12 de maio de 2015

É preciso “mais informação” sobre as indústrias de Defesa

O ministro da Defesa Nacional afirmou que é preciso “mais informação” sobre as pequenas e médias indústrias da Defesa e que os ciclos de conferências “Economia da Defesa”, realizados em vários pontos do País, contribuem para a sua divulgação.

“Os números de emprego e volume de negócios”, no sector da Defesa “mostra que podemos tirar muitas oportunidades que ainda estão por explorar nesta área” e para isso “temos que ter mais informação”, referiu José Pedro Aguiar-Branco, em Penafiel, numa conferência organizada pela Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais (idD).

“Com este ciclo de conferências pretendemos mostrar que há muitas mais oportunidades do que aquelas que, à partida, se julgam num mercado em expansão”, frisou o ministro da Defesa Nacional, acrescentando que “o Estado, em vez de ser um corpo fechado e actuar como concorrente”, deve “abrir e dar o pontapé de saída para este novo paradigma”.

Considerando que “a globalização” constitui uma oportunidade para as empresas se expandirem internacionalmente, José Pedro Aguiar-Branco deu como exemplos a agência de procurement da NATO que tem como clientes os 28 estados-membros que a compõem, e o eixo estratégico da Europa, que pretende ter “uma capacidade de resposta própria”, sem ficar dependente dos eixos não europeus.

O ministro da Defesa Nacional mencionou ainda a experiência que teve no Luxemburgo, onde constatou que “o ranking das respostas das empresas portuguesas era muito baixo”, devido à “falta de informação, à falta de actualização de dados e à falta de acompanhamento persistente dos concursos” abertos pelas agências.

Na conferência desta tarde estiveram também presentes o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Antonino de Sousa, o presidente da Eurodefence, António Figueiredo Lopes, e o presidente da Agência Europeia de Defesa, António Figueiredo Lopes. (Defesa)

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