar em contacto com esta nova tecnologia. 

O mal benéfico da crise 

As conjunturas de crise têm dois lados distintos. A recessão por um lado, por outro as oportunidades de novos modelos de negócio. O emprego científico é um dos melhores exemplos dessa realidade e Portugal um caso desse empreendedorismo. Na esfera da Economia da Defesa, as oportunidades florescem no mundo da robótica e da automação aplicadas à segurança. Os drones são veículos não tripulados, com potencialidades nunca vistas, de fácil manuseio e até grande elasticidade de preços. É no entanto vital que as leis tenham uma visão pragmática do que pode ser feito e por quem pode ser feito, evitando-se problemas ligados por exemplo ao crime. (CM)

16 de janeiro de 2016

12ª EDIÇÃO DO DIA DA DEFESA NACIONAL NO REGIMENTO DE CAVALARIA Nº6

Iniciou-se, no dia 12 de Janeiro e no Regimento de Cavalaria Nº6 (RC6), a 1ª fase da 12ª Edição do Dia da Defesa Nacional (DDN), do ano de 2016.

Nesta fase, que decorre entre 12 de Janeiro e 14 de Abril, num total de 64 dias úteis, o Centro de Divulgação do Dia da Defesa Nacional (CDDDN) de Braga tem prevista a participação de 9.179 jovens, de ambos os sexos (nascidos em 1997), a uma média de 144 jovens/dia.

No total, foram convocados para a 12.ª Edição de 2016, a comparecer no CDDDN de Braga, localizado no RC6, um total de 13.103 jovens dos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo, constituindo-se o RC6, desta forma, como o maior Centro de Divulgação do País, tanto em número de jovens participantes como em número de dias de actividade. (Exército)