segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas agradece cooperação do Município da Guarda

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), general Artur Pina Monteiro, enviou uma “referência elogiosa” à Câmara Municipal da Guarda e às gentes da Beira pela forma como decorreram, na cidade da Guarda, as comemorações do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Na missiva o CEMGFA agradece publicamente e reconhece “a singular e excepcional colaboração verificada entre as Forças Armadas e o Município da Guarda”. 

Artur Pina Monteiro lembra que as Forças Armadas disponibilizaram um elevado número de efectivos para a Cerimónia Militar e ergueram no Parque Urbano do Rio Diz as Actividades Militares Complementares.
“Também quero neste momento, como Homem da Beira, agradecer a forma amiga e solidária como as Forças Armadas foram acolhidas e apoiadas, desde o dia 2 ao dia 13 de Junho, tendo recebido os mais rasgados elogios, e sentido a forma calorosa e muito amiga como os militares foram recebidos e incentivados”, escreve o CEMGFA.

Artur Pina Monteiro tem também uma palavra de agradecimento e de apreço “a todos os organismos, instituições e Forças de Segurança, sediados no distrito da Guarda que durante toda a fase de planeamento e durante as comemorações, contribuíram para o desenrolar das tarefas específicas das Forças Armadas e que, em todos os momentos, foram excelentes conselheiros e colaboradores, sempre com o objectivo presente de apoiar a cidade da Guarda e as suas gentes”. 

O CEMGFA, também enaltece a visão, a disponibilidade e a cuidada supervisão desenvolvida presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, “que com grande elevação humana permitiu uma dinâmica muito específica e um desempenho singular, garantindo que o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas resultasse em honra e lustre para as Forças Armadas e para Portugal”. (A Guarda)

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Exército vai criar Regimento de Emergência em Abrantes

O quartel militar de S. Lourenço, em Abrantes, onde nos últimos anos esteve instalada a Escola Prática de Cavalaria (EPC) vai acolher ainda durante este ano o novo Regimento Militar de Apoio e Emergência do Exército Português.

O novo regimento vai ser uma força militar de apoio civil, ou seja, uma unidade para prestar apoio às populações em caso de catástrofes, ou à Protecção Civil, sempre que seja accionado para um qualquer teatro de operações em qualquer ponto do país.


Para lá da estrutura base, vai ter ainda uma companhia de engenharia, uma companhia de reabastecimento e serviços e um hospital de campanha.

Ao que Rede Regional conseguiu apurar, o novo regimento está em fase de criação através de um pacote legislativo no Ministério da Defesa que deverá ainda ser publicado em Diário da Republica, sendo depois a sua activação da responsabilidade do Chefe do Estado Maior do Exército.

Embora o regimento ainda não esteja oficialmente criado, já está em curso o concurso público para levar a cabo um conjunto de obras nas instalações militares, e que passam pela renovação as infraestruturas básicas, pela requalificação de casernas no sentido de dar melhores condições de habitabilidade aos militares, e ainda a construção de um hangar que possa acolher todo o material da nova estrutura.  (RR)

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

VALENÇA EVOCA O CENTENÁRIO DA 1ª GUERRA MUNDIAL

Valença evoca o Centenário da 1ª Guerra Mundial, com mostra de viaturas militares na Fortaleza, concerto da Banda Militar do Porto, a exposição “1ª Guerra Mundial – Valencianos nas Trincheiras” e a “Operação Fortaleza”.

As comemorações começam sábado, 26 de Julho, com uma mostra de viaturas pandur do Exército Português, nas Portas do Sol, entre as 10h e as 24h00. Uma mostra que pode ser visitada, ainda, no domingo entre as 9h e as 18h00.

O Núcleo Museológico vai receber a exposição “1ª Guerra Mundial – Valencianos nas Trincheiras”, com inauguração marcada para as 21h00 de sexta-feira. Uma exposição que estará patente ao público, até 30 de Novembro.

As comemorações contam, também, um concerto da Banda Militar do Porto, sábado, 27 de Julho, às 22h00, na Coroada – Fortaleza. Valença com larga tradição de bandas militares, desde 1927, com a desactivação da estrutura militar local, nunca mais tinha recebido uma banda do Exercito Português. Um concerto que se espera com grande expectativa, sob direcção musical do Capitão Alexandre Coelho. No âmbito do concerto o ex-Combatente, Major Alberto Pereira de Castro, deixará o seu testemunho com o tema “Da Crueldade da Guerra ao Compromisso das Gerações”.

Um fim de semana enriquecido com a “Operação Fortaleza de Valença”, com actividades e airsoft, rapel e uma reencenação histórica.

Para Jorge Salgueiro Mendes, Presidente da Câmara Municipal “Com esta iniciativa Valença regressa ao passado quer com a actuação da Banda Militar, quer com o testemunho e exposição alusivas à 1ª Guerra Mundial. Além de recordar um período da história, é também o momento para homenagear as mais de duas centenas de valencianos que integraram o Corpo Expedicionário Português e, muitos deles, não voltaram a casa”. (Local.Pt)

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

O ministro da Defesa Nacional atesta utilidade dos submarinos

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, defendeu esta quarta-feira a utilidade dos dois submarinos alemães adquiridos por Portugal, adiantando terem executado um total de 38 missões desde 2011 e 13.135 horas de navegação.

«Não tenho a mínima dúvida de que eles [submarinos] cumprem missões que são relevantes em termos do interesse nacional. No caso específico, em 2011 o Tridente fez 10 missões, em 2012 quatro, em 2013 cinco e em 2014 duas (5.356 horas de navegação). O Arpão também já fez 17 missões (7.779 horas)», afirmou Aguiar-Branco na comissão parlamentar de Inquérito aos Programas de Aquisição de Equipamentos Militares (EH-101, P-3 Orion, C-295, torpedos, F-16, submarinos, Pandur II).

Respondendo a questões do deputado social-democrata António Prôa, o responsável da maioria PSD/CDS-PP pela pasta da Defesa lembrou a «capacidade submarina centenária» de Portugal e até advogou que se deveria «olhar para o reforço da utilização deste equipamento que permite à Marinha cumprir várias missões de fiscalização, vigilância e pesquisa na Zona Económica Exclusiva, até de forma menos dispendiosa que outros equipamentos».

Aguiar-Branco elogiou ainda o seu antecessor no cargo, o socialista Santos Silva, por ter preparado a «transcrição para o direito interno» de uma directiva europeia que «acabou com o regime das contrapartidas em termos de negócios de aquisição de equipamentos militares».

«Tudo o que está associado às contrapartidas são contratos extremamente complexos de avaliar. A nebulosidade não contribui em nada numa área que deve ser de transparência. Foi avisado o anterior Governo e o ministro», disse, recordando ter-se tratado da primeira medida adoptada assim que tomou posse.

O deputado socialista José Magalhães estranhou a extinção da Comissão Permanente de Avaliação das Contrapartidas, sugerindo que a mesma afastou o sector da Defesa do processo de fiscalização e de decisão, bem como as alterações negociadas relativamente a investimentos previstos em Portugal, exemplificando com o «abortado» projecto hoteleiro no Algarve, denominado «Alfamar».

«A extinção da comissão de contrapartidas aconteceu com a aprovação da alteração do regime de aquisição de equipamentos militares, que passou para a Direcção-Geral das Actividades Económicas, em articulação com o Ministério da Defesa», explicou o ministro, considerando que aquela entidade está «em melhores condições de fazer escrutínio de programas que estão para lá do sector da Defesa» por se encontrar «mais no terreno do sector comercial».

Ainda em resposta ao parlamentar do PS, Aguiar-Branco confirmou ter pedido um parecer à Procuradoria-Geral da República para «sustentar a aplicação de multas por mora e incumprimentos contratuais» e que «a penalidade de um milhão e 91 mil euros» já foi aplicada.

O governante esclareceu ainda que ambos os navios ainda não chegaram à fase de «recepção efectiva», dependente do actual período de experimentação e consequentes melhorias técnicas.

«A (recepção efectiva) do Tridente está prevista para Setembro/Outubro de 2014, enquanto a do Arpão estará concluída durante o ano de 2015», clarificou, adiantando que haverá um teste de disparo de torpedos ainda este ano com o segundo navio.
(Tvi 24)

Ex-ministros da Defesa questionam necessidade de rever leis aprovadas há cinco anos

Os ex-ministros da Defesa Nuno Severiano Teixeira e Augusto Santos Silva questionaram hoje a necessidade de alterar as leis da Defesa Nacional e da Organização das Forças Armadas, por a reforma ter sido aprovada apenas há cinco anos.

Ouvido na comissão parlamentar de Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira sublinhou que a reforma das leis hoje em debate na especialidade foi aprovada em 2009 após quase 30 anos de vigência, para as adaptar à realidade do país e do mundo.

O ex-governante defendeu que as lei da Defesa, que implicam consensos na aprovação e na implementação, deveriam ter um ciclo de vida maior, e não estar sujeitas a sucessivas alterações.

"São alterações mínimas, não sei se valeria a pena", disse.

Apesar de considerar que as alterações, no geral, "vão no bom sentido", Severiano Teixeira, que tutelou a Defesa Nacional entre 2005 e 2009, advertiu para a necessidade de haver "cautela na implementação" do reforço do papel do parlamento no processo decisório do envio de militares para o estrangeiro.

Sendo a "alteração mais importante", deverá ser tida em conta a rapidez com que aquelas decisões têm de ser tomadas, face à natureza de algumas missões.

Este foi também um alerta deixado pelo ex-ministro Santos Silva, que tutelou a pasta entre 2009 e 2011, considerando que a tendência do reforço das competências do parlamento "é boa em si" mas defendeu que é preciso "cuidado para não resultar em más práticas".

O ex-ministro frisou que no caso de missões de retirada de cidadãos portugueses de locais ou situações de crise a resposta tem de ser imediata o que poderá não ser compatível com um processo decisório longo.

Na audição, Santos Silva sublinhou que não encontra motivos ou necessidade para a revisão das leis aprovadas em 2009, afirmando que o país "viveria bem sem essas alterações".

Santos Silva foi particularmente crítico em relação à proposta para que os militares que aceitem exercer cargos políticos para os quais tenham sido eleitos sejam abatidos ao quadro, uma alteração que a maioria PSD/CDS-PP já deixou cair, optando por prever um regime de licença ilimitada.

"A minha incompreensão é tal que ponho a hipótese de me estar a faltar alguma coisa, não encontro necessidade. Será desprestigiante para o próprio parlamento ", afirmou, considerando que o significado da proposta só poderá ser a "desqualificação do exercício de mandatos democráticos".

Severiano Teixeira tinha também considerado que o "abate ao quadro" seria "um bocadinho violento" e até "ofensivo para os militares".

A nova proposta da maioria PSD/CDS-PP mantém, no entanto, que os militares naquelas condições ficam obrigados a indemnizar o Estado no caso de não terem cumprido o tempo mínimo de serviço efectivo na sua categoria.

Na audição, Santos Silva manifestou ainda estranheza por a proposta de lei de Bases da Organização das Forças Armadas incluir na dependência do Estado-Maior General das Forças Armadas o "Instituto Universitário Militar", que ainda não foi criado e, por outro lado, nada prever quanto ao Instituto de Estudos Superiores Militares.

Sobre esta questão, o deputado do CDS-PP João Rebelo afirmou que está prevista a criação do Instituto Universitário Militar em 2016.

As propostas de lei de Defesa Nacional e de Bases da Organização das Forças Armadas vão a votação final global na próxima sexta-feira. (Jornal I)

Santos Silva: Submarinos nem eram "prioridade número um". Nem para "abandonar"

O antigo ministro da Defesa Augusto Santos Silva afirmou hoje que os submarinos não eram a "prioridade 'número um' de equipamento militar das Forças Armadas portuguesas", mas que também não foi definido que seriam "uma capacidade a abandonar".

"Do meu conhecimento, nunca desde 1995 se definiu que os submarinos eram a prioridade 'número um' de equipamento militar das Forças Armadas portuguesas, mas também nunca se definiu que eram uma capacidade a abandonar. Portanto, a política é isso, as decisões políticas são essas, fazer opções em condições de restrição e responder por elas", afirmou Santos Silva.

O antigo ministro da defesa do Governo de José Sócrates, respondia assim, na comissão parlamentar de inquérito à compra de equipamento militar, a uma pergunta do deputado do PS José Magalhães.

Numa outra resposta, ao deputado e coordenador do BE João Semedo, o ex-ministro da Defesa disse nunca ter-se encontrado com o antigo cônsul honorário de Portugal em Munique, um cidadão alemão condenado pela justiça da Alemanha por corrupção na venda de submarinos a Portugal e à Grécia.

"Não, até porque nunca fui a essa famosa conferência de segurança de Munique", afirmou, referindo-se a uma conferência que se realiza anualmente naquela cidade alemã e onde os ministros da Defesa se costumam deslocar. "Eu não confundo as reuniões da NATO ou do Conselho Europeu com conferências que são ao mesmo tempo areópagos de pensamento estratégico, diplomacia paralela e exibição de equipamento", declarou.

Questionando por João Semedo sobre se fez queixa do cônsul honorário em causa ao Ministério Público, Santos Silva respondeu que nunca teve tutela sobre cônsules, "honorários ou não".

Ainda sobre os submarinos serem uma prioridade, Santos Silva especificou que "o estabelecimento de prioridades feito pelas Forças Armadas e que têm sido sucessivamente validadas pelo chefe de Estado-maior general das Forças Armadas, que tem a responsabilidade de olhar para todos os ramos transversalmente", incluiu os submarinos, por vezes, e noutras não.

O navio polivalente logístico, a arma ligeira e os navios patrulha "foram configurados em listas de prioridades, que foram variando, umas foram seguidas umas vezes, outras não", apontou.

"Vários governos tiveram que tomar decisões sobre essas prioridades. O governo em funções em 2004 decidiu continuar o processo de aquisição dos submarinos, entendendo que as novas restrições orçamentais não prejudicavam esse processo e, entendendo provavelmente, que ele já estava num ponto de avanço tal que talvez interrompê-lo fosse mais custoso para o país do que terminá-lo", disse. "O actual Governo ainda há poucos meses viu-se obrigado a cancelar o programa dos navios patrulha que estavam por fazer", acrescentou. (N)

terça-feira, 22 de Julho de 2014

«Marinha e Força Aérea têm papel determinante», diz secretária de Estado da Defesa

Berta Cabral, secretária de Estado da Defesa, sublinha o papel determinante de dois dos ramos das Forças Armadas num arquipélago como os Açores.

«Por razões óbvias, num arquipélago como o nosso, com nove ilhas, com nove parcelas dispersas, com mais mar do que terra, é óbvio que a Marinha tem um papel determinante, que a Força Aérea tem um papel determinante, também por outras razões e que têm sobretudo a ver com a busca e salvamento e com as evacuações aero médicas», afirmou a antiga presidente da câmara de Ponta Delgada. (A Bola)

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Vice-primeiro-ministro Paulo Portas é ouvido na comissão sobre equipamentos militares

O âmbito do inquérito, inicialmente apresentado pelo PS centrado na compra dos submarinos e dos PANDUR durante o governo PSD/CDS-PP liderado por Durão Barroso e quando Paulo Portas era ministro da Defesa, foi alargado por proposta da maioria para abranger todos os contratos de equipamentos militares desde há cerca de 15 anos: P3 Orion, helicópteros EH101, Torpedos, C295, aviões F-16, submarinos e viaturas blindadas PANDUR.

No objecto do inquérito mantêm-se o propósito de "assegurar o integral esclarecimento sobre a responsabilidade, por acção ou omissão, dos intervenientes na celebração destes contratos, nomeadamente o seu grau de conhecimento e envolvimento nas negociações pré-contratuais que antecederam aqueles".

O contrato de aquisição de dois submarinos para a Marinha Portuguesa ao consórcio alemão GSC - na altura, por cerca de 770 milhões de euros - foi assinado a 21 de Abril de 2004, na base naval de Lisboa, no Alfeite, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas era ministro da Defesa Nacional.

A decisão de compra tinha sido aprovada em Conselho de Ministros a 25 de Setembro de 2003, com o Governo a considerar que o consórcio alemão apresentou uma proposta mais favorável em termos de preço, contrapartidas e condições operacionais do que os estaleiros franceses DCNI.

Este negócio suscitou dois processo de judiciais: um deles, centrado nas contrapartidas da aquisição dos submarinos aos alemães, já terminou em primeira instância com a absolvição de todos os arguidos; o outro está relacionado com o negócio da compra e venda do equipamento e encontra-se ainda em investigação no Ministério Público, tendo Paulo Portas sido ouvido a 24 de Abril deste ano, na qualidade de testemunha.

Os submarinos portugueses Tridente e Arpão, começados a construir na Alemanha desde 2005, custaram ao Estado português cerca de mil milhões de euros e foram entregues a partir de 2010.

A comissão tem estado a ouvir, ao longo da última semana os actuais chefes dos ramos e antigos ministros da Defesa, já tendo recolhido os depoimentos de António Vitorino, Júlio Castro Caldas, Rui Pena e Jaime Gama. (NM)

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Ministro da Defesa Nacional “Todas as empresas [da Defesa] são passíveis de ser privatizadas

Em entrevista ao Diário Económico, o Ministro da Defesa Nacional revelou que será criada uma entidade de apoio para as empresas da Defesa, públicas e privadas, com o objectivo de promoção e apoio à internacionalização.

José Pedro Aguiar-Branco considera que "todas as empresas [da área da Defesa] são passíveis de ser privatizadas". A posição do Ministro da Defesa Nacional foi apresentada numa entrevista ao Diário Económico esta quinta-feira, 17 de Julho.

"Não compete ao Estado estar a fazer a gestão destas empresas. Portanto tudo o que for possível de trazer uma mais-valia como privatização é considerado como podendo ser privatizado", acrescentou.

Neste momento, o Executivo trabalha na privatização da Empordef, a ‘holding’ que agrega as empresas da indústria da defesa. Aguiar-Branco acredita que a "vocação do Estado não é ser gestor destas empresas", referindo ainda a acumulação de passivo "excessivo" na ordem dos 300 milhões de euros.

O modelo de privatização seguido consistirá numa "oferta de um número de acções até 95% do capital e 5% para os trabalhadores", à semelhança do modelo que estava a ser seguido nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Para já, não há data prevista para este processo.

Ao Económico, Aguiar-Branco revelou ainda que a IDD (Indústria da Defesa) passará a ser chamada de Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais e será responsável pela promoção destas empresas.

"Pretendemos ter um sentido estratégico de internacionalização dessas empresas e aproveitar toda a acção externa do ministério, fazendo essa promoção", referiu. (JN)

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

General Valença Pinto com reservas sobre reforço de competências do parlamento na Defesa

O general Valença Pinto manifestou esta quarta-feira as "maiores reservas" quanto ao reforço das competências do parlamento na apreciação do envio de militares para o exterior, prevista na proposta de lei da Defesa Nacional. O ex-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas defendeu, na comissão parlamentar de Defesa Nacional, que em princípio "é sempre bom" quando mais órgãos de soberania se envolvem nas decisões mas advertiu que a proposta em concreto "é extraordinariamente problemática". (Correio da Manhã)

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Aeronaves satisfazem, mas faltou contrato de manutenção a helicópteros

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea mostrou-se hoje satisfeito com o parque aeronáutico disponível e sua renovação na década anterior, mas estranhou a inexistência de um contrato de manutenção para os helicópteros EH-101.

O general José Araújo Pinheiro garantiu ter existido "transferência tecnológica efectiva para as Oficinas Gerais de Manutenção Aeronáutica (OGMA) porque foram fazendo revisões gerais das aeronaves da Força Aérea (portuguesa) e a empresa foi sendo subcontratada por outras forças para modificações em modelos semelhantes", em resposta a deputados do PCP e do PS, na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas Relativos à Aquisição de Equipamentos Militares (EH-101, P-3 Orion, C-295, torpedos, F-16, submarinos, Pandur II).

"A manutenção técnica é da responsabilidade do fabricante, sendo que quem está a fazer a manutenção no dia-a-dia é as OGMA, sob supervisão da Augusta Westland (empresa britânica construtora dos EH101)", explicou, esclarecendo não saber "o que esteve na base da decisão de não se ter feito logo um contrato de manutenção", pois, por exemplo, quando a FA adquiriu o (avião bimotor) C295 tal foi garantido.

O deputado comunista Jorge Machado tinha estranhado a opção por um modelo que é "um dos helicópteros mais caros do Mundo" e questionou o responsável sobre outras escolhas possíveis ou mesmo a possibilidade de não ter 12 aparelhos daqueles, mas antes uma frota complementar de aeronaves mais acessíveis.
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"Não foi a FA que decidiu a aquisição nem o poderia fazer porque os valores em causa implicam decisão ao mais alto nível. Foi decidido pelo Governo. Obviamente, a intervenção da FA é identificar uma necessidade e propor uma opção. A aquisição, seja qual for o equipamento militar, é sempre do Governo", afirmou o general, remetendo as dúvidas sobre os valores em causa para relatórios publicados pelo Tribunal de Contas.

O parlamentar socialista José Magalhães também lembrou o plano de aquisição por parte do Exército de "helicópteros leves", entretanto abandonada, e formalizou mesmo um requerimento para saber mais pormenores junto do Chefe do Estado-Maior do Exército, já ouvido na Assembleia da República.

"A manutenção (dos EH101) é cara", reconheceu Araújo Pinheiro, adiantando que "está a ser renegociado o contrato" pela direcção-geral respectiva e "haverá margem de manobra para a FA poder assumir alguma da manutenção e assim reduzir custos".

Falando globalmente dos quatro programas de equipamento em causa - helicópteros EH101 e aviões P-3 Orion, C-295 e F-16 -, o CEMFA garantiu estarem "aprovados e em curso, decorrendo com alguma normalidade e a chegar ao seu termo" e que "os equipamentos que foram adquiridos eram necessários e no tempo certo, sem perda de capacidade".

Os deputados do PSD e do CDS-PP António Prôa e Cecília Meireles, respectivamente, apresentaram também questões sobre a necessidade e o real emprego dos referidos equipamentos e pormenores sobre as datas das decisões políticas.

Araújo Pinheiro esclareceu que as decisões sobre os F-16 remontam a 1990 - a primeira de duas frotas - e a 1998, enquanto os contratos para as restantes aeronaves foram assinados pelo Estado português em Dezembro de 2001 (EH101) e em agosto de 2005 (P-3 e C-295), ou seja, com o PS no Governo.

A comissão de inquérito retomará os seus trabalhos quarta-feira, pelas 10:00, com a audição do antigo ministro da Defesa Nacional António Vitorino, seguindo-se outro ex-responsável pela pasta Castro Caldas, às 15:00. (Jornal I)

quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Vídeo das Comemorações do Dia da Força Aérea

PORTUGAL ACOLHE EXERCÍCIO DE VEÍCULOS AUTÓNOMOS NO REP14-ATLÂNTICO

O exercício Recognized Environmental Picture (REP) Atlantic 2014 (REP14-Atlântico) é um exercício conjunto da Marinha, NATO Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que teve início no dia 7 de Julho a partir da Base Naval de Lisboa, e decorrerá nas áreas marítimas a sul de Sesimbra e de Sines, até ao dia 24 de Julho. 

No REP 14-Atlântico irão ser operados diversos veículos autónomos, nomeadamente veículos autónomos de superfície (ASVS), veículos autónomos submarinos (AUV) e veículos aéreos não tripulados (UAV), equipados com diferentes sensores acústicos, bem como diversos equipamentos de comunicações a partir de navios da Marinha Portuguesa, nomeadamente o NRP Pégaso, o NRP Auriga e o submarino NRP Arpão, bem como do navio de investigação da NATO, o NRV Alliance.

Este ano o exercício tem o objectivo de testar redes de veículos marítimos não tripulados em operações de guerra de minas, protecção portuária, conhecimento ambiental, busca e salvamento. Também participam neste exercício a Universidade de Roma, a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, o Real Instituto de Tecnologia da Suécia, várias instituições americanas de investigação e as empresas EvoLogics (Alemanha) e Oceanscan (Portugal).

Através do REP14-Atlântico pretende-se que todos os parceiros colaborem em projectos de investigação relativos a comunicações submarinas, redes DTN (delay tolerante networking), interoperabilidade de sistemas e veículos. (MGP)

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE O EXÉRCITO PORTUGUÊS E A CÂMARA MUNICIPAL DE ESTARREJA

O Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, e o Major General do Exército Português, António Rebelo Teixeira, assinaram esta manhã um protocolo de colaboração que visa divulgar as condições de prestação de serviço militar nos regimes de voluntariado e de contrato.

A colaboração entre as duas entidades surge no âmbito de acções de divulgação da prestação de serviço militar de RV (regime de voluntariado) e RC (regime de contrato), no município, bem como da prestação de esclarecimentos e cooperação relativa a assuntos de natureza militar. Este protocolo insere-se na estratégia de recrutamento contínuo de voluntários, reclamada por um sistema que visa assegurar a disponibilidade de recursos humanos qualificados.

Na prática, esta parceria permitirá prestar os esclarecimentos relativos a assuntos militares no edifício dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Estarreja, nomeadamente aqueles que dizem respeito a: Recenseamento Militar; Dia da Defesa Nacional; Certidões Militares; 2.as vias de Cédulas Militares; Contagens de Tempo de Serviço; Requerimento para Complemento de Pensão e Reforma (Ex-Combatentes); Outros requerimentos.

O Exército compromete-se a dar formação aos recursos humanos da Câmara Municipal sobre a divulgação do serviço militar em RV e RC e os assuntos relacionados com as obrigações militares dos cidadãos; disponibilizar todos os meios de divulgação e colaborar com a autarquia na realização de eventos de carácter cultural, recreativo e desportivo que contribuam para a divulgação do serviço militar.

O protocolo entra em vigor na data da sua assinatura e vigora, a título experimental, pelo período de 3 meses. Findo este período experimental, será feita a respectiva avaliação e aferido o interesse pela sua manutenção considerar-se-á renovado pelo período subsequente de um ano, podendo ser renovado por iguais períodos. (Local Pt)

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

EXERCÍCIO "JÚPITER 14" DA BRIGADA DE INTERVENÇÃO

Decorreu no período entre 25 de Junho e 01 de Julho de 2014, na região de Moimenta da Beira, o exercício “JÚPITER 14” da Brigada de Intervenção (BrigInt).

Sendo um exercício sectorial contemplado no Plano Integrado de Treino Operacional para 2014, teve como finalidade exercitar e desenvolver as capacidades operacionais do Agrupamento de Manobra da Força Tarefa 1200, que se constituiu como Audiência Primária de Treino.

No último dia do exercício o Agrupamento de Manobra da Força Tarefa 1200 recebeu a visita do Presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, acompanhado por diversas entidades representantes das forças vivas da região, a convite do Comandante da Brigada de Intervenção. Nesta ocasião, as entidades convidadas tiveram a oportunidade de ficar a conhecer as capacidades da Brigada de Intervenção e de assistir a uma demonstração levada a efeito pelo Agrupamento FT1200. No final da visita as viaturas que compõem o Agrupamento FT1200 desfilaram na Avenida 25 de Abril, passando em frente à Câmara Municipal de Moimenta da Beira, tendo os Moimentenses aderido em grande número e de forma entusiástica.

Participaram no exercício “JÚPITER 14” cerca de 750 militares e 120 viaturas da BrigInt, de onde se destacam as 50 Viaturas Blindadas de Rodas PANDUR II 8X8, nas suas diferentes tipologias, que qualificam a Brigada de Intervenção como a “Força Blindada de Rodas” do Exército.

terça-feira, 8 de Julho de 2014

Chefe de Estado-Maior da Armada quer reforçar cooperação em Angola

O almirante Luís Manuel Fragoso, que se encontra em Luanda a convite do seu homólogo angolano, foi hoje recebido pelo ministro da Defesa de Angola, João Lourenço, e pelo Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas, general Geraldo Sachipengo Nunda.

Em declarações à imprensa no final da audiência, o CEMA português disse que, tendo tomado posse recentemente, em Dezembro de 2013, a deslocação a Angola visa reafirmar a disponibilidade da marinha portuguesa na formação dos militares angolanos.

A propósito desta visita, o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas classificou como "profícua" a cooperação entre as forças dos dois países, desde 1992, "com muitas vantagens para Angola".

Segundo Geraldo Sachipengo Nunda, as relações de cooperação entre as duas forças "têm decorrido até agora de uma forma muito proveitosa".

"Privilegiamos fundamentalmente as áreas de formação de quadros e também a consultoria ou assessoria nos diversos escalões", referiu chefe militar angolano, acrescentando que todas as escolas da Marinha de Angola contam com consultores portugueses, além do envio de cadetes angolanos para Portugal.

O Chefe de Estado-Maior da Marinha de Guerra de Angola, almirante Augusto da Silva Cunha, disse que Portugal é pioneiro na organização das Forças Armadas Angolanas e que essa cooperação "tem seguido o seu curso normal até agora".

"Dentro desses anos todos temos aprofundado essa cooperação, nomeadamente na área da formação de quadros e assessoria técnica às escolas do ramo. Estendi esse convite ao Chefe de Estado-Maior da Armada portuguesa porque iniciou o seu mandato agora e não tinha qualquer contacto físico com a Marinha de Guerra" de Angola, sublinhou o almirante angolano.

Augusto da Silva Cunha disse ainda que o convite visa mostrar a realidade angolana, tendo em conta o empenho das forças armadas angolanas no desenvolvimento do subsistema de ensino da Marinha.

"E é nessa área precisamente onde a cooperação é mais profunda com a marinha portuguesa", frisou.(NM)

BASE AÉREA Nº5 - MONTE REAL - 13 DE JULHO (Entrada Livre)

Casa das Esquadras 201 - "Falcões" e 301 - "Jaguares", dos caças F-16, que este ano completam 20 anos ao serviço da Força Aérea Portuguesa. 

Conhecida como a "Ponta da Lança", a Base Aérea Nº5 abre portas ao público para que este possa conhecer as missões aqui efectuadas. 

Realizar-se-ão várias actividades, entre as quais demonstrações de capacidades da secção cinotécnica da Polícia Aérea, descolagens e aterragens dos caças, em missões de treino. Motivos não faltam para que passe um excelente dia em família, por isso não falte! (FAP)

Força Aérea na 1ª Edição do Air Race Championship

A Força Aérea Portuguesa participou na primeira edição do NOS Air Race Championship de 4 a 6 de Julho em Cascais.

Num fim-de-semana em que o clima nos presenteou com as “quatro estações do Ano”, a Baía de Cascais e a Praia do Tamariz foram os locais escolhidos por milhares de portugueses para assistir a demonstrações de algumas das missões da Força Aérea efectuadas pelas suas Esquadras de voo. Em exposição estática ao longo da baía de Cascais o Museu do Ar teve em exposição três das suas aeronaves, atraindo várias pessoas, que não deixaram de registar o momento para a posteridade.

A Esquadra 751”Pumas” e a Esquadra 552 “Zangões” efectuaram uma demonstração de uma missão de Salvamento na Praia do Tamariz, actividade que recebeu os aplausos de quem assistia. As duas Esquadras que operam a aeronave de Defesa Aérea - F-16, 201 “Falcões” e 301 “Jaguares”, e a Esquadra 103 “Caracóis” com a aeronave de Instrução avançada” Alpha-jet, fizeram algumas passagens, que pela sua imponência espantaram quem os viu e ouviu passar. A Esquadra 601 “Lobos” que opera a aeronave P-3C, efectuou uma missão de Busca e Salvamento lançando um Kit de Search and Rescue permitindo assim explicar aos portugueses este tipo de missão que tão importante é numa das maiores zonas de Busca e Salvamento do Mundo.

Participando mais activamente na competição da NOS Air Race a Esquadra de Instrução Elementar e Básica, 101 “Roncos” com a aeronave Epsilon-TB 30, que foi o Pace Plane usado para dirigir os pilotos de acordo com as Regras e Regulamentos. (FAP)

MILITARES PORTUGUESES DÃO FORMAÇÃO A MILITARES AFEGÃOS

A cerimónia da entrega dos diplomas aos militares afegãos da repartição de Informações (G2), que frequentaram com aproveitamento o Workshop de rentabilização dos meios informáticos na área das informações militares, realizou-se no passado dia 03 de Julho, nas instalações do Comando da 111ª Divisão de Cabul (111ª CapDiv).

O Workshop, da responsabilidade da repartição de Informações da Divisão, foi ministrado pela equipa de assessores e por um elemento do apoio do 8º Contingente Nacional. A acção de formação, que decorreu de 16 de Junho a 03 de Julho, teve uma carga horária de 12 horas.

A cerimónia de entrega de diplomas foi presidida pelo Chefe de Estado-Maior da Divisão, Brigadeiro-General Ali Jan Sarwari (em representação do Tenente-General Qadam Shah Shahim, Comandante da Divisão) e contou com a presença do Senior Adviser português, Coronel Nuno Cardoso.

O Chefe do G2, Coronel Shookur tomou da palavra e salientou a importância da formação do seu pessoal nesta área, apresentou os temas abordados durante a acção de formação e enalteceu todo o apoio dos assessores portugueses, em especial o prestado pelo 1º Sargento Pinto.

O Brigadeiro-General Sarwari, exaltou os formandos pelo aproveitamento obtido no Workshop e encorajou-os a aplicarem os conhecimentos adquiridos, de modo a potenciarem o G2 e a 111ª CapDiv. Por último, agradeceu pessoalmente ao Coronel Nuno Cardoso, o apoio prestado pelos militares do 8º Contingente Nacional, no aumento de proficiência do seu Estado-Maior (111ª CapDiv) e, neste caso concreto, na área das informações militares. (Emgfa)

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Missa de acção de graças e sufrágio pelos mortos da Força Aérea

No dia 6 de Julho realizou-se na Capela da Serra do Carvalho, em Vila Nova de Poiares uma Missa de Sufrágio e Evocação dos 8 pilotos falecidos no acidente aéreo ocorrido dia 1 de Julho de 1955, naquele local.

O acidente vitimou oito pilotos da Força Aérea que executavam uma manobra integrada nas comemorações do seu 3º aniversário enquanto Ramo independente. Foi o mais trágico acidente na história da Força Aérea Portuguesa. Como tal, e de forma a preservar a memória das vítimas deste lamentável sucedido, foi construída no local uma Capela em honra de Nossa Senhora do Ar. (Fap)

Navio patrulha oceânico ao serviço nos Açores a partir de Outubro

"A corveta actual será substituída por outra, em Agosto, e posteriormente, em Outubro, até porque se aproxima o inverno, altura mais adequada, vamos contar com essa nova unidade naval na região", declarou o capitão-de-mar-e-guerra Coelho Cândido, que foi hoje empossado como comandante da ZMA.

Os navios patrulha oceânicos irão substituir as corvetas da Marinha, que já têm, em média, cerca de 40 anos.

Estes navios são considerados uma mais-valia porque possuem uma grande autonomia e podem ser utilizados como sondas cirúrgicas.

Coelho Cândido, em declarações aos jornalistas à margem da sua tomada de posse, reconheceu que os meios existentes "serão sempre poucos, dada a vastidão do espaço marítimo".

"Mas nós temos de optimizar e racionalizar aquilo que é posto à nossa disposição. E é nesse sentido que o comandante da ZMA tem de trabalhar, recebendo os meios afectos aos Açores e utilizá-los da melhor forma para protecção dos espaços marítimos e segurança das populações", declarou.

Coelho Cândido, que já realizou duas missões nos Açores, na década de 1990, referiu que, "sempre que puder" fará chegar o seu "sentimento em relação à necessidade de a região dispor de mais meios, salvaguardando, contudo, que tendo em consideração a conjuntura, não se trata de uma missão fácil.

O novo comandante da ZMA, comentando as alterações na orgânica do Governo dos Açores anunciadas no domingo, que incluem a criação da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, afirmou: "Se o executivo entendeu que esta é uma boa solução, com certeza que será positiva também para acudir-nos".

No âmbito da sua tomada de posse, o novo comandante da ZMA destacou que o interesse estratégico do mar "não é mera retórica" nos Açores, dada a dimensão do seu espaço marítimo e a sua descontinuidade territorial.

Coelho Cândido, que também acumula as funções de chefe do Departamento Marítimo dos Açores e comandante da Polícia Marítima dos Açores, frisou que este é um "desafio acentuado".

Coelho Cândido substitui nas funções de comandante da ZMA Pires da Cunha.

A Marinha possui nos Açores um efectivo de cerca de 300 elementos e, entre outras unidades, capitanias de porto em Ponta Delgada, Vila do Porto, Horta, Praia da Vitória, Angra do Heroísmo e Flores, bem como delegações marítimas nas ilhas sem capitania. (NM)

domingo, 6 de Julho de 2014

Grupo de trabalho da NATO em Portugal na próxima semana

A base naval do Alfeite, em Almada, vai receber entre segunda e sexta-feira o grupo de trabalho da NATO especializado em operações anfíbias (AMPHIBOPSWG), segundo comunicado da Marinha portuguesa.

O« facto de Portugal ter sido escolhido para receber este grupo de trabalho demonstra o reconhecimento da NATO pela longa tradição nacional nesta área e pela participação dos Fuzileiros nos diversos teatros de Operações. Irão estar presentes 7 entidades Nato e representantes de 12 países», esclarece a Marinha.

Trata-se de «um fórum de estudo, discussão e proposta de implementação da doutrina NATO combinando operações militares combatentes com a operações de ajuda humanitária ou de evacuação de não combatentes», diz ainda. (A Bola)

sexta-feira, 4 de Julho de 2014

EXERCÍCIO DE ROBÓTICA – REX14

Este exercício, que é promovido pela Marinha através do seu Centro de Investigação, visa testar e demonstrar tecnologias usadas em robótica e recolher dados para investigação científica nas áreas de interesse da Marinha.

Este ano contou com a participação de investigadores do CINAV e mais de 60 elementos externos à Marinha, nomeadamente: do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Centro de Investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNINOVA), Instituto Superior Técnico (IST), ESRI-Portugal, TEKEVER, ASCAMM (Espanha), Science Tecnology Organization (STO) – Centre for Maritime Research and Experimentation (CMRE) (Itália) e Space Applications Services (SAS) (Bélgica). (MGP)

MILITARES PORTUGUESES COMEMORAM DIA DOS “COMANDOS” EM KABUL

Militares do Contingente Nacional comemoram, no passado dia 29 de Junho, o 52º aniversário das tropas COMANDOS, no Teatro de Operações do Afeganistão, Base da NATO a Norte do Aeroporto Internacional, em Cabul (N-KAIA).

Para além dos militares do 8º Contingente Nacional, as comemorações contaram também com a presença de cidadãos Nacionais, que se encontram em trabalho no Afeganistão e vários convidados de outros contingentes.

O evento iniciou-se às 11H30 (hora local), com a realização de uma videoconferência com o Comandante do Centro de Tropas Comandos, Coronel Dores Moreira, por ocasião do aniversário da especialidade e encerramento do 123º Curso de Comandos

As actividades comemorativas continuaram durante o período da tarde, salientando-se a fotografia da "família" COMANDO, a formatura com leitura do código COMANDO, e um convívio social.

Os Comandos em missão no Teatro de Operações do Afeganistão sentem-se orgulhosos com as comemorações deste aniversário, pleno de significado.

Estes momentos, a par da actividade operacional, continuam a elevar o nome da especialidade COMANDO, detentora de um riquíssimo legado

As celebrações terminaram na casa de Portugal, com o GRITO DOS COMANDOS "MAMA SUMAE", seguido de um Porto de Honra.. (EMGFA)

TOMADA DE POSSE DA DIREÇÃO DO HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS E PASSAGEM PARA A TUTELA DO CEMGFA

A direcção do Hospital das Forças Armadas (HFAR) tomou posse, no passado dia 30 de junho, no auditório do Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, numa cerimónia presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar-Branco, que contou com a presença do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro e dos Chefes do Estado-Maior dos Ramos.

A tomada de posse da direcção do Hospital das Forças Armadas coincide com a transferência da tutela para o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, culminando um processo que resultou da fusão de quatro hospitais militares: o Hospital da Marinha, o Hospital Militar Principal, o Hospital Militar de Belém e o Hospital da Força Aérea, em Setembro de 2012. (Emgfa)

EXÉRCITO PATRULHA SERRA DE SILVES

O Exército Português, no âmbito de um protocolo estabelecido com o Instituto da conservação da natureza e da floresta (ICNF) e em parceria com o Município de Silves e o Município de Monchique, fará a vigilância da Mata Nacional Herdade da Parra, no concelho de Silves e patrulhará, ainda, caminhos florestais, bem como áreas de edificação dispersa e aglomerados urbanos do sector norte do concelho.

O patrulhamento em Silves ocorrerá nos meses de Julho, Agosto e Setembro, durante o período crítico de defesa da floresta contra incêndios florestais (fase CHARLIE). Esta ação foi denominada pelo Exército como Plano FAUNOS e será posta em prática pelo Regimento de Infantaria Nº1, sediado em Tavira, envolvendo equipas de Militares do RI.

A colaboração entre autarquia e Exército tem como grande objectivo incrementar a vigilância da área florestal, já desenvolvida por diversas entidades, nomeadamente os sapadores florestais e a Guarda Nacional Republicana. (Local.pt)

CONTINGENTE NACIONAL COMEMORA DIA DAS OPERAÇÕES ESPECIAIS NO AFEGANISTÃO

Os militares de Operações Especiais da Marinha e do Exército, integrados no 8º Contingente Nacional (8ºCN) em missão no Afeganistão, celebraram o dia 27 de Junho, inspirados nas comemorações do dia da Unidade do Centro de Tropas de Operações Especiais, coincidente com o período das festas em Lamego.

O dia foi assinalado simbolicamente com um Porto de Honra oferecido pelo Comandante do 8º CN/ISAF, Coronel Nuno Cardoso, na Casa de Portugal sediada na Base da NATO a Norte do Aeroporto Internacional de Cabul (KAIA). O evento surge na sequência do seu congénere, dia dos Paraquedistas, celebrado a 23 de maio, antecedendo a anunciada comemoração do dia dos Comandos, em 29 Junho.

Estiveram ainda presentes militares estrangeiros ligados à comunidade de Operações Especiais em missão na ISAF honrando, com a sua presença, o 8ºCN.

Os militares do 8º CN/ISAF, independentemente da sua especialidade, numa demonstração de espirito de camaradagem, quiseram registar este momento. (Emgfa)

Comemorações do Dia do Centro de Tropas de Operações Especiais

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Crise encurta viagem de instrução de cadetes do navio-escola Sagres

A bordo do veleiro estão 38 cadetes da Escola Naval da Marinha portuguesa e outros 11 estrangeiros, de "marinhas amigas", para além dos 128 militares que compõem a guarnição do navio. Como sempre acontece, os cadetes frequentam o segundo ano da Escola Naval, que põem em prática nesta viagem a teoria que aprenderam nos meses anteriores e adquirem novos conhecimentos.


"Normalmente, o segundo ano da Escola Naval é o ano em que as matérias ministradas estão mais viradas para a navegação astronómica, navegação oceânica. E este navio acaba por ser a plataforma ideal para essa instrução", explicou aos jornalistas o comandante do Sagres, o capitão-de-fragata Alcobia Portugal.

O navio-escola, um veleiro construído em 1937 e ao serviço da Marinha nacional desde 1962, permite aos cadetes um "contacto muito próximo com o meio ambiente, enquanto que num navio de guerra tradicional tudo se passa no interior", prossegue o comandante.

"Aqui, os cadetes estão em pleno contacto com a natureza, com as forças que nos fazem movimentar, que é o vento e o mar", explicou, acrescentando que a maioria das marinhas "continuam a ter grandes veleiros para a instrução".

Portugal usa o Sagres há 52 anos com esse objectivo e o comandante Alcobia Portugal espera que assim continue por outros cinquenta, sublinhando que o veleiro tem tido "pequenas adaptações e pequenas reparações pontuais" que garantem toda a segurança e adequação plena "à sua função de navio-escola mas também como embaixador itinerante, representante de Portugal por todo o mundo".

Este ano, a viagem de instrução de cadetes começou em Lisboa a 13 de Junho, terminando, também na capital, a 20 de Julho, depois de escalas em Las Palmas, no arquipélago espanhol das Canárias, em Ponta Delgada e em Angra do Heroísmo, nos Açores.

Um mês e meio passado, sobretudo, em alto mar, para "rentabilizar ao máximo" a aprendizagem dos cadetes, que são "integrados no funcionamento total do navio", desempenhando tarefas e serviços ao lado dos elementos da guarnição.

Por causa de "questões nacionais de restrições orçamentais", a viagem deste ano de instrução de cadetes "é muito mais curta" e limita-se à "zona do continente e ilhas", havendo apenas uma escala num porto estrangeiro.

"Vamos tentar que a viagem seja o mais barata possível. Esta é uma realidade que nos cabe a todos e a Marinha também está parceira nessa realidade", afirmou o comandante do navio, dizendo ainda que "todos os navios acabam, de alguma forma, por ser afectados" pela contenção orçamental.

"Como todo o Estado e todos os particulares, gerimos com muita parcimónia todos os recursos que estão disponíveis e tentamos que esses recursos sejam focalizados nas áreas mais sensíveis e, portanto, neste momento, não nos afecta", sublinhou.

A organização desta viagem anual conjuga os "vários convites" que o navio recebe para ir a portos nacionais ou onde há comunidades portuguesas e a oportunidade e necessidade de "dar navegação aos cadetes".

O mar dos Açores, por onde o navio andará até 14 de Julho, "a toda a hora, todo o dia, muda" e os cadetes poderão assim aprender a estar preparados para essa instabilidade, para o bom e para o mau tempo, "aqui ou em qualquer lugar".

Porque, diz Alcobia Portugal, "os mares são todos iguais e todos diferentes". (NM)