sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Blogosfera - Blogues em destaque !

Os blogues "Nonas" e "PSP-Lisboa","Delito de Opinião",Cidadania Lx",Luís Graça & Camaradas da Guiné" entram para a coluna de blogues/sítios em destaque no "Defesa Nacional".

Governo autoriza "compra" de meios aéreos para combate a fogos

A Autoridade Nacional de Protecção Civil vai abrir concurso internacional para a contratação de meios aéreos anfíbios e pesados de combate aos incêndios, no valor máximo de 17,14 milhões de euros, distribuídos pelos próximos três anos.

Segundo informação da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), o concurso público internacional vai ser aberto no início do próximo ano para os anos de 2015, 2016 e 2017.

"O montante de 17,14 milhões de euros reporta-se à totalidade dos três anos. É de sublinhar que aquele valor é a despesa máxima autorizada para efeitos de concurso público com publicidade internacional (...), sendo expectável que o valor efectivo do contrato a celebrar seja inferior", diz a ANPC.

Neste valor, estão incluídas as despesas com a contratação de meios aéreos anfíbios, médios e pesados, para serem usados "durante o período mais crítico de incêndios florestais".

Para o ANPC, esta contratação vai permitir "estabilizar o reforço do dispositivo aéreo do Ministério da Administração Interna para os próximos três anos".

Acrescenta que a contratação destes equipamentos traz vantagens operacionais -- "tais como previsibilidade do dispositivo e a possibilidade de transferir horas não utilizadas em determinado ano, para o ano seguinte" -- além de permitir a redução do custo financeiro.

A despesa com a contratação dos meios aéreos foi autorizada na quinta-feira pelo Conselho de Ministros. (Negócios)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"Militares projectam mais Portugal além-fronteiras do que Figo e Ronaldo"

Na sua qualidade de chefe de Estado Maior do Exército entre 2003 e 2006 e de chefe de Estado-Maior das Forças Armadas até Fevereiro de 2011, Luís Valença Pinto ficará para a história como um dos generais que mais de perto acompanhou a participação portuguesa na Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF), destacada no Afeganistão sob comando da NATO. Chefiava o Exército quando, em 2005, morreu o primeiro militar português em combate desde 1975, o primeiro-sargento comando Roma Pereira, aos 33 anos.

Em entrevista ao Expresso, o general Valença Pinto, de 68 anos, reformado da vida militar mas muito activo nos meios universitários, como professor e investigador das Universidades Autónoma e Católica, recorda o trágico episódio e declara o seu "enorme orgulho" nos mais de três mil militares portugueses que estiveram ao serviço da ISAF.

Valença Pinto, que no ano passado, também em entrevista ao Expresso, criticou publicamente a actual política de Defesa, não foi convidado para estar presente na cerimónia realizada na semana passada em Lisboa, na qual se colocou um ponto final na participação portuguesa e lamentou que no próximo ano apenas estejam disponíveis 52 milhões de euros para o destacamento de forças nacionais além-fronteiras.

As tropas portuguesas foram por diversas vezes elogiadas pelos comandantes da ISAF. O General britânico, David Richards, foi um dos últimos a fazê-lo. Nas suas memórias, recentemente publicadas, descreve a companhia de comandos portugueses no teatro de operações em 2005 como "verdadeiros heróis" e "as minhas forças preferidas no Afeganistão". O que é que distinguiu os militares portugueses das outras forças?

Mais relevante do que o general David Richards ter incluído esse elogio às forças portuguesas no seu livro de memórias foi tê-lo feito, de viva voz, no parlamento britânico quando regressou do Afeganistão. Nesse dia, fez a sua apreciação dos contingentes dos vários países e quando chegou ao contingente português disse: "Esses eram os meus heróis". Isso está escrito nas atas da Casa dos Comuns.

O que nos distingue não são feitos extraordinários, mas antes um grande profissionalismo, competência e rigor. Um grande sentido de dever e uma grande postura nacional. Os militares portugueses estiveram no Afeganistão no entendimento muito claro de que estão ao serviço do interesse nacional. Além disso, as Forças Armadas portuguesas tinham, enquanto as chefiei, uma qualificação que em nada ficavam atrás de qualquer outra força armada no mundo.

Os 12 anos passados ao serviço da ISAF, onde estiveram mais de três mil militares portugueses, mudaram de alguma forma as nossas Forças Armadas? Há um antes e um depois do Afeganistão?

Penso que não. Normalmente foca-se a presença portuguesa no Afeganistão na nossa participação na Força de Reacção Rápida, guarnecida por comandos e paraquedistas, mas é injusto porque estiveram lá outras forças extraordinariamente importantes.

Pouca gente sabe que o primeiro contributo português para o Afeganistão foi um destacamento sanitário enviado em 2002, essencialmente preenchido por mulheres. Os ingleses instalaram um hospital militar mas não tinham corpo clínico feminino para poder ajudar as afegãs. Pediram a contribuição portuguesa e nós mandámos oito militares, médicas, enfermeiras e técnicas de saúde que foram muito bem-sucedidas.

Portugal esteve ainda, por diversas ocasiões, um C-130 da Força Aérea em transporte, cuja prestação ultrapassou tudo o que se podia esperar. Operaram em todos os aeródromos, incluindo alguns onde apenas os portugueses lá iam. Portugal enquadrou ainda, em larga medida, a retoma do aeroporto de Cabul, o KAIA, através de uma missão que dirigiu, operou e deu formação aos afegãos para que mais tarde pudessem ser eles a fazê-lo.

Os militares portugueses contribuíram ainda para a formação das forças afegãs.

Sem dúvida. Do contributo das OMLT [Operational Mentor ans Liaision Team] na formação de unidades das forças armadas afegãs, destaco a OMLT da divisão Cabul. A primeira grande unidade afegã a assumir a responsabilidade por uma parte do território, a capital Cabul, onde a tensão naquela altura era muito alta, foram treinados pelos portugueses. Ganhámos justo nome nestas OMLT porque fizemos tudo o que era necessário. Não fomos fazer o trabalho que competia aos afegãos, fomos ajuda-los, apoiando-os e corrigindo-os.

Chegámos lá com as nossas capacidades, mas sem dinheiro nos bolsos. Forças de outras nacionalidades que forneciam OMLT tinham muito dinheiro nos bolsos. E os afegãos ficavam felizes porque lhes davam secretárias, computadores e quadros didácticos. Nós não podíamos dar nada disso, mas demos know-how e confiança, que se revelaram fundamentais.

O Afeganistão foi um teatro particularmente exigente que permitiu-nos ver que estávamos no bom caminho, mas, no essencial, em nada mudou as nossas Forças Armadas.

Em 2005 o senhor era chefe de Estado-Maior do Exército. Que memória guarda da notícia da morte do primeiro-sargento comando Roma Pereira, em Novembro de 2005, e do soldado paraquedista Sérgio Pedrosa, em Novembro de 2007?

Fui informado da morte do primeiro-sargento Roma Pereira eram seis e pouco da manhã. Informei logo o Almirante Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas [Mendes Cabeçadas] que terá informado o ministro da Defesa [Luís Amado]. Recordo o sentimento doloroso da morte trágica de um jovem, consciente, ao mesmo tempo, de que essa era uma decorrência previsível daquela situação e algo inteiramente ligado à condição militar. O sargento Roma Pereira foi o primeiro militar português morto em combate desde 1975. Já o soldado Pedrosa morreu por via um acidente [de viação] que poderia ter ocorrido nas ruas de Lisboa, o que não deixaria de ser igualmente trágico porque se trata da perda de uma vida jovem.

Qual era, à partida, isto é com o envio de comandos e paraquedistas para cenários de combate no sul do Afeganistão, o número de baixas estimadas pelas Forças Armadas Portuguesas?

A estimativa de baixas em campanhas militares não é feita numa base pseudo-científica, mas numa base profundamente empírica, assente naquilo a que chamamos a história da campanha. Ora, não havia história daquela campanha pelo que nem sequer tínhamos uma base referencial empírica para poder estimar baixas.

É claro que os responsáveis políticos e militares admitiam que poderia haver baixas, mas felizmente tivemos um nível de baixas reduzidíssimo. Uma baixa é sempre uma baixa, mas a nossa resposta foi o treino e a qualificação das pessoas.

Sentiu em algum momento que os militares portugueses não estavam motivados a participar nesta missão, sobretudo depois das baixas registadas?

Não. Antes pelo contrário. A motivação estava quase ao rubro no sentido de honrar a memória dos camaradas que tinham caído. Eles estavam conscientes da missão, sabiam porque é que estavam ali. Perante aquela circunstância, entenderam que deveriam prosseguir a missão, se possível ainda com maior empenho para honrar a memória daqueles que lamentavelmente caíram.
Como é que se motivavam os militares para combater uma ameaça como o fundamentalismo islâmico as tantos milhares de quilómetros de casa? As forças destacadas recebem suplementos?

Se as pessoas que vão daqui para Bruxelas recebem porque é que um militar no Afeganistão não há de receber?

As compensações financeiras são determinantes? Sem estas o nível de entrega e motivação seria o mesmo?

As questões materiais não são insensíveis a nenhum de nós, excepto para São Francisco de Assis [ironia]. Mas é minha profunda convicção de que não era esse o factor motivador fundamental. Conhecendo o Afeganistão, tendo lá estado, ou mesmo não tendo lá estado, ouvindo os relatos daqueles que já lá tinham estado, duvido, verdadeiramente, de que o dinheiro seja um factor determinante. O espírito de servir o país e os portugueses era muito mais determinante.

Podíamos ter passado ao lado do Afeganistão?

Claro que não. Pelo menos de um ponto de vista político e estratégico. Era a maior aposta da NATO e Portugal tinha de lá estar. Além disso, há interesses nacionais directos. Como qualquer outro país ocidental tínhamos uma justa pretensão de combater a ameaça do terrorismo trans-nacional cuja fábrica estava no Afeganistão e nas montanhas do Paquistão, mais a leste.

Nos últimos 20 anos, nada contribuiu mais para a afirmação da soberania portuguesa do que as nossas três presidências da União Europeia [1992, 2000, 2007], a nossa eleição para o Conselho de Segurança das Nações Unidas [2011-2012] e as diversas missões das forças nacionais destacadas. Nem mesmo o Figo e o Ronaldo projectam tanto a imagem de Portugal além-fronteiras. E ainda assim, no Orçamento do Estado do próximo ano continuamos a ter escassos 52 milhões de euros para a participação de militares portugueses em missões internacionais.
(Fonte : Expresso)

Ambulâncias oferecidas por Portugal já chegaram à ilha do Fogo

O avião C 130 da Força Aérea Portuguesa aterrou no início da tarde desta quarta-feira, no aeródromo de São Filipe, na ilha do Fogo, com as duas ambulâncias oferecidas pelo Governo português, no âmbito das ajudas à vítimas da erupção vulcânica.

Depois de ter deixado as duas ambulâncias, o C130 seguiu viagem para Dakar (Senegal) com a finalidade de transportar os donativos disponibilizados pela Argentina, constituído por tendas e kits de cozinha.

As duas ambulâncias estão devidamente equipadas para prestar os primeiros socorros e para transporte de doentes de um centro de saúde para o hospital regional.

Esta quarta-feira, deverão sair de Angola dois aviões cargueiros com ajuda humanitária, sendo que o de maior porte deverá aterrar na ilha do Sal e outro na Cidade da Praia, de onde os materiais serão encaminhados para a ilha do Fogo, via marítima, já que o aeródromo de São Filipe encontra-se fechado a voos comerciais desde o início da erupção vulcânica. (Bola)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

F-16: Operational Test and Evaluation

Decorreu na Base Aérea n.º 5 o Operational Test and Evaluation (OT&E), com a participação de Portugal, Holanda, Noruega e Bélgica. Nesta Unidade estiveram destacados sete F-16AM/BM e cerca de 200 militares estrangeiros, com o objectivo de testar a operação do novo software do F-16 (Operational Functional Program M6.5) num ambiente simulado, mas o mais próximo possível da realidade operacional. O OT&E foi voado por pilotos operacionais das esquadras de F-16, em coordenação com pilotos de teste da Base Aérea de Edwards (E.U.A). (FAP)

SEMINÁRIO: "PIRATARIA MARÍTIMA - REGIME JURÍDICO, REPRESSÃO E COMBATE"

Com esta iniciativa pretende-se a constituição de um fórum de discussão dos aspectos, quer académicos quer operacionais, da questão da repressão da actividade da pirataria marítima.​​​​

Navios patrulha portugueses despertam interesse noutros países

"São navios modernos, de alta tecnologia, robustos para os nossos mares (...) e que têm despertado muito interesse noutros países e noutras marinhas", afirmou Berta Cabral aos jornalistas em Ponta Delgada, a bordo do Navio Patrulha Oceânico "Figueira da Foz", que hoje inicia a sua primeira missão nos Açores.

Berta Cabral, que é madrinha do "Figueira da Foz" adiantou que "têm sido feitas prospecções de modo a que haja mais encomendas a bem da própria indústria nacional".

"Há uma grande capacidade em Portugal de indústrias de Defesa que têm vindo a ser promovidas no exterior e que devem continuar a sê-lo, porque é uma mais-valia para a economia nacional, não só para a criação de postos de trabalho como para exportação e criação de riqueza para o nosso país", afirmou a governante.

Além do "Figueira da Foz", a Marinha Portuguesa tem um segundo Navio Patrulha Oceânico "Viana do Castelo", que veio recentemente de uma missão no Mediterrâneo, sendo que ambos foram construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

O "Figueira da Foz", que vem substituir a corveta "Baptista de Andrade" na Zona Marítima dos Açores, está equipado com a mais recente tecnologia e tem como missão exercer a autoridade do Estado no mar e realizar tarefas de interesse público nas áreas de jurisdição e soberania nacional, como é o caso das acções de fiscalização, protecção e controlo das actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar, entre outras.

O navio, com 83 metros de comprimento e capacidade para atingir 21 nós de velocidade, tem capacidade para prestar assistência a pessoas e embarcações em perigo e colaborar com a protecção civil e autoridades civis em situação de auxílio à população em caso de catástrofe, calamidade ou acidente.

Além de desejar "boa sorte" à missão do "Figueira da Foz" nos Açores, a secretária de Estado Adjunta da Defesa Nacional referiu que a Marinha tem prestado e vai continuar a prestar "bons serviços" no arquipélago.

O navio patrulha oceânico "Figueira da Foz", construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, deveria ter sido entregue à Marinha Portuguesa em Setembro de 2012, mas tal só aconteceu em Novembro de 2013.

O Navio Patrulha Oceânico "Figueira da Foz" estará nos Açores está Fevereiro de 2015.

Berta Cabral disse, ainda, que a encomenda da Marinha Portuguesa de um conjunto de lanchas dinamarquesas está "em fase de entrega", sendo que depois serão apetrechadas em Portugal na Base do Alfeite.

A governante precisou, também, que até ao final do ano estará elaborada a Lei de Programação Militar, que irá calendarizar e quantificar a aquisição de novos meios militares num período de 12 anos. (NM)

Ministra da Administração Interna entrega 175 viaturas à GNR

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, entrega esta quarta-feira 175 viaturas à Guarda Nacional Republicana, destinadas a reforçar a capacidade de patrulhamento dos comandos territoriais. A cerimónia realiza-se na Escola da Guarda, em Queluz, onde Anabela Rodrigues entregará 126 veículos ligeiros e 49 motociclos. Após a cerimónia de entrega de viaturas, a ministra deslocar-se-á ao Quartel do Carmo, onde visitará uma exposição onde são exibidos diversos meios da guarda a fim de conhecer melhor a instituição. Anabela Rodrigues assumiu o cargo de ministra da Administração Interna no mês passado, após a demissão de Miguel Macedo. Fonte:Correio da Manhã

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Chegada do NPO Viana do Castelo da operação TRITON 2014

O Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, visitaram esta sexta-feira, o Navio da República Portuguesa (NRP) Viana do Castelo, aquando da sua chegada à Base Naval de Lisboa, no Alfeite.

Entre os dias 2 e 30 de novembro, o NRP Viana do Castelo realizou cinco ações de busca e salvamento e socorreu 585 pessoas.

Durante uma intervenção a bordo do Navio, Passos Coelho afirmou que “os portugueses e os Europeus não podem fechar os olhos a esta tragédia humanitária” em que “centenas e centenas de pessoas perdem a vida” numa situação de “radical vulnerabilidade”.

O Primeiro-ministro destacou ainda as diversas operações lançadas pela Agência Europeia FRONTEX e que, graças à “participação de vários Estados Membros da União Europeia”, tem desenvolvido “um modelo pan-europeu de Segurança Fronteiriça Integrada e desempenhado as suas funções no pleno respeito da legislação pertinente da EU”.

“Uma vez mais, Portugal, as suas Forças Armadas e as suas Forças e Serviços de Segurança saem altamente prestigiadas e reconhecidas, nacional e internacionalmente, pelo conjunto de excelentes resultados alcançados e pela disponibilidade e prontidão com que disponibiliza as suas capacidades nestas missões de operação”, frisou ainda.

O Primeiro-ministro referiu também que é uma prioridade estratégica do País “a cooperação e o apoio ao desenvolvimento e estabilização dos países na margem sul do Mediterrâneo”. (Defesa)

Forças Armadas treinam em conjunto no Exercício Lusitano 2014

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco assistiu, durante a tarde desta sexta-feira, ao Lusitano 2014 que considera ser um “exercício de excelência” fundamental para que as Forças Armadas atinjam o “grau de prontidão” necessário para responder eficazmente às várias situações que possam surgir.

José Pedro Aguiar-Branco assistiu à fase final do Exercício Lusitano na Base Aérea n. º 11, em Beja, onde foram simuladas as situações de apoio à ajuda humanitária e evacuação de cidadãos nacionais em área de crise, num País fictício designado Palândia.

Em declarações aos jornalistas, o ministro da Defesa Nacional referiu que “antes das operações” reais é preciso treinar bastante “para que nos momentos e nas horas certas as missões sejam cumpridas com êxito”. O responsável pela pasta da Defesa Nacional deu como exemplo a crise na Guiné Bissau em 2012, quando foi “necessário acautelar uma eventual evacuação de cidadãos portugueses” e cujo cenário era semelhante ao que se pôde observador durante o exercício.

O Lusitano 2014 teve o intuito de treinar o Comando e Controlo das Forças Armadas no planeamento e execução de operações simultâneas em território nacional e no estrangeiro, nomeadamente, em operações de evacuação de não combatentes.

Este ano, o tema escolhido pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas – o responsável pelo exercício – foi a contaminação por vírus Ébola, entre outros. (Defesa)

NAVIO PATRULHA OCEÂNICO FIGUEIRA DA FOZ INICIA COMISSÃO NOS AÇORES

O NRP Figueira da Foz foi idealizado como navio "não combatente" e tem como missão prioritária exercer a autoridade do Estado no mar e realizar tarefas de interesse público nas áreas de jurisdição e de soberania nacional.

No âmbito das tarefas de interesse público destacam-se as acções de fiscalização, protecção e controlo das actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar, bem como, de protecção dos recursos naturais e defesa do ambiente, através da prevenção e combate à poluição marinha.

O navio tem capacidade para prestar assistência a pessoas e embarcações em perigo, integrando a estrutura de busca e salvamento marítimo e para colaborar com a protecção civil e autoridades civis, em situações de auxílio à população, em caso de catástrofe, calamidade ou acidente. (MGP)

MINISTRO DA DEFESA PORTUGUÊS VISITA MILITARES NO KOSOVO

O Ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar Branco visitou, no dia 03 de dezembro, o campo Slim Lines, aquartelamento da"Kosovo Tactical Reserve Manoeuvre Battalion" - KTM do COMKFOR.

O Ministro da Defesa Nacional, acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Pina Monteiro, foi recebido pelo Comandante da KTM, TCor José Neves, tendo-lhe sido prestadas as devidas honras militares. A guarda de honra foi comandada pelo Capitão Nelson Inácio, Comandante da 11ª Companhia de Paraquedistas (BCoy).

Durante a visita, o Ministro da Defesa fez um discurso, onde salientou a importância da missão da KFOR para a estabilização da região e elogiou a competência técnica e profissional dos militares portugueses e, principalmente, as qualidades humanas que identificam o soldado português.

Na assinatura do livro de honra do 1BIPara/FND/KFOR, foi enaltecida a excelente cooperação entre os militares húngaros e portugueses na defesa de valores comuns para a paz e estabilidade do Kosovo e da região dos Balcãs.

Após a visita a Slim Lines, o Ministro Aguiar-Branco esteve presente num encontro com a Presidente da República do Kosovo, Atifete Jahjaga, e numa Office call com o COMKFOR, General Francesco Figliuolo.

Portugal contribui, desde 1999, para a KFOR com a presença dos seus militares, que desempenham funções no comando da KFOR e na KTM. (EMGFA)

China quer promover cooperação militar com Portugal

As autoridades chinesas estão dispostas a promover a cooperação militar com Portugal, nas áreas da formação e da ciência, de forma a fortalecer a confiança estratégica entre os dois países.

A revelação foi feita pelo ministro da Defesa chinês, Chang Wanquan, que esta segunda-feira se reuniu com o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea portuguesa, o general José António Araújo Pinheiro.

Durante a visita oficial de uma semana a território chinês, o general português irá visitar Xangai e duas outras cidades. (A Bola)

sábado, 6 de dezembro de 2014

Exército português volta a ter missões na Guiné em 2015

Os militares portugueses vão voltar a trabalhar em missões de cooperação na Guiné-Bissau no próximo ano, depois de três anos de ausência que se seguiram ao golpe de estado de 2012.

Os ramos prioritários são o Exército e a Marinha, de acordo com o Director-geral de Política de Defesa, Nuno Pinheiro Torres. No primeiro trimestre devem chegar ao país militares que vão prestar assessoria na reforma do sector de segurança guineense.

Ao mesmo tempo, a partir do próximo ano lectivo, a Guiné-Bissau poderá voltar a enviar militares para as academias em Portugal. (A Bola)

Juramento de Bandeira da Instrução Básica 01/2014 (Força Aérea Portuguesa)

Realizou-se, no dia 05 de Dezembro de 2014, o Juramento de Bandeira da Instrução Básica (IB) 01/14, no Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea.

Este momento solene é o culminar de todo o período de instrução básica, representando o final de uma longa caminhada que os nossos recrutas tiveram que fazer para se tornarem militares.

A cerimónia foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José António de Magalhães Araújo Pinheiro. Contou com a distribuição de prémios aos instruendos que mais se distinguiram – em diversas áreas – durante a Instrução Básica, bem como com a leitura de deveres militares do Regulamento de Disciplina Militar, antes do momento solene que é o próprio Juramento de Bandeira.

No final, houve desfile das forças em parada e uma exibição da Banda de Música da Força Aérea. (FAP)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Ministro da Defesa fala em «reinvestimento» nas Forças Armadas

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou que a reforma das Forças Armadas permite retomar «uma lógica de reinvestimento» que vai reflectir-se na nova Lei da Programação Militar (LPM), contribuindo a modernização dos três ramos.

O responsável pela pasta da Defesa falava aos jornalistas na base aérea de Beja, no final de uma visita ao exercício militar «Lusitano 2014», que decorreu nos últimos dez dias em vários pontos do país.

Aguiar-Branco referiu que a linha política seguida nos últimos anos «na zona ocidental do mundo», que dava a segurança e a defesa como «quase um bem adquirido», mudou e é preciso «parar a diminuição dos orçamentos».

«O importante é que hoje há uma consciência de que é necessário cuidar da segurança e da defesa para assegurar a harmonia entre as nações e para assegurar condições para o desenvolvimento, o bem-estar e a felicidade das nações», afirmou.

Acompanhado nesta visita pelas chefias militares, o governante sublinhou que Portugal tem procurado responder às novas directas da NATO decidias na cimeira realizada no País de Gales e que apontam para um aumento para 2% do PIB nas despesas militares e uma maior prontidão operacional dos contingentes.

Questionado sobre a nova LPM, que não é revista desde 2009 e deve ser conhecida até ao fim do ano, Aguiar-Branco aproveitou para sublinhar o «caderno de encargos» que encontrou quando assumiu a tutela da Defesa Nacional, em 2011.

«As pessoas às vezes acham que é demais referirmos isto mas eu não acho, porque há três anos as preocupações que eu tinha como ministro da Defesa Nacional era a possibilidade de assegurar os salários até Outubro, foi este o caderno de encargos que me foi deixado, era o que eu tinha em caixa», reporta a Lusa.

Neste contexto, o ministro considerou que as Forças Armadas deram «um exemplo» e levaram a cabo «uma reforma estrutural» que permite «retomar uma lógica de reinvestimento».

José Pedro Aguiar-Branco disse aguardar uma proposta dos chefes militares, mas assegurou que a LPM «vai com certeza permitir modernizar equipamentos da Marinha, da Força Aérea e do Exército».

«Se desejava ter ainda mais ? É evidente que é sempre melhor ter mais, mas demos o exemplo com os meios de que dispúnhamos, com a racionalização que fizemos, com a reforma estrutural que fizemos, com rácios mais equilibrados entre o que se gasta com pessoal e o investimento, estamos hoje em melhores condições do que estávamos há três anos», considerou. (TVI24)

FRAGATA ÁLVARES CABRAL INICIA MISSÃO NA ILHA DO FOGO

A fragata Álvares Cabral transportando a bordo vários órgãos de comunicação social locais e nacionais largou ontem, dia 04 de Dezembro, pelas 0800 (hora de Lisboa), da cidade da Praia em direcção à ilha do Fogo onde iniciou as actividades de apoio à população afectada pela erupção do vulcão Pico do Fogo.

Na proximidade do porto de Vale de Cavaleiros, ilha do Fogo, foi recebida a bordo a equipa de coordenação das operações em terra, acompanhada pela Ministra da Administração Interna de Cabo Verde, Dra. Marisa Morais. Após apresentação e avaliação da realidade local, procedeu-se à coordenação dos aspectos de apoio humanitário e logístico requeridos às organizações internacionais e ao planeamento do desembarque de bens logísticos e técnicos essenciais para o auxílio das povoações circundantes a SW da ilha, nomeadamente, Achada Furna, Monte Verde e povoação de São Filipe, onde grande parte dos cidadãos deslocados se encontra.

Paralelamente, foram entregues à equipa do consórcio de geociência C4G, os equipamentos de sismografia enviados pela universidade de Lisboa, no sentido de optimizar a recolha e monitorização de dados da actividade sísmica em curso.

Ainda no decorrer da reunião, a Ministra da Administração Interna transmitiu as principais preocupações e prioridades para a acção no local, que passam pela permanente monitorização da actividade vulcânica no sentido de antecipar potenciais focos de catástrofe, pela prestação do apoio médico-sanitário nos centros de deslocados mitigando carências existentes e pela identificação das possíveis áreas de actuação das equipas de bordo.

Já no final da tarde deu-se início à transferência do material proveniente das organizações e instituições portuguesas para a Protecção Civil Cabo Verdiana, que conduz toda a operação na ilha. (EMGFA)

Primeiro-ministro e ministro da Defesa visitam hoje navio Viana do Castelo

O primeiro-ministro e o ministro da Defesa Nacional visitam hoje o navio de patrulha oceânico Viana do Castelo, que participou na operação de controlo dos fluxos migratórios no Mediterrâneo.

No quadro da Operação Triton 2014, da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros (FRONTEX) da União Europeia, o navio de patrulha oceânico português salvou, de acordo com dados da Marinha de dia 27 de Novembro, 585 imigrantes em dificuldades que tentavam atravessar o Mediterrâneo.

O navio da Marinha portuguesa terminou a 30 de Novembro a sua participação nesta missão da União Europeia de controlo dos fluxos migratórios a sul da Sicília.

A visita de Pedro Passos Coelho e de José Pedro Aguiar-Branco está prevista para as 09:00, na Base Naval de Lisboa, no Alfeite.

O último resgate de imigrantes noticiado pela Marinha pelo navio de patrulha oceânico português ocorreu a 27 de Novembro, dia em que foram resgatados um total de 182 imigrantes ao largo da Líbia, posteriormente entregues às autoridades italianas. (Observador)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS REALIZAM EXERCÍCIO LUSITANO 2014

As Forças Armadas Portuguesas estão a realizar o Exercício LUSITANO 2014, que decorre em Portugal continental e nos Arquipélagos da Madeira e Açores, de 24 de Novembro a 05 de Dezembro de 2014.

O LUSITANO 2014 (LUS 14) é um exercício de treino operacional conjunto (envolvendo os três Ramos das Forças Armadas), da responsabilidade do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), que visa exercitar o Comando e Controlo das Forças Armadas no planeamento e execução de operações simultâneas em território nacional e no estrangeiro, nomeadamente em operações de evacuação de não-combatentes; de resposta a crises e apoio à protecção civil englobando, de forma integrada e convergente, todos os níveis de planeamento e condução de operações (estratégico militar, operacional e táctico).

Para o dia 05 de Dezembro, está agendado um programa de visitas com a finalidade de permitir aos presentes assistir a várias actividades do LUS 14, que irão ocorrer no Reduto Gomes Freire (OEIRAS), na região de Setúbal e na Base Aérea Nº 11, em Beja. (EMGFA)

Missões militares portuguesas no estrangeiro vão ser decididas até ao final do ano

Até ao final deste ano, o Presidente da República vai convocar o Conselho Superior de Segurança Nacional para tomar uma decisão sobre o envio de militares portugueses para cenários de conflito internacionais, anunciou hoje o ministro da Defesa.

Na reunião será decidida a forma como Portugal se irá associar à Coligação Internacional contra o Estado Islâmico.

Vários países europeus enviaram já meios aéreos para combate. Os Estados Unidos excluiram a possibilidade de envio de militares para o terreno.

Segundo Aguiar-Branco, para já, "estão assegurados os meios financeiros para Portugal poder participar em 2015 nos vários cenários internacionais, da mesma forma em que esteve até agora". No Orçamento de Estado para 2015, está inscrita uma verba de €52 milhões para as forças nacionais destacadas, o mesmo que no corrente ano.

Segundo José Pedro Aguiar-Branco, no caso do Estado Islâmico importa "estancar uma ameaça que constitui uma fonte de terrorismo para todo o flanco sul da Europa e também para Portugal".

O ministro falava à imprensa no final da cerimónia militar evocativa da participação das Forças Armadas portuguesas durante 12 anos no Afeganistão, ao serviço da ISAF (Força Internacional de Assistência para Segurança), a missão liderada pela NATO.

No discurso que fez às forças do 8.º e último contingente nacional, em parada, Aguiar-Branco lembrou que "o nosso bem-estar coletivo enquanto nação não se constrói apenas dentro das nossas fronteiras".

Lembrou ainda os dois militares mortos no Afeganistão, o primeiro-sargento dos Comandos, Roma Pereira, em 2005 (aos 33 anos) e o soldado paraquedista Sérgio Pedroso, que perdeu a vida em 2007, com 22 anos.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/missoes-militares-portuguesas-no-estrangeiro-vao-ser-decididas-ate-ao-final-do-ano=f901252#ixzz3LPrc9Ilh

General Pina Monteiro diz que só valores da condição militar garantem forças adequadas

"Os princípios e valores da condição militar são o principal pilar para as Forças Armadas adequadas e prontas para estar ao serviço do país" em qualquer ponto do globo, disse Pina Monteiro, no seu discurso numa cerimónia evocativa da participação portuguesa na missão da NATO no Afeganistão, que se iniciou em 2002 e terminou em Novembro.

Pina Monteiro disse que a missão se realizou, com a participação de mais de 3100 militares ao longo de 12 anos, no "mais complexo, perigoso, atípico e complicado teatro de operações".

A participação das tropas portuguesas, disse, comprovou Portugal como "actor de confiança e competência como parceiro na segurança cooperativa", em "acções de combate, assessoria militar e formação" às forças afegãs.

O ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco, assinalou não só o fim dos 12 anos da missão no Afeganistão, mas os "25 anos desde que Portugal decidiu participar activamente em missões internacionais de ajuda humanitária, de apoio à paz e combate ao terrorismo".

Desde então, disse, estiveram envolvidos em missões internacionais cerca de 35 mil militares portugueses.

"Num tempo em que tanto falamos de solidariedade, é bom que nos lembremos deste conceito, o inconformista das nações face à violação dos princípios básicos da dignidade humana", disse.

Aguiar-Branco reiterou que Portugal continuará a apoiar as forças armadas afegãs em 2015, com a presença de alguns militares no quartel general da NATO e contribuindo com um milhão de euros para o "financiamento da comunidade internacional e para a sustentação das forças afegãs".

Na cerimónia foram homenageados os dois militares portugueses que morreram durante a missão no Afeganistão, Paulo Roma e Sérgio Pedrosa. (NM)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Portugal vai integrar nova força de reacção rápida da NATO

O ministro da Defesa revelou hoje à Lusa que Portugal vai participar na nova força de reacção rápida operacional anunciada pela NATO e que esse trabalho de avaliação e preparação deve ser concluído em Fevereiro de 2015.

À margem de uma visita às tropas destacadas em Pristina, capital do Kosovo, José Pedro Aguiar-Branco referiu que a proposta portuguesa "está a ser trabalhada a nível operacional" e "tem implicações várias, quer em termos estruturais, quer em termos financeiros".

"Neste momento, aliás, como na própria NATO, está em curso essa avaliação", afirmou o governante, que apontou o mês de Fevereiro do próximo ano como prazo para terminar o "trabalho de avaliação e preparação".

A este propósito, o ministro da Defesa adiantou ainda que em 2015 Portugal irá ser "nação hospedeira" de "um exercício militar de grande visibilidade", o "Trident Juncture", organizado em conjunto com Espanha e Itália.

Nesse exercício irão ser testados "níveis de prontidão mais acelerados e Portugal está no âmbito da preparação e da reestruturação que está a acontecer a ver de que forma pode participar nesse esforço", afirmou Aguiar-Branco.

Também o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Pina Monteiro, disse à Lusa que as Forças Armadas portuguesas "participam activamente nesta nova dimensão de prontidão da Aliança", e que actualmente existe uma unidade de artilharia (a NRF15) "em condições de ter em território nacional uma prontidão de cinco dias".

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO anunciaram na terça-feira à noite a criação de uma força de reacção rápida operacional em 1 de Janeiro de 2015, perante o aumento da actividade militar russa a leste e o avanço 'jihadista' a sul, com contributos iniciais da Alemanha, Holanda e Noruega.

"Este é o maior aumento da nossa defesa colectiva desde o fim da Guerra Fria", indicou em conferência de imprensa o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, a propósito do plano de acção para contempla a evolução em 2016 para uma força conjunta "de muito alta disponibilidade", que possa projectar uma brigada, que tem entre quatro mil e cinco mil efectivos, "em dias, em vez de semanas".Lusa/SOL

Capacidade das tropas portuguesas contribui para "êxito da missão" no Kosovo

Num curto discurso antes de almoçar com o contingente que está ao serviço da missão da KFOR, em Pristina, capital do Kosovo, Aguiar-Branco enalteceu a "competência técnica e profissional dos militares portugueses", mas principalmente "o factor humano".

O governante disse que "a capacidade de fazer pontes" dos militares portugueses é particularmente importante face ao "contexto de grande diferenciação étnica" desta missão nos Balcãs.

"Este referencial no militar português é um activo estratégico reconhecido em todo o lado (...) É para mim um orgulho constatar esta marca distintiva em todos os fóruns em que participo", afirmou José Pedro Aguiar-Branco, naquela que é a sua terceira visita a militares destacados no Kosovo.

Desejando um Feliz Natal ao batalhão de Pára-quedistas portugueses aquartelados no campo de "Slim Lines", o ministro da Defesa procurou passar uma mensagem de esperança.

"Tudo o que estamos a fazer na Defesa Nacional tem sido feito em consenso e acção partilhada com as chefias militares, podem estar confiantes", disse, apontando como objectivos da tutela o aumento da capacidade operacional e a afirmação da condição militar.

Imediatamente antes, também o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Pina Monteiro, afirmou que a missão no Kosovo "continua a ser importante para Portugal" e elogiou os "pergaminhos de há muitos anos" dos Pára-quedistas portugueses em missões deste género.

Perante o contingente português, Artur Pina Monteiro afirmou que o ano de 2015 "não traz nuvens negras, mas esperança" para as Forças Armadas.

Portugal tem actualmente 188 militares na missão da NATO no Kosovo, partilhando actualmente as funções de reserva táctica com a Hungria. (NM)

Chegada dos Militares da Força Aérea

Regressaram na passada segunda-feira, dia 1 de Dezembro, os militares que estiveram integrados nas Forças Nacionais Destacadas ao serviço das Nações Unidas e da NATO na realização de operações no Mali e na Lituânia respectivamente.

O destacamento aéreo em Bamako, Mali, foi constituído por uma aeronave C-130H Hércules, respectiva tripulação, pessoal de apoio e seis militares do Exército, num total de 47 militares. Durante os cerca de três meses de operação, os militares da Força Aérea realizaram missões que contribuíram enquanto pilar no processo de estabilização e de manutenção de paz na região, destacando-se o transporte de militares, ajuda humanitária, água potável e mantimentos, perfazendo um total de 234 horas de voo no transporte de 1568 pessoas e 216.325KG de carga.

Sob a égide da NATO, a Esquadra 601 “Lobos”, realizou durante um mês, missões de patrulhamento marítimo no âmbito das Immediate Assurance Measures(IAM) 14, sediados na Base Aérea em Siauliai, Lituânia.

Durante a operação, foram empenhados 27 militares das áreas de operações, logística, manutenção, comunicações e sistemas de informação e de apoio tendo sido realizadas 13 missões, totalizando cerca de 90 horas de voo.

Na zona de operações, foram identificados e classificados vários meios, aéreos e marítimos, de nacionalidade Russa, tendo sido os seus movimentos e operação monitorizados e reportados, contribuindo para a manutenção do panorama do Báltico. (FAP)

CONFERÊNCIA - "A IMPORTÂNCIA DAS INFORMAÇÕES NA SEGURANÇA MARÍTIMA"


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Portugal entrega equipamentos de telecomunicações na Ilha do Fogo

Uma equipa das Forças Armadas portuguesas entregou, esta terça-feira, cerca de dezena de equipamentos de telecomunicações por satélite aos elementos da Protecção Civil na povoação mais atingida pelas erupções vulcânicas na ilha cabo-verdiana do Fogo.

Em declarações agência Lusa, o major António Dias disse, à saída de Portela, que a partir de agora estão, pelo menos, resolvidos os problemas de comunicação entre as forças da Protecção Civil cabo-verdiana e os diversos centros de operação em São Filipe e na Cidade da Praia.

O oficial português, acompanhado por Luís Simões, da polícia portuguesa em missão permanente em Cabo Verde, faz parte da equipa avançada da Fragata portuguesa Álvares Cabral, que está a caminho do arquipélago, onde deverá chegar quarta-feira à cidade da Praia e partirá no dia seguinte para São Filipe, no Fogo.

António Dias salientou estar "muito impressionado" com o manto de lava que cobre não só o planalto central de Chã das Caldeiras e, sobretudo, a povoação de Portela, praticamente semi-destruída pela força da lava que, já a meio da localidade, se eleva a cerca de cinco metros de altura.

O vulcão do Fogo entrou em erupção a 23 de Novembro e até ao momento a lava já destruiu mais de 50 habitações, muitas cisternas de água, currais, várias casas de apoio à agricultura e uma vasta área de terreno agrícola.

Também consumiu a sede do Parque Natural do Fogo, inaugurada em Março deste ano e orçado em cerca de um milhão de euros, uma escola básica, um hotel, mas até agora não provocou vítimas. (JN)

As Forças Expedicionárias Marítimas serão determinantes nas “operações da NATO”

“Estou convicto de que as Forças Expedicionárias Marítimas terão um papel determinante nas Operações da NATO”, afirmou o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, na abertura da conferência da Strike Force NATO (STRIKFORNATO), que decorreu esta manhã, em Oeiras.

A necessidade de meios operacionais mais rápidos, mais eficientes e mais eficazes justificam a importância crescente deste tipo de forças e das quais a STRIKFORNATO é a principal responsável.

Para o ministro da Defesa Nacional, as ameaças crescentes e os “desafios multipolares” que caracterizam o actual ambiente de segurança irão forçar a Aliança a adaptar-se a uma nova realidade, onde as operações expedicionárias marítimas constituem “um instrumento fundamental”.

Para dar um novo impulso às Forças Navais Permanentes da NATO - que sofreram um desinvestimento em consequência dos elevados recursos empenhados no Afeganistão – José Pedro Aguiar-Branco considera fundamental que se desenvolva agora o treino e o exercício militares.

O ministro da Defesa Nacional adiantou ainda que o exercício Trident Juncture 2015, no próximo ano, permitirá a certificação da NATO Response Force e do uso das forças expedicionárias. “A NATO precisa de estar preparada para encarar os desafios e as ameaças futuras e as Forças Expedicionárias Marítimas são um recurso vital que deve ser potenciado”, concluiu. (Defesa)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Portugal e Angola reforçam programa de cooperação na área da Defesa

Os ministros da Defesa de Portugal e Angola, respectivamente, José Pedro Aguiar-Branco e João Lourenço, assinaram hoje, na Fortaleza de S. Julião da Barra, em Oeiras, um Programa Quadro de Cooperação Técnico-Militar para o triénio 2015-2017.

Um programa que, de acordo com o ministro da Defesa português, visa “reforçar a cooperação nalgumas áreas específicas das componentes “naval, aeronáutica e terrestre”, mas dando continuidade ao “bom relacionamento” que existe, desde há muito tempo, entre os dois países.

Durante a intervenção de abertura da conferência de imprensa que juntou os dois ministros, José Pedro Aguiar-Branco adiantou que, na reunião bilateral, foi feita “uma reflexão sobre a situação do golfo da Guiné”, onde as partes concordaram que “é preciso reforçar a vigilância e a fiscalização marítimas”, perante as ameaças do “narcotráfico e da pirataria” e promover o treino conjunto entre os militares de ambos os países.

O ministro da Defesa angolano destacou, por sua vez, “a vontade política de continuar a trabalhar em conjunto e de forma cada vez mais estreita”, até porque “as relações entre Portugal e Angola são históricas”.

Durante a conferência de imprensa e em resposta aos jornalistas, João Lourenço afirmou que “as Forças Armadas angolanas têm interesse particular na cooperação com Portugal, sobretudo no domínio da formação e do ensino militar, dos mais diferentes níveis (básico, intermédio e superior)”. A experiência da marinha portuguesa “no controlo das fronteiras marítimas” e a oferta de Portugal ao nível das indústrias de Defesa são outros dos aspectos com interesse para Angola. (Defesa)

Portugal vai cooperar na formação de militares angolanos

Portugal e Angola vão aprofundar a cooperação na área da Defesa, segundo um acordo assinado esta segunda-feira, nomeadamente na formação de militares angolanos, e que poderá permitir a participação conjunta em exercícios de vigilância no golfo da Guiné.

Os ministros da Defesa português, José Pedro Aguiar Branco, e angolano, general João Lourenço, assinaram no forte de São Julião da Barra, em Oeiras, um programa-quadro de cooperação na área da Defesa, que vai vigorar entre 2015 e 2017.

O acordo privilegia a formação e treino de militares angolanos, «nos diferentes níveis de ensino – básico, intermédio e superior», anunciou o ministro angolano, na conferência de imprensa que se seguiu à assinatura do documento, adiantando que Luanda tem também interesse nos conhecimentos de Portugal em termos de Marinha de guerra, «mais concretamente sobre o controlo de fronteiras marítimas» e «está a ver em que medida pode contar com a experiência de Portugal nas indústrias de Defesa».

João Lourenço referiu ainda que o acordo será efectivado mediante a assinatura de «cinco ou seis protocolos» mais específicos, no próximo mês.

Segundo o governante português, esta cooperação poderá ter «uma expressão prioritária, do ponto de vista geoestratégico, naquilo que é a ameaça iminente» no golfo da Guiné, região afectada por problemas de «narcotráfico, pirataria e segurança do transporte marítimo».

Aguiar Branco considerou que «será possível traduzir» a experiência da formação «na possibilidade de militares angolanos estarem em navios portugueses para participar em exercícios de vigilância e fiscalização marítima» naquela região.

Na conferência de imprensa que se seguiu à assinatura do programa-quadro, o ministro angolano afirmou que o seu país «necessita de comprar meios marítimos, navios-patrulha e outros», mas rejeitou que essa intenção esteja relacionada com a «existência de algum problema com algum país vizinho», nomeadamente com a República Democrática do Congo.

Os dois governantes enalteceram a qualidade das relações e da cooperação entre Lisboa e Luanda no domínio da Defesa.

Aguiar Branco salientou a «excelência da relação na área da cooperação na Defesa» e sublinhou que o acordo hoje assinado representa «uma continuidade» de um trabalho «num pilar estruturante da cooperação».

Para João Lourenço, que realizou a sua primeira visita oficial a Portugal, «as relações entre os dois países são históricas».

«Mas nós não podemos de forma nenhuma sentirmo-nos satisfeitos com o nível em que essas mesmas relações estão em determinado momento. Temos o dever de procurar aperfeiçoar e aprofundar cada vez mais o nível das relações entre os nossos dois países», sustentou.

O general angolano mencionou que, na reunião que antecedeu a assinatura do programa-quadro, Aguiar Branco referira que, «como é normal nas relações entre países amigos, às vezes estas têm altos e baixos, mas a nível da Defesa, só tem altos e até ao presente não se conhecem baixos», acrescentando: «Vamos trabalhar para que continue a ser assim», reporta a Lusa. (TVI)

NRP ÁLVARES CABRAL LARGA RUMO A CABO VERDE

A Fragata ÁLVARES CABRAL largou, no passado dia 28 de Novembro, pelas 17h30, da Base Naval de Lisboa em direcção a Cabo Verde para prestar apoio à população local afectada pela erupção do vulcão Pico do Fogo, na ilha do Fogo.

Na largada do navio estiveram presentes o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro e o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Luís Manuel Fourneaux Macieira Fragoso.

O General CEMGFA elogiou em discurso, a pronta resposta da Marinha no apoio a Cabo Verde, país irmão que se encontra em dificuldades devido às consequências da erupção do vulcão Pico do Fogo. (EMGFA)